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Arquivos Europa – Viajão http://www.viajao.com.br/bkp/category/europa/ construímos memórias Sat, 28 Nov 2020 21:08:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.viajao.com.br/bkp/wp-content/uploads/2018/10/cropped-IMG_2510-32x32.jpg Arquivos Europa – Viajão http://www.viajao.com.br/bkp/category/europa/ 32 32 Por que vale a pena conhecer Luxemburgo https://www.viajao.com.br/bkp/por-que-vale-a-pena-conhecer-luxemburgo/ https://www.viajao.com.br/bkp/por-que-vale-a-pena-conhecer-luxemburgo/#respond Wed, 03 Jun 2020 10:00:13 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=12313 O pequeno país que fica entre Alemanha, França e Bélgica precisa entrar no seu roteiro para a Europa. Em Luxemburgo, você vai se sentir numa cidade cenográfica.

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No seu mochilão pela Europa, eu aposto que não podem faltar na lista passeios por Paris, reflexões na triste história da Alemanha na Segunda Guerra ou uma visita ao Coliseu, na Itália, né? Mas por que não conhecer a charmosa Luxemburgo? O lugar é lindo, cheio de história e vai te encantar. Pode apostar que vale a pena!

Cidade de Luxemburgo vista de cima

Eu conheci no fim do ano passado, quando fui visitar meu irmão que está morando lá desde março de 2019. Se ele está encantado como morador, eu posso dizer que também estou, como turista.

Onde fica Luxemburgo

Luxemburgo é um país muito pequeno, que fica entre Bélgica, França e Alemanha. Tem três línguas oficiais: francês, alemão e luxemburguês. A capital tem o mesmo nome do país: é a cidade de Luxemburgo.

Mapa da Europa mostrando Luxemburgo

Nos últimos tempos, o grão-ducado recebeu muitos imigrantes que falam português – por isso, não será difícil esbarrar com gente usando o nosso idioma por lá.

Como chegar

Não existem voos diretos do Brasil para Luxemburgo. Normalmente, a conexão aérea pode ser feita em Paris.

Também dá pra chegar de trem, partindo da capital francesa, por exemplo, ou também de Frankfurt, na Alemanha. Se preferir, que tal um ônibus? Estas duas são opções mais baratas.

Transporte público

Luxemburgo se tornou o primeiro país do mundo a implementar o transporte público gratuito pra tentar aliviar os enormes congestionamentos.

Por isso, dá pra desbravar a capital (e as outras cidades do país) usando trens, bondes e ônibus sem pagar nada por isso. Vale lembrar que não há metrô por lá.

O que visitar

Para uma passada rápida, de uns três dias, o recomendado é focar a sua visita na elegante capital luxemburguesa. A cidade é relativamente pequena comparada às que são capitais de outros países próximos e realmente se parece com uma cidade cenográfica.

Arquitetura em Luxemburgo

Comece desbravando a região central, passeie pelas charmosas ruas da…

Ville-Haute

Por ali, fica uma infinidade de lojas, restaurantes (lembre-se dos preços altos) e atrações imperdíveis. Você pode conhecer a Catedral de Notre Dame. Sim, Luxemburgo também tem a sua imponente e bela igreja de Nossa Senhora.

A Catedral de Notre Dame, em Luxemburgo.

Curiosidade: as obras, no centro histórico, parecem nunca terminar. Sempre tem máquinas trabalhando para reformar ruas, calçadas e tubulações por ali.

Depois, caminhe por um dos pontos de encontro mais famosos da cidade, a Place Guillaume – uma praça pública no estilo medieval. Nas redondezas, ainda tem o Palácio residencial do Grão-Duque e o Museu Nacional de História e Arte.

Forte Obergrünewald

Um lugar que não é muito frequentado por turistas mas pode te dar outra bela visão da cidade é essa fortaleza, que também fica na região central, em Kirchberg.

Por ali, tem um imenso parque e é possível relaxar e observar a cidade a partir do outro lado do vale. E é bem vazio, bom pra bater um papo com os amigos à tarde e admirar o pôr do sol.

Outra dica é subir no forte e caminhar pelos túneis. Dali, dá pra seguir até o aconchegante bairro de Pfaffenthal.

Construções coloridas em Luxemburgo
Rua com construções coloridas em Pfaffenthal

Pfaffenthal Lift

Aliás, tem um enorme elevador panorâmico que liga o bairro Pfaffenthal, no vale do rio Alzette, na parte baixa, até o centro histórico, no alto. Esta atração é gratuita e uma das mais interessantes da capital.

O elevador foi inaugurado em 2016, funciona das 6h da manhã à 1h da madrugada todos os dias e tem 75 metros de altura.

Elevador panorâmico Pfaffenthal Lift visto de baixo em Luxemburgo

Ah, do lado de fora, ainda na passarela, e dentro do elevador, algumas partes do chão são de vidro. Lembrou aquela famosa aventura de Bangkok. Vai encarar?

Pontes e Parques

A cidade de Luxemburgo também tem pontes gigantes que são tremendos cartões-postais. A ponte Adolphe e a Luxemburgo Passarelle são exemplos disso. Vale passar por cima delas, pra se ter uma bela vista, ou admirá-las de longe, pra ver toda a estrutura.

Ponte em Luxemburgo

Inclusive, das pontes é possível observar a quantidade de áreas verdes na cidade. Visite os parques de Luxemburgo! Na área central estão dois imperdíveis: o Skatepark Péitruss e o Parc Municipal.

Onde se hospedar

Primeiro, é importante saber que o preço das hospedagens em Luxemburgo costuma ser alto. “Ah, mas então que tal optar por um hostel?”

Então, o problema é que a capital luxemburguesa só tem um! E com preço não muito “padrão hostel”. É da rede Youth Hostels e uma diária num quarto compartilhado custa a partir de € 26 por pessoa.

Se preferir mais conforto e escolher um hotel, prepare-se para desembolsar no mínimo uns € 99 a diária num quarto duplo, perto do aeroporto. Próximo ao centro (região da Place Guillaume, por exemplo), as diárias partem de € 150 para duas pessoas.

Bons bairros pra se hospedar também são Limpertsberg e Kirchberg

Onde comer e beber

Já falei antes sobre os altos preços em Luxemburgo. Como o custo de vida na cidade é caro, vale ficar ligado também na hora de escolher um bom lugar pra comer. 

Na área central, ficam muitos restaurantes e bares. O Um Dierfgen é bem tradicional e serve comida luxemburguesa, como presunto cozido com salada de batatas ou salsichões acompanhados de chucrute. Também há outros pratos, como sopas e carnes.

Se quiser um lugar ainda mais refinado para almoçar, tente o Um Plateau, que renova o cardápio a cada três meses. Eles oferecem menu completo (entrada, prato principal e sobremesa) por € 28. Se preferir, há opções a la carte (restaurante recomendado pelo Guia Michelin 2020).

Para beber, vá ao Café des Tramways – um pub descolado, pouco turístico e mais frequentado por moradores.

Quanto tempo ficar

Se ficar apenas uma noite na cidade, vai sair com gostinho de “quero mais”. Recomendo que fique, pelo menos, duas pra aproveitar com calma cada lugar de Luxemburgo.

A capital é aconchegante e tem cara de interior europeu, com muitas belezas naturais e arquiteturas impressionantes a serem admiradas. Se conseguir programar sua viagem para o mês de dezembro, quando os três mercados de Natal estão abertos no centro, vai gostar ainda mais!

Mercado de Natal em Luxemburgo
Pausa no Mercado de Natal para tomar um Glühwein (vinho quente) e espantar o frio

Entendeu por que vale a pena conhecer Luxemburgo? Não deixe esse país passar batido pela sua próxima viagem à Europa. Vai ser muito bom se sentir parte de um lugar onde tudo funciona de verdade.

Já tem seguro viagem?

Quando planejar uma viagem à Europa, não se esqueça de contratar um seguro viagem! Que tal cotar com o nosso parceiro Seguros Promo? Reservando por este link, você garante sua tranquilidade. Além disso, você também ajuda o Viajão®. \o/

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Um passeio de patinete por Paris https://www.viajao.com.br/bkp/como-andar-de-patinete-em-paris/ https://www.viajao.com.br/bkp/como-andar-de-patinete-em-paris/#respond Mon, 09 Dec 2019 18:50:26 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11589 Já imaginou circular por Paris de patinete elétrico? Desbloqueá-los é simples e dez empresas oferecem o serviço.

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Em várias grandes cidades do mundo, os patinetes elétricos já são mania. Basta baixar o aplicativo da empresa no celular, fazer um cadastro, inserir o número do seu cartão de crédito e um novo mundo se abre pra desbravar as redondezas. E na Cidade Luz eles já tomaram as ruas. Fazer um passeio de patinete por Paris é descobrir a capital francesa de uma outra forma.

As empresas

Em primeiro lugar, saiba que concorrência é o que não falta. Dez empresas já oferecem os patinetes elétricos pelas calçadas de Paris: LimeFlashBirdWindBoltDottTierHiveVoi e uma nova, que pertence a Uber, Jump.

Patinetes da Lime em Paris

Cada uma delas tem um app diferente pra liberação do patinete e todas funcionam mais ou menos da mesma forma. A mais comum por lá é a Lime, que são os verdinhos.

Nossa experiência

Pertinho da Torre Eiffel, após um passeio de uma manhã toda a pé pela região, vimos vários patinetes da Lime parados. E já tínhamos observado muita gente circulando com eles pelas ruas de Paris. Resolvemos testar.

Uma amiga que mora em Londres e que estava conosco já tinha o app da Lime baixado no celular, o que facilitou nossa vida (aliás, esses apps de mobilidade estão se tornando essenciais no celular quando se viaja, hein?).

O aplicativo mostra, no mapa, todos os patinetes que estão parados por perto. Pegamos quatro e começamos a liberá-los.

Basta aproximar a câmera do celular do QR code que cada patinete tem e pronto, ele estará pronto pro rolê!

O trajeto do nosso passeio de patinete

Nosso objetivo era ir da Torre Eiffel até a Catedral de Notre-Dame, o que dá 4,6km de distância.

Primeiro, ao desbloquear nossos patinetes, resolvemos testá-los ali na rua mesmo por um tempinho, andando pra lá e pra cá. Basta dar um impulso com o pé, subir nele e apertar o botão pra acelerar. O movimento é suave e a resposta do guidão é bem precisa. Ah! E se equilibrar não tem mistério, é fácil.

Patinete da Lime em Paris

Logo depois, resolvemos encarar o passeio – praticamente uma linha reta às margens do Rio Sena. O bom é que praticamente todo o percurso tem ciclovia delimitada, e é nela que você deve andar com seu patinete elétrico por Paris.

Basta seguir as regras de sinalização feitas para as bicicletas, como respeitar os semáforos e as mãos da via, que a viagem se torna segura.

Pelo caminho, além do vento no rosto, também dá pra curtir uma vista privilegiada da Torre Eiffel, passar ao lado da famosa Ponte Alexandre III e observar a fachada do imponente Museu das Armas (Museé de l’Armeé), onde está o mega túmulo de Napoleão Bonaparte.

Passeando de patinete em Paris

Demoramos uns 20 minutos no trajeto até a Catedral.

As regras

  • Prefira andar sempre nas ciclovias. Nas calçadas é proibido e dá multa de até € 135!
  • Circular em ruas e avenidas, no meio dos carros, só se for com velocidade de até 20 km/h. E percebi que os da Lime têm esta como a velocidade limite.
  • Não use celular enquanto pilota (é perigoso tentar se equilibrar fazendo as duas coisas, eu tentei e quase caí).
  • Não utilize fones de ouvido enquanto anda com um patinete.
  • Nunca vá na contra-mão.
  • Nas vias rápidas, é obrigatório o uso de capacete e de roupas refletivas e que sejam fáceis de enxergar à distância.

Preço

Cada empresa tem sua política de cobrança para que você faça um passeio de patinete por Paris. Mas a maioria cobra um valor fixo pra desbloquear o patinete e mais outro preço por minuto.

A Lime cobra €1 pra liberação e mais €0,15 por minuto de uso.

Nós ficamos pouco mais de meia hora com os nossos e gastamos uns €8 cada pela diversão. Valeu bastante a pena!

Valor patinete em Paris

Só pra comparar, Marina e Rachel resolveram fazer o mesmo trajeto de Uber. Gastaram €17 (€8,50 por pessoa) e chegaram uns cinco minutos depois da gente!

No fim de tudo, percebemos que fazer um passeio de patinete por Paris dá mais mobilidade, claro, e faz você se sentir inserido na cidade de uma forma diferente. É uma experiência incrível e que vale a aventura!

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Três dias em Copenhague https://www.viajao.com.br/bkp/tres-dias-em-copenhague/ https://www.viajao.com.br/bkp/tres-dias-em-copenhague/#comments Mon, 25 Feb 2019 11:00:06 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11081 Encantar-se com Copenhague, na Dinamarca, é fácil. A cidade é colorida, organizada, histórica e memorável. E em três dias, dá para conhecer alguns lugares incríveis.

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Eu desembarquei do trem exausta, não sabia onde pegar o metrô, saí da estação no sentido errado, puxei minha mala pesada por três quarteirões antes de perceber que tinha que ir no outro sentido, quase fui atingida por um ciclista e, quando finalmente cheguei no hostel, pensei: “que cidade linda!” Encantar-me com Copenhague, na Dinamarca, foi assim fácil. A cidade é colorida, organizada, histórica e memorável. E com apenas três dias, dá para conhecer alguns lugares incríveis. Olha só!

Dia 1 – Copenhague a pé

O porto Nyhavn é um dos cenários mais clássicos de Copenhague. Então por que não começar por lá? Curta as casinhas coloridas ao longo do canal, incluindo a nº 20, onde o escritor Hans Christian Andersen (aquele dos contos de fadas…) morou.

Aproveite e embarque em um dos passeios de barco pelos canais no próprio Nyhavn, ou então vá ao porto da Ved Stranden (85 DKK, cerca de €11). O passeio dura cerca de uma hora e dá uma volta pelos principais pontos da cidade, com a vista privilegiada do meio da água. Depois, passeie pela Strøget, uma rua de compras que tem desde lojas caras até… bom, lojas caras. Mas dá para curtir bem a área, que é exclusiva para pedestres.

Ali pertinho fica a Rundetaarn, um observatório construído no século 17 com vistas lindas da cidade (25 DKK, cerca de €3). Você sobe por uma rampa até quase o topo, e completa a subida por uma escada estreita. Tem um pequeno chão de vidro, mas nada como o de Bangkok.

São duzentos metros de subida na torre. Mas ainda achei melhor que as escadas…

Depois, atravesse o Kongens Have (onde tem uma das estátuas em homenagem ao H.C. Andersen) até o Castelo Rosenborg. Além dos jardins serem lindos, é possível comprar ingresso para conhecer os salões do castelo, com pinturas e móveis clássicos. É lá que ficam as jóias da Coroa dinamarquesa (110 DKK, ou € 15). E aí, termine o dia no parque do Museu Botânico, do outro lado da rua do castelo. A entrada no parque é grátis e é possível comprar ingresso para entrar nas estufas.

Dia 2 – Realeza e história

Destaque da cidade, a estátua da Pequena Sereia é inspirada no conto escrito pelo H.C. Andersen e fica no Langlinje Pier. Dá para chegar de ônibus – e não se surpreenda se encontrar turistas lá desde cedo.

A estátua da Pequena Sereia é discreta, porém muito visitada

De lá, é uma linha reta até o Amalienborg, o palácio que ainda é usado pela realeza dinamarquesa. Visite as salas de jantar e de eventos reais e os cômodos para visitas importantes. Mas fique atento ao horário para dar tempo de ver a troca da Guarda Real, que acontece sempre por volta do meio-dia.

A “coreografia” da Guarda depende de quem da família real está no castelo. 

Depois, siga para a Prefeitura de Copenhague, na região central da cidade. É possível subir até a torre de segunda a sexta, às 11h e às 14h, e aos sábados, ao meio-dia. (30 DKK, ou € 4).

Reserve o fim de tarde para curtir o Tivoli Gardens, que é um dos parques de diversão mais antigos do mundo. Inaugurado em 1843 (com a presença de quem? Você já sabe. H.C. Andersen), é uma área linda, cheia de jardins e cafés. E vale o aviso: existe a entrada simples (120 DKK, ou €16), que você paga à parte por brinquedo, ou a entrada com atrações ilimitadas (360 DKK, cerca de € 48).

Dia 3 – Explorando a cidade

Um pouco mais afastado do centro fica o distrito de Frederiksberg. Além do jardim maravilhoso, também é possível conhecer o antigo castelo de verão da realeza e um espaço de exposições chamado “Cisterns”.

À tarde, aproveite para conhecer o castelo Christianborg, um dos mais majestosos da cidade. Tours por áreas específicas do palácio estão inclusos no ingresso e acontecem em diferentes horas do dia (160 DKK, cerca de €16). Encerre a viagem por Copenhague com mais um jantar de smørrebrod, um sanduíche aberto típico da Dinamarca.

Meio que um lanche, o smørrebrod – ou open faced sandwich – é típico em Copenhague

Infelizmente, o passeio pela fábrica da Carlsberg está suspenso e só volta em 2020. Além de explicar como é fabricada a cerveja, o VisitCarlsberg conta a história da marca e, consequentemente, da cidade. Aliás, você sabia que foi Carl Jacobsen quem doou a estátua da Pequena Sereia para Copenhague? Vou ficar de olho para avisar aqui quando o passeio for reaberto.

Dicas práticas

A cidade de Copenhague está bem ao norte na Europa, então os horários de luz do dia variam muito ao longo do ano. Por isso, o pôr-do-sol pode acontecer cinco da tarde ou dez da noite. Então preste atenção aos horários de funcionamento durante a época da sua viagem, pois eles podem mudar.

É muito fácil andar a pé pela cidade, ou usar o transporte público, que te leva para todos os cantos. E os bilhetes são os mesmos para todos os modais e você compra por zona que irá circular. Assim como em muitos lugares da Escandinávia, você nem sempre precisa mostrar o bilhete para embarcar, mas fiscais podem te parar e multar se você não tiver uma passagem válida.

O porto de Nyhavn num começo de dia de primavera

O que me ajudou muito – inclusive a explorar mais atrações da cidade – foi o Copenhagen Card. Você compra por tempo (24, 48 ou 72 horas) e ele dá passe livre para transporte público nas áreas principais, incluindo até o aeroporto. E ele também serve como entrada em várias das atrações da cidade (e em todas as que citei nesse texto, exceto os brinquedos do Tivoli).

E aí, já foi pra Dinamarca? Do que mais gostou por lá? Ficou com alguma dúvida sobre Copenhague? Deixe um comentário pra gente!

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O que fazer em Tallinn, na Estônia https://www.viajao.com.br/bkp/o-que-fazer-em-tallinn-estonia/ https://www.viajao.com.br/bkp/o-que-fazer-em-tallinn-estonia/#respond Tue, 20 Nov 2018 11:00:01 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=10716 Uma cidade medieval, que já foi ocupada por finlandeses, russos, noruegueses, dinamarqueses, alemães, e que te deixa com a sensação de estar nos anos 1980. Assim é Tallinn, na Estônia. A cidade fica no Golfo da Finlândia, no Mar Báltico, e tem até um licor local - o Vana Tallinn!

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Uma cidade medieval, que já foi ocupada por finlandeses, russos, noruegueses, dinamarqueses, alemães, e que te deixa com a sensação de estar nos anos 1980. Assim é Tallinn, na Estônia. A cidade fica no Golfo da Finlândia, no Mar Báltico, e tem até um licor local – o Vana Tallinn! É um daqueles destinos para desacelerar. Mas como muita gente vai para Tallinn como passeio de um dia a partir de Helsinque, a gente separou os destaques da cidade.

Vista a partir da Catedral St. Mary em Tallinn
São só uns oito séculos de história para conhecer…

Old Town

A maior parte das atrações de Tallinn está em Old Town, que é dividida em cidade baixa e cidade alta. Essa área foi construída entre os séculos XIII e XVI, e tem praticamente o mesmo “mapa” da época. Por isso, a cidade baixa é Patrimônio Histórico da UNESCO e considerada uma das cidades medievais mais bem preservadas da Europa.

Town Hall Square, a praça central de Tallinn
O prédio branco é a farmácia mais antiga da Europa. Nos outros, vende-se café e chocolate, o que é remédio para outras coisas…

Comece na praça central, a Town Hall Square, e se perca circule pelas vielas de paralelepídos. Na praça, há vários restaurantes e cafés – e a farmácia mais antiga da Europa, em operação desde 1422! Essa praça fica a uma subidinha da “entrada principal” do antigo muro e é possível visitar algumas das torres. Um dos acessos fica no noroeste da cidade (coloque Nunnatorn no GoogleMaps). Nesse ponto, custa € 2 para entrar e você pode caminhar entre três torres. Um outro acesso é pela Maiden’s Tower, um misto de museu e café que fica no caminho entre a cidade baixa e a alta. A entrada custa € 3.

Rachel na muralha de Tallin, na Estônia
Um café e uma viagem até o século XIII na Maiden’s Tower

Túneis de Tallinn

Do lado da Maiden’s Tower, fica a imperdível Kiek in de Kök. Essa era a torre dos canhões, então até faz sentido que hoje seja um museu bélico (custa € 6). Além disso, dá acesso a uma das coisas mais curiosas que já visitei: as Bastion Passages. São túneis de guerra construídos por volta de 1670 que eram usados para ir escondido de uma torre a outra.

Só que eles foram usados ao longo dos séculos de várias formas diferentes, inclusive como ponto de encontro da juventude punk e como abrigo antibomba durante as Guerras Mundiais. Recentemente, foram transformados em uma “linha do tempo” de todos esses usos. E é incrivelmente bem mantido (e frio e escuro…). Só dá para conhecer o espaço em um dos tours agendados. Na recepção do museu, eles informam o próximo horário disponível. Custa € 9, mas tem desconto se comprar a entrada do museu e dos túneis junto.

Bastion Passages são túneis embaixo de Tallinn
Acho que é um dos museus mais curiosos que já vi!

Pausa para o almoço: comida típica na Estônia é carne de porco e batata. E cerveja local, claro. Bem pertinho da Kiek in de Kök fica o restaurante Pööbel, que é bem gostoso e tem uma carta de cervejas gigante!

Toompea

Depois, siga para a parte alta da cidade velha, conhecida como Toompea. Sempre foi a área dos governantes e o antigo palácio é hoje a sede do Parlamento da Estônia. Bem em frente, fica a Catedral de St. Alexander Nevsky, construída durante o império russo, em 1900. Embora tenha um passado ligado a opressão religiosa, a construção foi mantida e é realmente deslumbrante.

St. Alexander Nevsky Cathedral em Tallinn
A Catedral St. Alexander Nevsky pode ser vista de vários pontos de Tallinn

Outra catedral que existe em Toompea é a St. Mary, ou Doom Church. A entrada custa € 1,50 e, além de ser super bonita por dentro, dá para subir (e subir, e subir) até a torre do sino. A vista da cidade é incrível e vale a dor nos joelhos.

Antes de voltar para a cidade baixa para uma cerveja local (eu cismei com a cerveja, mas é que era muito boa!) ou um café com marzipã, vá ao ultra-instagramável mirante Kohtuotsa. É lá que fica o grafite do “The Times we had”, que é praticamente uma atração turística. E também é o ponto favorito da super amigável gaivota Steven the Seagull.

Grafite The Times we had em Tallinn
Horas esperando ficar vazio, mas valeu a pena…

Informações práticas

Dá para conhecer os principais pontos de Old Town em um dia. Além disso, tem um desses walking tour que você dá gorjeta para o guia no final que super vale a pena. Sai ao meio-dia, da frente do Tallinn Tourist Information, em Old Town. Os hotéis são um pouco mais baratos que em outras cidades europeias. Já os hosteis são super baratos (e bem roots…). O aeroporto de Tallinn fica a uns 4 km do centro da cidade. Existe um tram (o número 4) que vai até o centro da cidade. A passagem custa € 2 e você paga direto para o motorista. Como em outras cidades europeias, fica mais barato se comprar antes pela internet ou aplicativo. Mas como precisa usar o cartão de crédito para isso, acaba não compensando (tentar explicar IOF para o recepcionista do hotel foi uma aventura em si…).

Mas a maioria das pessoas visita Tallinn como “passeio de um dia” a partir de Helsinque, na Finlândia. Isso porque dá para ir de uma cidade a outra com uma balsa que leva duas horas para atravessar o golfo. Por isso, você vai encontrar muitos turistas que compraram a ida o mais cedo e a volta o mais tarde possível. Quatro companhias fazem o trajeto: Viking Line, Tallink, Linda Line (em alguns meses do ano) e Eckerö Line.

Steven the Seagull, em Tallin, na Estônia
Cidade portuária tem gaivotas. Tallinn tem #SteventheSeagull

A Revolução Cantada

Eu não podia terminar esse texto sem contar a história incrível da independência da Estônia. O país completou 100 anos de independência do Império Russo em 2018. Mas a história deles é cheia de ocupações e invasões. A Estônia fez parte da União Soviética, mas, junto com a Letônia e a Lituânia, fez uma manifestação pela independência, que ganhou o nome de Revolução Cantada. Isso porque várias músicas eram proibidas, e o protesto era insistir em cantá-las.

Em agosto de 1989, dois milhões de pessoas formaram uma corrente de mãos dadas desde Tallinn até Vilnius, capital da Lituânia. Conhecida como “Baltic Way”, a corrente atravessou três países! Eu fiquei chocada de nunca ter ouvido falar disso no colégio. Talvez porque aconteceu dois meses antes da queda do muro de Berlim. Os estonianos são reservados, mas bastante educados e amigáveis. Também, com uma história dessa, como não gostar deles?

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Arte no Metrô de Estocolmo https://www.viajao.com.br/bkp/arte-metro-estocolmo-suecia/ https://www.viajao.com.br/bkp/arte-metro-estocolmo-suecia/#respond Tue, 30 Oct 2018 10:00:25 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=10661 O metrô é um jeito prático de se deslocar pela cidade durante uma viagem. Mas e se ele mesmo fosse a atração? Em Estocolmo, na Suécia, é exatamente isso que acontece.

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O metrô é um jeito prático de se deslocar pela cidade durante uma viagem. Mas e se ele mesmo fosse a atração? Em Estocolmo, na Suécia, é exatamente isso que acontece. Praticamente a “maior galeria de arte do mundo”, o Metrô de Estocolmo tem dezenas de estações com mosaicos, pinturas, instalações, esculturas, uma mais encantadora do que a outra. Por isso, se estiver planejando uma visita à cidade, coloque estas – e outras – paradas na lista.

Começando do começo

A T-Centralen é a estação central de Estocolmo, que dá acesso ao trem e às três linhas de metrô. Ela existe desde 1957 e foi a primeira a receber arte nas paredes. Depois de muitas voltas, descobri onde estavam essas pinturas azuis bonitas: no acesso para a linha azul.

Estação T-Centralen do metrô de Estocolmo
Demorei para achar a plataforma correta da T-Centralen, mas valeu a pena

Em um dos sentidos da linha azul fica a Kungsträdgården. É uma das estações mais fotografadas da cidade, segundo o site oficial do Visit Stockholm. É certamente uma estação impressionante…

Estação Kungsträdgården em Estocolmo
A Kungsträdgården tem esculturas, pinturas, mosaicos… encontrei até plantas!

Já no outro sentido, dá para conhecer a Rådhuset, a estação da Prefeitura. Aqui dá para ter bastante a sensação de estar dentro da terra. Porque tem isso também. Não só as estações têm lindas pinturas e esculturas, elas também têm paredes de rocha. E o resultado é incrível.

Estação Rådhuset do metrô de Estocolmo
A sensação na Rådhuset é de estar em uma caverna tecnológica

Trocando de linha

Na linha vermelha, há uma sequência de estações que são destaque nesse passeio inusitado. Uma delas é a estação Stadion, a primeira nesse estilo de “caverna”. O arco-íris e as paredes azuis conseguem deixar o espaço bastante leve. E numa tarde de domingo, as estações ficaram vazias entre as chegadas e partidas dos trens.

Estação Stadion do metrô de Estocolmo, na Suécia
Fiquei com a plataforma toda para mim na Stadion…

A uma estação de distância, fica a Tekniska Högskolan, que é inspirada em descobertas científicas e nos elementos naturais.

Tekniska Högskolan, em Estocolmo, na Suécia
Ao lado do Instituto Real de Tecnologia, estação do metrô de Estocolmo é inspirada na ciência

Ainda no tema “ciência”, a estação ao lado é a Universitetet. Os mosaicos em azulejos portugueses (sim, na Suécia) falam sobre a natureza. Além disso, alguns também são inspirados nos direitos humanos.

Estação de metrô Universitetet, em Estocolmo
Azulejos portugueses ao fundo falam de história e de direitos humanos

Eu até andei pela linha verde, mas como foi mesmo para ir de um lado para outro, esqueci de tirar foto. Mas como eu não quero deixar a lista sem nenhuma dica dessa linha, uma das estações mais famosas (que eu vou ter que voltar para conhecer) é a Hötorget. Ela foi construída em 1952, antes da instalação de arte no Metrô e mantiveram o estilo clássico por lá, com alguns adicionais artísticos.

Dica para o tour: aprenda sueco

A SL, que é quem opera o transporte público em Estocolmo, oferece tours gratuitos sobre a arte no metrô. E só precisa ter um bilhete válido para participar do passeio de uma hora que sai da T-Centralen. O problema é que só tem tour em inglês entre junho e agosto, durante o verão. A menos que você fale sueco. Aí pode fazer o tour qualquer época do ano. Como eu fui no inverno e não sei falar sueco nem para perguntar em qual estação eu estava, fiquei sem conhecer essa atração. Mas achei a ideia incrível!

Como andar de metrô em Estocolmo

A rede de metrô de Estocolmo tem 100 estações e mais de 90 tem obras de arte nas paredes ou pelo caminho dos passageiros. Ou seja: tem muita coisa para conhecer. Existem passes de 75 minutos (que são basicamente para um trajeto e raramente valem a pena para turistas), de 24 horas, de 72 horas. Além disso, existe um cartão reutilizável válido para períodos mais longos.

Bilhete de 24 horas para transporte público de Estocolmo
Um dia inteiro para cima e para baixo no metrô de Estocolmo, na Suécia

O passe de 24 horas custa $125 Coroas Suecas (uns $14 dólares) e o de 72 horas custa $250 SEK Coroas Suecas (uns $28 dólares). Esses travelcards tem que ser comprados antes são ativados na primeira vez que você passa na catraca para entrar na estação. E daí eles valem o tanto de horas que você comprou, em qualquer transporte público da cidade. Os passes só estão a venda nas estações e não dá para comprar a bordo de trens e ônibus. Ah! E toda vez que você entrar no metrô, no ônibus, no trem, etc., tem que passar o cartão no leitor. Tem fiscais que checam se você validou o bilhete e a multa é pesada: $1.500 Coroas Suecas. São $165 dólares que é melhor guardar para usar num belo restaurante de almôndegas suecas, concorda?

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Como ver a Aurora Boreal https://www.viajao.com.br/bkp/como-ver-a-aurora-boreal/ https://www.viajao.com.br/bkp/como-ver-a-aurora-boreal/#comments Wed, 24 Oct 2018 10:00:00 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=10478 Sabe aquela história de estar no lugar certo na hora certa? Nunca fez tanto sentido quanto durante uma caçada à Aurora Boreal no norte da Noruega.

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Sabe aquela história de estar no lugar certo na hora certa? Nunca fez tanto sentido quanto durante uma caçada à Aurora Boreal no norte da Noruega. 

O fenômeno é tão imprevisível que a palavra é essa mesmo: caçada. Mas é também indescritível e merece a viagem até os círculos polares. Se você também sonha com essa experiência, eis algumas dicas de como ver a Aurora Boreal.

Antes de mais nada, o que é a Aurora Boreal?

De uma forma bem simples, é um fenômeno que acontece quando partículas energizadas do sol entram em contato com partículas de gás na atmosfera da Terra. Dependendo do elemento químico que entrar em contato com a partícula solar, a luz emanada é de uma cor diferente. A mais comum é a verde, que é resultado da reação com o oxigênio em baixas altitudes. A mais rara é a vermelha e também é causada pela reação com o oxigênio, mas em altitudes elevadas.

O fenômeno acontece nos dois pólos terrestres e, segundo cientistas, as luzes são praticamente espelhadas. Ou seja: se estão visíveis no norte (onde são chamadas de Aurora Boreal), também estão visíveis ao sul (e recebem o nome de Aurora Austral). O problema é que, no Círculo Polar Antártico, os lugares de onde é possível ver as luzes são na Antártica e bem no sul da Nova Zelândia. Por isso a gente fala mais da Aurora Boreal e o Círculo Ártico é o principal destino para quem quer ver o fenômeno.

Mas precisa mesmo ir no inverno, quando está -10°C?

Não tem Aurora Boreal no verão, quando está 14°C? Tem, sim. Tem Aurora Boreal no verão, no inverno, de manhã, de noite. A questão é se você vai conseguir ver as luzes. É quase como tentar ver estrelas às três da tarde. Durante o verão, o céu fica claro quase o dia todo – o sol da meia noite, aliás, é a atração da região entre abril e setembro. E como a gente está caçando a Aurora Boreal, e não tem como prever nem o clima, nem a atividade solar, o melhor mesmo é garantir que a claridade não vai atrapalhar.

A neve acumulada passava do joelho
Dizer que tinha neve até acima do joelho é pouco…

Uma dica do guia que me levou na caçada é que outubro, novembro e março são bons meses para esse tipo de expedição. No alto inverno (dezembro e janeiro), o céu costuma ficar nublado com mais frequência. De qualquer forma, é bom checar se tem tour na época do ano que você pretende ir. Também é bom planejar ficar por volta de uma semana por lá. Por mais frequentes que sejam as tempestades solares, nem sempre tem todas as condições necessárias para ver a Aurora Boreal.

O aplicativo Aurora App (iOS e GooglePlay) foi uma feliz descoberta. Ele mostra a intensidade da tempestade solar (que é medida em KPs e, quanto mais alto, mais atividade solar). Além disso, o app acertou com uma precisão impressionante se o céu estaria limpo ou não.

Aurora Boreal na Noruega

Eu escolhi ir para o norte da Noruega por dois motivos: queria passar mais dias nesse país e estava encantada com a ideia de conhecer os fjords noruegueses. Mas a Aurora Boreal também é bastante visível do Canadá, da Suécia, da Finlândia e, dependendo da intensidade da atividade solar, da Escócia e da Rússia também.

Aurora Boreal sobre Erstfjord, no norte da Noruega
Erstfjord é um dos fjords que dá para visitar no norte da Noruega

Na Noruega, uma das cidades indicadas é Tromsø. É uma cidade universitária com aeroporto e vôos a partir de Oslo. Além disso, tem mais de 70 mil habitantes e uma boa oferta de hotéis, restaurantes e passeios – apesar dos preços altos. A cidade fica um pouco acima do Círculo Ártico, então não é preciso uma tempestade solar muito forte para a Aurora ser visível por ali. Basta um 2,5 daqueles tais KPs para a gente ter esperança de presenciar o fenômeno.

Para quem não gosta muito do frio, a cidade de Tromsø tem temperaturas mais amenas do que no norte da Suécia, por exemplo. Isso acontece por causa da corrente do Golfo, que é quente e deixa o inverno mais ameno. No fim de março, quando eu estive por lá, as temperaturas ficaram entre -12°C e -4°C. Mas com a roupa certa e a calefação dos hotéis e lojas, deu para aguentar bem o frio.

A caçada às luzes

A partir da cidade, basta fazer uma caminhada até locais fora do centro, perto da costa, ou então subir de bondinho até a montanha, e já é possível ver as luzes, se elas estiverem lá.

Mas o ideal é planejar pelo menos uma noite de tour com guias que levam para longe da cidade. O passeio custa em torno de € 100 euros, dependendo do tamanho do grupo. Tem várias agências na cidade mesmo e o hotel provavelmente indica passeios para você (para mim, veio no e-mail de confirmação). A maioria dos tours sai por volta das 20h30 e volta pouco depois da meia-noite. Aliás, esse é o intervalo com mais atividade da Aurora Boreal. Eu fiz o tour com o hostel (que acabou sendo mais barato – uns € 85 euros), numa van pequena. Os tours mais baratos costumam ser em ônibus grandes. Por isso, vale perguntar bem se é só um passeio de ônibus ou se o grupo desce aqui e ali para esperar as luzes aparecerem.

Luzes do norte durante caçada à aurora boreal
A gente precisou descer da van para arrumar o bagageiro e as luzes voltaram

A maioria das empresas oferece desconto se você fizer o tour mais de uma vez. Isso acontece principalmente se não der pra ver as luzes na primeira saída (é bom estar preparado para isso). O melhor de ir com os guias é que eles sabem dirigir nas estradas cobertas de neve, identificar se o fenômeno está acontecendo, parar no lugar certo e tirar boas fotos da Aurora Boreal.

E a Aurora Boreal é igual às fotos?

Não. É incrivelmente melhor. E impossível de descrever. Os guias conseguem perceber pelo movimento no céu se as partículas solares estão passando por ali. As câmeras conseguem registrar o verde no céu antes mesmo de ele estar visível ao olho humano. Mas, aos poucos, o céu ganha uma corrente de cor tão fluida e impressionante que vídeo nenhum consegue registrar tão bem quanto a memória. O fenômeno pode durar poucos minutos ou até mesmo horas. Ele vai embora tão subitamente quanto chegou. E às vezes, volta para um bis mais do que bem-vindo.

Luzes da aurora boreal começam a surgir antes do sol se pôr
Fui testar a longa exposição da câmera e captei pôr-do-sol e aurora boreal

Fiquei muito feliz com a minha escolha de ir para Tromsø. As luzes dançando no céu são impressionantes! E o cenário de fjords fez juz à fama da Noruega de ser um dos países mais lindos do mundo. Espero que você consiga fazer essa viagem! Eu já estou planejando a próxima. Quero ver a aurora no norte da Finlândia agora. Quem vai comigo?

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Me traz uma lembrancinha https://www.viajao.com.br/bkp/me-traz-uma-lembrancinha/ https://www.viajao.com.br/bkp/me-traz-uma-lembrancinha/#comments Tue, 14 Jan 2014 10:00:03 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=10103 Quem viaja, sabe! Tem sempre aquele parente/amigo/namorada/namorado/mãe/pai/cachorro que pede uma lembrancinha pra você. Pode ser um pedaço do muro de

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Quem viaja, sabe! Tem sempre aquele parente/amigo/namorada/namorado/mãe/pai/cachorro que pede uma lembrancinha pra você. Pode ser um pedaço do muro de Berlim, pode ser uma torrezinha Eiffel. Sei lá, o que vale é a sua criatividade pra achar um souvenir bacana.

souvenir da torre eiffel

Acho difícil escolher souvenirs pros outros, sério mess. Mas confesso que normalmente lembro mais em trazer pros outros do que pra mim mess. Tenho pouquíssimas lembrancinhas que trouxe pra mim das viagens que fiz. E em vez de comprar aquela bolinha de vidro que quando você chacoalha, parece nevar dentro, eu prefiro trazer souvenirs mais, digamos, roots pra casa.

O que curto mess é pegar algo do local que estou visitando e ver se seria viável trazer. Uma lembrança que, toda vez que eu bata o olho, me fará lembrar daquele lugar (jura mess?). Pedras, sim, PEDRAS, sim, P-E-D-R-A-S, cabem perfeitamente nesse conceito.

Minha primeira experiência como pedreiro viajão que coleta pedras foi na Nova Zelândia, em janeiro de 2009. Fomos à praia de Kaikoura, na ilha sul, pertinho de Christchurch. Pirei, porque tem pedras no lugar de areia.

Praia de Kaikoura, na Nova Zelândia

E são pedras preciosas ovais, redondaças, lisaças, bonitaças. Por que não trazer uminha pra casa? Quer souvenir mais sem preço do que esse? (clichê? sim, mas tudo bem).

Hoje, a pedra FIGURA num ponto de destaque no meu apartamento. Curto muito, parece que quando ponho ela na mão, sinto a energia daquela praia.

Pedra oval da praia de Kaikoura, na Nova Zelândia

Tipo as conchas que a gente pegava na praia, levava pra casa, e que a mãe dizia que o barulho que saía dela, quando encostávamos o ouvido, é o do mar onde ela estava, sabe?

pedras no lugar de areia em Kaikoura

Não paguei nada. Trouxe no bolso. E tem um valor emocional gigante.

Numa praia em Atenas, na Grécia, no fim de 2010, também fiz dessas. O lugar é lindo, também é uma praia de pedras no lugar de areia, e tem um visual de fazer chorar o mais frio dos homens (sou muito escritor mess).

praia de pedras Atenas

Não me lembro o nome da prainha, mas resolvi fazer uma COLETA risos.

coletando pedra praia em Atenas

Por que não coletar uma dessas pedrinhas do chão e levar pra casa? Pedras desiguais, brancas, parecidas com a que você encontra na rua aqui, mas essa tem sotaque grego (e não é um presente de grego risos). Não é a pedra em si, sabe? Ou a beleza dela. É ‘O QUÊ’ ela representa. Aí que tá o segredo.

Pedra branca pequena do Cabo da Boa Esperança

Pra mim, lembrança serve pra te remeter ao ambiente de novo. Pra te fazer sentir sempre a energia daquele lugar novamente. E vejo/sinto isso muito forte nas pedras.

Ok, minha casa não é cheia de pedras. Tem só essas duas. Mas foram as que senti necessidade de trazer comigo (como se levasse uma parte dos lugares junto) naqueles momentos. Quando sentir que devo trazer alguma outra, em outro lugar, assim farei.

Ah, e já trouxe uma pedra de Paris pra um amigo que me pediu uma vêis. Souvenir grátis, cheia de significados e carregada de energia. Mesmo sem custo algum, não dá pra não viajar no tempo ao olhar pra ela, né? Acho que essas são as verdadeiras lembrancinhas.

 

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Qual o melhor réveillon do mundo? https://www.viajao.com.br/bkp/qual-o-melhor-reveillon-do-mundo/ https://www.viajao.com.br/bkp/qual-o-melhor-reveillon-do-mundo/#respond Tue, 31 Dec 2013 10:00:17 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=10082 reveillon em atenas, queima de fogosChegou o último dia do ano e bate aquela vontade de refletir sobre tudo o que vivemos nesses últimos 364

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Chegou o último dia do ano e bate aquela vontade de refletir sobre tudo o que vivemos nesses últimos 364 dias. To make romântico reflexivo hoje, néam? Mas vale, afinal 2014 vem batendo na porta, a corrida de São Silvestre vai agitar a galera e resolvi relembrar os ânus anos novos que já passei por esse mundão de meu Deus.

Desde 2007, pude curtir o réveillon em alguns lugares do mundo. Eu sempre tentava imaginar se seriam tão bons e animados quanto a festa brasileira. Resolvi fazer esse teste começando por Paris, há seis anos.

31/12/2007 – Paris, França

Nada de mais! Confesso que foi frustrante. Perto de 21h, saímos do hotel em direção à Torre Eiffel (tinha como “sonho” passar uma virada ali embaixo, esticadão no gramadão, olhando a torre e admirando os milhares de fogos que coloririam ela). Bom, era só no sonho mess risos.

Povo começou a se reunir e sentar no gramado. A cada hora cheia, aquelas luzes brancas que marcam o novo horário piscavam loucamente. Eu imaginava que tudo isso seria o prenúncio de uma féishta colorida e animada. Puro engano.

Se eu não tivesse ligado no relógio, nem teria percebido que deu meia-noite! O povo se abraçou, estourou champanhe e FOI EMBORA DALI! Escutei dois TRAQUES (bombinhas minúsculas) e não vi fogos de artifício!

Só não nos escondemos num canto, nos encolhemos em posição fetal e choramos deliberadamente porque não encontramos um canto, não lembrávamos como é uma posição fetal e não sabemos o que significa deliberadamente risos. Passar o réveillon em Paris foi sem graça. Valeu apenas pelo visu e por ser onde foi!

31/12/2008 – Christchurch, Nova Zelândia

Esse foi legal demais! Não pelo colorido dos fogos, até porque escutei pouquíssimos e mal vi. Mas foi bom porque passamos com um casal de amigos que estava morando na Nova Zelândia. Ficamos na casa deles mess, no Mt. Pleasant, um lugar paradisíaco, com vista pro oceano, no alto de um morro de Christchurch.

A Nova Zelândia é o país mais absurdamente belo que já visitei. Todas as paisagens são um abuso. Por isso, o réveillon foi em grande estilo.

Bebemos e comemos em casa, brindamos na sala e não fomos à praia na hora da virada. Mesmo assim, foi animado. Acho que aquele clichê de que “a festa somos nós quem fazemos” passou a ter bastante sentido pra mim nessa virada de ano do outro lado do mundo.

Sem contar que viramos o ano na Nova Zelândia 15h antes da galera no Brasil. Aqui ainda era 9h da manhã! Impressionante!

P.S.: em 2011, Christchurch foi praticamente destruída por um terremoto. Nossos amigos estavam lá na época, se salvaram sem um arranhão, estão bem, de volta ao Brasil, mas ficou a dor de saber que um lugar tão belo e de um povo tão gentil, virou ruína. Parece que a cidade já conseguiu se reerguer, ainda bem!

31/12/2009 – Cidade do Cabo, África do Sul

íamos passar a virada no Waterfront, famoso deck e local de bares e lojas de Cape Town. Mas pela muvuca prevista, inclusive pra voltar ao nosso hotel, que ficava na região da rota de vinhos (já falei dela aqui), resolvemos passar no hotel mesmo, que estava com uma programação especial.

Foi uma virada mais “intimista”. Jantamos no hotel, passamos a virada brindando na varanda do quarto, com vista pra uma paisagem linda, demos uma passada numa festa (de velhos) que tava rolando dentro do salão de festas e depois admiramos a lua mais cheiaça que já vimos na vida.

Fogos na Cidade do Cabo? Alguns poucos, que o próprio hotel soltou. No Waterfront deveria estar fervendo. Quem foi, me conta.

31/12/2010 – Atenas, Grécia

Fomos pra Praça Sintagma perto da meia-noite. É ali que o fervo acontece. É pra lá que vão todas as pessoas de Atenas na hora da virada. E foi sensacional!

Uma queima de fogos que durou uns dez minutos. A multidão brindando loucamente. Foi o mais parecido com o réveillon brasileiro que já passei fora. Bem animado.

reveillon em atenas, queima de fogos

A diferença? Quando deu 00h10min, praticamente todo mundo já deixava a praça e voltava pra casa/hotel. Conseguir um táxi foi um desafio e tanto pra começar o ano.

Um segredo: lá, durante a virada, fiz um pedido e ele se realizou em 2011 mess. Fica a dica: O réveillon de Atenas realiza pedidos, viu?

As viradas de 2011 e 2012 passei em São Paulo e em Balneário Camboriú (SC), respectivamente. Na primeira, choveu pra cacete e não vi fogos. Na segunda, aquele espetáculo digno de Copacabana.

Depois de tanto ver os novos anos chegando em outras terras, posso dizer que se você quiser ver fogos, muitos fogos, fique no Brasil. Mas, se for pra viver experiências bem diferentes, viaje sempre! Pode apostar que os anos novos chegarão com muitas histórias novas também.

Que venha 2014. Muitas viagens pra nós, viajões! E saúde, sucesso, dinheiro, amor e paz! Aproveite a virada, onde quer que seja. E feliz ano novo! 😉

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Colaborões. https://www.viajao.com.br/bkp/colaboroes-5/ https://www.viajao.com.br/bkp/colaboroes-5/#comments Tue, 08 Oct 2013 11:00:27 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=9872 Colaborão tá gourmet hoje, ou melhor, tá mangiare felice! É isso aí pessoal, deleitem-se com uma culinária italiana nada óbvia e super refrescante.

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Colaborão tá gourmet hoje, ou melhor, tá mangiare felice!

A colaborona Lola Lombardi tem esse espírito de irreverência, cabeça fresca e sorriso fácil que faz você achar que já é amiga dela de cara, imagine então depois de duas colaboradas no viajão! A Lola já vez um post “rezar” na Índia, agora vem aí um post “comer” na Itália… Lola, não deixe de nos convidar para sua lua de mel na Indonésia porfa…

É isso aí pessoal, deleitem-se com uma culinária italiana nada óbvia e super refrescante nesse restaurante MARA…

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Polignano a Mare e MINT Cucina Fresca

A Terra Nostra, minha antiga conhecida, foi o meu destino. Só que dessa vez quis fazer algo diferente e me aventurar pelo sul. Aí o espírito mochileiro fala mais alto e a gente escolhe o destino por onde tem conhecidos locais pra nos mostrar a vida cotidiana e oferecer um canto. A vítima da vez foi a Liu, irmã do Ralf, amigo das antigas. E conhecendo a família Sorgi sabia que nos quesitos mesa, música e companhia eu não me decepcionaria!

A Liu mora em Polignano a Mare, uma cidade de praia na Puglia, a 30 minutos da capital Bari, que tem se tornado muito conhecida entre os europeus ultimamente, principalmente os franceses, que lotam as praias de lá.  Ela e seu compagno Fabrizio comandam o MINT – Cucina Fresca, um lugar fantástico, que precisei escrever sobre.

 

O MINT já te conquista à primeira vista, um lugar confortável e com uma decoração estilo familiar e moderna que reflete o bom gosto e alto astral do casal proprietário. A Liu e o Fabrizio prezam muito pelos alimentos frescos e saudáveis, e também pelos produtos locais, o que faz com que eles ganhem o coração dos puglieses, que como todo bom italiano gosta de ter suas especialidades locais valorizadas.

O cardápio tem opções de pratos completos, fugindo um pouco do ‘primo’ e ‘secondo’ clássico dos italianos. Os menus do dia são sempre ofertados de acordo com o que a cozinha tem de mais fresco, de mais MINT! Entre o que provei por lá recomendo tudo! Um Veggie Burger feito com mix de grãos, pasta biológica de espinafre com salmão e amêndoas, o já famoso na região Cheescake, super leve com calda de frutas vermelhas e o espresso final, claro (hum, saudades!). Sem contar o que não deu tempo de provar, mas está na minha lista pra quando eu voltar… as saladas super bem elaboradas, o brownie e os vinhos.

Além disso, o MINT, diferente da maioria dos restaurantes italianos, abrem em ‘orario continuato’, ou seja, não fecham durante a tarde para a ‘pausa’ que deixam os turistas super perdidos. Ah, e também tem Wi-Fi e uma plaquinha dizendo pra gente usar #mintcucinafresca ao postar fotos no instagram, vale a pena conferir as fotos.

Enfim, é um lugar que faz valer a pena sair da rota tradicional dos viajantes na Itália pra comer bem, se sentir bem acolhido e bater um papo com a Liu e o Fabrizio. Benvenuti in Puglia!

http://www.mintcucinafresca.com/

https://www.facebook.com/mintcucinafresca

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Valeu Lola, mais um motivo pra Itália estar na minha lista de próximos destinos!!!

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Sevilla – Sê viu lá? https://www.viajao.com.br/bkp/morando-em-sevilla/ https://www.viajao.com.br/bkp/morando-em-sevilla/#respond Mon, 07 Oct 2013 11:00:49 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=9797 "Sevilla", "Sebilla", "Se vive", "Se linda!"  - é linda de ponta a ponta e eu já sabia disso antes mesmo de ir pra lá.

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Incrível como a gente esquece de olhar o próprio quintal e dá mais valor pra grama do vizinho, né?! Incrível como a gente esquece de registrar as belezas de todo dia… Fazendo um retrospecto aqui no Viajão, me dei conta de que falei muito, muito, muito pouco sobre a cidade em que passei mais tempo na vida (depois da cidade natal Curitiba).

Falei aqui sobre a Praça da Espanha de Sevilha, o lugar mais arrebatador da cidade, sobre a Feria de Abril que torna a cidade famosa, e sobre uma peculiar dançarina de Flamenco, mas esqueci de contar todo o resto. Não foi por falta de admirar não, “Sevilla”, “Sebilla”, “Se vive”, “Se linda!”  – é linda de ponta a ponta e eu já sabia disso antes mesmo de ir pra lá. Acho que foi por preguiça de tentar encontrar explicação pra todas aquelas sensações que não escrevi antes.

Uma vez lá, eu me encantava a cada dia, me sentia privilegiada cada vez que passava pedalando e vendo o pôr do sol en la Puente de la Barqueta.

E durante os seis meses, não deixei de registrar cada detalhe, cada sacada, lençois voando no terraço e cada rua de passagem… teve até uma vez que resolvi filmar toda a caminhada até em casa (e deixar tonto qualquer um que tentou assistir o vídeo depois).

As ruas não turísticas, apenas calles espanholas, com suas mesinhas pra fora, gente “de tapas”, falando alto pela madrugada, improvisando um flamenco a cada esquina, ruas de pedra, cheiro de pedra molhada pelas mangueiras e perros andaluzes vagando… corredores de vento encanado e chafarizes saindo da calçada pra refrescar o sol de 40 graus e a pedalada de cada dia a caminho da universidade.

O mais interessante de morar em outro lugar – e não só fazer turismo nele – é justamente adquirir hábitos, repetir trajetos, inventar uma vida nova, visitar supermercados, se perder e mais tarde se reconhecer, não compreender e mais tarde se sentir local, criar rotina (essa mesma que a gente vive maldizendo quando está por aqui).

 

Nova vizinhança, novas rotinas, novos trajetos… foi esse espírito, que estou revivendo agora ao sair de casa oficialmente, que me lembrou dessa sensação deliciosa de sentir que no mundo, no fundo, se está sempre em queda livre, sem raízes, e de repente se sente em casa, criando novas famílias e raízes novas… até se jogar de novo…

Mas voltando a Linda Sevilla, o primeiro mês lá tinha essa cara, de estranhamento, de frio que não combinava com o lugar, de solidão idiomática…

Mas passados seis meses a sensação era de sangue latino pra sempre nas veias, calor insuportável, cheiro de cebola y jamón misturados no ar, tinto verano e madrugadas quentes… Se dizem que a “Espanha marca”, Sevilla carrega o que há de mais folclórico da cultura espanhola, e marca com ferro quente!

Aos fins de semana eu gostava de esquecer que estava morando lá e ia turistar mesmo! Tantos lugares lindos perto do nosso quintal, gringos com seus protetores vinham de todo canto para ver.

A Praça da Espanha que já foi cenário de cinema, a Casa de Hercules também já… as muralhas do bairro em que eu morava Macarena, que lembravam tempos de império romano. Puente aqui, puente ali, puente acolá e o belíssimo caminho com vista para o bairro de Triana de um lado e Torre del Oro de outro.

Sem contar a Catedral e sua linda torre Giralda. A segunda maior igreja gótica do mundo (apesar de ser bem uma mistura de antiga mesquita com templo católico),  terceiro maior templo do mundo, só perde pra São Pedro no Vaticano e Saint Paul de Londres. É lá que está/foi sepultado o famoso Cristóvão Colombo, aquele que, você sabe desde a escola, descobriu a América!

Bom, continuo amando Sevilla e tenho momentos de nostálgia até hoje, ela continua linda e ganha novos atrativos que me fazem querer voltar, como a grandiosa obra contemporânea Metropol Parasol:

Mas acho que o que mais gosto é daquela sensação, de cão andaluz sem destino, as vezes desejando ser aquela espanhola de cabelos soltos, sem compromissos, sem plano dentário, mas que é capaz de bater no peito e cantar chorado o flamenco mais profundo do universo, e depois sentar-se e comer mais uma azeitona… as vezes fingia ser um “hippie da alameda” – o que não deixa de ser uma mistura desses dois ultimos perfis.

A única dica desse post pode ser traduzida como: valorize (agradeça, tire foto, filme) cada canto da cidade em que for morar por um tempo, você pode passar por aquele muro todo dia, mas quando não estiver mais lá ele pode ser tudo o que você quer ver!

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