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Arquivos Mato Grosso do Sul – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/category/america-do-sul/brasil/mato-grosso-do-sul/ construímos memórias Fri, 27 Nov 2020 12:55:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.viajao.com.br/bkp/wp-content/uploads/2018/10/cropped-IMG_2510-32x32.jpg Arquivos Mato Grosso do Sul – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/category/america-do-sul/brasil/mato-grosso-do-sul/ 32 32 Contemplando a Gruta do Lago Azul, em Bonito (MS) https://www.viajao.com.br/bkp/gruta-do-lago-azul-em-bonito-ms/ https://www.viajao.com.br/bkp/gruta-do-lago-azul-em-bonito-ms/#respond Tue, 07 May 2019 10:00:28 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11220 Em uma cidade como Bonito (MS), como é possível chamar algum lugar de "cartão-postal"? Todos os lugares são encantadores! Mas tem um que ganhou esse título: a Gruta do Lago Azul. Se você pensar, faz muito sentido, porque tem um pouquinho de tudo que a cidade oferece nos passeios. Tem água de cor impossível, tem muita contemplação… e se precisa usar capacete, eu considero aventura, concorda?

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Em uma cidade como Bonito (MS), como é possível chamar algum lugar de “cartão-postal”? Todos os lugares são encantadores! Mas tem um que ganhou esse título: a Gruta do Lago Azul. Se você pensar, faz muito sentido, porque tem um pouquinho de tudo que a cidade oferece nos passeios. Tem água de cor impossível, tem muita contemplação… e se precisa usar capacete, eu considero aventura, concorda?

Tem toda a nossa aventura lá nos destaques do Instagram!

O caminho e a trilha

A Gruta do Lago Azul fica a cerca de 20 km de Bonito. A estrada é mesma que leva ao Abismo Anhumas (aquele do rapel de 72 metros!). Aliás, você sabia que as duas grutas ficam na mesma propriedade? Se desse para ir por baixo da terra, eles estariam a mais ou menos um quilômetro um do outro, pelo que o guia do Abismo nos contou.

É um Monumento Natural, tombado pelo Iphan em 1978.

A recepção da Gruta tem uma estrutura boa, com banheiros, lanchonete e mesinhas ao ar livre. É ali que o guia checa suas informações pessoais e dá as orientações básicas, do tipo, não saia da trilha e avise se precisar se afastar do grupo. Finalmente (porque toda ansiedade pré-passeio faz poucos minutos parecerem uma eternidade!) chega a hora de colocar o capacete e seguir pela trilha curta até o começo da escadaria que levará à Gruta.

Névoas e espeleotemas

De uma forma bem simples, espeleotemas são as formações que ocorrem dentro das cavernas (estalactites, estalagmites, e as colunas que surgem quando elas se encontram). E elas são a primeira coisa que a gente repara ao entrar na gruta.

Formações rochosas vista do alto da escada dentro da Gruta do Lago Azul.
São cerca de cem metros até chegar no nível da água

Ali no começo dos 300 degraus de descida, os olhos ainda não se acostumaram à escuridão e ainda não dá pra ver a água lá no fundo. Ao longo da descida (que a gente faz segurando em um corrimão de corda), o guia faz algumas paradas para explicar como a caverna se formou e como a água chega até a galeria. E é assim que a gente aprende sobre os fósseis que já foram encontrados ali (tipo de preguiça gigante e de tigre-dentes-de-sabre!).

Névoa contra a luz que entra na Gruta do Lago Azul, em Bonito.
É essa luminosidade que transforma a cor da água na gruta

Quanto mais a gente desce, mais névoa tem pelo caminho. Ou seja, o chão fica meio escorregadio. Mas é uma escadaria bastante tranquila (mesmo na volta!). E quando a gente chega perto da água, a surpresa: aqui, nessa escuridão, a água é de um azul muito vivo! É deslumbrante.

O Lago Azul

A água, na verdade, é bastante cristalina, tipo a do Rio Sucuri. Mas ela parece ter essa cor por causa da incidência dos raios de sol. Por isso, o melhor horário para visitar a Gruta do Lago Azul é entre 08h e 10h, e a melhor época do ano é entre dezembro e janeiro. Como o lago de mais de 87 metros de profundidade ainda está em estudo, não é possível entrar na água. Mas que dá vontade de ficar mais que os quinze minutos permitidos só vendo como o cenário muda com a luz, isso dá.

Lago azul no fundo da Gruta de Bonito, com Rachel de capacete.
A cara é de contemplação, mas eu tava era imaginando quão gelada era a água…

O que saber sobre a Gruta do Lago Azul

Esse é um dos passeios mais procurados na cidade. O número de visitantes por dia é limitado e as visitas terminam por volta das 15h. Então não se esqueça de fazer a reserva com uma agência credenciada com antecedência. A visita à Gruta do Lago Azul custa R$ 60 na baixa temporada e R$ 85 se for alta temporada (valores de abril/2019). Dá para consultar a época pelo calendário da Prefeitura de Bonito. As descidas são em grupos de 15 pessoas e, quando um grupo está subindo, outro está descendo. Os capacetes são fornecidos lá, mas é preciso ir de tênis fechado. Ah, e crianças a partir de 5 anos já podem participar da visita. O passeio dura cerca de duas horas e é um excelente jeito de começar sua viagem por Bonito.

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Flutuamos no Rio Sucuri, em Bonito – veja como foi a experiência https://www.viajao.com.br/bkp/flutuacao-no-rio-sucuri-em-bonito/ https://www.viajao.com.br/bkp/flutuacao-no-rio-sucuri-em-bonito/#comments Tue, 30 Apr 2019 12:30:32 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11207 Água cristalina, peixes, plantas aquáticas e quase dois quilômetros de aventura. E o melhor: não precisa nem saber nadar pra curtir cada momento.

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Quem acompanhou o post sobre o Abismo Anhumas já sabe: passamos o último feriado, de Páscoa, em Bonito (MS)! Eu não conhecia e estava ansiosa para ver se as águas cristalinas que aparecem na maioria das fotos da região era mesmo tão cristalina. E a resposta é que sim, são!

Escolhemos fazer a flutuação no Rio Sucuri. Esse é um dos passeios mais procurados da região justamente porque esse rio é conhecido por ter uma visibilidade incrível, com águas que parecem azuis vistas de fora mas são 100% transparentes quando se está dentro delas. 

Flutuação no Rio Sucuri

Nosso passeio estava agendado para começar às 14h30, mas tínhamos optado pela versão com almoço incluso, então fomos pra lá mais cedo. Acho que chegamos mais ou menos 12h30, almoçamos, descansamos e aí nos encaminharam para a flutuação em si. Esse passeio tem uma super estrutura, a propriedade onde tem o restaurante, banheiros e vestiários é bem legal, então deu para matar um tempinho nas redes que tem por ali enquanto o horário do nosso grupo não chegava.

Aí chegou a hora de trocar de roupa e partir para o rio. Já com as roupas de neoprene, há um pequeno treinamento básico na piscina mesmo. Depois, vai todo mundo num caminhãozinho até a nascente do rio – esse trajeto deve levar em torno de dez minutos. Nosso grupo tinha umas oito pessoas + os dois guias que vão junto. 

Ao entrar no rio, você tem a sensação de entrar em outro universo. Dá para ver tudo com muita clareza – vegetação, peixes, pedras… É incrível e é também um super exercício de foco. Foi ali, boiando no rio, que percebi a minha dificuldade em ficar em silêncio, observando algo por mais do que alguns minutos. Estamos sempre correndo – e nossa mente, em geral, corre ainda mais que a gente – que é difícil parar. Mas é importante! E foi muito interessante pra mim pensar e refletir sobre isso. 

É uma experiência que vale muito a pena, sim!

O que levar?

Apesar de toda a estrutura do passeio ser super bem organizada, confesso que senti falta de informações mais práticas mesmo do que levar. Portanto, caso você esteja com as mesmas dúvidas que eu tive, estou aqui para ajudar :).

Acho que o mais interessante é ir já com roupa de banho por baixo da roupa mesmo. Na mochila, leve uma rouba de baixo seca para trocar depois. Se fosse novamente, eu também levaria um chinelo para facilitar – fui de tênis, o que é meio chato na hora de trocar de roupa. Há banheiros, vestiários e chuveiros disponíveis.

Antes do início da flutuação, eles te fornecem todos os equipamentos e roupas de que você vai precisar. Ou seja, roupa de neoprene, colete salva-vidas, sapatinho especial, máscara e snorkel. Aí você se troca e deixa seus pertences – mochila, celular, calçados e etc. – em armários que ficam trancados. 

Dá para levar sua câmera à prova d’água (como uma GoPro) ou então alugar uma com eles. Custa em torno de R$ 50.

Informações extras: precisa saber nadar? Tem cobra?

  • Pelo que nos informaram por lá, esse passeio em específico pode ser feito por crianças com mais de seis anos. 
  • Não é necessário saber nadar, uma vez que você só vai flutuar mesmo. A roupa de neoprene ajuda nessa tarefa, e você ainda estará usando colete salva-vidas. É bem tranquilo. De qualquer forma, vão dois guias com o grupo – um fica na água e outro fica em um bote. Quem quiser, pode subir no bote. 
  • O nome Rio Sucuri é por conta do formato dele mesmo. Porém é um passeio na natureza, não é um parque de diversões – logo, há animais na região. Felizmente nenhuma sucuri foi avistada no dia que fizemos o passeio haha (mas vimos dois tucanos voando e foi muito legal!). 
  • Uma coisa importante sobre as flutuações em geral é que eles indicam evitar usar protetor solar, cremes, loções, óleos corporais em geral. Pode ficar tranquilo (a), você não vai se queimar, já que estará com roupa de neoprene. 

Como chegar?

O local do início do passeio fica dentro da Fazenda São Geraldo, que fica a mais ou menos uns 20 quilômetros do centrinho de Bonito. Nós estávamos com um carro alugado, então foi só conferir como chegar e partir. Os caminhos não são difíceis, mas a maior parte das estradas é de terra – e elas são bastante esburacadas. Logo, é sempre bom reservar um tempinho maior do que o normalmente esperado para percorrer os trechos. 

Ah, importante dizer que nem sempre o 3G do celular pega nessas estradas. O meu celular, da TIM, por exemplo, ficava simplesmente morto. O da Rachel, que é Claro, pegava.

Quem não tiver alugado carro pode solicitar transporte extra do hotel até lá na reserva do passeio mesmo. O valor fica em torno de R$ 65 por pessoa.

Quanto custa a flutuação no Rio Sucuri

Como citei lá em cima, nós fizemos o passeio que incluía almoço + flutuação (sem transporte deles, já que tínhamos o nosso). O valor foi R$ 194 por pessoa. Eu achei que o almoço vale a pena, sim – é um buffet livre com muitas opções. No dia que fomos, a mesa incluía muitas saladas e vegetais, além de peixe, frango grelhado, purê de batata e outros. As bebidas não estão inclusas.  

Bonito tem muitas agências de turismo e os preços dos passeios são meio tabelados, ou seja, variam muito pouco. Nós fechamos com a Bonito Way algumas semanas antes de irmos – pagamos antes também e foi tudo ok.

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Abismo Anhumas: uma viagem ao centro da Terra https://www.viajao.com.br/bkp/abismo-anhumas-a-viagem-ao-centro-da-terra/ https://www.viajao.com.br/bkp/abismo-anhumas-a-viagem-ao-centro-da-terra/#respond Mon, 22 Apr 2019 18:41:53 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11158 A aventura mais radical - e cara! - de Bonito (MS) testa todos os seus limites e promete ser uma das experiências mais incríveis da sua vida!

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O passeio mais radical de Bonito, MS, é também o mais impressionante. Não é pra menos. Pra poder ver de perto toda a beleza do Abismo Anhumas, você precisa descer por 72 metros do topo ao chão! E de rapel!

Foto: Marcio Cabral / www.abismoanhumas.com.br

A preparação

A aventura começa no dia anterior. O visitante é obrigado a passar por um treinamento pra poder entender em que está se metendo.

E não é exagero! No centro de Bonito fica a sede da única empresa responsável pela experiência radical. Ao chegar lá, 16 profissionais estão a postos pra explicar como tudo funciona.

Primeiramente, ficar atento à vestimenta é essencial. A recomendação é ir de calça (exceto jeans) ou bermuda na altura dos joelhos (sem ser jeans também). Tênis são obrigatórios.

Treinamento na sede da Abismo Anhumas, no centro de Bonito, MS

Então, os monitores vão colocar o equipamento de rapel em você – sempre verificando se está tudo bem preso. Na sequência, é hora de fazer a subida manual movimentando os braços e os pés (cansa bastante!) até uma plataforma que fica a uns 10 metros de altura. Isso serve pra que você se familiarize com as cordas, os movimentos e a altura!

Lá em cima, outro profissional troca rapidamente a posição das cordas e ativa o mecanismo de descida, que é totalmente controlado por você no treinamento. Descer demora segundos… Pronto, teste concluído!

Aí, é hora de assinar o termo de responsabilidade (ou desistir) e fazer o pagamento do passeio. É a atração mais cara da cidade, custa R$ 1.120,00 por pessoa! Neste valor NÃO estão incluídos alimentação e o transporte até o abismo.

(Em Bagan, no Mianmar, deixei de fazer um passeio de balão caríssimo e me arrependi. Por isso, com planejamento, encarei esse).

Descida no treinamento de rapel

Atenção! Depois de assinar e pagar (dá pra parcelar em até 3x), o dinheiro não é mais devolvido em caso de desistência.

O próximo passo é provar a roupa de neoprene para a flutuação que será feita no lago da caverna. E pronto, basta aguardar o dia da aventura.

O que é o Abismo Anhumas

O Abismo fica numa fazenda, a uns 20 quilômetros do centro de Bonito. Foi descoberto na década de setenta, quando o fogo colocado pra desmatar o terreno acabou se alastrando mais do que devia.

Então, alguns funcionários da fazenda encontraram o imenso buraco no chão, numa área mais distante, e perceberam que, lá embaixo, havia um universo totalmente inexplorado.

Abertura do Abismo Anhumas visto de baixo
Foto: Marcelo Krause / www.abismoanhumas.com.br

Após estudos de especialistas brasileiros e estrangeiros, que desceram primeiro para explorar a caverna na década de 80, o lugar foi aberto aos turistas a partir de meados dos anos 90.

As pesquisas indicam que a abertura do Abismo aconteceu há uns 10 mil anos e que a imensa caverna embaixo da terra se formou entre dois e quatro milhões de anos atrás.

O início da aventura

Apenas 30 pessoas, no máximo, podem visitar o Abismo Anhumas por dia. Tudo é controlado para que se interfira o menos possível no ecossistema lá embaixo.

Os grupos de até dez pessoas têm horários marcados (7h30, 8h30 ou 12h30 – este último só em feriados ou alta temporada). A estrutura do lugar não é tão moderna: existem banheiros químicos em cima, antes da descida, e não há alimentação disponível. Leve a sua!

Antes de iniciar a descida, você pode ir até um mirante observar o imenso buraco. Dá medo. Avalie bem se você vai querer ver antes de encarar o rapel. É sério!

Depois, os simpáticos monitores (são mais ou menos dez!) vão colocar todo o equipamento em você (inclusive os capacetes. Solicite os que têm suporte para GoPro, se decidir levar a sua. Mas não esqueça de levar a base para fixá-la).

Sua bolsa – ou mochila – com celular, roupa de banho e toalhas desce separadamente e sem problemas.

A descida de rapel!

Os monitores vão te colocar na plataforma de descida, prender todo o equipamento e dar as últimas orientações. É difícil prestar atenção, mas será mais fácil do que parece.

Preparados pra descer de rapel

Vale lembrar que todas as dicas passadas no treinamento do dia anterior não precisarão ser usadas. A descida e a subida serão controladas pelos monitores. Seu papel será apenas curti-las (e controlar o medo, se preciso).

A descida, normalmente, é feita de duas em duas pessoas: uma de frente pra outra. E logo no início, o espaço é mais estreito por causa de imensas rochas.

Com luvas, você vai liberar a corda com a mão direita e apoiar a esquerda num local específico do equipamento. É só tentar cadenciar os movimentos a 72 metros de altura.

Após passar pelo espaço apertado entre as rochas, tudo se abre e é possível ver a espetacular e imensa caverna escondida embaixo da terra. Eis o Abismo Anhumas!

Observando a caverna de perto

Descer demora uns 5 minutos. Lá embaixo, dois monitores aguardam nas plataformas de madeira montadas sobre um imenso lago de água cristalina.

Dentro do Abismo Anhumas

Na hora de definir e pagar o passeio, dá pra escolher fazer flutuação (pra observar o fundo do lago, enquanto nada na superfície) ou mergulhar com cilindro (apenas para quem tem o certificado específico de mergulho). Optei pela primeira opção.

Lá embaixo, a primeira coisa a se fazer é trocar de roupa e colocar a de neoprene. Ela serve para aquecer o corpo, já que a água costuma ser bem gelada: entre 18° e 20°C. Depois, é hora de pôr as máscaras e os snorkels para flutuar. O guia ajuda nessa parte.

A flutuação

Mesmo o interior da caverna sendo bem escuro, é possível enxergar embaixo d’água na hora da flutuação. Os olhos acostumam com a escuridão! Mas o monitor ajuda. Ele vai junto, iluminando vários pontos com a lanterna enquanto todo o grupo nada pelo lago durante meia hora.

É impressionante ver as formações rochosas de milhões de anos e pequenos lambaris nadando pra lá e pra cá. Os peixinhos não crescem mais porque o ambiente é escuro e tem pouca comida. O ponto mais profundo do lago tem 80 metros! Vale prestar atenção no “silêncio ensurdecedor” que existe por ali.

Nadando no lago gelado do Abismo

Em seguida, após a flutuação, todos podem tirar as roupas térmicas e nadar um pouco apenas com a roupa de banho, pra sentir a real temperatura da água. Vale tentar algumas fotos, pedindo ajuda pro guia: ele usa as lanternas pra fazer a iluminação.

O passeio de bote

No trocador, dá pra se secar e colocar novamente a roupa seca e os calçados. Aí, é o momento de entrar no bote e fazer um passeio guiado sobre a água da caverna pra observar todo o interior com mais calma.

A ação da infiltração da água com calcário pelas paredes formou vincos e desenhos impressionantes ao longo dos milhões de anos. Algumas formações rochosas do Abismo Anhumas parecem até esculturas, tamanha a perfeição.

Passeio de bote por dentro da caverna
Foto: Alexandre Socci / www.abismoanhumas.com.br

Navegar por toda a gruta, ouvindo as curiosas histórias contadas pelo guia, dura uns 20 minutos.

Quando a navegação termina, chega a hora de retornar à vida real, voltando ao topo.

A subida

Até novembro de 2018, os turistas precisavam subir por conta própria até a saída do Abismo, lá em cima. Mas a atividade (que ainda é feita no treinamento) exigia muito esforço físico e muito tempo de cada um. Após uma enxurrada de reclamações, anos a fio, agora cada pessoa é içada até lá em cima.

O içamento é feito da forma mais raiz possível: usando a tração humana. Lá em cima, pelo menos cinco monitores caminham fazendo força para puxar um visitante por vez.

Turistas são içados por monitores pra fora do Abismo

O percurso de subida dura uns dois minutos e é possível curtir mais o visual da caverna nessa hora, sem se preocupar muito com os movimentos.

Vale a pena?

A aventura completa dura umas quatro horas. O valor é bem alto para um passeio, mas a experiência é, de fato, única.

Pensar que tudo aquilo ainda é praticamente intocado e que se formou há milhões de anos, milímetro por milímetro, dá a sensação de exclusividade. Isso contribui pro alto valor cobrado.

Além disso, os profissionais, a segurança envolvida e as licenças e normas pra manter o Abismo em condições perfeitas também encarecem o preço do ingresso.

Se você tiver dinheiro sobrando e quiser fazer uma viagem logo ali, pro centro da Terra, eu recomendo. Vai ser difícil você se arrepender, mesmo que o medo seja mais forte na descida.

É que a sensação de superação e a experiência vivida vão acabar não tendo preço mesmo.

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