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Já pensou em comer em um dos melhores restaurantes do mundo? Se você tem curiosidade, aproveite para ler meu relato sobre o Bo.lan, hoje considerado o 19o melhor da Ásia. O restaurante típico tailandês tem também uma estrela Michelin e foi tema de um episódio da série documental de gastronomia Chef's Table, da Netflix.
O post Bo.lan em Bangkok: como é jantar em um dos melhores restaurantes do mundo apareceu primeiro em Viajão.
]]>Eu adoro gastronomia! Um dos meus programas favoritos em qualquer lugar do mundo é comer e conhecer os sabores locais. E já tendo ido para a Tailândia quatro vezes, tinha uma coisa que eu queria muito fazer: comer num restaurante estrelado. Mais especificamente, no Gaggan, em Bangkok – que foi considerado o melhor restaurante da Ásia (e o quarto melhor do mundo!). Só que além de ser muito caro (acabava sempre deixando pra uma próxima visita haha), ele fechou no ano passado.
Mas acabei conseguindo realizar esse sonho conhecendo o Bo.lan, que também fica em Bangkok. Hoje ele é o 19o melhor da Ásia. A chef que comanda a casa, Duangporn Songvisava, foi também eleita a melhor chef mulher da Ásia em 2013. O restaurante tem uma estrela Michelin. E foi também o tema de um dos episódios de Chef’s Table, série documental da Netflix sobre gastronomia. Eu recomendo a série inteira, mas se você quiser ver só esse episódio, é o terceiro da 5a temporada.
Junto com a chef tailandesa (conhecida simplesmente como Bo), quem também assina os pratos é seu marido, o australiano Dylan Jones (ou Lan).
Agora que contextualizei o lugar, vamos para a experiência!
Essa é uma experiência gastronômica completamente diferente do que a gente costuma viver quando visita a Tailândia. Normalmente, a primeira coisa em que a gente pensa é na comida de rua, certo?

Pois bem, o Bo.lan é, na verdade, um restaurante que serve pratos tradicionais tailandeses com inspiração tanto na comida de rua quanto na gastronomia mais refinada e comum nos palácios. Tudo é orgânico e vem de fornecedores locais.
Funciona como um menu degustação. Ou seja, os pratos variam de acordo com a estação e escolha dos chefs. Você paga um valor fechado pelo menu completo, não tem escolha a la carte. Mas, claro, você pode alertar o restaurante caso tenha alguma restrição alimentar na hora da reserva.

E o menu tem várias etapas, sendo três ou quatro entradas, mais cinco pratos principais. Nos principais, em geral são servidos uma salada, um curry, uma sopa e outras preparações típicas, com o omelete tailandês, por exemplo. A diferença para os menus degustações ocidentais é que nesse caso todos os pratos principais são servidos juntos, para dividir, pois essa é maneira tradicional deles. Depois, mais uma ou duas sobremesas.

Tudo estava muito gostoso no dia que fomos – e os pratos (especialmente principais) são muito fartos. E também muuuito apimentados haha. Tinha passado 13 dias na Índia antes disso e não cheguei nem perto de lacrimejar com a picância. Mas com as entradas do Bo.lan… Confesso que foi quase.
Pra mim, valeu, sim! Mas se vale pra você também, aí depende… Você gosta muito de gastronomia – e da experiência gastronômica como um todo, de sentar num restaurante e aguardar a sequência de pratos? Você tem essa grana para gastar e não vai deixar de fazer coisas que considera importantes por isso (quando fomos, a conta deu cerca de US$ 100 para cada, na época, em torno de R$ 400 – hoje, cerca de R$ 515)? Quer conhecer um restaurante estrelado em Bangkok? Se a sua resposta para essas perguntas for sim, vai numa boa porque você vai curtir! Se for não, deixe para lá (ou pra uma próxima visita).
Para terminar, no Bo.lan você não vai encontrar tailandeses comendo. É um restaurante mais caro, que oferece comida típica para um público majoritariamente internacional. Portanto, por mais que eu tenha adorado ter conseguido ir, essa é uma experiência complementar à que você vai ter experimentando a comida de rua. Para conhecer também algo diferente e saber como é um restaurante asiático mais refinado (e, óbvio, um dos melhores do mundo). Mas não trocaria pelo pad thai sentada em uma esquina qualquer de Bangkok.
Ah, e se você está planejando uma viagem para a Tailândia, aproveite para dar uma olhada nos outros posts sobre o assunto por aqui. Já demos dicas que vão desde como sair do aeroporto e chegar no centro de Bangkok, já falamos sobre as praias e sobre a experiência com elefantes em Chiang Mai. E antes de embarcar, não esquece do seguro viagem, né?
O post Bo.lan em Bangkok: como é jantar em um dos melhores restaurantes do mundo apareceu primeiro em Viajão.
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Está planejando uma viagem e quer saber o que fazer no Sri Lanka? Então dá uma olhada nesse post - vou detalhar tudo que fizemos por lá em uma semana. O Sri Lanka é um país relativamente pequeno e dá para ver muita coisa interessante mesmo com poucos dias.
O post O que fazer no Sri Lanka? Roteiro de sete dias pelo país apareceu primeiro em Viajão.
]]>Está planejando uma viagem e quer saber o que fazer no Sri Lanka? Pois seus problemas acabaram (haha). Nesse post, vou detalhar tudo que fizemos por lá em uma semana. O Sri Lanka é um país relativamente pequeno e dá para ver muita coisa interessante mesmo com poucos dias.

Além disso, é a dobradinha perfeita caso você vá ou tenha ido à Índia, já que os países ficam super próximos um do outro e há bastante opções de voos. Para ver tudo sobre o nosso roteiro e nossa viagem para a Índia, clique aqui.
Nós chegamos ao Sri Lanka vindos da Índia, onde tínhamos passado 13 dias. Nossa viagem por lá foi intensa e bem cansativa, por isso chegamos no Sri Lanka com o roteiro meio em aberto. Sabíamos mais ou menos o que gostaríamos de ver, mas fomos montando ali na hora a rota e deu tudo certo. Aqui embaixo vocês conseguem ver melhor por onde passamos:

Tem MUITA coisa interessante para ver e fazer no Sri Lanka. Eu mesma queria muito conhecer a Reserva Nacional Yala, mas acabamos não conseguindo incluir nesse roteiro. Para facilitar, fizemos basicamente um círculo, saindo e chegando praticamente no mesmo lugar. Dá para ver melhor no detalhe aqui embaixo.

Só chegamos e saímos do país de avião. O restante dos trajetos fizemos de carro ou trem. Explico melhor no detalhamento abaixo. Espero que seja útil – lembro que na época em que fomos era difícil encontrar informações!
Saímos de Varanasi, na Índia, por volta das 12h30 e aterrissamos às 16h em Colombo, capital do Sri Lanka. Pegamos um voo direto mesmo, porque consideramos a melhor opção.

Nas pesquisas prévias que tínhamos feito sobre o país para montar nosso roteiro, muita gente dizia que Colombo era uma cidade para uma parada rápida, pois não tinha muitos atrativos. Mas logo que chegamos, a gente constatou o contrário: adoramos a vibe da cidade.
Para quem tinha acabado de sair da caótica Varanasi, Colombo é tranquila e muito organizada. O centrinho é super movimentado e a oferta de restaurantes é enorme. Além disso, há por lá muitos templos e mercados que não conseguimos conhecer. Se fosse novamente, reservaria mais um dia ou dois por lá com certeza.
Começamos o dia indo para o Centro da cidade. Já que teríamos pouco tempo em Colombo, escolhemos conhecer uma das mesquitas mais famosas, a Mesquita Vermelha. Ela é grande (cabem cerca de 10 mil pessoas lá dentro) e uma das mais antigas da cidade. Além disso, a arquitetura e pintura branca e vermelha são irresistíveis.

Infelizmente só homens podem circular pela mesquita e conhecer as salas de oração. Pelo menos eu pude ficar no saguão principal e observar um pouco do monumento por dentro. É interessante mesmo assim. Ah, dentro da mesquita é preciso usar um traje específico, que é longo e tem as mangas longas também. Eles emprestam gratuitamente na entrada.
Depois da visita, já fomos encontrar nosso motorista para partir para Mirissa, onde chegamos à noite.
Nesse dia também aproveitamos para negociar com as agências de turismo local os serviços de um motorista. Não recomendo fazer isso no mesmo dia – mandamos mensagens de manhã para os Instagrams das agências e nossa intenção era sair ao meio dia. Ou seja, super apertado.
Negocie com uns dias de antecedência que provavelmente você conseguirá um preço melhor. Fechamos com a Ramani Tours e pagamos US$ 45 por dia para o motorista. O total foi US$ 270 por seis dias (sábado a quinta). Os valores são de novembro de 2018.
Nesse valor estão inclusos o serviço dele, o carro com ar condicionado e gasolina, refeições do motorista e pedágios. A contratação de motorista para circular pelo país é mega comum no Sri Lanka, por isso a maioria dos hoteis já tem dependências também para eles. Caso algum hotel que tivéssemos reservado não tivesse quarto para motorista, precisaríamos pagar US$ 10 extras por noite para ele.

Como havíamos chegado no dia anterior à noite, acabamos só saindo para jantar mesmo. Só fomos conhecer a cidade e a praia neste terceiro dia. E que praia! Mirissa tem água transparente e é muito tranquila, quase uma praia deserta. Por lá, dá para subir na Parrot Rock, uma pedra da qual você tem uma visão privilegiada da praia. Ou só relaxar na água e na areia mesmo.

Curtimos a praia pela manhã, fizemos uma pausa para o almoço e já partimos para um bate e volta a Galle. Galle era a principal cidade portuária do país no século XIV – e nos séculos seguintes foi fortificada portugueses e holandeses. É tudo muito preservado e bonito, separe algumas horinhas para explorar. Se tivesse tido mais tempo, inclusive, até seria legal ter passado uma noite por ali para ver melhor as atrações da cidade.

Nesse dia, partimos de manhã de Mirissa com direção a Ella. Esse trajeto é bem bonito e dá para parar para ver algumas cachoeiras, como a Ravana Falls. Depois, voltamos aos nossos objetivos principais em Ella. No caso, conhecer a Ponte dos Nove Arcos (Nine Arch Bridge) e pegar o trem que tem a fama de fazer a rota mais bonita do mundo. Essa rota é entre Ella e Kandy.

Assim que entramos na cidade, já fomos direto conhecer a ponte. Você pode fazer uma trilha (asfaltada) para conseguir vê-la lá de cima. É íngreme, mas rápido – uns 20 a 30 minutos. De lá, você pode também descer por outra trilha (sem asfalto, só lama haha) para chegar até a ponte mesmo. É meio perrengue, tem que ir com calma. Especialmente se você estiver usando chinelos, como nós estávamos haha. Mas nada impossível, aos poucos dá certo. E vale a pena, a ponte é impressionante.
Na saída, fomos direto comprar a passagem de trem para o dia seguinte. E só encontramos disponíveis lugares na terceira classe, então foi o compramos. Cada passagem custou cerca de US$ 2,20 e o vagão não tem ar condicionado.
Dica: no Café Chill você pode provar um dos pratos mais tradicionais da culinária cingalesa, o Lamprais. Basicamente é carne, arroz, ovo e outros acompanhamentos temperados com curry, embrulhados na folha de bananeira e assados assim.
Às 9h20 em ponto o trem que nos levaria a Kandy parou na estação de Ella. A estação, inclusive, até parece cenário de filme, de tão bonitinha. Deixamos nossas malas com o motorista, que nos encontraria direto na estação de Kandy, e entramos no nosso vagão.

Como estávamos na terceira classe, os vagões eram simples – e, claro, fazia muito calor. Mas as janelas e portas são amplas, o que ajuda bastante. Esse trajeto é realmente muito bonito, cheio de plantações de chá e muito verde. Porém demora. Mas demora muuuito. Mais precisamente: quase sete horas.

Honestamente, não sei se recomendo fazer o trajeto completo se você, como nós, tiver contratado um motorista. Poderíamos ter descido em alguma outra estação e aproveitado mais nosso dia, sabe? Ou pego um trem mais tarde, pois Ella é uma cidade muito fofa e eu gostaria de ter visto mais. Como meio de transporte mesmo, aí sim sem problemas.
Chegamos em Kandy às 16h e fomos só dar uma volta e jantar pela cidade (confesso que não curti muito Kandy, não!).
Na manhã desse dia, aproveitamos para conhecer dois templos importantes que ficam em Kandy. O primeiro deles é o Sri Dalada Maligawa, também conhecido como Templo da Relíquia do Dente Sagrado. É um templo budista que abriga um dente de Buda e, por isso mesmo, é local de peregrinação. O que quer dizer: é muito lotado. Mas MUITO.

A gente não sabia, mas em três horários do dia (das 5h30 às 7h, das 9h30 às 11h e das 18h30 às 20h) é possível ver a urna onde o dente está guardado (não o dente!). E nós chegamos bem num desses horários. De verdade, não era possível se mexer na escada que dá acesso à área do dente. Logo, recomendo paciência ou então visitar nos outros horários, onde é possível ver melhor o templo. O ingresso custa cerca de US$ 8.

De lá, fomos para o Bahirawakanda, um templo que fica no alto da montanha e abriga uma estátua enorme de Buda. Olha, que maravilhoso! Recomendo porque é bem bonito – e muito mais tranquilo. A entrada custa cerca de US$ 1,50.
Depois das visitas, pegamos a estrada novamente com destino à Sigirya. Chegamos à noite e também só aproveitamos para jantar e conhecer as redondezas.
Sigirya, ou Lion Rock, é uma das principais atrações do Sri Lanka. Basicamente ela é uma pedra com 370 metros e 1200 degraus. Lá em cima ficava um palácio (construído no século V!) e o local era usado como fortaleza. Não vou entrar em muitos detalhes por aqui porque temos um post exclusivo sobre Sigirya aqui no Viajão – só clicar para ir para lá.

Mas vou aproveitar para dar um pequeno depoimento enquanto pessoa que tem muito medo de altura (vai que ajudo alguém haha). Confesso que estava receosa do que ia encontrar ao chegar lá, fiquei tensa já no dia anterior, ao avistar a pedra (que é mesmo muito alta). Tudo que tinha lido até então, em geral em blogs gringos, dava a entender que a subida era difícil e perigosa.
Chegando lá, subi numa boa, de verdade. Claro, é cansativo (além de tudo, o clima é muito quente e úmido). Mas sinto que já subi em monumentos mais perigosos na vida haha. Como os templos em Bagan, no Mianmar, e alguns no Camboja. Se você também tem medo ou vertigem de altura, pode ir tranquilo, achei super seguro.

De Sigirya, fomos direto embora até Negombo, nossa última parada no país. O aeroporto internacional fica ali pertinho, então só aproveitamos para jantar num restaurante na beira da praia, assistir nosso último por do sol, tomar a última cerveja no Sri Lanka e partir. De lá, fomos direto para Koh Samui, na Tailândia, mas isso é assunto para outro post.
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O post O que fazer no Sri Lanka? Roteiro de sete dias pelo país apareceu primeiro em Viajão.
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O roteiro pela Índia foi um dos mais difíceis de montar: o país é grande e é preciso otimizar os dias e formas de locomoção. Pensando em quem está planejando uma viagem para lá, reuni aqui informações que considero úteis e que podem ajudar nessa etapa de preparação.
O post Como planejar uma viagem à Índia? Veja nossas dicas apareceu primeiro em Viajão.
]]>Eu adoro planejar viagens! Faço parte do time que acha que o planejamento também faz parte de todo o processo de viajar – afinal, a gente já vai lendo, vendo e entendendo melhor o destino. Por isso mesmo resolvi fazer um post específico sobre como planejar uma viagem à Índia. Por quê? Simplesmente porque foi um dos roteiros mais difíceis de montar. Então coloquei aqui as informações que considero úteis e que podem ajudar quem quiser conhecer o país.

Antes de passarmos para o principal, aqui embaixo tem uma linha do tempo que pode ajudar nesse processo também. Aqui estão listados todos os posts que fizemos sobre o país, com muitas dicas práticas de cada cidade visitada.
1. Como montar seu roteiro pelo país
2. Quanto custa viajar pela Índia?
3. O que saber antes de ir à Índia: água, comida, motorista
4. Roteiro completo em Nova Delhi
5. Jaipur: a cidade rosa dos marajás
6. Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado
7. Visitando o Taj Mahal
8. Rishikesh: a cidade indiana que vai além do ioga
9. Varanasi: o lugar mais sagrado do hinduísmo

A primeira coisa a ser levada em conta é quantos dias você terá no país. Entendo que nem todo mundo consegue tirar férias longas, mas minha sugestão é de separar ao menos dez dias inteiros. Isso, em primeiro lugar, porque a Índia está longe. Para quem fizer o mesmo caminho que fizemos, é preciso pegar um vôo de 14 horas até Dubai e depois mais um de três horas até Nova Delhi. E em segundo porque a Índia tem muita coisa para ver.

Nós ficamos 13 dias no país, sendo 11 dias inteiros (os outros dois foram os dias de chegada e saída) e conseguimos visitar seis cidades. Esse roteiro foi super otimizado e conseguimos ver muita coisa interessante nesse período. Foi o suficiente? Mas nem de perto! Quero muito voltar, rever algumas coisas, conhecer outras tantas.

Como dá para ver no mapa acima, as cidades que visitamos estão todas concentradas mais ao norte do país. É preciso levar isso em conta também na hora de elaborar o seu roteiro. Lembre-se que a Índia é um país enorme e os deslocamentos tomam bastante tempo. É só imaginar um estrangeiro chegando ao Brasil e querendo conhecer o Amazonas, as praias do Nordeste, São Paulo, Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu, tudo isso em dez dias.

Nós escolhemos, primeiro, as cidades que gostaríamos de visitar. Nesse caso: Nova Delhi, Jaipur, Agra, Rishikesh e Varanasi. As três primeiras são chamadas de Triângulo Dourado pois são as mais visitadas por quem desembarca pela primeira vez no país, então incluímos. Varanasi é a cidade mais sagrada do hinduísmo, então queríamos ver também. Por último, entrou Rishikesh, pois nos empolgamos para ver o Rio Ganges ainda transparente.

Pushkar veio de “brinde” num bate e volta de Jaipur. Aí pesquisamos qual seria a melhor logística e nosso roteiro acabou ficando assim:
Dia 1: Chegada em Nova Delhi.
Dia 2: Nova Delhi.
Dia 3: Nova Delhi.
Dia 4: Saída de carro para Jaipur (cerca de 270 km, mais ou menos quatro horas).
Dia 5: Jaipur.
Dia 6: Jaipur (bate e volta até Pushkar).
Dia 7: Saída de carro para Agra (cerca de 230 km, mais ou menos três horas e meia).
Dia 8: Agra. Aqui saímos de carro logo após a visita ao Taj Mahal de volta para Nova Delhi (210 km, cerca de duas horas). No mesmo dia já pegamos um vôo para Rishikesh no final da tarde.
Dia 9: Rishikesh.
Dia 10: Rishikesh.
Dia 11: Saída de avião para Varanasi.
Dia 12: Varanasi.
Dia 13: Saída de avião para Colombo, no Sri Lanka.
Achei que o roteiro ficou bastante certeiro e realmente conseguimos ver muita coisa. Mas houve um erro de planejamento: poderíamos ter ido de carro direto de Agra para Rishikesh. São cerca de 400 quilômetros – apesar da viagem mais longa, teríamos economizado tempo e dinheiro.
Você sabia que o Viajão agora tem podcast? Clique aqui e saiba como ouvir nossas aventuras de viagem.
Sempre que se fala em Índia, um dos tópicos principais que surgem são os famosos trens, um clássico indiano. Nossa ideia inicial era, sim, fazer algum trecho de trem nessa viagem, mas depois de pesquisar bastante acabamos privilegiando a agilidade nos deslocamentos. Por isso, fizemos praticamente tudo de carro (contratamos um motorista) e dois trechos de avião.

Viajar de trem pela Índia ainda é uma coisa que quero muito fazer, mas que não considerei tão simples de ser planejada dessa primeira vez. Lembro que achei os sites de compra dos bilhetes muito confusos (entrei agora novamente enquanto fazia esse post e achei bem mais fácil, acho que modernizaram um pouco haha). Além disso, é preciso entender um pouco sobre as classes de bilhetes dentro trem e, claro, contar com possíveis atrasos.
Logo, se você quer priorizar as cidades e ver o máximo possível, recomendo fazer os trechos de carro, sim. Nós tivemos uma experiência ótima, as estradas estão em boas condições e economizamos bastante tempo. Já se a experiência de viajar de trem é imprescindível pra você, vai na fé! Ainda pretendo fazer isso, quem sabe numa próxima visita ao país.
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Varanasi é caótica e, ao mesmo tempo, emana paz para os hindus. Cremações de corpos à beira do Ganges, nascer do sol inesquecível, vielas que pulsam... A cidade sagrada vai transformar você.
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]]>Ainda me falta muito do mundo para conhecer. Ao mesmo tempo, já tive o privilégio de visitar muitos lugares incríveis. No meio disso tudo, posso dizer: tenho certeza que jamais esquecerei os dias que passei em Varanasi, na Índia. Depois de passar por outras seis cidades, finalmente chegamos a esta que é considerada a cidade mais sagrada do hinduísmo e, infelizmente, nossa última parada na Índia.

Normalmente faço posts por aqui dividindo o roteiro que fizemos, os pontos que visitamos. Mas não farei isso hoje. Ao menos não da forma tradicional. Varanasi é diferente de tudo que já vi, ela merece um post um pouquinho diferente também.
Importe saber: há uma infinidade de deuses e divindades importantes no hinduísmo. Mas há três que formam a trindade divina hindu. Brama é o primeiro deus, a força criadora do universo. Vishnu é o deus responsável pela manutenção do universo. Por fim Shiva, que é o destruidor, o responsável pela renovação e transformação de todas as coisas.

Não se sabe exatamente quando Varanasi foi fundada – há hipóteses que dizem que foi há cinco mil anos, há outras que dizem que foi há três mil anos. Dizem as escrituras hindus que foi Shiva que a fundou quando pisou numa das margens do Rio Ganges. Por ser o deus encarregado da transformação, é ali nessas mesmas margens que os hindus cremam seus mortos.
As margens do rio são divididas em ghats – há prédios, templos e torres nessas margens e as escadarias que saem dessas construções e levam ao rio são chamadas assim. Um desses ghats, o Manikarnika, é o que recebe as cremações. Isso acontece 24 horas horas por dia, sem interrupção. E eles acreditam que se as cinzas de uma pessoa forem jogadas ali, sua alma atinge o nirvana e não precisa mais reencarnar.

Diz a crença hindu que a chama usada em todas as cremações foi acesa pelo próprio Shiva e perdura até hoje. Eu jamais vi ou senti a fé de um povo como senti lá. Em templo nenhum no mundo. A força da crença deles é impressionante.

Todas as cerimônias de cremação acontecem ao ar livre, à beira do rio, e é possível chegar a alguns metros para observar. Não tem cheiro nenhum, eles usam uma técnica que envolve manteiga ghee e algumas especiarias para cremar os corpos. Não dá para ver as feições ou corpo de ninguém, eles são enrolados em um tecido branco. Também não é permitido fotografar. Como esse é o local mais sagrado para essa cerimônia, é também bastante caro para as famílias, que precisam comprar a lenha. Por conta disso e também pela fila (muita gente vai para Varanasi apenas para morrer), há um outro ghat em que é realizada a cremação tradicional, como no ocidente.
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E por mais que eu esteja falando de morte, é ali, na beira do rio, que a vida acontece em Varanasi. Tanto que todos os dias, no final da tarde, acontece o Aarti. Essa é uma celebração de adoração ao rio Ganges que inclui música e fogo e os indianos todos se reúnem por ali para celebrar junto. É imperdível! E como tudo na Índia, lotado. Acontece em vários ghats mas o principal é no que se chama Dashashwameh. É sempre às 18h (no inverno) ou 19h (verão) e dura cerca de 45 minutos.

Nós nos referimos ao Ganges no masculino, Rio Ganges. Mas na verdade, para os hindus, o Ganges é uma entidade feminina. Isso porque o rio é a representação da deusa Ganga, que foi esposa de Shiva e também considerada uma mãe para os outros deuses. O tempo todo é possível ver os indianos se banhando ali, os barcos circulando.

Uma das experiências mais legais é chegar à beira do rio antes do amanhecer e pegar um barco para um passeio – lembre-se de negociar bastante com os barqueiros antes, faz parte da experiência. A paisagem é incrível.
Varanasi é cheia, pulsante, barulhenta, não para nunca. É um labirinto cheio de ruelas, gente, lojas, cores, templos e mercados. É cheia de vacas, é claro. O Google Maps não vai funcionar bem. Nenhum aplicativo de localização vai funcionar bem. Se você pedir ajuda para um indiano para chegar a algum lugar, ele vai te dizer que é muito simples, que vai levar cinco minutos. Provavelmente você vai levar 40.

Honestamente? Não tem problema. Hoje lembro das tantas vezes que nos perdemos tentando encontrar nosso hostel e tenho saudades de observar a vida acontecendo em Varanasi. Nessa cidade, se perder vale mais do que qualquer atração turística. Observe as casas, os rostos, as crianças voltando da escola. Pelas ruelas também dá para ver os corpos sendo levados para a cremação, carregados por membros da família.
Nós ficamos duas noites e pouco mais de dois dias inteiros na cidade. Eu considerei que foi tempo suficiente pois Varanasi é uma cidade cansativa energeticamente – ao final da nossa estadia, eu estava exausta. Mas voltaria, com certeza! Chegamos e saímos da cidade de avião mesmo, pois consideramos mais prático.
Nós ficamos hospedados dentro da parte histórica, ou seja, nas vielas ali próximas aos ghats. Mas tivemos dificuldade em encontrar boas opções de hospedagem nessa área na época. Hoje, já tendo visitado a cidade, eu me hospedaria fora da região histórica sem problemas. Há mais opções de hotéis. Além disso, é simples chegar até o rio de tuktuk, por exemplo. Ah, para terminar, não esqueça de tomar um lassi no Blue Lassi, que é tradicional e muito divertido pois as opções de sabores são quase infinitas.
1. Como montar seu roteiro pelo país
2. Quanto custa viajar pela Índia?
3. O que saber antes de ir à Índia: água, comida, motorista
4. Roteiro completo em Nova Delhi
5. Jaipur: a cidade rosa dos marajás
6. Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado
7. Visitando o Taj Mahal
8. Rishikesh: a cidade indiana que vai além do ioga
9. Varanasi: o lugar mais sagrado do hinduísmo?
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Comprou a passagem para Bangkok e ainda não sabe qual a melhor opção para ir do aeroporto até seu hotel? Confira aqui todas as possibilidades saindo tanto do Suvarnabhumi, o principal da cidade, como do Don Mueang, onde chegam muitos voos low cost
O post Chegando em Bangkok: como ir do aeroporto para a cidade apareceu primeiro em Viajão.
]]>Está com a passagem comprada para Bangkok e quer saber como ir do aeroporto para a cidade? Pois bem, esse post vai te ajudar! Antes da gente chegar no principal, recomendo sempre comprar chip de celular com internet assim que desembarcar. Existem várias opções para turistas logo na área de desembarque. O 4g funciona maravilhosamente na Tailândia e isso vai te ajudar bastante a não se perder na cidade, afinal você terá acesso ao Google Maps sempre que precisar. Veja aqui outras coisas essenciais que é bom saber antes de chegar.

Agora passando para o assunto propriamente dito, que é como ir do aeroporto para a cidade, é importante saber que Bangkok tem dois aeroportos principais. O Suvarnabhumi International Airport e o Don Mueang International Airport. O primeiro é o maior e principal – se você está saindo do Brasil em direção à Tailândia, é bem provável que desembarque por lá. Já o Don Muang é onde chegam muitos dos voos de companhias low cost. O que significa que se você for visitar outros países na região e retornar à Tailândia, também deve passar por ali.
Confira na sua passagem qual é o aeroporto para evitar problemas, certo? Para cada um deles, há uma série de opções, confira a seguir.
Veja também quais são as melhores praias da Tailândia e como foi nossa experiência com elefantes em Chiang Mai.
Esse é o principal aeroporto da cidade, o maior e com melhor estrutura. Ele fica a cerca de 30 quilômetros do centro de Bangkok. Além das opções que vou dar abaixo, no próprio aeroporto você encontra também guichês de aluguel de carro. Não cogite essa opção, por favor haha. A menos que você já tenha um profundo conhecimento da cidade e do trânsito de Bangkok.

Os pontos de taxi do Suvarnabhumi ficam no térreo, próximos às saídas 3, 4, 7 e 8. Há um guichê de taxi ali nas proximidades, você pega uma espécie de senha e espera ser chamado. O valor é calculado por taxímetro, como no Brasil.
Mas preste atenção: em Bangkok há uma série de vias expressas e a circulação de veículos por elas é paga. Os pedágios urbanos, que em geral custam em torno de 50 baths (um pouco menos de US$ 2) são cobrados a parte do preço da corrida. Normalmente os condutores perguntam aos passageiros se eles preferem a via expressa antes de entrar em uma – fique atento porque a maioria deles não fala inglês e pode tentar te explicar com gestos e mímicas.
Eu, pessoalmente, sempre prefiro as vias expressas. Bangkok é uma cidade imensa, com muito trânsito. Por tanto, acho que vale a pena.

Não tente usar Uber – não funciona na maioria dos países asiáticos. Já aproveite e faça download do Grab antes de chegar lá e adicione suas informações de pagamento (caso prefira pagar com cartão de crédito, claro). Esse é o app de transporte usado na Tailândia, ele funciona exatamente como os que temos aqui. Permite pagamento via cartão de crédito ou dinheiro.
Ele tem uma série de vantagens, como saber o preço final aproximado da corrida, por exemplo. Digo aproximado porque também precisamos pagar os valores do pedágio urbano por circular nas vias expressas à parte. Exatamente como no taxi. O aplicativo sempre vai te enviar um alerta falando sobre isso (toll fare).
Outra vantagem do Grab é que você pode pedir outros tipos de veículos além dos carros, como vans, por exemplo. Na nossa última passagem pela cidade, estávamos em cinco pessoas e o valor da van para nos deslocarmos ficava mais baixo do que pedir dois carros.
O Suvarnabhumi tem uma linha de metrô de superfície que sai diretamente do piso B1 do aeroporto e vai até a estação Phaya Thai. Essa estação é grande e bem central, fica próxima aos grandes shoppings da cidade. De lá, você pode fazer baldeação pro metrô, o BTS. Várias linhas saem dali.

O Airport Link + BTS é uma opção muito prática e barata, mas não é a ideal para todos. Os trens são novos, modernos, seguros e têm ar condicionado. Mas se você estiver com muita bagagem, pode ser difícil embarcar. Em horários de pico, ficam bastante cheios. Além disso, confira antes no Google Maps se o seu hotel está próximo a uma estação de BTS e veja o trajeto de como chegar lá.
Para mim, pessoalmente, se eu estiver longe de uma estação e precisar ficar trocando de transporte com malas (airport link + BTS + ônibus ou Grab), eu já acho que não vale muito a pena. Lembre-se de que Bangkok é uma cidade enorme, todo esse rolê vai te custar tempo em que você podia estar curtindo a cidade.

Outro porém: descer em Phaya Thai e tentar pegar um Grab ali também é complicado. Pense numa região com muitas avenidas e trânsito intenso. É mais difícil encontrar o motorista do que parece. Lembre-se de que o alfabeto é diferente do nosso e a maioria dos motoristas não fala inglês. Já tentamos fazer isso e não deu boa haha.
Mas se você estiver sozinho, com pouca bagagem e perto do BTS, aí sim é super tranquilo. Foi o que fiz da última vez que em que estive na cidade, pois cheguei sozinha. Gastei 45 baths no Airport Link que vai do aeroporto até Phaya Thai. E de lá fiz baldeação até a estação Thong Lor, que ficava ao lado do meu hotel, por mais 45 baths. Gastei cerca de US$ 3, evitei o trânsito da cidade e fiz o trajeto todo em uma hora.
Resumindo: vai chegar sozinho? Tem pouca bagagem? Quer economizar (tempo e dinheiro)? Seu hotel fica próximo a uma estação? Vá de metrô. Se não, prefira um Grab.

Você pode comprar os tickets do BTS nos guichês (com atendentes) ou nas máquinas. Você precisa informar qual sua estação final porque o preço da passagem depende disso.

Depois que tiver pago, você recebe um cartão ou ficha. Você vai encostar esse cartão ou ficha na catraca para que sua entrada seja liberada e vai depositá-lo depois ao sair no seu destino. Ou seja, guarde esse cartão ou ficha em um lugar de fácil acesso e não perca.
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O aeroporto tem também uma série de pontos de onde saem ônibus locais de Bangkok. Para chegar até essa área, você precisa pegar um shuttle de dentro do aeroporto, na área de transportes. O Suvarnabhumi é bem sinalizado, então é fácil encontrar. Porém, como em qualquer lugar do mundo, você precisa saber para onde vai e qual ônibus te leva até lá. Confira isso tudo no Google Maps antes de se aventurar, certo?

Se o hotel está no caminho de algum dos ônibus que param no aeroporto, ótimo. Essa é a opção mais barata, custa a partir de 35 baths (pouco mais de US$ 1). Recomendo para quem quer economizar e já tem alguma familiaridade com o transporte coletivo da Tailândia – eu mesma nunca fiz esse trajeto, apesar de já ter circulado muito de ônibus dentro de Bangkok.

Esse aeroporto, que fica a 25 quilômetros do centro, costumava ser o principal da cidade até a construção do Suvarnabhumi. Ele até ficou fechado por um tempo, em 2006, e foi reaberto no ano seguinte. Como a cidade ganhou um aeroporto mais moderno, esse acabou ficando um pouco defasado – não há metrô perto. Há planos de que uma linha seja construída até 2025, porém. Por enquanto, as opções mais práticas são taxi e Grab, que funcionam da mesma forma que descrevi aqui em cima.
Honestamente, eu prefiro sempre o Grab. Em primeiro lugar porque é mais fácil ter ideia do quanto a corrida vai custar e é também mais fácil se comunicar. Muitos motoristas, como comentei, não falam inglês. E pelo aplicativo você inclui o seu endereço diretamente. Além disso, esse aeroporto pode ficar bem movimentado – há uma fila para o taxi, que pode demorar um bom tempo (experiência própria). Esse aeroporto é mais próximo do centro, então o valor da corrida também é mais baixo.
Também há alguns ônibus que param ao lado do aeroporto, como o A1, que para na estação de BTS Mo Chit. Essa estação também é bem movimentada, bem central. De lá dá para fazer baldeação ou tentar um Grab. O ônibus custa 30 baths (cerca de US$ 1), mais o valor do BTS, entre 40 e 60 baths (US$ 1 e pouco a US$ 2).

Para terminar, caso esteja pesquisando passagens e encontre opções para a rota que você busca saindo (ou chegando) nos dois aeroportos, opte sempre pelo Suvarnabhumi. Ele tem mais estrutura e mais opções – é mais prático mesmo sendo mais distante. Não se esqueça também de contratar um seguro viagem. Que tal cotar com o nosso parceiro Seguros Promo? Reservando por este link, você garante sua tranquilidade e também ajuda o Viajão®.
O post Chegando em Bangkok: como ir do aeroporto para a cidade apareceu primeiro em Viajão.
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Jaipur faz parte do Triângulo Dourado indiano - junto com Nova Delhi e Agra, completa o trio de cidades comumente visitadas por turistas em sua primeira passagem pela Índia. Confira neste post quais os principais pontos turísticos da cidade rosa que é capital do Rajastão.
O post Jaipur: conheça a cidade rosa dos Marajás apareceu primeiro em Viajão.
]]>Jaipur era uma das cidades que eu mais queria conhecer na Índia. Acho que é porque na minha cabeça essa é uma das cidades que mais tem a “cara” do país. Tanto que ela é muito retrata em filmes, livros, documentários… Provavelmente você já viu alguma imagem da famosa cidade rosa em algum momento.

E Jaipur é mesmo fascinante. É uma mistura caótica que só a Índia proporciona. As ruas são lotadas e engarrafadas o dia todo, contrastando com as construções históricas e com as cores, que são maravilhosas!
Jaipur é a capital do Rajastão (estado que também abriga o famoso deserto do Rajastão). E é uma das cidades que compõe o o triângulo dourado, ou seja, as três principais cidades visitadas pela maioria dos turistas de primeira viagem pelo país. As outras duas são Nova Delhi e Agra.
1. Como montar seu roteiro pelo país
2. Quanto custa viajar pela Índia?
3. O que saber antes de ir à Índia: água, comida, motorista
4. Roteiro completo em Nova Delhi
5. Jaipur: a cidade rosa dos marajás
6. Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado
7. Visitando o Taj Mahal
8. Rishikesh: a cidade indiana que vai além do ioga
9. Varanasi: o lugar mais sagrado do hinduísmo?
Para começar, apenas as construções da cidade antiga, bem no centrinho, são pintados de rosa. Fora dela não. O tom é esse rosa terracota, que já virou símbolo da cidade.
E tudo começou em 1876, quando o Marajá (uma espécie de título real) Sawai Ram Singh receberia a visita do príncipe Alberto, do País de Gales. Para estreitar relações, o Marajá resolveu pintar toda a cidade de rosa, cor que historicamente representa hospitalidade e boas vindas.
Singh gostou tanto do resultado que no ano seguinte sancionou a lei que torna obrigatório o tom terracota para as construções da cidade. E até hoje é assim.
Jaipur tem muitas atrações incríveis e considero interessante ficar pelo menos dois dias inteiros por lá. Se você tiver três dias inteiros, melhor ainda. Aí dá para fazer um bate e volta até Pushkar (a 150 km de Jaipur), uma outra cidade que eu amei conhecer. Nós fizemos todo esse rolê de carro, com motorista.
E agora vamos às atrações!
O cartão postal de Jaipur, também conhecido como Palácio dos Ventos, é da época do mesmo Marajá que pintou a cidade de rosa. O Hawa Mahal foi construído para que as mulheres que faziam parte da corte pudessem observar a cidade sem serem vistas. A atração fica bem no centro da cidade, numa rua movimentadíssima e não há muito recuo para conseguir tirar fotos. O melhor a fazer é tentar chegar cedinho por lá, para disputar o espaço com menos gente. O acesso a essa área é gratuito.

Dica extra: do outro lado da rua, há um café que fica em um prédio com sacada. Se consumir algo lá, você tem um ângulo privilegiado para fotos. Na hora fiquei com preguiça e desisti da empreitada. Além disso, também descobri que dá para ver o Hawa Mahal pelo outro lado, e dá para entrar também. Como sempre digo por aqui, aprenda com meus erros! Depois me arrependi tanto de não ter subido no café como de não ter atravessado para ver o palácio do outro lado… Fica para a próxima.

Bem pertinho dali, a uns cinco minutos andando, fica o City Palace. A construção também é da época do mesmo Marajá e é liiiinda! Parece que você entrou em algum filme – já que o City Palace antigamente funcionava como a residência real. É cheio de detalhes e tem muita coisa bonita para explorar – jardins, arquitetura, pinturas nas paredes. Mas no geral, é uma visita rápida. E incrível! Ah, a entrada para estrangeiros custa 500 rúpias (cerca de US$ 6,60, câmbio em maio de 2020).

Bom, continuando com as atrações em que parece que você entrou em um filme – mas é a vida real – temos o Amber Fort. Ele fica localizado no topo de uma colina em Amber, que é uma cidadezinha colada com Jaipur. Fica a 10 km mais ou menos do centro.

As construções lá dentro também são maravilhosas. E com uma vantagem: como o forte fica no alto, várias delas oferecem uma visão incrível de Jaipur. A entrada custa 500 rúpias (cerca de US$ 6,60 dólares).

Alerta: há uma subida para chegar até o forte. Dá para fazer a pé tranquilamente. Nesse mesmo caminho, há elefantes que levam os turistas até lá em cima. Mas a gente do Viajão não recomenda esse tipo de turismo que explora animais, ok?


Construído em cima de outra colina, em 1734, fica o Nahargarth Fort. É um lugar muito interessante! Lá dentro a gente tem a impressão de quase estar em um labirinto. Ah, lá no topo tem um lugar incrível para ver o por do sol. Mas cuidado com os pertences como óculos de sol – e segure bem o celular! Isso porque tem muitos macacos lá em cima e eles adoram pegar coisas dos turistas. A entrada custa 200 rúpias (cerca de US$ 2,60).


Construído inteiro em mármore branco, o Birla Mandir é um templo hindu dedicado à deusa Lakshmi e a Vishnu (uma das principais deidades do hinduísmo). O templo é impressionante! E uma curiosidade: como é todo de mármore e é preciso tirar os sapatos, o chão fica muuuito gelado!

O Patrika Gate nada mais é do que um portão de entrada para um parque (o Jawahar Circle Garden). Mas é lindo! E, pelo menos quando fomos, não tinha ninguém por lá. Isso porque o local não faz parte da rota mais tradicional dos pontos turísticos. Mas juro que vale a pena. É uma visita rápida, mas rende ótimas fotos. Pudemos observar tudo com calma e ainda dar uma olhada no parque.
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Como comentei lá em cima, fizemos todo esse trajeto de carro. De Nova Delhi fomos para Jaipur, de Jaipur fomos para Agra. Na saída para Agra, paramos em alguns pontos que já ficam no caminho para fora da cidade, mas que são muito interessantes.
Dica extra: também próximo à saída da cidade fica o tradicional Lassiwala. Como o nome indica, é um local que prepara lassi, a clássica bebida (que lembra um iogurte) indiana. O estabelecimento existe desde 1944 e é famoso pelos copos de argila, que depois começaram a ser usados por todo lugar. Ah, o lassi é uma delícia, sim!

Originalmente batizado de Templo de Galtaji, esse é, na verdade, um complexo de templos hindus. E vocês já devem imaginar o porquê de ele ser chamado de Templo dos Macacos hoje em dia, certo? Sim, uma colônia enorme de símios mora por lá.
Apesar de ser uma atração bastante conhecida, achei a atmosfera do lugar muito local! Talvez seja porque chegamos lá no meio de uma cerimônia. Até por isso não fiz fotos por lá. Era uma coisa super íntima dos hindus, me senti um pouco invadindo o momento deles. Eles se banham nas piscinas que tem ali, muitos sem roupa. E na hora que fomos, havia um total de três turistas. No caso eu, Xóia e Anizelli haha.
O Chand Baori é um… Poço! O Rajastão é um estado que tem uma estação muito quente e seca que se alterna com monções de chuva forte. Por isso, no ano 800 foi iniciada essa construção que é como se fosse um buraco. Todas as paredes são cercadas de escadas e, no fundo, ficava o poço. Assim, eles conseguiam armazenar por mais tempo a água das chuvas e conseguiam também se refugiar do calor na estação seca. Isso porque na parte debaixo, descendo os degraus, a temperatura é alguns graus mais baixa do que na superfície.

É muito interessante! E se você achou a paisagem um pouco familiar, talvez seja porque o Chand Baori apareceu em um dos filmes do Batman (O Cavaleiro das Trevas Ressurge). É onde o Christian Bale fica preso, lembram? Dá uma olhada aqui embaixo.

Bem ali do lado fica minha última sugestão de atração em Jaipur. É o Harshad Mata Temple que, apesar de ainda funcionar como templo (vimos vários indianos circulando por lá), é praticamente um sítio arqueológico. A construção data do século IIX ou IX e é cheia de esculturas em pedra, apesar de muitas delas terem sido levadas para museus em Jaipur e Amber.

Ufa! Espero que tenham curtido as dicas e sugestões. Eu adoraria voltar a Jaipur e explorar mais a cidade, que é muito rica em cultura, arquitetura e cores. Ah, lembre-se também de que é super importante fazer seguro viagem antes de qualquer viagem internacional, certo?
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Em tempos de coronavírus fica difícil pensar em planejar novas viagens... Enquanto isso, para ajudar todos que já estão sentindo falta de novos cenários, selecionei 25 livros para viajar sem sair de casa. São livros muito queridos por mim e que me ajudaram a entender melhor o mundo.
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]]>Estamos vivendo tempos delicados… E se no momento ainda não dá para planejar viagens, dá para aproveitar essa época de isolamento social recomendado para ler e pesquisar, certo? Por isso, escolhi 25 livros para viajar sem nem precisar sair de casa. São histórias muito queridas por mim, que me ajudaram a entender melhor o mundo – nem que seja um pouquinho. Espero que seja útil para vocês também.
Ah, muitos deles eu li no Kindle – um dos acessórios indispensáveis para viajantes que gostam de ler. Afinal, é muito leve e compacto. Dá para levar uma biblioteca na mala sem ultrapassar os limites de bagagem. O meu é o Paperwhite normal, mas tem também a versão à prova d’água. A capinha que uso pra protegê-lo é essa aqui.

Sobre coronavírus:

No Rio de Janeiro dos anos 1940, Guida Gusmão desaparece de casa. Os pais ficam preocupados. A irmã Eurídice, arrasada, precisa seguir sua vida. Mesmo que de formas bem diferentes, as duas acabam tendo que tomar decisões pressionadas pela sociedade da época. E nenhuma delas parece muito feliz com as escolhas. Em uma sociedade (ainda mais) machista, as duas levam a vida como podem.
O texto é irresistível, bem humorado apesar de tudo. E acho muito difícil que as mulheres não se identifiquem com a história. Tenho também um sentimento de nostalgia pelo Rio do século passado que nunca vou conhecer.
Obs.: esse livro ganhou uma versão em filme recentemente. Com o título de A Vida Invisível, a história tem pouco a ver com a do livro. Honestamente, detestei (haha).

Coloquei Peru só porque é lá que a história começa (e porque Vargas Llosa é peruano). Mas a gente viaja também por Paris, Londres, Tóquio e Madrid neste livro. A obra é sobre a história de amor pouco usual entre Ricardito e Lily – ele se apaixona por ela ainda na infância e os dois vão se reencontrar e se desencontrar pelo mundo. É tipo um jogo de gato e rato misturado com War (haha).
Mas mais do que uma história de amor, esse livro é também um retrato das mudanças pelas quais o mundo passou no século passado. O texto é sensacional, impossível parar de ler. Não é a toa que Vargas Llosa levou o Nobel de literatura, né?

Essa é uma história real de uma menina nascida nas montanhas de Idaho, em uma família que acreditava que o fim do mundo estava prestes a chegar a qualquer momento. Os pais (em especial o pai) não acreditava nas instituições como colégios, faculdades, hospitais e estocava todo tipo de alimento.
Mas o fanatismo vai escalonando de forma absurda ao longo da infância e adolescência de Tara, o que fazia a vida dela e dos irmãos ser posta em risco constantemente. Aos 17 anos, Tara escolhe tentar um novo tipo de vida e pisa pela primeira vez em uma sala de aula. Im-pres-si-o-nan-te! Só leiam!

Joyce Carol Oates é uma das melhores escritoras do nosso tempo – é cotada faz tempo para o Nobel. Nesse livro, ela transforma as Cataratas do Niágara em um personagem fascinante. Em 1950, um homem atravessa os portões que dão entrada às Cataratas, sobe na grade e se joga. Na véspera, ele havia se casado com Ariah, que só foi entender o que acontecera depois de encontrar o bilhete do marido no espelho do banheiro. A partir daí, o livro vai narrar a história dela ao longo das décadas. As Cataratas seguem presente durante toda a saga, como uma força da natureza impossível de ignorar.

Nascida em Barbados no século XVII, Tituba foi uma mulher real. Ela foi escravizada e enviada para os Estados Unidos – como entendia de ervas e plantas, foi considerada bruxa e perigosa. Participou do famoso julgamento das Bruxas de Salém, nos Estados Unidos. E volta à vida com esse livro que mistura ficção e registros históricos. A história e o texto são maravilhosos! E esse livro levou o Academy Prize 2018, uma espécie de prêmio Nobel paralelo.

Essa indicação é 4 em 1, porque a saga tem quatro títulos: A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de Quem Foge e de Quem Fica e, por fim, História da Menina Perdida. Em Nápoles, na Itália, duas meninas formam uma amizade que vai durar a vida toda. Lila, esperta, destemida e ambiciosa. Lena, inteligente, disciplinada e leal. Entre idas e vindas, as duas vão acompanhar as transformações do país a partir da década de 1950. Porém a saga já começa com um mistério nas primeiras páginas do primeiro livro: Lila sumiu e ninguém sabe onde foi parar.
Obs.: A primeira temporada da série – inspirada no primeiro dos livros – já está disponível na HBO e é maravilhosa.

Um dos autores franceses mais polêmicos mostra um futuro próximo em que o vencedor do segundo turno das eleições na frança é um homem muçulmano. Mohammed Ben Abbed é considerado um político conciliador, que tem como objetivo algumas mudanças sociais. De outro lado, François, um acadêmico solitário, aprende a lidar com as mudanças na sociedade.
Obs.: Esse livro foi escrito pouco antes dos atentados na França em 2015 – e lançado bem no olho do furacão. O livro gerou bastante burburinho porque, em certos aspectos, Houllebecq pareceu prever o futuro.

Jorge Hofmeester tinha, aparentemente, uma vida perfeita. Casa em bairro nobre de Amsterdã, esposa, duas filhas – uma delas é Tirza, sua favorita. Até que, sem razão lógica, tudo parece começar a ruir – seu casamento, a filha Ibi que é pega em situação constrangedora com o vizinho, Tirza que parte para uma viagem pela África… Apesar dele tentar manter o autocontrole, a tensão vai crescendo até culminar num dos finais mais surpreendentes que li nos últimos tempos (e, sim, dá um pau em muito thriller que todo mundo cultura por aí, viu?).

Orham Pamuk é um dos meus escritores favoritos. E em Neve, ele conta a história de Ka, um poeta turco exilado na Alemanha que volta para sua cidade natal na Turquia para investigar uma onda de suicídios entre jovens muçulmanas. Durante a visita, uma nevasca vai bloquear todo o vilarejo – onde um casal vai liderar um golpe militar. Impressionante como Pamuk consegue, com seu texto, nos transportar para uma vila isolada no meio do inverno turco. Ele também foi vencedor do Nobel de literatura.

Nascida no Irã do final dos anos 1960, Marjane tinha 10 anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico para frequentar a escola. E Persépolis é a história em quadrinhos que ela escreveu para contar sua vida e um pouco da história do Irã, que foi jogado num regime xiita conservador e opressor. É uma das histórias em quadrinhos mais famosas do mundo e tem um motivo: é maravilhosa.

Irônico, divertido e engraçado. Acho que são as palavras que melhor descrevem esse livro. Já nas primeiras páginas, o Diabo desembarca em plena Moscou dos 1930, durante o regime comunista. Com um estilo muito original, Bulgakov narra as confusões e a loucura que Satanás e seus seguidores vão causando na vida cotidiana na cidade.

Um dos temas pelos quais mais me interesso é a história do genocídio Tutsi em Ruanda, então não poderia deixar de incluir alguns livros sobre assunto. Aqui, Scholastique, que é Tutsi, narra a vida em uma escola para meninas no alto das montanhas, perto da nascente do Nilo. Lá, existe um sistema de cotas étnicas que limita a 10% o número de alunas da etnia Tutsi. Por meio do olhar das meninas, podemos acompanhar o início da escada de violência que dizimou milhões de pessoas nos anos 1990.

A história começa no Burundi, em 1992, onde nasceu Gabriel – filho de pai francês e mãe ruandesa. Esse é um relato autobiográfico do genocídio em Ruanda visto pelos olhos de uma criança. A família mora em um bairro nobre no Burundi, mas não demora muito para que os efeitos da onda de violência cheguem até eles – os funcionários do pai começam a faltar, os amigos não podem mais se reunir para brincar… Até que a mãe resolve voltar ao país de origem para tentar salvar a família. Maravilhoso.
Bom, Chimamanda é uma das minhas autoras favoritas e eu gosto de tudo que ela escreve. Mas Meio Sol Amarelo, seu livro mais duro, tem um lugar especial no meu coração. Tendo como pano de fundo a guerra que tentou dividir a Nigéria em duas nações na década de 1960, o livro conta a história de duas irmãs, Olanna e Kainene. É um relato maravilhoso sobre como viver em meio a meio a guerra – ou melhor, sobreviver.

Um dos meus livros favoritos da vida, já perdi as contas de quantas vezes indiquei e assim vou seguir fazendo. O Caminho de Casa é um livro muito importante e merece ser lido. Escrita portam autora de origem ganesa (ela se mudou ainda criança para os Estados Unidos), a história acompanha a vida de duas irmãs e seus descentes ao longo dos anos. Uma delas fica em Gana. A outra é escravizada e levada para os Estados Unidos. Os capítulos se intercalam para contar sobre os caminhos que cada uma das linhas da família seguiu até os dias de hoje.

Para quem quer entender um pouco sobre a complexa sociedade indiana e seu regime de castas, esse livro é uma forma de começar. Mukta, uma menina que pertence a uma casta de mulheres que são obrigadas a servir aos homens (inclusive sexualmente) é resgatada por um ativista que a leva para viver em sua casa em Mumbai. Lá ela conhece a irmã, Tara, com quem aos poucos se conecta. Anos depois, Mukta é sequestrada – já adulta, a irmã tenta encontrá-la. Tem como pano de fundo os ataques terroristas de 2008 em Mumbai.

Enquanto a história aqui em cima se passa em Mumbai, essa se passa em Querala, bem ao sul da Índia. Tal qual o Brasil, a Índia é um país de dimensões continentais – e por isso o cenário é completamente diferente. Aqui, dois irmãos gêmeos, Rahel e Estha, crescem em meio aos potes de compota e pimenta da fábrica da avó. Aos poucos, os dois vão descobrindo o mundo – suas belezas e crueldades. Enquanto isso, a mãe também enfrenta as dificuldades de um país dividido em castas. O ritmo da história é mais lento e o texto é super poético, muito bonito.
O Camboja é um dos países que mais me emocionaram – e até hoje um dos que mais amei conhecer. Nesse relato autobiográfico, a autora narra como foi o regime do Khmer Vermelho, liderado por Pol Pot, a partir de abril de 1974. Ela, que era filha de um funcionário do governo, é transformada em uma criança-soldado, enquanto vê seus irmãos serem levados para campos de trabalhos forçados. Muito interessante para entender as cicatrizes desse regime que o país carrega até hoje.
Obs.: O filme baseado nesse livro está na Netflix. A direção é da Angelina Jolie, que se apaixonou pelo país ao gravar Tomb Raider – tanto que seu filho Maddox é de origem cambojana.
Outro relato autobiográfico, dessa vez sobre a fuga de uma menina norte-coreana do país. Yeonmi Park conta um pouco da sua vida no país mais fechado no mundo – a rotina de se alimentar com plantas selvagens e insetos, a rotina de ver vizinhos e conhecidos sumindo de repente. Aos 13 anos, ela e a mãe resolvem fugir passando pela China, Mongólia e, por fim, Coreia do Sul.

Se fosse um filme, A Vegetariana certamente seria um filme de terror. Ao acordar de um sonho, Yonghye passa a se recusar a cozinhar, comer e servir qualquer tipo de carne. E o que parecia ser uma decisão simples acaba transformando a vida dela em um inferno. A Vegetariana é, para ser um pouco simplista, uma alegoria sobre como a sociedade tenta controlar a vida das mulheres. É um livro um pouco perturbador, mas muito interessante.

O chinês Mo Yan, vencedor do Nobel de literatura em 2012, tem um texto singelo, tão bonito. Nesse livro, ele, que nasceu em uma região rural de Shandong, ilustra de forma muito simples os contrastes da China contemporânea. Fácil e rápido de ler.
Lançado no Japão na década de 1980, foi Caçando Carneiros que fez Haruki Murakami ficar mundialmente famoso – até hoje segue como um dos mais cotados ao Nobel. E essa obra dá uma boa ideia do que a escrita dele – cheia de sutilezas, mistérios, fatos inexplicáveis e pequenos detalhes que é preciso captar no ar. O protagonista da história trabalha em uma agência de publicidade e leva uma vida tranquila, até que recebe uma carta misteriosa que o leva em uma viagem pelo Japão em busca de um único carneiro.
E se você tiver outras sugestões de livros que nos ajudam a entender melhor a cultura de um país, deixa aqui nos comentários!
O post 25 livros para viajar sem sair do sofá apareceu primeiro em Viajão.
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Organizar um roteiro na Índia - e mais especificamente por Nova Delhi - não é das tarefas mais fáceis... A cidade tem MUITA coisa interessante para ver! Pensando nisso, escrevi o post que gostaria de ter lido antes de ir.
O post O que fazer em Nova Delhi: 4 dias e 12 atrações imperdíveis apareceu primeiro em Viajão.
]]>Não vou mentir: montar um roteiro na Índia foi uma das coisas mais difíceis que já fiz quando o assunto é turismo. Isso porque tem muita coisa para ver, muitas cidades e atrações interessantes, a gente fica perdido mesmo…
E como normalmente a jornada pelo país começa na capital, Nova Delhi, eu resolvi escrever o post que eu gostaria de ter lido antes de ir. Aqui embaixo, organizei por dias as atrações mais próximas umas das outras e fiz um roteiro completo em Nova Delhi. Então, caso você esteja planejando sua viagem por lá, espero que curta muito e que aprenda com meus erros (haha).
Você sabia que o Viajão agora tem podcast? Clique aqui e saiba como ouvir nossas aventuras de viagem.

Ah, Delhi é incrível, sugiro pelo menos quatro dias inteiros por lá. Afinal, lembre-se que a cidade é imensa e o trânsito é caótico, às vezes a gente perde bastante tempo no deslocamento. Eu quero muito voltar e, mesmo para uma segunda visita, separaria alguns bons dias para explorar a cidade. E é isso, vamos ao que interessa!
1. Como montar seu roteiro pelo país
2. Quanto custa viajar pela Índia?
3. O que saber antes de ir à Índia: água, comida, motorista
4. Roteiro completo em Nova Delhi
5. Jaipur: a cidade rosa dos marajás
6. Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado
7. Visitando o Taj Mahal
8. Rishikesh: a cidade indiana que vai além do ioga
9. Varanasi: o lugar mais sagrado do hinduísmo?
Para começar a jornada por Nova Delhi, sugiro dar uma volta pelo Connaught Place. O bairro é conhecido como o centro comercial e financeiro da cidade – os prédios são modernos, as ruas são largas e bem movimentadas, lotadas de estabelecimentos. Vai de bancos e escritórios a restaurantes (indianos e internacionais, incluindo os de grandes redes como Starbucks e McDonald’s), shoppings e lojas de todo tipo.
Sugiro começar por essa região, em primeiro lugar, justamente porque ela concentra muitos bancos – se você estiver precisando trocar dinheiro, é o lugar mais fácil em que vai conseguir fazer isso (falo por experiência própria). Diferentemente do que acontece na maioria dos países da região, por lá não encontramos estabelecimentos só de câmbio com facilidade. Acabamos trocando nossos dólares em um banco tradicional mesmo.
O segundo motivo é o fato de muitas atrações famosas – e incríveis – ficam nessa área ou na vizinhança, então já é legal para fazer um reconhecimento de área. Ah, bem no meio de Connaught Place há também uma praça, o Central Park.

Falando em atrações famosas, ali pertinho – dá para ir a pé – fica o Jantar Mantar de Nova Delhi. Esse nome é usado para designar áreas antigamente usadas como instrumentos astronômicos – na Índia, foram construídos cinco (em Jaipur, Delhi, Varanasi, Ujjain e Matura). Todos datam do período de 1724 e 1735. Lá dentro você encontra um relógio de sol e uma arquitetura surreal! Juro, é muito curioso ver as construções do Jantar Mantar bem no coração de uma grande cidade como Delhi. A entrada é gratuita.

A cerca de 15 minutos a pé do Jantar Mantar fica o Gurudwara Bangla Sahib, um dos lugares que mais amei conhecer em Delhi. É um templo da religião sikh todo construído em mármore branco com dourado. E ele data de 1783. Por fora, já parece grande. Por dentro, é simplesmente imenso. Na verdade acho que está mais para um complexo do que apenas um templo.
Quem já pesquisou um pouco sobre a cidade provavelmente já viu imagens de um templo onde todos são bem vindos para comer. Pois é esse. O tempo todo por lá tem gente cozinhando, servindo e comendo – não é necessário ser sikh para fazer uma refeição gratuita por lá. Não é necessário nem ser indiano, só chegar e sentar.

Lá dentro também tem uma espécie de piscina onde fieis tomam banho. Oficialmente, essas piscinas se chamam Sarovar e eles acreditam que se banhar nessas águas traz bençãos espirituais. É bem interessante ficar por ali um pouco e observar os costumes. A gente conseguiu ver até a técnica deles para colocar o tradicional turbante sikh.
Atenção: dentro do templo, além de não poder usar roupas curtas (evite comprimentos acima dos joelhos ou que mostrem costas e ombros), também é preciso cobrir a cabeça. Leve um lenço para facilitar, mas eles oferecem alguns lá também caso alguém precise emprestar. A entrada é gratuita.
Se o dia anterior estava reservado para os altos e modernos prédios de Connaught Place, hoje vamos ver o oposto. Ou seja, o delicioso e inesquecível caos de Old Delhi, como é chamada a parte mais antiga da cidade! Nessa região, há uma rua famosa chamada Khari Baoli e uma série de lojas, feiras, mercados. Vá preparado para ver todos os clichês que você imaginou e achou que veria na Índia: o trânsito 100% caótico, vacas nas ruas, cheiro de especiarias no ar e gente por todos os lados.

Sugeri começar o dia por lá justamente para vocês, que estão me lendo, não cometam o mesmo erro que nós cometemos: chegamos na Khasi Baoli já no final da tarde. Ou seja, não tivemos muito tempo para explorar. Adoraria ter visto os mercados à luz do dia e também subido naquele terraço famoso que tem uma vista linda. Ficou para uma próxima!

Ali pertinho (mais ou menos uns dois quilômetros) fica o Red Fort, uma construção incrível de 1648 e, como indica o nome, toda avermelhada. O forte foi construído pelo imperador mogol da época, Shah Jahan (que, curiosamente, é o mesmo responsável pelo Taj Mahal). É maravilhoso, enorme, imponente.

Separe umas boas horas para andar por todo o complexo, porque dá vontade de tirar foto em todos os lugares. A entrada custa 500 rúpias, ou mais ou menos US$ 7.
Depois você pode pegar um tuktuk na rua para te levar até a Porta da Índia – lembre-se sempre de pechinchar os valores. O monumento é tipo um Arco do Triunfo mesmo, construído em homenagem aos soldados mortos na Primeira Guerra Mundial e nas Guerras Afegãs. Tanto que há mais de 85 mil nomes inscritos nas paredes.

A construção é bem interessante, sim, mas vou ressaltar um outro aspecto legal sobre visitar a Porta da Índia: ela é um dos locais favoritos dos indianos mesmo. Ela fica na confluência de várias ruas importantes e tem bastante espaço em volta, então muita gente se reúne por ali. Há vendedores ambulantes, famílias, muitas crianças… É um lugar bem legal para observar os locais. E, claro, pra tirar muitas fotos (os indianos amam pedir para tirar fotos conosco!). A entrada gratuita.
Para iniciar esse terceiro dia, sugiro uma volta na vizinhança de Hauz Khas. O bairro, que era considerado muito próspero na época medieval, hoje em dia é quase um museu a céu aberto. Ao andar pelas ruas – que são super agradáveis – você encontra resquícios de arquitetura islâmica e construções que resistiram ao templo.

Nessa primeira vez, foi nesse bairro que ficamos hospedados. A experiência foi bem legal, mas infelizmente exploramos pouco a área… Além de muitos restaurantes interessantes, tem um parque ali também que não conseguimos ver bem. Também ficou para uma próxima visita.

Dali, sugiro pegar a linha magenta do metrô ou então um tuktuk e partir para o Lotus Temple. Com arquitetura moderna em formato de flor (que, inclusive, muita gente associa à Opera House de Sidney), o templo é uma casa de adoração ecumênica. Basicamente, foi construído para que pessoas de todas as religiões pudessem se unir para rezar. A entrada é gratuita.

Já que começamos o dia com sugestão de arquitetura islâmica, eis aqui uma outra parada relacionada. O Qtub Minar é um minarete – é, inclusive, considerado o maior minarete de tijolos do mundo. São 72,5 metros de altura. O redor dele, cheio de construções clássicas indianas da época em que foi construído, em 1193, também é bem interessante.
* Ps.: Se você tiver pouco tempo na cidade, eu sugiro pular esse dia e partir para as sugestões do 4o.
Vamos começar esse dia, então, com uma das atrações mais impressionantes da cidade – na minha humilde opinião. Ah, a visita a esse templo é um pouco demorada, melhor chegar cedo… Para começar, na entrada do templo tem guarda-volumes e um raio-x bastante rigoroso.
Você não pode entrar com bolsa, mochila, mala, pochete, nada. Tudo isso fica no guarda-volumes (é bem seguro, cheio de câmeras), seu celular e sua câmera, infelizmente, também ficam por lá. Basicamente, você leva só sua carteira/documentos. Sim, é proibido fotografar o interior do complexo.

Com sua construção finalizada em 2005 (sim, acho que é o ponto mais novo sugerido por aqui!), o Akshardam é um complexo hindu. É imenso, lindo, cheio de construções em pedra rosa e mármore carrara. Lá dentro, você encontra templos, exposições, um jardim com estátuas, tem até passeio de barco. É impressionante e imperdível, especialmente para quem ama arquitetura indiana.
Aproveite e curta as horinhas sem câmera e celular. Observe tudo, registre só com seus olhos, guarde no coração. Ah, o complexo fecha às segundas-feiras e as mesmas regras de vestimenta que já citei lá em cima também se aplicam aqui. A entrada custa 220 rúpias, ou mais ou menos US$ 3. Lá dentro, porém, tem outras atrações pagas à parte.
De lá, sugiro pegar um tuktuk até duas atrações que são bastante próximas: Purana Qila e a tumba de Humayuns. A primeira parada é mais um forte – apesar da inauguração datar de 1538, essa área é considerada uma das regiões habitadas continuamente há mais tempo no mundo. Quem construiu o forte foi Humayun, segundo imperador mogol da região. É grande e super agradável – visitamos na hora do por do sol e foi super bonito.

A entrada para estrangeiros é 300 rúpias, mais ou menos uns US$ 6 + uma taxa de 25 rúpias para tirar fotos (não sei bem porque eles já não incluem diretamente no ingresso, mas é isso).
Bem ali pertinho fica o mausoléu de Humayun, construído em 1570. Ele é considerado o pioneiro na tendência indiana (haha) de construir mausoléus imponentes em jardins. Diz a lenda que foi umas motivações para a construção do Taj Mahal, que se iniciou em 1632. Esse é mais um ponto que ficou para minha segunda visita a Delhi, já que não deu tempo de irmos, infelizmente.
Ufa, chegamos ao fim do roteiro! Espero que seja útil para quem está planejando uma viagem a Índia. E, claro, se você já foi e tem alguma outra sugestão, deixa pra gente aqui nos comentários. Ah, lembre-se também de que é super importante fazer seguro viagem antes de qualquer viagem internacional, certo?
O post O que fazer em Nova Delhi: 4 dias e 12 atrações imperdíveis apareceu primeiro em Viajão.
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A Ilha do Mel, na Baía de Paranaguá, é o destino ideal para quem quer praias tranquilas e trilhas com vistas lindas - confira o guia completo de como chegar, onde se hospedar e outras dicas.
O post Guia completo da Ilha do Mel: melhor destino de praia no Paraná apareceu primeiro em Viajão.
]]>Ahhh, a Ilha do Mel tem um astral incrível! E juro que vale sua visita! Sei bem que o Paraná não é exatamente conhecido por seus destinos litorâneos. Especialmente porque estamos aqui do ladinho de Santa Catarina, que tem uma infinidade de opções… Porém não podia deixar de fazer um post com todas as informações sobre essa Ilha que reúne, na minha humilde opinião, as praias mais bonitas que temos por aqui!
Muita gente sabe o quanto eu gosto da Ilha e me envia perguntas ou dúvidas. Por isso, espero conseguir responder todas com esse post!

A Ilha do Mel fica na Baia de Paranaguá, no Paraná. Ela abriga uma estação ecológica que ocupa a maior parte da sua extensão (tem cerca de 2240 hectares e não é permitida a entrada). E também uma reserva natural, que tem algumas trilhas (aí pode entrar). Ela fica a mais ou menos 4 quilômetros de Pontal do Sul, que é o local mais próximo no continente.

Para chegar até lá é preciso ir até Pontal do Sul ou Paranaguá. Eu acho mais fácil ir até Pontal do Sul. Dá mais ou menos duas horas de Curitiba de carro ou ônibus + 30 minutos de barco até a Ilha. Se você for de ônibus, ele te deixa num ponto bem próximo ao local onde é feita a travessia, que vem um pouco depois da estação de Pontal do Sul. Se tiver dúvida, é só perguntar pro motorista.
De lá, as travessias para a Ilha do Mel são feitas todos os dias das 8h às 19h a cada meia hora (sempre às 8h, depois 8h30, 9h e assim por diante) na alta temporada e a cada hora cheia na baixa temporada.
A passagem de ida e volta de barco custa R$ 35 (preços em 02/20) no total e você não precisa agendar o horário, é por ordem de chegada mesmo – só chegar no píer, entregar o ingresso e entrar. Os barqueiros vão te perguntar em qual lado da Ilha fica sua pousada (Encantadas ou Brasília) então confira esse detalhe quando fizer a reserva da hospedagem.
Se for até Paranaguá, o esquema é mais ou menos o mesmo. De Curitiba a até lá, a viagem dura cerca de uma hora. Aí a viagem de barco dura mais, em torno de 2h, e sai em menos horários (todos os dias às 9h30, 13h e 16h30). A passagem custa R$ 50 ida e volta.
Dá para pegar táxi náutico também, aí é preciso negociar diretamente com os barqueiros que ficam no píer.
A Ilha do Mel tem duas regiões que concentram as pousadas, hostels e campings: Brasília e Encantadas. Ambas têm atrações interessantes – e você também pode ir de uma pra outra por uma trilha ou de barco. Pessoalmente, gosto mais da região de Brasília (que tem um centrinho com muitos restaurantes e pousadas), além de ficar perto do Farol.
Mas já fiquei também em Encantadas e curti. Acho que a região tem menos opções de restaurantes, mas tem um barzinho bem famoso, o Cavalo Marinho, e também fica pertinho da Gruta de Encantadas (que eu amo).

Ano passado fiquei na Grajagan, que é o hotel/pousada mais afastado do centrinho de Brasília, muito confortável e lindo. Recomendo essa opção mais para quem vai com crianças e não quer sair muito dali mesmo, uma vez que o hotel tem uma praia praticamente particular, com cadeiras, guarda-sol e serviço de bar disponível na areia. O café da manhã também é muito bom! Para quem quiser ficar desse lado da Ilha mas não tão afastado, recomendo outras como Astral da Ilha, Bee House e Treze Luas, mas tem uma infinidade de outras – uso o Booking mesmo para reservar.

Agora em janeiro de 2020, fiquei na Fim da Trilha, em Encantadas – achei bem confortável, fica pertinho da praia e do píer e, o quarto em que fiquei era enorme! Achei o staff bem amigável e bom café da manhã. Desse lado tem também a Malie Chalés, onde tentei reservar mas já tava esgotado para a data.
Lembrete importante: não há veículos motorizados na Ilha do Mel. O que significa que ou você tem que carregar suas próprias bagagens até a pousada ou contratar um serviço de carregadores que levam as malas em carrinhos. Esse serviço tem preços que vão de R$ 30 a R$ 80 dependendo da distância – a mais longe é a Grajagan (R$ 80). Eu recomendo ir de mochila mesmo, evite malas de rodinha.
Bom, além de relaxar nas praias – que dificilmente estão cheias – a Ilha do Mel tem muitas trilhas e atrações interessantes. Algumas das coisas que fiz e recomendo:

Essa trilha é demais porque tem uma vista linda da Ilha! Você pode fazer indo de uma ponta (Praia Grande, onde fica a Grajagan) até a Gruta de Encantadas. Ou ao contrário. Isso leva mais ou menos uma hora. A trilha não tem grandes dificuldades – pode ir de chinelo – mas fica mais difícil com a maré alta. Prefira ir cedo, quando em geral a maré está mais baixa. Um trecho da trilha feita pela praia tem muitas pedras, e com a maré alta você precisa ir escalando e pulando de uma para a outra. Pode ser difícil para quem tem alguma dificuldade de mobilidade.
Ah, para retornar, indico fazer a volta de barco. O trecho leva uns 15 minutos, custa R$ 15 e tem barcos saindo de hora em hora do píer. Sempre nas horas cheias até 19h.

Ahhh, a Gruta é muito linda! Um dos meus lugares favoritos – e sempre rende boas fotos se você tiver paciência para esperar as pessoas saírem. Como indica o próprio nome, fica em Encantadas – tem uma série de lendas envolvendo a gruta, entre elas a de que lá viviam sereias.

Fica em Brasília e tem a vista mais linda da Ilha! Super tranquilo de subir porque tem uma escadaria e rampas bem preservadas, então você pode ir parando no caminho para apreciar a vista. O farol é datado de 1872. Ah, importante: não confunda os faróis. Tem um outro, menor, no fim de uma trilha em Encantadas. Dizem que também é bem legal, mas essa ainda não fiz.

Construída em 1767 por ordem do rei de Portugal, a Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres ajudava a proteger a região, já que o Porto de Paranaguá fica ali pertinho. Tem vários canhões e uma trilha até um mirante. Parte da trilha tem calçamento, parte é chão de terra/pedras, pode ficar liso quando chove.

A fortaleza está bem preservada, mas acho que a vista lá de cima ainda é minha parte favorita. Dá para ir a pé se a maré estiver baixa (leva cerca de uma hora saindo de Brasília ou 2h30 de Encantadas). Eu fui de barco, como parte de um passeio contratado na pousada mesmo (tem mais aqui embaixo).

Dessa última vez em que estive por lá, fiz um passeio de barco com a Fortaleza Ilha do Mel, que oferece alguns roteiros. O que eu fiz incluía parada para ver golfinhos na baía (e vi muuuuitos, bem de pertinho! Foi incrível), Fortaleza e almoço na Ilha das Peças. Confesso que ficaria só com os golfinhos e Fortaleza se fosse fazer algo assim novamente. Achei o almoço muito demorado, restaurante lotado e etc. Os passeios custam entre R$ 100 e R$ 120.

Como acontece em qualquer ilha, a comida na Ilha do Mel não é das coisas mais baratas… Mas acho que a maioria dos restaurantes serve pratos bem generosos – mesmo sendo para uma pessoa, eu consigo dividir tranquilamente.
Recomendo os restaurantes de todas as pousadas que citei aqui em cima. Com destaque para o risoto de siri do Fim da Trilha (uns R$ 70 mais ou menos, eu acho um prato bem grande). Para o poke e sushis do Malie Chalés (mais ou menos uns R$ 40 o poke – o restaurante só abre à noite). Para os hambúrgueres (uns R$ 40), PF (R$ 40) e petiscos da Astral da Ilha (e a caipirinha de hibisco também!), poke da Treze Luas…
Enfim, opção é o que não falta, especialmente para quem come frutos do mar e peixes.
E aí, ficou com vontade de conhecer? Além disso, quem tiver mais dicas da Ilha, deixa para mim aqui nos comentários! Com certeza é um destino para o qual ainda vou voltar muito.
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Quando a gente fala em Ásia, uma das primeiras coisas que vem à mente é mercado de rua, certo? Certo!
O post 3 mercados de rua para conhecer em Bangkok apareceu primeiro em Viajão.
]]>Quando a gente fala em Ásia, uma das primeiras coisas que vem à mente é mercado de rua, certo? Certo! E em Bangkok eles são muitos! Nessa minha mais recente visita, em 2019, eu visitei três deles – veja abaixo o que achei de cada um.

Ele é grande (não imenso! Depois de visitar o Chatuchak, mudei meus parâmetros haha) e mistura lojinhas de artesanato, produtos locais, bares, restaurantes (tailandeses e internacionais) e serviços. Tem também um parte de diversões que fica junto, ao lado, e conta com atrações como roda gigante e carrossel.

Ele é super bonito, novo e moderno – foi aberto em 2012, então é bem recente. Como o próprio nome indica, ele fica na beira do rio Chao Phraya, o que faz dele um lugar bem agradável para ficar nos fins de tarde, jantar, ver o por do sol.

Ele é super turístico, mas é uma boa opção. Os valores dos pratos, em geral, são mais altos mas nada absurdo. Dá para achar pad thai, por exemplo, por 200 bahts (mais ou menos us US$ 6 – em novembro de 2019).
Horário de funcionamento: diariamente entre 17h e meia-noite.
Onde fica: 2194 Charoenkrung Road, Wat Phraya Krai, Bang Kho Laem, Bangkok 10120, Thailand.
Como chegar: a forma mais fácil é ir até a estação de BTS (o skytrain) Saphan Taksin e de lá pegar o barco-shuttle que é gratuito. Sai até às 23h.
Um dos mais tradicionais da cidade – e eu ainda não conhecia! Como só funciona nos finais de semana, fui até lá num sábado pela manhã. Peguei o BTS até a estação Mo Chit, que fica bem próxima à entrada do mercado, munida de paciência e preparada para o calor. Isso porque eu sabia que o local era imenso, mas olha, não esperava tanto haha. Mesmo estando cheio, esperava também que fosse muuuito mais abarrotado.

No fim das contas, acabou sendo um dos lugares que mais gostei de conhecer em Bangkok! Passei horas por lá e super voltaria – obviamente não consegui ver tudo. O mercado é dividido em muitas seções. Tem aquelas que parecem um Aliexpress ao vivo, com muitas coisas falsificadas e souvenirs todos iguais, mas tem outras que são mutíssimo mais interessantes. Há corredores com muitas pequenas marcas locais, roupas, arte, lembrancinhas legais e, óbvio, comida.

As seções que mais gostei foram a 2 e a 3 (que têm muitas marcas locais!) e a reservada à arte. Comprei uma camisa por pouco mais de US$ 8 e um mapa antigo da região da Tailândia por US$ 4. Saí feliz e suando muito (mas isso já era de se esperar haha).
Horário de funcionamento: abre às sextas, sábados e domingos. Às sextas, das 6h às 18h. Sábados e domingos, das 9h às 18h.
Onde fica: Kamphaeng Phet Road, Lat Yao, Chatuchak, Bangcoc 10900
Como chegar: a estação de BTS mais próxima é a Mo Chit, na linha verde.
Dos três desse post, esse é o menor. É bem pequeno mesmo, o que pode ser bom e ruim – bom porque nem sempre a gente tem paciência ou tempo para passar muitas horas em um mercado no calor escaldante de Bangkok. Se você estiver por perto e quiser comer algo, por exemplo, pode ser uma boa opção. E ruim porque, bom, não parece muito com os mercadões clássicos, tá mais para uma feirinha mesmo.

Por lá, dá para encontrar barraquinhas de artesanato e roupas, além de comida. Tem opções asiáticas e, mais especificamente, tailandesas, mas tem também sanduíches e outras coisas ocidentais.

Ah, pelo que vi, essa feira é itinerante – por enquanto (novembro de 2019) ela está instalada em um jardim, o Chuvit Garden, mas de tempos em tempos isso muda. É bom consultar antes ir. Ah, o horário de abertura indica 16h, mas cheguei nesse horário e tudo estava meio morto ainda, várias barracas começando a ir. Eu deixaria para ir mais pro fim da tarde.
Horário de funcionamento: todos os dias das 16h à meia-noite (mas recomendo chegar um pouco depois das 16h).
Onde fica: Por enquanto, em Chuvit Garden. Sukhumvit 10 Alley, Chuvitgarden, Khlong Toei, Bangkok 10110.
Como chegar: a estação de BTS mais próxima é a Nana, na linha verde.
Ah, e se você está planejando uma viagem para a Tailândia, aproveita para dar uma olhadinha nesse post aqui.
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