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Arquivos América do Sul – Viajão http://www.viajao.com.br/bkp/category/america-do-sul/ construímos memórias Fri, 27 Nov 2020 12:55:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.viajao.com.br/bkp/wp-content/uploads/2018/10/cropped-IMG_2510-32x32.jpg Arquivos América do Sul – Viajão http://www.viajao.com.br/bkp/category/america-do-sul/ 32 32 Para onde viajar com o dólar nas alturas https://www.viajao.com.br/bkp/para-onde-viajar-com-o-dolar-nas-alturas/ https://www.viajao.com.br/bkp/para-onde-viajar-com-o-dolar-nas-alturas/#respond Thu, 27 Feb 2020 10:00:02 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11861 Com o dólar turismo perto dos R$ 5,00, chega a hora de reprogramar a viagem internacional. Por que não curtir alguns destinos mais próximos?

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O dólar turismo passou a barreira dos R$ 4,00 faz tempo. Custando quase R$ 5,00 nas casas de câmbio, fica mais difícil programar uma viagem internacional para os Estados Unidos ou para a Europa, por exemplo. Então, para onde viajar com o dólar caro?

O Viajão® separou alguns destinos inesquecíveis pra você gastar menos e poder aproveitar os vários feriadões que virão pela frente neste 2020.

Explorando o Brasil

Em primeiro lugar, se você mora no Brasil, pode aproveitar pra conhecer regiões que ficam perto de sua cidade. Se usar apenas carro ou ônibus, melhor ainda, né?

São Paulo

Bora então desbravar a maior cidade do país? São Paulo tem uma infinidade de atrações. Dá pra comer muito bem, curtir belos parques e exposições culturais e passear a pé pela Avenida Paulista. O bom é que muita coisa não custa nada! 

Gramado ao lado do lago no Parque do Ibirapuera, com o sol nascendo por trás de prédios ao fundo
Parque do Ibirapuera

Bonito, MS

Curte natureza? Então separe uns 4 dias pra desbravar as incríveis atrações de Bonito, em Mato Grosso do Sul.

Por lá, tem a Gruta do Lago Azul – o nome já dá uma noção do que é! E é incrivelmente azul. Passeio que dá pra fazer numa manhã, por exemplo.

Combine para logo após, encarar a flutuação no Rio Sucuri. Tem opção com almoço incluído. E o snorkeling é impressionante no rio mais cristalino do Brasil.

Perto da Gruta do Lago Azul, fica o Abismo Anhumas. Um passeio caro, que exige um leve treinamento no dia anterior, mas que será inesquecível. Imagine-se descendo de rapel por uma fenda, a 72 metros de altura! E, lá embaixo, estar um oásis escondido no meio da Terra? Só vendo pra crer.

Abismo Anhumas em Bonito

Litoral paranaense

Já pensou em pegar uma praia no Paraná? Por lá fica a famosa e charmosa Ilha do Mel. Se você for de avião, chegue pelo aeroporto de São José dos Pinhais (CWB) e vá de carro ou ônibus até Paranaguá.

Nesse post, tem um guia completo pra você aproveitar bem o tempo nesse paraíso.

Argentina

Este é um daqueles destinos internacionais que podem sair mais em conta do que se imagina. Principalmente se a ideia for passar um feriadão em Buenos Aires e viver 8 experiências bacanas por lá! O melhor é pagar tudo em pesos, em vez de dólares, né? 😛

Primeiro, lembre-se que as passagens aéreas ficam mais caras em feriados. Então, programe-se pra comprá-las com antecedência.

Casa Rosada em Buenos Aires
Casa Rosada, em Buenos Aires

Perito Moreno

Bora passar frio? Estique sua viagem em mais alguns dias e vá fazer uma caminhada nas geleiras de Perito Moreno.

Chile

Outro destino para viajar com o dólar caro é o Chile. Apesar dos protestos violentos que ainda estão acontecendo por lá, principalmente em Santiago, o país tem muitos outros belos lugares que você pode desbravar e pagar em pesos.

Primeiro, planeje bem a viagem e já fique atento aos gastos com comida e hospedagem. 

Plaza de Armas, em Santiago

Inclusive, um passeio que pode ser bem legal é a visita a uma vinícola. Custa pouco menos de R$ 150,00 por pessoa e é bem interessante.

Use a criatividade

Enfim, é claro que essas são só algumas ideias e sugestões de lugares para onde viajar com o dólar caro desse jeito! Aproveite o calendário, programe-se e bora desbravar mais o Brasil e a América do Sul!

Seguro de viagem

Antes de mais nada, quando planejar uma viagem pra fora do Brasil, não se esqueça de contratar um seguro viagem! Que tal cotar com o nosso parceiro Seguros Promo? Reservando por este link, você garante sua tranquilidade e também ajuda o Viajão®. \o/

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Como curtir o Carnaval de rua de Sampa https://www.viajao.com.br/bkp/carnaval-de-rua-sao-paulo/ https://www.viajao.com.br/bkp/carnaval-de-rua-sao-paulo/#respond Fri, 21 Feb 2020 15:00:50 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11840 Perdeu o pré-Carnaval na cidade? (Sim, isso existe) Tudo bem. Ainda tem muita folia pela frente. Tanto no Carnaval, que começa hoje, quanto no pós-Carnaval (sim, isso também existe).

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Quem diria que São Paulo um dia seria destino de Carnaval? Não que os bloquinhos sejam novidade (os moradores da Vila Madalena não me deixarão mentir), ou que aqui não tenha escolas de samba tradicionais, ou que não tivesse samba por aqui (alô alô, Adoniran!). Mas o feriadão de Carnaval sempre foi uma época de viagem para os paulistas e paulistanos.
Só que as coisas mudaram e, agora, o Carnaval de São Paulo é destino querido e procurado pelos foliões!

Se você ainda tem dúvida sobre a dimensão do Carnaval por aqui, a Prefeitura de São Paulo divulgou alguns números que podem mudar sua opinião. Em 2020, são 678 desfiles aprovados e autorizados pela Prefeitura. Distribuídos em 468 pontos da cidade. E atraindo 15 milhões de pessoas

Perdeu o pré-Carnaval na cidade? (Sim, isso existe) Tudo bem. Ainda tem muita folia pela frente. Tanto no Carnaval, que começa hoje, quanto no pós-Carnaval (sim, isso também existe).

Rachel no bloco de Carnaval de rua no centro de São Paulo.
Andar pelo centro fantasiada cantando Caetano Veloso valeu totalmente a muvuca.

Como escolher seu bloco

Tem bloquinhos de todos os tipos. Tem os pequenos, de uma marchinha só. Tem os gigantes, famosos, temáticos. Tem bloquinho para crianças! Tem muito jeito de curtir o Carnaval paulistano. Meu estilo sempre foi trabalhar no Carnaval ir onde meus amigos escolhessem, já que eles são mais desse estilo de festa do que eu. Mas quando tem um bloco só de músicas do Caetano Veloso (oi, Tarado ni Você! Saudades!), fica difícil até pra mim resistir. Nesse ano, tô de olho no RitaLeena. Pelo nome, já dá pra imaginar o tema, né?

A programação completa do Carnaval de São Paulo está aqui.

Transporte

A melhor forma de se deslocar por São Paulo nesses dias é de transporte público. A CET fecha ruas e muda rotas. Inclusive, alguns ônibus precisam ser desviados. Mas, em geral, o metrô chega perto de pontos de onde saem blocos. Exceto pela estação Tiradentes, que vai fechar alguns dias por causa de megablocos. E lembre de comprar o bilhete da volta antes! Você não quer pegar fila depois de seguir o trio elétrico por horas, né?

Importante avisar que a avenida Paulista não vai ficar fechada para carros nesse domingo (23), no feriado do dia 25, e no outro domingo (08), como é de costume. Segundo a Prefeitura, é para garantir a fluidez, já que há vários bloqueios pela cidade.

Fugindo do Carnaval

Bloco de rua, fantasia, samba… não são seu estilo? Tem muita coisa pra fazer em São Paulo. Os parques municipais funcionarão normalmente nesse feriado. O Planetário do Ibirapuera abre no domingo. Já o Mercadão só fecha na terça-feira. No sábado (22), tem programação especial de Carnaval na Pinacoteca e no Museu da Imigração. E o Museu do Futebol também terá ações especiais na terça (25).

Para a avenida 23 de Maio ficar assim vazia, só com trânsito fechado para blocos mesmo…

No ano passado, o carnaval de rua movimentou mais de 2 bilhões de reais, segundo pesquisa do Observatório do Turismo da Prefeitura de São Paulo. Não sei vocês, mas quando eu lembro dos bloquinhos de 200 pessoas que passavam pelos barzinhos da Vila Madalena uns dez anos atrás, eu fico impressionada com esse crescimento.

Minha principal dica é: aproveite! Tem boas chances de você se divertir. E use protetor solar. E beba água. Ok, foram três dicas pra um excelente Carnaval paulistano.

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Guia completo da Ilha do Mel: melhor destino de praia no Paraná https://www.viajao.com.br/bkp/ilha-do-mel-guia-completo/ https://www.viajao.com.br/bkp/ilha-do-mel-guia-completo/#respond Mon, 03 Feb 2020 19:03:32 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11751 A Ilha do Mel, na Baía de Paranaguá, é o destino ideal para quem quer praias tranquilas e trilhas com vistas lindas - confira o guia completo de como chegar, onde se hospedar e outras dicas.

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Ahhh, a Ilha do Mel tem um astral incrível! E juro que vale sua visita! Sei bem que o Paraná não é exatamente conhecido por seus destinos litorâneos. Especialmente porque estamos aqui do ladinho de Santa Catarina, que tem uma infinidade de opções… Porém não podia deixar de fazer um post com todas as informações sobre essa Ilha que reúne, na minha humilde opinião, as praias mais bonitas que temos por aqui!

Muita gente sabe o quanto eu gosto da Ilha e me envia perguntas ou dúvidas. Por isso, espero conseguir responder todas com esse post!

ilha do mel

Ilha do Mel

A Ilha do Mel fica na Baia de Paranaguá, no Paraná. Ela abriga uma estação ecológica que ocupa a maior parte da sua extensão (tem cerca de 2240 hectares e não é permitida a entrada). E também uma reserva natural, que tem algumas trilhas (aí pode entrar). Ela fica a mais ou menos 4 quilômetros de Pontal do Sul, que é o local mais próximo no continente.

Como chegar lá

ilha do mel
Esse mapa aqui em cima é da Prefeitura de Paranaguá – nele constam a maioria dos pontos que eu cito nesse post.

Para chegar até lá é preciso ir até Pontal do Sul ou Paranaguá. Eu acho mais fácil ir até Pontal do Sul. Dá mais ou menos duas horas de Curitiba de carro ou ônibus + 30 minutos de barco até a Ilha. Se você for de ônibus, ele te deixa num ponto bem próximo ao local onde é feita a travessia, que vem um pouco depois da estação de Pontal do Sul. Se tiver dúvida, é só perguntar pro motorista.

De Pontal do Sul

De lá, as travessias para a Ilha do Mel são feitas todos os dias das 8h às 19h a cada meia hora (sempre às 8h, depois 8h30, 9h e assim por diante) na alta temporada e a cada hora cheia na baixa temporada. 

A passagem de ida e volta de barco custa R$ 35 (preços em 02/20) no total e você não precisa agendar o horário, é por ordem de chegada mesmo – só chegar no píer, entregar o ingresso e entrar. Os barqueiros vão te perguntar em qual lado da Ilha fica sua pousada (Encantadas ou Brasília) então confira esse detalhe quando fizer a reserva da hospedagem.

De Paranaguá

Se for até Paranaguá, o esquema é mais ou menos o mesmo. De Curitiba a até lá, a viagem dura cerca de uma hora. Aí a viagem de barco dura mais, em torno de 2h, e sai em menos horários (todos os dias às 9h30, 13h e 16h30). A passagem custa R$ 50 ida e volta. 

Dá para pegar táxi náutico também, aí é preciso negociar diretamente com os barqueiros que ficam no píer. 

Onde ficar: Brasília e Encantadas

A Ilha do Mel tem duas regiões que concentram as pousadas, hostels e campings: Brasília e Encantadas. Ambas têm atrações interessantes – e você também pode ir de uma pra outra por uma trilha ou de barco. Pessoalmente, gosto mais da região de Brasília (que tem um centrinho com muitos restaurantes e pousadas), além de ficar perto do Farol. 

Mas já fiquei também em Encantadas e curti. Acho que a região tem menos opções de restaurantes, mas tem um barzinho bem famoso, o Cavalo Marinho, e também fica pertinho da Gruta de Encantadas (que eu amo). 

Brasília

ilha do mel
Farol das Conchas, em Brasília

Ano passado fiquei na Grajagan, que é o hotel/pousada mais afastado do centrinho de Brasília, muito confortável e lindo. Recomendo essa opção mais para quem vai com crianças e não quer sair muito dali mesmo, uma vez que o hotel tem uma praia praticamente particular, com cadeiras, guarda-sol e serviço de bar disponível na areia. O café da manhã também é muito bom! Para quem quiser ficar desse lado da Ilha mas não tão afastado, recomendo outras como Astral da Ilha, Bee House e Treze Luas, mas tem uma infinidade de outras – uso o Booking mesmo para reservar.

Encantadas

ilha do mel
Caminho entre Brasília e Encantadas – quando a maré está muito alta, não dá para passar por essas pedras baixas onde eu estou.

Agora em janeiro de 2020, fiquei na Fim da Trilha, em Encantadas – achei bem confortável, fica pertinho da praia e do píer e, o quarto em que fiquei era enorme! Achei o staff bem amigável e bom café da manhã. Desse lado tem também a Malie Chalés, onde tentei reservar mas já tava esgotado para a data. 

Lembrete importante: não há veículos motorizados na Ilha do Mel. O que significa que ou você tem que carregar suas próprias bagagens até a pousada ou contratar um serviço de carregadores que levam as malas em carrinhos. Esse serviço tem preços que vão de R$ 30 a R$ 80 dependendo da distância – a mais longe é a Grajagan (R$ 80). Eu recomendo ir de mochila mesmo, evite malas de rodinha.

O que fazer?

Bom, além de relaxar nas praias – que dificilmente estão cheias – a Ilha do Mel tem muitas trilhas e atrações interessantes. Algumas das coisas que fiz e recomendo: 

Trilha do Morro do Sabão

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Essa trilha é demais porque tem uma vista linda da Ilha! Você pode fazer indo de uma ponta (Praia Grande, onde fica a Grajagan) até a Gruta de Encantadas. Ou ao contrário. Isso leva mais ou menos uma hora. A trilha não tem grandes dificuldades – pode ir de chinelo – mas fica mais difícil com a maré alta. Prefira ir cedo, quando em geral a maré está mais baixa. Um trecho da trilha feita pela praia tem muitas pedras, e com a maré alta você precisa ir escalando e pulando de uma para a outra. Pode ser difícil para quem tem alguma dificuldade de mobilidade.

Ah, para retornar, indico fazer a volta de barco. O trecho leva uns 15 minutos, custa R$ 15 e tem barcos saindo de hora em hora do píer. Sempre nas horas cheias até 19h. 

Gruta de Encantadas

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Ahhh, a Gruta é muito linda! Um dos meus lugares favoritos – e sempre rende boas fotos se você tiver paciência para esperar as pessoas saírem. Como indica o próprio nome, fica em Encantadas – tem uma série de lendas envolvendo a gruta, entre elas a de que lá viviam sereias.

Farol das Conchas

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Fica em Brasília e tem a vista mais linda da Ilha! Super tranquilo de subir porque tem uma escadaria e rampas bem preservadas, então você pode ir parando no caminho para apreciar a vista. O farol é datado de 1872. Ah, importante: não confunda os faróis. Tem um outro, menor, no fim de uma trilha em Encantadas. Dizem que também é bem legal, mas essa ainda não fiz.

Fortaleza

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Construída em 1767 por ordem do rei de Portugal, a Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres ajudava a proteger a região, já que o Porto de Paranaguá fica ali pertinho. Tem vários canhões e uma trilha até um mirante. Parte da trilha tem calçamento, parte é chão de terra/pedras, pode ficar liso quando chove.

ilha do mel

A fortaleza está bem preservada, mas acho que a vista lá de cima ainda é minha parte favorita. Dá para ir a pé se a maré estiver baixa (leva cerca de uma hora saindo de Brasília ou 2h30 de Encantadas). Eu fui de barco, como parte de um passeio contratado na pousada mesmo (tem mais aqui embaixo).

Ver golfinhos

ilha do mel
Os bichinhos são rápidos e é difícil fazer foto, mas garanto que dá para ver muitos

Dessa última vez em que estive por lá, fiz um passeio de barco com a Fortaleza Ilha do Mel, que oferece alguns roteiros. O que eu fiz incluía parada para ver golfinhos na baía (e vi muuuuitos, bem de pertinho! Foi incrível), Fortaleza e almoço na Ilha das Peças. Confesso que ficaria só com os golfinhos e Fortaleza se fosse fazer algo assim novamente. Achei o almoço muito demorado, restaurante lotado e etc. Os passeios custam entre R$ 100 e R$ 120.

O que comer

ilha do mel

Como acontece em qualquer ilha, a comida na Ilha do Mel não é das coisas mais baratas… Mas acho que a maioria dos restaurantes serve pratos bem generosos – mesmo sendo para uma pessoa, eu consigo dividir tranquilamente.

Recomendo os restaurantes de todas as pousadas que citei aqui em cima. Com destaque para o risoto de siri do Fim da Trilha (uns R$ 70 mais ou menos, eu acho um prato bem grande). Para o poke e sushis do Malie Chalés (mais ou menos uns R$ 40 o poke – o restaurante só abre à noite). Para os hambúrgueres (uns R$ 40), PF (R$ 40) e petiscos da Astral da Ilha (e a caipirinha de hibisco também!), poke da Treze Luas…

Enfim, opção é o que não falta, especialmente para quem come frutos do mar e peixes.

E aí, ficou com vontade de conhecer? Além disso, quem tiver mais dicas da Ilha, deixa para mim aqui nos comentários! Com certeza é um destino para o qual ainda vou voltar muito.

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9 curiosidades sobre São Paulo https://www.viajao.com.br/bkp/9-curiosidades-sobre-sao-paulo/ https://www.viajao.com.br/bkp/9-curiosidades-sobre-sao-paulo/#comments Sat, 25 Jan 2020 10:10:32 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11696 Rachel em frente ao muro de tijolos e janelas da Cinemateca.São Paulo completa 466 anos com várias comemorações para residentes e turistas. E essa paulistana completamente apaixonada por essa cidade adora descobrir uma curiosidade daqui. Então, se você estiver buscando inspiração para decidir seus passeios, dá uma olhada nessas dicas!

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Neste 25 de janeiro, São Paulo completa 466 anos com várias comemorações para residentes e turistas. Com mais de 12 milhões de habitantes, a capital paulista é cheia de histórias inusitadas e dados impressionantes. E essa paulistana completamente apaixonada por essa cidade (mesmo quando ela me irrita) adora descobrir uma curiosidade daqui. Então, se você estiver buscando inspiração para decidir seus passeios, dá uma olhada nessas dicas!

São Paulo tem 20 mil restaurantes

Portanto, tem muita coisa para comer por aqui! Desde hamburguerias deliciosas (amo o Zé do Hamburguer! E o Bullguer! E o Luz Câmera Burguer!) até as melhores pizzas. Segundo a Prefeitura, a cidade tem também 30 mil bares. Apesar da Vila Madalena ser um bairro que ficou famoso pela quantidade de botecos, tem opções famosas por toda a cidade. Tem o Veloso, na Vila Mariana; o FrangÓ, na Freguesia do Ó; e 29.998 opções mais…

São mais de 130 teatros em São Paulo

Porém o mais icônico talvez seja o Theatro Municipal. O prédio foi inaugurado em 1911 e foi lá que surgiu a Semana de Arte Moderna de 1922. Mas o melhor de tudo é que sempre tem algo grátis acontecendo no Theatro.

E o que o Theatro Municipal, a Casa das Rosas e a Poli-USP tem em comum?

Os prédios foram todos projetados pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo. De fato, pesquisar a história de São Paulo é encontrar esse nome por trás de projetos de inúmeros prédios públicos ou históricos da capital paulista do começo do século XX. Mas vou destacar a Casa das Rosas, que fica na avenida Paulista. A construção foi concluída em 1935 e os herdeiros de Ramos de Azevedo moraram lá até a década de 1980. Atualmente, funciona no casarão o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, com atividades e exposições nos cômodos. E essa é a parte legal: dá para conhecer como era um casarão paulista da avenida Paulista! Em 2020, o espaço será restaurado – mas as atividades continuam no jardim, que é cheio de (surpresa!) rosas.

Tentando imaginar a avenida Paulista sem prédios…

Tem 150 bibliotecas na cidade

Tem gibiteca, especializada em poesia, em contos de fadas… Tem biblioteca pública, em escolas, em clubes. De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura, foram quase 650 mil empréstimos no Sistema Municipal de Bibliotecas (que inclui Pontos de Leitura) em 2018. E sabe qual foi o livro mais retirado nas 54 bibliotecas municipais? Memórias Póstumas de Brás Cubas, do Machado de Assis. Boa, vestibulandos! Outra curiosidade é que os sete livros da série Harry Potter (além do especial Harry Potter e a Criança Amaldiçoada) estão na lista dos 100 livros mais emprestados no ano retrasado.

E tem verde em São Paulo, sim!

Nos 1.521 km2 da cidade, são mais de cem parques. E eles estão por todas as regiões da cidade. Além do famoso Parque Ibirapuera, já pensou em visitar o Villa Lobos, na zona oeste? É gigante e cheio de áreas para esportes e piquenique. Ao mesmo tempo, e correndo o risco de me repetir, tem uma biblioteca muito legal no parque. Frequentemente, acontecem oficinas e cursos, como de contação de histórias. Por outro lado, se você quiser visitar um parque onde as árvores não são o foco… também é possível (afinal, São Paulo tem de tudo). Que tal visitar o Zilda Natel? Fica na zona oeste e o foco é em esportes de rua: tem pistas de skate e quadras de basquete.

O sistema do Metrô tem mais de 90 km de linhas

E está em circulação desde 1974. Isso inclui todas as linhas, inclusive as que são concessão (4-Amarela e 5-Lilás). E o melhor é que, além de chegar perto de pontos turísticos como a Pinacoteca, a avenida Paulista, e estádios de futebol, sempre tem exposições e ações acontecendo dentro das estações. Surpreendentemente, quando estavam construindo a linha 2-Verde, era possível visitar as obras. E isso resultou em relíquias especiais…

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Relíquias. #saopaulo #metro

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Onde história do cinema e da cidade se encontram…

A Cinemateca Brasileira é simplesmente linda. Tem jardim de esculturas, tela de cinema ao ar livre, auditório, biblioteca… mas já foi bem menos atrativa para visitações. Desde 1988, a instituição funciona no antigo Matadouro Municipal de São Paulo. É isso mesmo. O prédio data de 1887, quando o matadouro foi inaugurado. Fechado em 1927, teve diferentes usos até passar para a Cinemateca, que cuida do espaço até hoje. Nesse meio tempo, a estrutura foi restaurada – e tem até chão de vidro para proteger os antigos trilhos de trem para transporte de gado.

Me diz se esse prédio não é lindo?

Um dia, São Paulo teve 30 mil habitantes

E com certeza, a imigração é o que fez a cidade crescer tanto e se desenvolver tanto. No final do século XIX, a Hospedaria de Imigrantes começou a receber pessoas que se mudavam para cidade – e foram milhões até ela fechar em 1978. O prédio da Hospedaria é hoje o Museu da Imigração, aberto de terça a domingo (R$ 10, grátis aos sábados). Ou seja, dá para viajar no tempo por meio de histórias.

Vontade de comer pastel? Pode escolher uma das 871 feiras da cidade

Como eu já disse, quem passa por São Paulo precisa pelo menos uma vez comer um pastel (e o jeito mais paulistano de pedir é: “dois pastel”…). Além das pastelarias fixas que existem na cidade, por semana, são realizadas 871 feiras de rua nos diferentes bairros da capital paulista. E, em geral, são mais de uma barraca de pastel por feira… Além dessas, há 12 feiras orgânicas por aqui, para quem dispensa o pastel e quer mesmo é uma salada.

Certamente faltam alguns bilhões de fatos curiosos sobre a cidade, mas esse é um ponto de partida para explorar a capital. E aí, qual história sobre São Paulo mais te encanta?

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Contemplando a Gruta do Lago Azul, em Bonito (MS) https://www.viajao.com.br/bkp/gruta-do-lago-azul-em-bonito-ms/ https://www.viajao.com.br/bkp/gruta-do-lago-azul-em-bonito-ms/#respond Tue, 07 May 2019 10:00:28 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11220 Em uma cidade como Bonito (MS), como é possível chamar algum lugar de "cartão-postal"? Todos os lugares são encantadores! Mas tem um que ganhou esse título: a Gruta do Lago Azul. Se você pensar, faz muito sentido, porque tem um pouquinho de tudo que a cidade oferece nos passeios. Tem água de cor impossível, tem muita contemplação… e se precisa usar capacete, eu considero aventura, concorda?

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Em uma cidade como Bonito (MS), como é possível chamar algum lugar de “cartão-postal”? Todos os lugares são encantadores! Mas tem um que ganhou esse título: a Gruta do Lago Azul. Se você pensar, faz muito sentido, porque tem um pouquinho de tudo que a cidade oferece nos passeios. Tem água de cor impossível, tem muita contemplação… e se precisa usar capacete, eu considero aventura, concorda?

Tem toda a nossa aventura lá nos destaques do Instagram!

O caminho e a trilha

A Gruta do Lago Azul fica a cerca de 20 km de Bonito. A estrada é mesma que leva ao Abismo Anhumas (aquele do rapel de 72 metros!). Aliás, você sabia que as duas grutas ficam na mesma propriedade? Se desse para ir por baixo da terra, eles estariam a mais ou menos um quilômetro um do outro, pelo que o guia do Abismo nos contou.

É um Monumento Natural, tombado pelo Iphan em 1978.

A recepção da Gruta tem uma estrutura boa, com banheiros, lanchonete e mesinhas ao ar livre. É ali que o guia checa suas informações pessoais e dá as orientações básicas, do tipo, não saia da trilha e avise se precisar se afastar do grupo. Finalmente (porque toda ansiedade pré-passeio faz poucos minutos parecerem uma eternidade!) chega a hora de colocar o capacete e seguir pela trilha curta até o começo da escadaria que levará à Gruta.

Névoas e espeleotemas

De uma forma bem simples, espeleotemas são as formações que ocorrem dentro das cavernas (estalactites, estalagmites, e as colunas que surgem quando elas se encontram). E elas são a primeira coisa que a gente repara ao entrar na gruta.

Formações rochosas vista do alto da escada dentro da Gruta do Lago Azul.
São cerca de cem metros até chegar no nível da água

Ali no começo dos 300 degraus de descida, os olhos ainda não se acostumaram à escuridão e ainda não dá pra ver a água lá no fundo. Ao longo da descida (que a gente faz segurando em um corrimão de corda), o guia faz algumas paradas para explicar como a caverna se formou e como a água chega até a galeria. E é assim que a gente aprende sobre os fósseis que já foram encontrados ali (tipo de preguiça gigante e de tigre-dentes-de-sabre!).

Névoa contra a luz que entra na Gruta do Lago Azul, em Bonito.
É essa luminosidade que transforma a cor da água na gruta

Quanto mais a gente desce, mais névoa tem pelo caminho. Ou seja, o chão fica meio escorregadio. Mas é uma escadaria bastante tranquila (mesmo na volta!). E quando a gente chega perto da água, a surpresa: aqui, nessa escuridão, a água é de um azul muito vivo! É deslumbrante.

O Lago Azul

A água, na verdade, é bastante cristalina, tipo a do Rio Sucuri. Mas ela parece ter essa cor por causa da incidência dos raios de sol. Por isso, o melhor horário para visitar a Gruta do Lago Azul é entre 08h e 10h, e a melhor época do ano é entre dezembro e janeiro. Como o lago de mais de 87 metros de profundidade ainda está em estudo, não é possível entrar na água. Mas que dá vontade de ficar mais que os quinze minutos permitidos só vendo como o cenário muda com a luz, isso dá.

Lago azul no fundo da Gruta de Bonito, com Rachel de capacete.
A cara é de contemplação, mas eu tava era imaginando quão gelada era a água…

O que saber sobre a Gruta do Lago Azul

Esse é um dos passeios mais procurados na cidade. O número de visitantes por dia é limitado e as visitas terminam por volta das 15h. Então não se esqueça de fazer a reserva com uma agência credenciada com antecedência. A visita à Gruta do Lago Azul custa R$ 60 na baixa temporada e R$ 85 se for alta temporada (valores de abril/2019). Dá para consultar a época pelo calendário da Prefeitura de Bonito. As descidas são em grupos de 15 pessoas e, quando um grupo está subindo, outro está descendo. Os capacetes são fornecidos lá, mas é preciso ir de tênis fechado. Ah, e crianças a partir de 5 anos já podem participar da visita. O passeio dura cerca de duas horas e é um excelente jeito de começar sua viagem por Bonito.

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Flutuamos no Rio Sucuri, em Bonito – veja como foi a experiência https://www.viajao.com.br/bkp/flutuacao-no-rio-sucuri-em-bonito/ https://www.viajao.com.br/bkp/flutuacao-no-rio-sucuri-em-bonito/#comments Tue, 30 Apr 2019 12:30:32 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11207 Água cristalina, peixes, plantas aquáticas e quase dois quilômetros de aventura. E o melhor: não precisa nem saber nadar pra curtir cada momento.

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Quem acompanhou o post sobre o Abismo Anhumas já sabe: passamos o último feriado, de Páscoa, em Bonito (MS)! Eu não conhecia e estava ansiosa para ver se as águas cristalinas que aparecem na maioria das fotos da região era mesmo tão cristalina. E a resposta é que sim, são!

Escolhemos fazer a flutuação no Rio Sucuri. Esse é um dos passeios mais procurados da região justamente porque esse rio é conhecido por ter uma visibilidade incrível, com águas que parecem azuis vistas de fora mas são 100% transparentes quando se está dentro delas. 

Flutuação no Rio Sucuri

Nosso passeio estava agendado para começar às 14h30, mas tínhamos optado pela versão com almoço incluso, então fomos pra lá mais cedo. Acho que chegamos mais ou menos 12h30, almoçamos, descansamos e aí nos encaminharam para a flutuação em si. Esse passeio tem uma super estrutura, a propriedade onde tem o restaurante, banheiros e vestiários é bem legal, então deu para matar um tempinho nas redes que tem por ali enquanto o horário do nosso grupo não chegava.

Aí chegou a hora de trocar de roupa e partir para o rio. Já com as roupas de neoprene, há um pequeno treinamento básico na piscina mesmo. Depois, vai todo mundo num caminhãozinho até a nascente do rio – esse trajeto deve levar em torno de dez minutos. Nosso grupo tinha umas oito pessoas + os dois guias que vão junto. 

Ao entrar no rio, você tem a sensação de entrar em outro universo. Dá para ver tudo com muita clareza – vegetação, peixes, pedras… É incrível e é também um super exercício de foco. Foi ali, boiando no rio, que percebi a minha dificuldade em ficar em silêncio, observando algo por mais do que alguns minutos. Estamos sempre correndo – e nossa mente, em geral, corre ainda mais que a gente – que é difícil parar. Mas é importante! E foi muito interessante pra mim pensar e refletir sobre isso. 

É uma experiência que vale muito a pena, sim!

O que levar?

Apesar de toda a estrutura do passeio ser super bem organizada, confesso que senti falta de informações mais práticas mesmo do que levar. Portanto, caso você esteja com as mesmas dúvidas que eu tive, estou aqui para ajudar :).

Acho que o mais interessante é ir já com roupa de banho por baixo da roupa mesmo. Na mochila, leve uma rouba de baixo seca para trocar depois. Se fosse novamente, eu também levaria um chinelo para facilitar – fui de tênis, o que é meio chato na hora de trocar de roupa. Há banheiros, vestiários e chuveiros disponíveis.

Antes do início da flutuação, eles te fornecem todos os equipamentos e roupas de que você vai precisar. Ou seja, roupa de neoprene, colete salva-vidas, sapatinho especial, máscara e snorkel. Aí você se troca e deixa seus pertences – mochila, celular, calçados e etc. – em armários que ficam trancados. 

Dá para levar sua câmera à prova d’água (como uma GoPro) ou então alugar uma com eles. Custa em torno de R$ 50.

Informações extras: precisa saber nadar? Tem cobra?

  • Pelo que nos informaram por lá, esse passeio em específico pode ser feito por crianças com mais de seis anos. 
  • Não é necessário saber nadar, uma vez que você só vai flutuar mesmo. A roupa de neoprene ajuda nessa tarefa, e você ainda estará usando colete salva-vidas. É bem tranquilo. De qualquer forma, vão dois guias com o grupo – um fica na água e outro fica em um bote. Quem quiser, pode subir no bote. 
  • O nome Rio Sucuri é por conta do formato dele mesmo. Porém é um passeio na natureza, não é um parque de diversões – logo, há animais na região. Felizmente nenhuma sucuri foi avistada no dia que fizemos o passeio haha (mas vimos dois tucanos voando e foi muito legal!). 
  • Uma coisa importante sobre as flutuações em geral é que eles indicam evitar usar protetor solar, cremes, loções, óleos corporais em geral. Pode ficar tranquilo (a), você não vai se queimar, já que estará com roupa de neoprene. 

Como chegar?

O local do início do passeio fica dentro da Fazenda São Geraldo, que fica a mais ou menos uns 20 quilômetros do centrinho de Bonito. Nós estávamos com um carro alugado, então foi só conferir como chegar e partir. Os caminhos não são difíceis, mas a maior parte das estradas é de terra – e elas são bastante esburacadas. Logo, é sempre bom reservar um tempinho maior do que o normalmente esperado para percorrer os trechos. 

Ah, importante dizer que nem sempre o 3G do celular pega nessas estradas. O meu celular, da TIM, por exemplo, ficava simplesmente morto. O da Rachel, que é Claro, pegava.

Quem não tiver alugado carro pode solicitar transporte extra do hotel até lá na reserva do passeio mesmo. O valor fica em torno de R$ 65 por pessoa.

Quanto custa a flutuação no Rio Sucuri

Como citei lá em cima, nós fizemos o passeio que incluía almoço + flutuação (sem transporte deles, já que tínhamos o nosso). O valor foi R$ 194 por pessoa. Eu achei que o almoço vale a pena, sim – é um buffet livre com muitas opções. No dia que fomos, a mesa incluía muitas saladas e vegetais, além de peixe, frango grelhado, purê de batata e outros. As bebidas não estão inclusas.  

Bonito tem muitas agências de turismo e os preços dos passeios são meio tabelados, ou seja, variam muito pouco. Nós fechamos com a Bonito Way algumas semanas antes de irmos – pagamos antes também e foi tudo ok.

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Abismo Anhumas: uma viagem ao centro da Terra https://www.viajao.com.br/bkp/abismo-anhumas-a-viagem-ao-centro-da-terra/ https://www.viajao.com.br/bkp/abismo-anhumas-a-viagem-ao-centro-da-terra/#respond Mon, 22 Apr 2019 18:41:53 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11158 A aventura mais radical - e cara! - de Bonito (MS) testa todos os seus limites e promete ser uma das experiências mais incríveis da sua vida!

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O passeio mais radical de Bonito, MS, é também o mais impressionante. Não é pra menos. Pra poder ver de perto toda a beleza do Abismo Anhumas, você precisa descer por 72 metros do topo ao chão! E de rapel!

Foto: Marcio Cabral / www.abismoanhumas.com.br

A preparação

A aventura começa no dia anterior. O visitante é obrigado a passar por um treinamento pra poder entender em que está se metendo.

E não é exagero! No centro de Bonito fica a sede da única empresa responsável pela experiência radical. Ao chegar lá, 16 profissionais estão a postos pra explicar como tudo funciona.

Primeiramente, ficar atento à vestimenta é essencial. A recomendação é ir de calça (exceto jeans) ou bermuda na altura dos joelhos (sem ser jeans também). Tênis são obrigatórios.

Treinamento na sede da Abismo Anhumas, no centro de Bonito, MS

Então, os monitores vão colocar o equipamento de rapel em você – sempre verificando se está tudo bem preso. Na sequência, é hora de fazer a subida manual movimentando os braços e os pés (cansa bastante!) até uma plataforma que fica a uns 10 metros de altura. Isso serve pra que você se familiarize com as cordas, os movimentos e a altura!

Lá em cima, outro profissional troca rapidamente a posição das cordas e ativa o mecanismo de descida, que é totalmente controlado por você no treinamento. Descer demora segundos… Pronto, teste concluído!

Aí, é hora de assinar o termo de responsabilidade (ou desistir) e fazer o pagamento do passeio. É a atração mais cara da cidade, custa R$ 1.120,00 por pessoa! Neste valor NÃO estão incluídos alimentação e o transporte até o abismo.

(Em Bagan, no Mianmar, deixei de fazer um passeio de balão caríssimo e me arrependi. Por isso, com planejamento, encarei esse).

Descida no treinamento de rapel

Atenção! Depois de assinar e pagar (dá pra parcelar em até 3x), o dinheiro não é mais devolvido em caso de desistência.

O próximo passo é provar a roupa de neoprene para a flutuação que será feita no lago da caverna. E pronto, basta aguardar o dia da aventura.

O que é o Abismo Anhumas

O Abismo fica numa fazenda, a uns 20 quilômetros do centro de Bonito. Foi descoberto na década de setenta, quando o fogo colocado pra desmatar o terreno acabou se alastrando mais do que devia.

Então, alguns funcionários da fazenda encontraram o imenso buraco no chão, numa área mais distante, e perceberam que, lá embaixo, havia um universo totalmente inexplorado.

Abertura do Abismo Anhumas visto de baixo
Foto: Marcelo Krause / www.abismoanhumas.com.br

Após estudos de especialistas brasileiros e estrangeiros, que desceram primeiro para explorar a caverna na década de 80, o lugar foi aberto aos turistas a partir de meados dos anos 90.

As pesquisas indicam que a abertura do Abismo aconteceu há uns 10 mil anos e que a imensa caverna embaixo da terra se formou entre dois e quatro milhões de anos atrás.

O início da aventura

Apenas 30 pessoas, no máximo, podem visitar o Abismo Anhumas por dia. Tudo é controlado para que se interfira o menos possível no ecossistema lá embaixo.

Os grupos de até dez pessoas têm horários marcados (7h30, 8h30 ou 12h30 – este último só em feriados ou alta temporada). A estrutura do lugar não é tão moderna: existem banheiros químicos em cima, antes da descida, e não há alimentação disponível. Leve a sua!

Antes de iniciar a descida, você pode ir até um mirante observar o imenso buraco. Dá medo. Avalie bem se você vai querer ver antes de encarar o rapel. É sério!

Depois, os simpáticos monitores (são mais ou menos dez!) vão colocar todo o equipamento em você (inclusive os capacetes. Solicite os que têm suporte para GoPro, se decidir levar a sua. Mas não esqueça de levar a base para fixá-la).

Sua bolsa – ou mochila – com celular, roupa de banho e toalhas desce separadamente e sem problemas.

A descida de rapel!

Os monitores vão te colocar na plataforma de descida, prender todo o equipamento e dar as últimas orientações. É difícil prestar atenção, mas será mais fácil do que parece.

Preparados pra descer de rapel

Vale lembrar que todas as dicas passadas no treinamento do dia anterior não precisarão ser usadas. A descida e a subida serão controladas pelos monitores. Seu papel será apenas curti-las (e controlar o medo, se preciso).

A descida, normalmente, é feita de duas em duas pessoas: uma de frente pra outra. E logo no início, o espaço é mais estreito por causa de imensas rochas.

Com luvas, você vai liberar a corda com a mão direita e apoiar a esquerda num local específico do equipamento. É só tentar cadenciar os movimentos a 72 metros de altura.

Após passar pelo espaço apertado entre as rochas, tudo se abre e é possível ver a espetacular e imensa caverna escondida embaixo da terra. Eis o Abismo Anhumas!

Observando a caverna de perto

Descer demora uns 5 minutos. Lá embaixo, dois monitores aguardam nas plataformas de madeira montadas sobre um imenso lago de água cristalina.

Dentro do Abismo Anhumas

Na hora de definir e pagar o passeio, dá pra escolher fazer flutuação (pra observar o fundo do lago, enquanto nada na superfície) ou mergulhar com cilindro (apenas para quem tem o certificado específico de mergulho). Optei pela primeira opção.

Lá embaixo, a primeira coisa a se fazer é trocar de roupa e colocar a de neoprene. Ela serve para aquecer o corpo, já que a água costuma ser bem gelada: entre 18° e 20°C. Depois, é hora de pôr as máscaras e os snorkels para flutuar. O guia ajuda nessa parte.

A flutuação

Mesmo o interior da caverna sendo bem escuro, é possível enxergar embaixo d’água na hora da flutuação. Os olhos acostumam com a escuridão! Mas o monitor ajuda. Ele vai junto, iluminando vários pontos com a lanterna enquanto todo o grupo nada pelo lago durante meia hora.

É impressionante ver as formações rochosas de milhões de anos e pequenos lambaris nadando pra lá e pra cá. Os peixinhos não crescem mais porque o ambiente é escuro e tem pouca comida. O ponto mais profundo do lago tem 80 metros! Vale prestar atenção no “silêncio ensurdecedor” que existe por ali.

Nadando no lago gelado do Abismo

Em seguida, após a flutuação, todos podem tirar as roupas térmicas e nadar um pouco apenas com a roupa de banho, pra sentir a real temperatura da água. Vale tentar algumas fotos, pedindo ajuda pro guia: ele usa as lanternas pra fazer a iluminação.

O passeio de bote

No trocador, dá pra se secar e colocar novamente a roupa seca e os calçados. Aí, é o momento de entrar no bote e fazer um passeio guiado sobre a água da caverna pra observar todo o interior com mais calma.

A ação da infiltração da água com calcário pelas paredes formou vincos e desenhos impressionantes ao longo dos milhões de anos. Algumas formações rochosas do Abismo Anhumas parecem até esculturas, tamanha a perfeição.

Passeio de bote por dentro da caverna
Foto: Alexandre Socci / www.abismoanhumas.com.br

Navegar por toda a gruta, ouvindo as curiosas histórias contadas pelo guia, dura uns 20 minutos.

Quando a navegação termina, chega a hora de retornar à vida real, voltando ao topo.

A subida

Até novembro de 2018, os turistas precisavam subir por conta própria até a saída do Abismo, lá em cima. Mas a atividade (que ainda é feita no treinamento) exigia muito esforço físico e muito tempo de cada um. Após uma enxurrada de reclamações, anos a fio, agora cada pessoa é içada até lá em cima.

O içamento é feito da forma mais raiz possível: usando a tração humana. Lá em cima, pelo menos cinco monitores caminham fazendo força para puxar um visitante por vez.

Turistas são içados por monitores pra fora do Abismo

O percurso de subida dura uns dois minutos e é possível curtir mais o visual da caverna nessa hora, sem se preocupar muito com os movimentos.

Vale a pena?

A aventura completa dura umas quatro horas. O valor é bem alto para um passeio, mas a experiência é, de fato, única.

Pensar que tudo aquilo ainda é praticamente intocado e que se formou há milhões de anos, milímetro por milímetro, dá a sensação de exclusividade. Isso contribui pro alto valor cobrado.

Além disso, os profissionais, a segurança envolvida e as licenças e normas pra manter o Abismo em condições perfeitas também encarecem o preço do ingresso.

Se você tiver dinheiro sobrando e quiser fazer uma viagem logo ali, pro centro da Terra, eu recomendo. Vai ser difícil você se arrepender, mesmo que o medo seja mais forte na descida.

É que a sensação de superação e a experiência vivida vão acabar não tendo preço mesmo.

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8 experiências para viver em Buenos Aires https://www.viajao.com.br/bkp/8-experiencias-para-viver-em-buenos-aires/ https://www.viajao.com.br/bkp/8-experiencias-para-viver-em-buenos-aires/#comments Fri, 29 Mar 2019 10:00:10 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11075 Eu não sei bem explicar o motivo, mas eu adoro Buenos Aires. A principal dica sobre a cidade é: visite os pontos turísticos mais famosos. Mas como nós gostamos de construir memórias, eis algumas experiências para se viver na capital argentina.

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Eu não sei bem explicar o motivo, mas eu adoro Buenos Aires. Talvez seja porque foi o primeiro destino para onde viajei sozinha. Talvez porque a cidade é charmosa mesmo. Só sei que vale a visita (ou, pelo menos, a escala no caminho para a Patagônia). A principal dica sobre a cidade é: visite os pontos turísticos mais famosos. Mas como nós gostamos de construir memórias, eis algumas experiências para se viver na capital argentina:

A sede do governo argentino fica na Plaza de Mayo, palco de grandes manifestações. Visitas guiadas podem ser agendadas no site oficial

1. Tomar um café no palco

Talvez não precise tomar o café. Mas como fica no antigo palco do teatro que hoje é uma das livrarias mais lindas que já vi, vale a visita. A livraria é a El Ateneo Grand Splendid, da Avenida Santa Fé, e fica a um quilômetro, mais ou menos, do Cemitério da Recoleta.

Teatro antigo com pinturas no teto, cortinas no palco ao fundo e prateleiras de livros.
Vai dizer que não é uma das livrarias mais lindas que existem?

2. Fazer passeios inesperados

A visita ao Cemitério da Recoleta não só é uma experiência divertidíssima por causa das excursões de turistas de navios,  mas é também uma ida a um museu (macabro) a céu aberto. Juro que parece um parque. Mais de 90 esculturas são consideradas monumentos históricos. O melhor é que, na pracinha em frente ao cemitério, tem feirinha de artesanato. E do outro lado da pracinha, tem barzinhos bons e várias opções de comida.

3. Disputar espaço para tirar foto na Galerías Pacífico

Brincadeiras à parte, a área central desse shopping center é bem bonita. E se você for no fim do ano, tem uma árvore de Natal bastante charmosa (há alguns anos, costuma ser temática de Carolina Herrera). Além disso, é sempre bom saber onde tem uma praça de alimentação (e um banheiro limpinho) na Calle Florida, que é uma atração turística, porém é um calçadão de centro.

4. Sentar na praça e ver a vida passar

Você provavelmente vai fazer isso no parque no entorno da Floralis Genérica. Mas o que eu mais gosto em Buenos Aires é que praticamente toda rua é uma alameda, com árvores quase de ponta a ponta. Então sempre gosto de aproveitar para tomar um sorvete numa praça, ou pegar um suco e comer debaixo das árvores. E como tem muita praça pelo caminho, são muitas opções para pausas. Gosto muito da Plaza General San Martin. E me perdendo caminhando pela cidade na minha primeira visita, descobri a praça abaixo (que, aliás, aparece no filme Medianeiras!).

A Plaza Cataluña foi minha primeira descoberta ao me perder em Buenos Aires

5. Adquirir bolhas nos pés

Ok. Essa dica é meio ruim. Mas foi o que aconteceu todas as vezes que estive em Buenos Aires. Como é uma cidade com várias regiões planas, tipo entre a Recoleta e Palermo, ou entre a Recoleta e o Centro, pensei: “pra que metrô? Vou andando”. Uns 10 quilômetros de sapatilhas depois, eu decidi nunca mais viajar sem um tênis. Nesses bairros, é bastante tranquilo andar a pé, então dá para encontrar um café, ou uma unidade do Havana, ou uma sorveteria. Caminhe em Puerto Madero de um lado ao outro (os restaurantes de lá são mais caros!), caminhe em San Telmo de um lado ao outro (desviando das barraquinhas), caminhe muito!

Estátua da personagem Mafalda, do artista Quino, em banco de rua
A Mafalda, do artista Quino, fica em San Telmo só esperando para sair na foto

6. Aproveitar os transfers

Eu só peguei táxi na rua em Buenos Aires uma vez, no desespero, porque era 1º de janeiro e eu precisava chegar logo ao aeroporto. O problema é que a fama negativa deles nunca vai embora. E como viajar sozinha tem suas particularidades, eu optei pelo transfer do Tienda León. Comprei na hora, no balcão do aeroporto, e aí já reservei a volta também, para um horário cedo. Ele vai até um “terminal” da companhia e depois você troca para um táxi (incluso) até seu hostel. Ou você pode pedir para o seu hotel reservar um táxi para você.

7. Deliciar-se com o doce de leite

Sério. O doce de leite deles é muito gostoso e provavelmente vai ter no seu café da manhã, para comer junto com uma medialuna, que é um croissant sem recheio e bem macio. Tostadas, em geral, são um misto frio (fica a dica) bem quebra-galho para a hora da fome. Ao invés de um pão de queijo, a empanada é um lanche rápido que vale por uma refeição. Vale estudar também o  “almoço executivo” que é oferecido em vários restaurantes. Prato principal, sobremesa e uma taça de vinho por um valor fixo. Por que não?

8. Turistar sem limites por Buenos Aires

Ah, o Caminito… como não amar as cores e os sons? Cuidado com batedores de carteira, porque é muito cheio. Tem restaurantes gostosos por ali também. Eu honestamente adorei visitar o La Bombonera. O passeio de museu + visita ao estádio custa uns 42 reais e você chega bem pertinho do gramado. Esse é um daqueles pontos de Buenos Aires onde é super ok caminhar pelo Caminito e super ok pegar a rua até a Bombonera, e super ok ir embora da Bombonera até o metrô. Mas não é muito bom de perambular. Então pergunte no hostel qual ônibus pegar para se perder menos. Eu peguei ônibus e metrô de boa por Buenos Aires, aliás.

Quanto ao dinheiro, o peso argentino está bem desvalorizado, e, assim como no Chile, compensa levar reais e trocar lá. Pode ser no aeroporto mesmo, no Banco La Nación, que a conversão costuma valer a pena. Achei mais difícil encontrar casas de câmbio boas e abertas em outras regiões da cidade.

Como eu já fui quatro vezes (!), confesso que a maior parte das coisas bem turísticas eu fiz há alguns anos. No começo de 2018, eu só comi doce de leite e bebi vinho. E em 2017, fui caminhar pelo Puerto Madero e fazer comprinhas na Calle Florida. Mas eu amo Buenos Aires. Voltaria mais e mais vezes, se pudesse. Quem vem comigo?

O Xóia mostrou um pouco de Buenos Aires lá no Instagram!

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Passeios para repetir em São Paulo https://www.viajao.com.br/bkp/passeios-para-repetir-sao-paulo/ https://www.viajao.com.br/bkp/passeios-para-repetir-sao-paulo/#respond Fri, 25 Jan 2019 11:00:30 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11036 Prédios de São Paulo vistos do altoSão Paulo é uma cidade que vale a visita. Alguns passeios super paulistanos são para experimentar e repetir.

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Eu gosto muito de São Paulo. Tá bom, eu adoro. Ok, Sampa é uma das minhas cidades favoritas. E ela está completando 465 anos de existência hoje! Eu acredito que a capital paulista deveria estar em qualquer lista de lugares a se visitar. E existem alguns passeios necessários para uma experiência super paulistana. Por isso, resolvi listar alguns (em nenhuma ordem em especial) que eu não canso de repetir. Aliás, já aviso que rolê em São Paulo muitas vezes envolve comida…

Prédios de São Paulo vistos do alto
Adoro ver São Paulo do alto e imaginar quanta história cabe aqui. Muito Amélie Poulain da minha parte?

1. Tomar café-da-manhã na padoca

Todo mundo que mora em São Paulo vai comer um ‘pão na chapa com uma média’ em algum momento. Pode ser na pressa ou com bastante tempo para jogar conversa fora. A sua média (café com leite grande) pode ser com mais café ou com mais leite. Pode ter todo um buffet de acompanhamentos ou pode ser de pé no balcão mesmo. E pode ser a qualquer hora. Algumas padarias ficam abertas 24 horas por aqui. Quem anima um café-da-manhã pra janta?

2. Fazer uma caminhada na avenida Paulista

Olha o nome dessa via! Tem como ela não ser parada obrigatória em um passeio por São Paulo? Cartão postal da cidade, a avenida Paulista tem museus do começo (no Paraíso) ao fim (na Consolação). A Casa das Rosas e a Japan House ficam praticamente em frente uma da outra. Na mesma quadra, tem o Sesc Paulista, cujo disputado mirante no topo proporciona vistas e fotos lindas da cidade. Daí tem Itaú Cultural, MASP, Instituto Moreira Salles e vários cinemas. O melhor de tudo? É super plana e as calçadas ainda mantém muito da acessibilidade de quando foi reformada.

Prédios ao longo da Avenida Paulista vista do alto
O mirante fica levemente mais vazio durante a semana. Já a Paulista, está sempre cheia…

3. Visitar um dos parques paulistanos

Falta verde em São Paulo. Mas isso não quer dizer que aqui não tenha parque. Tem muitos! Na própria Paulista, tem o parque Trianon, remanescente de Mata Atlântica. Olha que contraste? O parque mais famoso é Ibirapuera, que, aliás, é meu favorito. Adoro visitar os museus, caminhar pelo viveiro ou pelas marquises e lembrar da visita ao Planetário com a escola um milhão de anos atrás. Se a sua visita tiver que ficar lá pra agosto, aproveite a Festa das Cerejeiras no Parque do Carmo, na zona leste. Assim como em Washington DC, uma das atrações é sentar e observar as lindas flores rosadas.

Gramado ao lado do lago no Parque do Ibirapuera, com o sol nascendo por trás de prédios ao fundo
Quem resiste a um nascer do sol no parque? Esse aí é no Ibirapuera.

4. Comer e comer: pizzas, hambúrgueres e pastéis

Escolher onde comer fora em São Paulo é uma missão que pode levar horas. Durante a semana, o almoço paulistano é de ‘PFs’ na padoca e restaurantes por quilo. E tem também aquele pastel de feira de rua que é uma refeição completa – e que parece mais saboroso se for degustado no banquinho de plástico na feira mesmo. Recentemente, surgiram várias hamburguerias de todos os tipos: em container, gourmet, clássicas…

Mas se for para escolher uma janta típica de São Paulo, acho que é a pizza. Da pizzaria da esquina às mais tradicionais, você vai encontrar diversos sabores e raramente irá se decepcionar. Maiba que somente as pizzas com “mussarela” na descrição tem mussarela entre os ingredientes. Parece piada, mas eu já tive conversas longas com amigos de outros estados que insistiram que frango com catupiry tem que ter “queijo” (e eu argumentei que catupiry é queijo…).

5. Pegar fila no meio da rua

No caso, no meio do Beco do Batman. O ponto já virou parada importante dos tours pela capital paulista. E para quem gosta de arte de rua, há mesmo muito o que apreciar por ali. Eu só dispensava as filas em frente a alguns murais… Aproveite que o beco fica na Vila Madalena, bem perto de Pinheiros, e tome um lanche, um sorvete, uma breja, qualquer coisa que desperte as energias pro resto dos passeios. A Vila Madalena sempre for um bairro boêmio da cidade. E, para mim, a graça de lá é que você pode estar de tênis, de chinelo, ou de sapato formal, e ainda vai encontrar algum lugar que é seu estilo. (Ah! Minha dica é ir de metrô e descer na Fradique Coutinho. Fica mais perto que a estação da Vila Madá.)

Grafite do personagem Batman no Beco do Batman, em São Paulo
Bora trocar uma ideia com o Batman em pessoa? Ou melhor, em grafite?

6. Se perder em um museu

Existem dezenas de museus em São Paulo, mas o meu favorito é a Pinacoteca do Estado (desculpa, MASP). Uma das primeiras exposições que visitei na vida foi a do Rodin neste museu, que é o mais antigo da cidade (foi fundado em 1905!). A fila era interminável (como ainda acontece com certas exposições). Mesmo assim, foi marcante. Só o prédio do final do século XIX já vale a visita.

Telhado de vidro e paredes de tijolo da Pinacoteca do Estado de São Paulo
Se não tivesse nenhuma obra de arte, eu ainda iria até a Pinacoteca só para admirar o prédio.

E aí, tem o acervo, com obras da Tarsila do Amaral, do Di Cavalcanti, do Portinari, quadros de décadas e séculos atrás. Por isso, me encanta a cada visita. A Pina (somos amigas próximas risos) fica aberta de quarta a segunda e a entrada custa R$ 10, mas é grátis aos sábados. Dá para chegar lá de metrô. Desça na estação da Luz (que é uma viagem no tempo por si só).

Isso me leva a…

7. Ficar do lado direito da escada rolante do metrô

Muitas atrações turísticas de São Paulo ficam próximas a estações de metrô. E eu acho que essa é uma das melhores maneiras de se deslocar pela cidade. Além disso, quase sempre tem exposição dentro das estações. Mas lembre-se de não ficar parado do lado esquerdo da escada rolante. Isso porque as pessoas vão, sim, pedir pra você continuar subindo os degraus…

Brincadeiras à parte, São Paulo é uma cidade que surpreende. Que não para de achar maneiras de fazer a mesma coisa de um jeito um pouquinho diferente. São 12 milhões de histórias únicas e, ao mesmo tempo, conectadas. Pelo trem, pela rua, pela correria, pelos trajetos, pelas conversas entreouvidas e compartilhadas. Cada vez que descubro algo novo da capital paulista, passo a gostar mais ainda dela. Porque, se tem alguma coisa que São Paulo não para de oferecer, são novos pontos de vista.

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Preparando uma viagem ao Chile https://www.viajao.com.br/bkp/preparando-uma-viagem-ao-chile/ https://www.viajao.com.br/bkp/preparando-uma-viagem-ao-chile/#comments Tue, 15 Jan 2019 11:00:06 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11002 É um país muito caro? Levo dólar ou real? E os passeios, reservo ainda no Brasil? Tire essas e outras dúvidas antes de embarcar pro Chile.

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Que o país é um dos queridinhos quando se fala em turismo pela América do Sul, não há dúvidas. Por isso, é bom se organizar bem quando estiver preparando uma viagem ao Chile pra aproveitar ao máximo sua estadia por lá. Ainda mais se seu plano for visitar Santiago e Viña del Mar, por exemplo.

A serenidade no olhar de quem se organizou antes de ir 😛

Quanto tempo ficar?

Pra fazer essas duas cidades, acredito que uma semana seja suficiente. Você pode reservar uns quatro dias pra Santiago e uns três pra Viña del Mar.

Mas vale lembrar que, da capital chilena, é possível fazer um “bate e volta” para o litoral. São passeios que te levam pela manhã (a viagem dura 1h30min), em seguida passam pelos principais pontos turísticos de Viña del Mar e Valparaíso e retornam para Santiago à tarde. Sem dúvida é uma boa opção caso você tenha pouco tempo.

Qual moeda devo levar?

Em dezembro de 2018, R$ 1,00 era trocado por 174 pesos chilenos nas casas de câmbio que ficam próximas a Plaza de Armas, no centro de Santiago (estação Bellas Artes da linha verde do metrô). 

O clássico pulo na Plaza de Armas, em Santiago, antes de trocar dinheiro

Já US$ 1 custava 670 pesos chilenos. Lembrando, também, que nessa época o dólar turismo estava em torno de R$ 4,00. Então, fazendo uma simulação rápida:

  • Se você trocar R$ 100, receberá 17.400 pesos chilenos.
  • Se você trocar os mesmos R$ 100 no Brasil, antes de viajar, terá US$ 25. Trocando esses US$ 25 na cotação lá de cima, receberá 16.750 pesos.

Por isso, é bom você saber que só valerá MUITO a pena levar dólares para o Chile se você pagar menos de R$ 3,85 (já com taxas como IOF) na moeda americana aqui no Brasil. Senão, faça como eu e leve reais mesmo. 

Obviamente, você pode usar seus cartões por lá também, mas lembre-se que pagará taxas por transação internacional e que deve avisar a seu banco que estará viajando para o Chile. Assim, as compras serão autorizadas sem problemas.

Onde ficar em Santiago?

O mapa de Santiago é simples e a rede de metrô consegue te levar aos principais pontos turísticos, sem muitos problemas.

Escolhi ficar bem perto de uma estação, no bairro de Providencia. A região é bonita, perto do centro, com várias atrações famosas próximas, como Cerro San Cristóbal, La Chascona (casa de Pablo Neruda), Patio Bellas Artes…

A vista do apê!

Além disso, ainda alugamos um apartamento pelo Airbnb que tinha uma belíssima vista para a Cordilheira dos Andes. Custou o equivalente a R$ 500,00 por noite e acomodava até cinco pessoas! Em suma: valeu muito a pena!

Onde ficar em Viña del Mar?

Em Viña, fomos para passar o réveillon. Por isso, optamos por um apartamento confortável e mais perto da praia (apesar da água ser geladíssima, queríamos ver a queima de fogos).

Recomendo a seguinte região: perto do Cassino, na Avenida 2 Norte, entre a Avenida San Martin e a 2 Pte. Vale a pena, existem vários restaurantes em volta e a vibe é bem gostosa no verão (apesar das temperaturas serem geladas à noite e pela manhã).

No apê cabiam seis pessoas e o valor nesses dias perto do réveillon foi de quase R$ 800,00 por noite. Também reservado no Airbnb.

É muito caro turistar por lá?

De fato, enquanto eu estava preparando a minha viagem ao Chile, já tinham me alertado que este não é um país muito barato (ainda mais pra quem tem ido bastante pra Ásia, como eu RISOS).

Mas, se você mora em São Paulo, por exemplo, que é uma cidade mais cara, até vai achar os preços em Santiago meio parecidos.

Comida

Um sanduíche/hambúrguer caprichado (eles adoram e tem por todos os lados) pode custar uns 6.000 pesos (R$ 35,00).

O prato no almoço num restaurante bom pode custar uns 10.000 pesos (quase R$ 60,00). Só que cheguei a almoçar menu completo (entrada, prato principal e sobremesa) por 7.000 pesos (R$ 50,00). Aliás, o menu completo é uma boa opção porque muitas vezes vem até com bebida (água ou refrigerante) e sai mais em conta.

Delicioso prato com frango ao molho shitake, batatas rústicas e salada: 5.900 pesos

Dica!

Em Santiago, vá ao restaurante Victorino, em Lastarria. Atendimento excelente, sangria saborosa e pratos que me dão água na boca até agora. Peça ceviche, peixes (salmão) ou carnes e não se arrependerá.

Parte externa do Victorino <3 

Os preços de itens no supermercado (Líder Express, por exemplo) também achei parecidos com São Paulo. Ah, e se você alugar um apê no Airbnb, pode comprar coisas e tomar o café da manhã em “casa”. Rende uma boa economia.

Transporte

Já que você ainda tá preparando uma viagem ao Chile, saiba que para ter sucesso ao usar o metrô por lá é preciso carregar o bip Card antes, o cartão “bilhete único” deles. No entanto, as tarifas variam de acordo com o horário de uso – nos mais movimentados, é mais caro, logicamente.

Só o cartão custa 1.550 pesos e dá pra comprar em qualquer estação de metrô, por exemplo. 

Horário Bajo (segunda a sexta, metrô e trem)

 Das 6h às 6h29 e das 20h45 às 23h: tarifa de 650 pesos (R$ 3,75).

Horário Valle (segunda a sexta, metrô e trem)

Das 6h30 às 6h59, das 9h às 17h59 e das 20h às 20h44: tarifa de 700 pesos (R$ 4).

Horário Punta (segunda a sexta, metrô e trem)

Das 7h às 8h59 e das 18h às 19h59: tarifa de 780 pesos (R$ 4,50).

  • Aos sábados, domingos e feriados a tarifa é de 700 pesos (R$ 4) para trem e metrô; e de 680 pesos (R$ 3,90) para ônibus.

Ah! Antes de mais nada, um aviso: guarde bem seu bip Card. Se você perdê-lo, perde junto todo o valor que tiver dentro dele. Eles não reembolsam!

Não apenas de trem e metrô vive um turista no Chile! Vale também andar de Uber. O aplicativo funciona super bem e os preços são um pouco mais baixos do que no Brasil. Aprovei!

Ônibus de Santiago a Viña Del Mar

Para fazer o trajeto entre as duas cidades por conta própria, vá de Tur Bus. A companhia tem ônibus saindo de 15 em 15 minutos de três terminais em Santiago: Alameda, Pajaritos e Sul.

As passagens custam a partir de 3.000 pesos (R$ 20,00) e a viagem é rápida: dura 1h30, 2h.

Passeios e atrações

Um passeio até uma vinícola, por exemplo, como a que contei aqui que fizemos para a Undurraga, custou 23.000 pesos por pessoa (R$ 130,00). Fomos de van com outras pessoas, por meio de uma agência que contratamos em Santiago mesmo. Foi show!

Já a ida até Cajón del Maipo, também por agência, foi um pouquinho mais: 25.000 pesos por pessoa (R$ 145,00). Nos dois casos, as vans nos pegaram e nos deixaram nos locais que escolhemos (pode ser pega e deixa no hotel, pega no hotel e deixa em outro ponto de Santiago… você escolhe!).

Aos pés das Cordilheiras: Cajón del Maipo!

Aliás, reservamos tudo com o Ricardo. Ele é brasileiro, mora em Santiago e organiza os passeios que você quiser com as agências. Só mandar WhatsApp pra ele: +56 9 3647 1413.

Já em Santiago, por exemplo, para entrar no La Chascona, que é a casa de Pablo Neruda, o ingresso custa 7.000 pesos (R$ 40,00) – achei carinho esse.

Enquanto isso, subir os 300m do Sky Costanera, o mirante mais alto da América do Sul, sai a partir de 15.000 pesos (R$ 85,00) – e eu não quis ir! Achei caro e a vista do apê que estávamos já era boa o suficiente RISOS.

Arrumando a mala

Aliás, se você for no verão, como eu, além de levar roupas leves e frescas, coloque um ou dois casacos na mala (de mão, de preferência). É que pela manhã e à noite, o frio pega tanto em Santiago quanto em Viña del Mar. Em outras palavras: a gente sofre RISOS.

Dos 13 graus logo cedo, o sol leva pra 30 no começo da tarde e, quando a noite chega, cai pros 14. Inclusive, essa amplitude térmica imensa vai fazer você desejar seu(s) casaco(s) – se for a Cajón del Maipo, carregue um com você também!

Pronto, agora é só fechar a mala e boa viagem!

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