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Já pensou em comer em um dos melhores restaurantes do mundo? Se você tem curiosidade, aproveite para ler meu relato sobre o Bo.lan, hoje considerado o 19o melhor da Ásia. O restaurante típico tailandês tem também uma estrela Michelin e foi tema de um episódio da série documental de gastronomia Chef's Table, da Netflix.
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]]>Eu adoro gastronomia! Um dos meus programas favoritos em qualquer lugar do mundo é comer e conhecer os sabores locais. E já tendo ido para a Tailândia quatro vezes, tinha uma coisa que eu queria muito fazer: comer num restaurante estrelado. Mais especificamente, no Gaggan, em Bangkok – que foi considerado o melhor restaurante da Ásia (e o quarto melhor do mundo!). Só que além de ser muito caro (acabava sempre deixando pra uma próxima visita haha), ele fechou no ano passado.
Mas acabei conseguindo realizar esse sonho conhecendo o Bo.lan, que também fica em Bangkok. Hoje ele é o 19o melhor da Ásia. A chef que comanda a casa, Duangporn Songvisava, foi também eleita a melhor chef mulher da Ásia em 2013. O restaurante tem uma estrela Michelin. E foi também o tema de um dos episódios de Chef’s Table, série documental da Netflix sobre gastronomia. Eu recomendo a série inteira, mas se você quiser ver só esse episódio, é o terceiro da 5a temporada.
Junto com a chef tailandesa (conhecida simplesmente como Bo), quem também assina os pratos é seu marido, o australiano Dylan Jones (ou Lan).
Agora que contextualizei o lugar, vamos para a experiência!
Essa é uma experiência gastronômica completamente diferente do que a gente costuma viver quando visita a Tailândia. Normalmente, a primeira coisa em que a gente pensa é na comida de rua, certo?

Pois bem, o Bo.lan é, na verdade, um restaurante que serve pratos tradicionais tailandeses com inspiração tanto na comida de rua quanto na gastronomia mais refinada e comum nos palácios. Tudo é orgânico e vem de fornecedores locais.
Funciona como um menu degustação. Ou seja, os pratos variam de acordo com a estação e escolha dos chefs. Você paga um valor fechado pelo menu completo, não tem escolha a la carte. Mas, claro, você pode alertar o restaurante caso tenha alguma restrição alimentar na hora da reserva.

E o menu tem várias etapas, sendo três ou quatro entradas, mais cinco pratos principais. Nos principais, em geral são servidos uma salada, um curry, uma sopa e outras preparações típicas, com o omelete tailandês, por exemplo. A diferença para os menus degustações ocidentais é que nesse caso todos os pratos principais são servidos juntos, para dividir, pois essa é maneira tradicional deles. Depois, mais uma ou duas sobremesas.

Tudo estava muito gostoso no dia que fomos – e os pratos (especialmente principais) são muito fartos. E também muuuito apimentados haha. Tinha passado 13 dias na Índia antes disso e não cheguei nem perto de lacrimejar com a picância. Mas com as entradas do Bo.lan… Confesso que foi quase.
Pra mim, valeu, sim! Mas se vale pra você também, aí depende… Você gosta muito de gastronomia – e da experiência gastronômica como um todo, de sentar num restaurante e aguardar a sequência de pratos? Você tem essa grana para gastar e não vai deixar de fazer coisas que considera importantes por isso (quando fomos, a conta deu cerca de US$ 100 para cada, na época, em torno de R$ 400 – hoje, cerca de R$ 515)? Quer conhecer um restaurante estrelado em Bangkok? Se a sua resposta para essas perguntas for sim, vai numa boa porque você vai curtir! Se for não, deixe para lá (ou pra uma próxima visita).
Para terminar, no Bo.lan você não vai encontrar tailandeses comendo. É um restaurante mais caro, que oferece comida típica para um público majoritariamente internacional. Portanto, por mais que eu tenha adorado ter conseguido ir, essa é uma experiência complementar à que você vai ter experimentando a comida de rua. Para conhecer também algo diferente e saber como é um restaurante asiático mais refinado (e, óbvio, um dos melhores do mundo). Mas não trocaria pelo pad thai sentada em uma esquina qualquer de Bangkok.
Ah, e se você está planejando uma viagem para a Tailândia, aproveite para dar uma olhada nos outros posts sobre o assunto por aqui. Já demos dicas que vão desde como sair do aeroporto e chegar no centro de Bangkok, já falamos sobre as praias e sobre a experiência com elefantes em Chiang Mai. E antes de embarcar, não esquece do seguro viagem, né?
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Comprou a passagem para Bangkok e ainda não sabe qual a melhor opção para ir do aeroporto até seu hotel? Confira aqui todas as possibilidades saindo tanto do Suvarnabhumi, o principal da cidade, como do Don Mueang, onde chegam muitos voos low cost
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]]>Está com a passagem comprada para Bangkok e quer saber como ir do aeroporto para a cidade? Pois bem, esse post vai te ajudar! Antes da gente chegar no principal, recomendo sempre comprar chip de celular com internet assim que desembarcar. Existem várias opções para turistas logo na área de desembarque. O 4g funciona maravilhosamente na Tailândia e isso vai te ajudar bastante a não se perder na cidade, afinal você terá acesso ao Google Maps sempre que precisar. Veja aqui outras coisas essenciais que é bom saber antes de chegar.

Agora passando para o assunto propriamente dito, que é como ir do aeroporto para a cidade, é importante saber que Bangkok tem dois aeroportos principais. O Suvarnabhumi International Airport e o Don Mueang International Airport. O primeiro é o maior e principal – se você está saindo do Brasil em direção à Tailândia, é bem provável que desembarque por lá. Já o Don Muang é onde chegam muitos dos voos de companhias low cost. O que significa que se você for visitar outros países na região e retornar à Tailândia, também deve passar por ali.
Confira na sua passagem qual é o aeroporto para evitar problemas, certo? Para cada um deles, há uma série de opções, confira a seguir.
Veja também quais são as melhores praias da Tailândia e como foi nossa experiência com elefantes em Chiang Mai.
Esse é o principal aeroporto da cidade, o maior e com melhor estrutura. Ele fica a cerca de 30 quilômetros do centro de Bangkok. Além das opções que vou dar abaixo, no próprio aeroporto você encontra também guichês de aluguel de carro. Não cogite essa opção, por favor haha. A menos que você já tenha um profundo conhecimento da cidade e do trânsito de Bangkok.

Os pontos de taxi do Suvarnabhumi ficam no térreo, próximos às saídas 3, 4, 7 e 8. Há um guichê de taxi ali nas proximidades, você pega uma espécie de senha e espera ser chamado. O valor é calculado por taxímetro, como no Brasil.
Mas preste atenção: em Bangkok há uma série de vias expressas e a circulação de veículos por elas é paga. Os pedágios urbanos, que em geral custam em torno de 50 baths (um pouco menos de US$ 2) são cobrados a parte do preço da corrida. Normalmente os condutores perguntam aos passageiros se eles preferem a via expressa antes de entrar em uma – fique atento porque a maioria deles não fala inglês e pode tentar te explicar com gestos e mímicas.
Eu, pessoalmente, sempre prefiro as vias expressas. Bangkok é uma cidade imensa, com muito trânsito. Por tanto, acho que vale a pena.

Não tente usar Uber – não funciona na maioria dos países asiáticos. Já aproveite e faça download do Grab antes de chegar lá e adicione suas informações de pagamento (caso prefira pagar com cartão de crédito, claro). Esse é o app de transporte usado na Tailândia, ele funciona exatamente como os que temos aqui. Permite pagamento via cartão de crédito ou dinheiro.
Ele tem uma série de vantagens, como saber o preço final aproximado da corrida, por exemplo. Digo aproximado porque também precisamos pagar os valores do pedágio urbano por circular nas vias expressas à parte. Exatamente como no taxi. O aplicativo sempre vai te enviar um alerta falando sobre isso (toll fare).
Outra vantagem do Grab é que você pode pedir outros tipos de veículos além dos carros, como vans, por exemplo. Na nossa última passagem pela cidade, estávamos em cinco pessoas e o valor da van para nos deslocarmos ficava mais baixo do que pedir dois carros.
O Suvarnabhumi tem uma linha de metrô de superfície que sai diretamente do piso B1 do aeroporto e vai até a estação Phaya Thai. Essa estação é grande e bem central, fica próxima aos grandes shoppings da cidade. De lá, você pode fazer baldeação pro metrô, o BTS. Várias linhas saem dali.

O Airport Link + BTS é uma opção muito prática e barata, mas não é a ideal para todos. Os trens são novos, modernos, seguros e têm ar condicionado. Mas se você estiver com muita bagagem, pode ser difícil embarcar. Em horários de pico, ficam bastante cheios. Além disso, confira antes no Google Maps se o seu hotel está próximo a uma estação de BTS e veja o trajeto de como chegar lá.
Para mim, pessoalmente, se eu estiver longe de uma estação e precisar ficar trocando de transporte com malas (airport link + BTS + ônibus ou Grab), eu já acho que não vale muito a pena. Lembre-se de que Bangkok é uma cidade enorme, todo esse rolê vai te custar tempo em que você podia estar curtindo a cidade.

Outro porém: descer em Phaya Thai e tentar pegar um Grab ali também é complicado. Pense numa região com muitas avenidas e trânsito intenso. É mais difícil encontrar o motorista do que parece. Lembre-se de que o alfabeto é diferente do nosso e a maioria dos motoristas não fala inglês. Já tentamos fazer isso e não deu boa haha.
Mas se você estiver sozinho, com pouca bagagem e perto do BTS, aí sim é super tranquilo. Foi o que fiz da última vez que em que estive na cidade, pois cheguei sozinha. Gastei 45 baths no Airport Link que vai do aeroporto até Phaya Thai. E de lá fiz baldeação até a estação Thong Lor, que ficava ao lado do meu hotel, por mais 45 baths. Gastei cerca de US$ 3, evitei o trânsito da cidade e fiz o trajeto todo em uma hora.
Resumindo: vai chegar sozinho? Tem pouca bagagem? Quer economizar (tempo e dinheiro)? Seu hotel fica próximo a uma estação? Vá de metrô. Se não, prefira um Grab.

Você pode comprar os tickets do BTS nos guichês (com atendentes) ou nas máquinas. Você precisa informar qual sua estação final porque o preço da passagem depende disso.

Depois que tiver pago, você recebe um cartão ou ficha. Você vai encostar esse cartão ou ficha na catraca para que sua entrada seja liberada e vai depositá-lo depois ao sair no seu destino. Ou seja, guarde esse cartão ou ficha em um lugar de fácil acesso e não perca.
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O aeroporto tem também uma série de pontos de onde saem ônibus locais de Bangkok. Para chegar até essa área, você precisa pegar um shuttle de dentro do aeroporto, na área de transportes. O Suvarnabhumi é bem sinalizado, então é fácil encontrar. Porém, como em qualquer lugar do mundo, você precisa saber para onde vai e qual ônibus te leva até lá. Confira isso tudo no Google Maps antes de se aventurar, certo?

Se o hotel está no caminho de algum dos ônibus que param no aeroporto, ótimo. Essa é a opção mais barata, custa a partir de 35 baths (pouco mais de US$ 1). Recomendo para quem quer economizar e já tem alguma familiaridade com o transporte coletivo da Tailândia – eu mesma nunca fiz esse trajeto, apesar de já ter circulado muito de ônibus dentro de Bangkok.

Esse aeroporto, que fica a 25 quilômetros do centro, costumava ser o principal da cidade até a construção do Suvarnabhumi. Ele até ficou fechado por um tempo, em 2006, e foi reaberto no ano seguinte. Como a cidade ganhou um aeroporto mais moderno, esse acabou ficando um pouco defasado – não há metrô perto. Há planos de que uma linha seja construída até 2025, porém. Por enquanto, as opções mais práticas são taxi e Grab, que funcionam da mesma forma que descrevi aqui em cima.
Honestamente, eu prefiro sempre o Grab. Em primeiro lugar porque é mais fácil ter ideia do quanto a corrida vai custar e é também mais fácil se comunicar. Muitos motoristas, como comentei, não falam inglês. E pelo aplicativo você inclui o seu endereço diretamente. Além disso, esse aeroporto pode ficar bem movimentado – há uma fila para o taxi, que pode demorar um bom tempo (experiência própria). Esse aeroporto é mais próximo do centro, então o valor da corrida também é mais baixo.
Também há alguns ônibus que param ao lado do aeroporto, como o A1, que para na estação de BTS Mo Chit. Essa estação também é bem movimentada, bem central. De lá dá para fazer baldeação ou tentar um Grab. O ônibus custa 30 baths (cerca de US$ 1), mais o valor do BTS, entre 40 e 60 baths (US$ 1 e pouco a US$ 2).

Para terminar, caso esteja pesquisando passagens e encontre opções para a rota que você busca saindo (ou chegando) nos dois aeroportos, opte sempre pelo Suvarnabhumi. Ele tem mais estrutura e mais opções – é mais prático mesmo sendo mais distante. Não se esqueça também de contratar um seguro viagem. Que tal cotar com o nosso parceiro Seguros Promo? Reservando por este link, você garante sua tranquilidade e também ajuda o Viajão®.
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Quando a gente fala em Ásia, uma das primeiras coisas que vem à mente é mercado de rua, certo? Certo!
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]]>Quando a gente fala em Ásia, uma das primeiras coisas que vem à mente é mercado de rua, certo? Certo! E em Bangkok eles são muitos! Nessa minha mais recente visita, em 2019, eu visitei três deles – veja abaixo o que achei de cada um.

Ele é grande (não imenso! Depois de visitar o Chatuchak, mudei meus parâmetros haha) e mistura lojinhas de artesanato, produtos locais, bares, restaurantes (tailandeses e internacionais) e serviços. Tem também um parte de diversões que fica junto, ao lado, e conta com atrações como roda gigante e carrossel.

Ele é super bonito, novo e moderno – foi aberto em 2012, então é bem recente. Como o próprio nome indica, ele fica na beira do rio Chao Phraya, o que faz dele um lugar bem agradável para ficar nos fins de tarde, jantar, ver o por do sol.

Ele é super turístico, mas é uma boa opção. Os valores dos pratos, em geral, são mais altos mas nada absurdo. Dá para achar pad thai, por exemplo, por 200 bahts (mais ou menos us US$ 6 – em novembro de 2019).
Horário de funcionamento: diariamente entre 17h e meia-noite.
Onde fica: 2194 Charoenkrung Road, Wat Phraya Krai, Bang Kho Laem, Bangkok 10120, Thailand.
Como chegar: a forma mais fácil é ir até a estação de BTS (o skytrain) Saphan Taksin e de lá pegar o barco-shuttle que é gratuito. Sai até às 23h.
Um dos mais tradicionais da cidade – e eu ainda não conhecia! Como só funciona nos finais de semana, fui até lá num sábado pela manhã. Peguei o BTS até a estação Mo Chit, que fica bem próxima à entrada do mercado, munida de paciência e preparada para o calor. Isso porque eu sabia que o local era imenso, mas olha, não esperava tanto haha. Mesmo estando cheio, esperava também que fosse muuuito mais abarrotado.

No fim das contas, acabou sendo um dos lugares que mais gostei de conhecer em Bangkok! Passei horas por lá e super voltaria – obviamente não consegui ver tudo. O mercado é dividido em muitas seções. Tem aquelas que parecem um Aliexpress ao vivo, com muitas coisas falsificadas e souvenirs todos iguais, mas tem outras que são mutíssimo mais interessantes. Há corredores com muitas pequenas marcas locais, roupas, arte, lembrancinhas legais e, óbvio, comida.

As seções que mais gostei foram a 2 e a 3 (que têm muitas marcas locais!) e a reservada à arte. Comprei uma camisa por pouco mais de US$ 8 e um mapa antigo da região da Tailândia por US$ 4. Saí feliz e suando muito (mas isso já era de se esperar haha).
Horário de funcionamento: abre às sextas, sábados e domingos. Às sextas, das 6h às 18h. Sábados e domingos, das 9h às 18h.
Onde fica: Kamphaeng Phet Road, Lat Yao, Chatuchak, Bangcoc 10900
Como chegar: a estação de BTS mais próxima é a Mo Chit, na linha verde.
Dos três desse post, esse é o menor. É bem pequeno mesmo, o que pode ser bom e ruim – bom porque nem sempre a gente tem paciência ou tempo para passar muitas horas em um mercado no calor escaldante de Bangkok. Se você estiver por perto e quiser comer algo, por exemplo, pode ser uma boa opção. E ruim porque, bom, não parece muito com os mercadões clássicos, tá mais para uma feirinha mesmo.

Por lá, dá para encontrar barraquinhas de artesanato e roupas, além de comida. Tem opções asiáticas e, mais especificamente, tailandesas, mas tem também sanduíches e outras coisas ocidentais.

Ah, pelo que vi, essa feira é itinerante – por enquanto (novembro de 2019) ela está instalada em um jardim, o Chuvit Garden, mas de tempos em tempos isso muda. É bom consultar antes ir. Ah, o horário de abertura indica 16h, mas cheguei nesse horário e tudo estava meio morto ainda, várias barracas começando a ir. Eu deixaria para ir mais pro fim da tarde.
Horário de funcionamento: todos os dias das 16h à meia-noite (mas recomendo chegar um pouco depois das 16h).
Onde fica: Por enquanto, em Chuvit Garden. Sukhumvit 10 Alley, Chuvitgarden, Khlong Toei, Bangkok 10110.
Como chegar: a estação de BTS mais próxima é a Nana, na linha verde.
Ah, e se você está planejando uma viagem para a Tailândia, aproveita para dar uma olhadinha nesse post aqui.
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Quer ter uma vista espetacular de Bangkok, como se estivesse flutuando? É só ter coragem de caminhar pelo assustador chão de vidro do prédio King Power MahaNakhon.
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Quer ter uma vista espetacular de Bangkok sem precisar estar num helicóptero, avião ou em algo parecido que te faça voar usando motores? Então, que tal você mesmo “ser o motor” e ter essa sensação a mais de 310m de altura? É só ter coragem de caminhar pelo assustador chão de vidro do prédio King Power MahaNakhon, na capital da Tailândia.
O prédio é bem novo e já tinha me chamado atenção em 2017, quando estive em Bangkok pela segunda vez. A arquitetura é incrível, parece que alguns pixels estão se encaixando na estrutura. Meio Lego, algo assim.

A atração de vidro foi inaugurada há pouco tempo, em novembro. Pelas longas filas que se formam por lá, dá pra dizer que este já é um dos passeios mais concorridos da capital tailandesa. Tudo bem, ainda não ganha das visitas ao Buda Deitado e ao Grand Palace, mas no quesito “adrenalina”, sai na frente.
Tudo isso por causa de um piso especial que colocaram numa das partes do 78° andar. Chão. Transparente. D-E V-I-D-R-O.
Isso não é propriamente uma novidade pelo mundo. Existe em cidades como Chicago, nos EUA, e na torre de Auckland, na Nova Zelândia (ambos em menor escala). Caminhar sobre um chão de vidro, a mais de 300m de altura, podendo olhar pra baixo (se conseguir!) em segurança, não tem como não ser divertido, em qualquer lugar do mundo!
Primeiramente é bom saber que este é o mais alto ponto de observação de Bangkok. Em seguida, lembre-se que a atração fica aberta das 10 da manhã até a meia-noite. O último grupo sobe às 23h. Nós fomos pelas 16h, o que acho um bom horário porque a subida não estará tão concorrida e ainda dá pra pegar o pôr do sol (aí, sim, lota).

O tíquete de entrada pra chegar ao topo custa pouco mais de THB 765 (uns R$ 80,00) – valor promocional até 31 de janeiro de 2019. Depois desta data, vai passar pra THB 1.050.
Logo após comprar o bilhete, você entra num elevador “balada”, cheio de luzes, e sobe 74 andares em 50 segundos!
Enquanto se recupera dessa primeira viagem e boceja pra tirar a pressão dos ouvidos, você vai se deparar com a bela vista de Bangkok observada dos janelões desse andar (que ainda não é o mais alto!).

Em seguida, você sobe os quatro andares restantes até o topo (usando a escada circular é mais rápido!) e chega ao rooftop no 78° andar! Ali, tem um bar (o ingresso dá direito a um refrigerante e a 10% de desconto numa bebida alcoólica) e o tão esperado chão de vidro.
A estrutura transparente atravessa um dos lados do edifício, é grande e composta por umas seis placas imensas e grossas de vidro bem resistente.
Essa área é isolada por uma fita e, pra acessá-la, você precisa guardar o que tiver nos bolsos dentro de uma bolsinha acolchoada que eles vão te dar e ainda colocar uma proteção especial de pano por cima dos calçados. Ah, e não pode levar o celular pra área do chão de vidro!
Entregue o telefone pra um amigo registrar, do lado de fora, seus momentos de pânico de aventura sobre o glass floor. Certamente, seus primeiros passos serão bem lentos. Eu pisei pensando em não temer aquilo, mas ao olhar pra baixo, dei uma leve travada e senti o coração disparar. Logo depois, relaxei e curti a vibe.
Dessa forma, mais relaxado, sentei ali mesmo, junto com meu amigo Anizelli. A Marina, nossa outra amiga que estava junto e tem medo de altura, preferiu não ir. No entanto, ela ficou atrás da faixa de proteção, em solo firme, tirando fotos nossas e fazendo vídeos. A disputa por um bom espaço nesta área é intensa.

Já que Anizelli e eu estávamos “flutuando” sobre Bangkok, resolvemos aumentar essa sensação e deitamos no vidro, olhando pra baixo. Que espetáculo! Principalmente quando você elimina os reflexos, tampando as laterais dos olhos. Frio na barriga é mato!
Assim que o tempo vai passando e vai chegando perto do pôr do sol, a fila aumenta! Nessa hora, os funcionários começam a controlar os minutos que as pessoas ficam sobre o vidro. Nós conseguimos curtir por uns 40 minutos (muito mais que o permitido). Depois, fomos convidados a voltar pro fim da fila (que estava imensa), mas não quisemos.

Já estávamos bem satisfeitos com a experiência maluca. Em seguida, subimos mais alguns degraus do rooftop e nos juntamos à galera que se aglomerava no lugar chamado “The Peak” – um grande terraço – pra ver o sol ir embora. A vista de 360° de Bangkok estava ainda mais espetacular!

Visto que a capital tailandesa tem dezenas e mais dezenas de prédios com skyviews magníficos, o MahaNakhon acaba saindo na frente.
Você não só enxerga a cidade toda lá de cima, mas também se sente parte dela! E o melhor: num modo “flutuante”.
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Bangkok é uma cidade encantadora. A Marina e o Xóia já tinham me contado que a Tailândia era um lugar lindo, que as pessoas eram simpáticas, que a comida era incrível e que antes mesmo de ir embora, eu já estaria planejando quando iria voltar. Mas eu não esperava que eles estivessem tão certos.
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]]>Bangkok é uma cidade encantadora. A Marina e o Xóia já tinham me contado que a Tailândia era um lugar lindo, que as pessoas eram simpáticas, que a comida era incrível e que antes mesmo de ir embora, eu já estaria planejando quando iria voltar. Mas eu não imaginava que eles estivessem tão certos.

Esse texto está um pouco diferente. Por isso, espero que você não se importe. É que, ao invés de dar dicas do que fazer em Bangkok (a Marina já deu várias boas aqui), eu queria contar como foi meu primeiro dia por lá. Porque era minha primeira vez na cidade, mas meus colegas de viagem já conheciam os pontos turísticos. Então, enquanto eles foram fazer massagem explorar novos bairros, eu fui sozinha conhecer o Grand Palace e o Buda Reclinado.

Comecei pelo Wat Phra Kaew, o Templo do Buda de Esmeralda, que é um dos mais sagrados da Tailândia. Ele fica na área da antiga moradia da família real tailandesa, o Grand Palace, onde ainda são realizados eventos governamentais. Na hora do almoço, a fila para entrar estava bem curta (o que não quer dizer que o local não estivesse cheio…) Toda a área é de tirar o fôlego. São vários templos e pagodas com decorações em pedras, em pinturas, em ladrilhos. Os olhos pulam de detalhe em detalhe sem cansar. Por mais que tudo fosse novo para mim ali, eu me senti visitando um lugar que era familiar. Como se a cada pagoda não fosse uma descoberta, e sim, um reencontro. O ingresso de 500 baht (cerca de $15 dólares) valeu muito a pena.
Nada como caminhar sozinha por uma cidade nova para… eu me perder. Saí por um portão diferente do que eu tinha planejado e me vi ao lado do Sanam Luang, um parque usado para eventos públicos. Em novembro de 2017, era destino de tailandeses que foram prestar homenagem ao rei Bhumibol, cuja cremação tinha ocorrido nesse parque poucos dias antes da nossa chegada a Bangkok. As filas para entrar no espaço eram impressionantes! O horário de visita estava quase no fim, mas as pessoas não paravam de chegar e de se cumprimentar. Velhos conhecidos unidos na despedida.
Fui costurando entre os grupos e os outros turistas perdidos por uns bons dois quilômetros, debaixo do sol ardente da Tailândia, até chegar ao Wat Pho. Esse é um dos templos mais antigos da cidade e custa 100 baht para entrar (uns $3 dólares, dez/2018). A área onde fica o Buda Reclinado também é um complexo de pagodas e de pessoas que entram e saem com olhares deslumbrados.

Ok, talvez nem todos.
Como estava sozinha, aproveitei para tomar um sorvete e observar as pessoas, e aí, acabei ouvindo muitos comentários dos outros turistas. Ouvi muito português por ali (aliás, adorei encontrar tantos brasileiros explorando a Ásia), e muito alemão, francês e inglês. E tinha muita gente apressada, preocupada em ir para outro ponto turístico, fazendo checklist das atrações. Também tinha quem reclamasse da lotação do lugar e da fila, que é a sina de todo lugar popular. Mas fiquei chateada mesmo ao ouvir um grupo dizendo que aquilo era passeio para quem queria pagar de cultural. Poxa, um lugar tão lindo, tão cheio de energia positiva. Se o destino atrai justamente pela cultura, qual seria a alternativa a não ser conhecê-la? Para mim, é um passeio para quem quer se sentir feliz!

Depois de terminar meu sorvete (de qualquer sabor, menos o da fruta local durian! Tem gosto de alho…) e checar que meus ombros e joelhos não estavam à mostra (como é a regra nos templos), entrei na fila para ver o Buda Reclinado. Por menos de um dólar, você recebe um punhadinho de moedas (108, para ser exata. Uma para cada qualidade auspiciosa do Buda). Ali, a trilha sonora da visita é o barulhinho dessas moedinhas sendo jogadas uma por pote de metal em toda a volta do templo (com as pausas para foto que volta e meia acontecem). Na verdade, eu não descobri o porquê de fazer isso. Mas eu me senti muito presente durante aquela visita. Por isso, nem cogitei não participar daquele momento.

Eu fui embora com esse som ressoando no meu ouvido – e tomando mais um sorvete, porque o calor estava demais. A manhã tinha começado no Wat Arun, um templo branco do outro lado do rio, e iria terminar com um bom pad thai, um prato de arroz frito tailandês. Um dia em Bangkok. Foi tudo que precisou para eu me apaixonar pela cidade.

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