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Arquivos Grécia – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/category/europa/grecia/ construímos memórias Sun, 12 Jan 2014 18:57:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.viajao.com.br/bkp/wp-content/uploads/2018/10/cropped-IMG_2510-32x32.jpg Arquivos Grécia – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/category/europa/grecia/ 32 32 Me traz uma lembrancinha https://www.viajao.com.br/bkp/me-traz-uma-lembrancinha/ https://www.viajao.com.br/bkp/me-traz-uma-lembrancinha/#comments Tue, 14 Jan 2014 10:00:03 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=10103 Quem viaja, sabe! Tem sempre aquele parente/amigo/namorada/namorado/mãe/pai/cachorro que pede uma lembrancinha pra você. Pode ser um pedaço do muro de

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Quem viaja, sabe! Tem sempre aquele parente/amigo/namorada/namorado/mãe/pai/cachorro que pede uma lembrancinha pra você. Pode ser um pedaço do muro de Berlim, pode ser uma torrezinha Eiffel. Sei lá, o que vale é a sua criatividade pra achar um souvenir bacana.

souvenir da torre eiffel

Acho difícil escolher souvenirs pros outros, sério mess. Mas confesso que normalmente lembro mais em trazer pros outros do que pra mim mess. Tenho pouquíssimas lembrancinhas que trouxe pra mim das viagens que fiz. E em vez de comprar aquela bolinha de vidro que quando você chacoalha, parece nevar dentro, eu prefiro trazer souvenirs mais, digamos, roots pra casa.

O que curto mess é pegar algo do local que estou visitando e ver se seria viável trazer. Uma lembrança que, toda vez que eu bata o olho, me fará lembrar daquele lugar (jura mess?). Pedras, sim, PEDRAS, sim, P-E-D-R-A-S, cabem perfeitamente nesse conceito.

Minha primeira experiência como pedreiro viajão que coleta pedras foi na Nova Zelândia, em janeiro de 2009. Fomos à praia de Kaikoura, na ilha sul, pertinho de Christchurch. Pirei, porque tem pedras no lugar de areia.

Praia de Kaikoura, na Nova Zelândia

E são pedras preciosas ovais, redondaças, lisaças, bonitaças. Por que não trazer uminha pra casa? Quer souvenir mais sem preço do que esse? (clichê? sim, mas tudo bem).

Hoje, a pedra FIGURA num ponto de destaque no meu apartamento. Curto muito, parece que quando ponho ela na mão, sinto a energia daquela praia.

Pedra oval da praia de Kaikoura, na Nova Zelândia

Tipo as conchas que a gente pegava na praia, levava pra casa, e que a mãe dizia que o barulho que saía dela, quando encostávamos o ouvido, é o do mar onde ela estava, sabe?

pedras no lugar de areia em Kaikoura

Não paguei nada. Trouxe no bolso. E tem um valor emocional gigante.

Numa praia em Atenas, na Grécia, no fim de 2010, também fiz dessas. O lugar é lindo, também é uma praia de pedras no lugar de areia, e tem um visual de fazer chorar o mais frio dos homens (sou muito escritor mess).

praia de pedras Atenas

Não me lembro o nome da prainha, mas resolvi fazer uma COLETA risos.

coletando pedra praia em Atenas

Por que não coletar uma dessas pedrinhas do chão e levar pra casa? Pedras desiguais, brancas, parecidas com a que você encontra na rua aqui, mas essa tem sotaque grego (e não é um presente de grego risos). Não é a pedra em si, sabe? Ou a beleza dela. É ‘O QUÊ’ ela representa. Aí que tá o segredo.

Pedra branca pequena do Cabo da Boa Esperança

Pra mim, lembrança serve pra te remeter ao ambiente de novo. Pra te fazer sentir sempre a energia daquele lugar novamente. E vejo/sinto isso muito forte nas pedras.

Ok, minha casa não é cheia de pedras. Tem só essas duas. Mas foram as que senti necessidade de trazer comigo (como se levasse uma parte dos lugares junto) naqueles momentos. Quando sentir que devo trazer alguma outra, em outro lugar, assim farei.

Ah, e já trouxe uma pedra de Paris pra um amigo que me pediu uma vêis. Souvenir grátis, cheia de significados e carregada de energia. Mesmo sem custo algum, não dá pra não viajar no tempo ao olhar pra ela, né? Acho que essas são as verdadeiras lembrancinhas.

 

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Qual o melhor réveillon do mundo? https://www.viajao.com.br/bkp/qual-o-melhor-reveillon-do-mundo/ https://www.viajao.com.br/bkp/qual-o-melhor-reveillon-do-mundo/#respond Tue, 31 Dec 2013 10:00:17 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=10082 reveillon em atenas, queima de fogosChegou o último dia do ano e bate aquela vontade de refletir sobre tudo o que vivemos nesses últimos 364

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Chegou o último dia do ano e bate aquela vontade de refletir sobre tudo o que vivemos nesses últimos 364 dias. To make romântico reflexivo hoje, néam? Mas vale, afinal 2014 vem batendo na porta, a corrida de São Silvestre vai agitar a galera e resolvi relembrar os ânus anos novos que já passei por esse mundão de meu Deus.

Desde 2007, pude curtir o réveillon em alguns lugares do mundo. Eu sempre tentava imaginar se seriam tão bons e animados quanto a festa brasileira. Resolvi fazer esse teste começando por Paris, há seis anos.

31/12/2007 – Paris, França

Nada de mais! Confesso que foi frustrante. Perto de 21h, saímos do hotel em direção à Torre Eiffel (tinha como “sonho” passar uma virada ali embaixo, esticadão no gramadão, olhando a torre e admirando os milhares de fogos que coloririam ela). Bom, era só no sonho mess risos.

Povo começou a se reunir e sentar no gramado. A cada hora cheia, aquelas luzes brancas que marcam o novo horário piscavam loucamente. Eu imaginava que tudo isso seria o prenúncio de uma féishta colorida e animada. Puro engano.

Se eu não tivesse ligado no relógio, nem teria percebido que deu meia-noite! O povo se abraçou, estourou champanhe e FOI EMBORA DALI! Escutei dois TRAQUES (bombinhas minúsculas) e não vi fogos de artifício!

Só não nos escondemos num canto, nos encolhemos em posição fetal e choramos deliberadamente porque não encontramos um canto, não lembrávamos como é uma posição fetal e não sabemos o que significa deliberadamente risos. Passar o réveillon em Paris foi sem graça. Valeu apenas pelo visu e por ser onde foi!

31/12/2008 – Christchurch, Nova Zelândia

Esse foi legal demais! Não pelo colorido dos fogos, até porque escutei pouquíssimos e mal vi. Mas foi bom porque passamos com um casal de amigos que estava morando na Nova Zelândia. Ficamos na casa deles mess, no Mt. Pleasant, um lugar paradisíaco, com vista pro oceano, no alto de um morro de Christchurch.

A Nova Zelândia é o país mais absurdamente belo que já visitei. Todas as paisagens são um abuso. Por isso, o réveillon foi em grande estilo.

Bebemos e comemos em casa, brindamos na sala e não fomos à praia na hora da virada. Mesmo assim, foi animado. Acho que aquele clichê de que “a festa somos nós quem fazemos” passou a ter bastante sentido pra mim nessa virada de ano do outro lado do mundo.

Sem contar que viramos o ano na Nova Zelândia 15h antes da galera no Brasil. Aqui ainda era 9h da manhã! Impressionante!

P.S.: em 2011, Christchurch foi praticamente destruída por um terremoto. Nossos amigos estavam lá na época, se salvaram sem um arranhão, estão bem, de volta ao Brasil, mas ficou a dor de saber que um lugar tão belo e de um povo tão gentil, virou ruína. Parece que a cidade já conseguiu se reerguer, ainda bem!

31/12/2009 – Cidade do Cabo, África do Sul

íamos passar a virada no Waterfront, famoso deck e local de bares e lojas de Cape Town. Mas pela muvuca prevista, inclusive pra voltar ao nosso hotel, que ficava na região da rota de vinhos (já falei dela aqui), resolvemos passar no hotel mesmo, que estava com uma programação especial.

Foi uma virada mais “intimista”. Jantamos no hotel, passamos a virada brindando na varanda do quarto, com vista pra uma paisagem linda, demos uma passada numa festa (de velhos) que tava rolando dentro do salão de festas e depois admiramos a lua mais cheiaça que já vimos na vida.

Fogos na Cidade do Cabo? Alguns poucos, que o próprio hotel soltou. No Waterfront deveria estar fervendo. Quem foi, me conta.

31/12/2010 – Atenas, Grécia

Fomos pra Praça Sintagma perto da meia-noite. É ali que o fervo acontece. É pra lá que vão todas as pessoas de Atenas na hora da virada. E foi sensacional!

Uma queima de fogos que durou uns dez minutos. A multidão brindando loucamente. Foi o mais parecido com o réveillon brasileiro que já passei fora. Bem animado.

reveillon em atenas, queima de fogos

A diferença? Quando deu 00h10min, praticamente todo mundo já deixava a praça e voltava pra casa/hotel. Conseguir um táxi foi um desafio e tanto pra começar o ano.

Um segredo: lá, durante a virada, fiz um pedido e ele se realizou em 2011 mess. Fica a dica: O réveillon de Atenas realiza pedidos, viu?

As viradas de 2011 e 2012 passei em São Paulo e em Balneário Camboriú (SC), respectivamente. Na primeira, choveu pra cacete e não vi fogos. Na segunda, aquele espetáculo digno de Copacabana.

Depois de tanto ver os novos anos chegando em outras terras, posso dizer que se você quiser ver fogos, muitos fogos, fique no Brasil. Mas, se for pra viver experiências bem diferentes, viaje sempre! Pode apostar que os anos novos chegarão com muitas histórias novas também.

Que venha 2014. Muitas viagens pra nós, viajões! E saúde, sucesso, dinheiro, amor e paz! Aproveite a virada, onde quer que seja. E feliz ano novo! 😉

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Colaborões https://www.viajao.com.br/bkp/colaboroes-34/ https://www.viajao.com.br/bkp/colaboroes-34/#respond Tue, 11 Oct 2011 10:00:45 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=4798 Oggi il blog è molto italiano! Benvenuto, viajão ride. Tudo bem, vou parar de usar meu italiano FLUENTE #cêjura. Na real, com ajuda do professor

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Oggi il blog è molto italiano! Benvenuto, viajão ride.

Tudo bem, vou parar de usar meu italiano FLUENTE #cêjura. Na real, com ajuda do professor Google Tradutor risos.

Mas é que o colaborão de hoje mora na Itália e fala italiano. Calma, não se empolgue! Ele é brasileiro, vai contar a história em português mess e é sobre a Grécia!

O jornalista Rafael Belincanta fez praticamente um diário de viagem sobre as férias em Creta. História sobre belas paisagens, boas comidas, calor pra cacete e noites em claro! E, claro, todo mundo terminou peladão! Boa viagem, viajão!

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Creta para não-iniciados

Agosto, 2011. Ponto de chegada. Aeroporto de Heraklion, capital da ilha. De lá, ônibus até aos apartamentos Irilena, na cidade de Stalida. Viagem de aproximadamente 40 min por 4,70 euros.

Irina, uma das filhas, nos recebeu. Ao longo da estadia se demonstrou bastante solícita e fala muito bem o inglês. Quando chegamos ficamos preocupados. Explico. Na alta-temporada a demanda por carros é maior que a oferta. Não se assuste com isso e nem perca tempo reservando um carro. Nas cidades sempre há um rent por preços negociáveis.

A ilha tem uma malha rodoviária considerável, com estradas pitorescas e extremamente acentuadas. As auto-estradas são boas e há sinalização em inglês na maioria delas. Infelizmente, para rodar a ilha é preciso um carro, visto que os ônibus são poucos e limitam muito. Carro alugado, hora de decidir os roteiros.

Lagoa Azul? Não! Balos Bay

A ilha é consideravelmente grande. Os lugares mais lindos (selvagens) estão distantes do centro-norte. Nossa primeira escolha foi Plaka. Praia linda, águas cristalinas e quentinhas. Ficamos bem em frente a ilha de Spinalonga. Boatos naquela semana davam conta de que Lady Gaga havia apenas comprado uma Villa em Plaka. Fraka ela!

Depois do almoço, ali mesmo, fomos até uma pseudo-ilha. Praia de areias brancas. Ao cruzar o costão, à direita, outra praia deserta e alguns adeptos do naturismo (eu). Caminhando à direita, se avistam umas ruínas e, ao fundo, uma caverna esculpida pela ação dos ventos. Nada estava nos mapas: desbrave (com cautela). Na volta, aperitivo na simpática Agios Nikolaos. Não lembro direito, mas não demorou muito para ir e voltar.

Dia seguinte: Vai. A publicidade é de ser a única praia da Europa com palmeiras naturais a Nordeste. Demoramos um pouco mais para chegar, atravessamos uma estrada cheia de precipícios bastante perigosa de onde se via a construção de uma nova rodovia cheia de pontes longas e viadutos que cruzavam profundos vales.

A praia, bem, é linda, porém o vento estava muito forte. Acabamos por nos divertir mais na praia ao lado direito do Costão. Areias de micro-pedras em que ser “enterrado na areia” é terapêutico.

Mochlos: come-se bem e de quebra um por-do-sol digno de cinema

Agora me lembrei que na volta paramos numa cidadezinha à beira mar, onde por consenso tivemos o melhor jantar das férias. Na auto-estrada 90, quando vir a placa Mochlos, não exite, desça e aproveite para comer peixe fresco num dos restaurantes à beira mar.

Pra quem não curte dormir com ar-condicionado (eu) a dica é: leve tudo contra mosquitos. Os bichos à noite são vorazes. Com o calor nordestino que faz em Creta no Verão, inevitável dormir com a janela aberta. Um ventilador pode ajudar a espantar os indesejáveis insetos.

A kombi da alegria vai partir: destino – Ilha de Chrissis. Cruzamos a ilha verso Sul. Uma embarcação e depois de 50 minutos: outro paraíso. A praia principal chama-se Golden Beach, mas como estávamos traumatizados depois de tanto vento em Vai, decidimos não ficar lá. Optamos por ficar nas cadeiras na praia onde os barcos atracam.

Piscina natural delicinha em Chrissi Island

Lá, as pedras são perigosas. Eu que o diga. Caí e me cortei, nada grave, mas serve o alerta. Ah, por favor, leve ou compre por 8 euros seu snorkel a todas as praias. A vida subáquatica é impressionante. A Ilha é isolada, não tem água doce. Na saída do barco eles vendem 1 litro por 1 euro, compre 2, 3 ou 4. Não esqueça, uma ilha não tem coleta de lixo, leve de volta tudo, inclusive as guimbas.

Bom, a ilha de Chrissis, à esquerda da praia do atracadouro revela agradáveis surpresas, tais como piscinas naturais e praias desertas, já que todos os turistas ao saírem do barco vão em fila indiana até Golden Beach. O passeio de barco é sensacional, aproveite a vista.

Se puder, viaje em cima, na proa. Inevitavelmente o capitão vai dar uma “buzinada” no meio do trajeto… De volta pra casa, após banho tomado, fomos comemorar o aniversário do Manu em Mochlos. Cidadezinha típica. Na praça, o restaurante onde jantamos nos fez passar mal de tantas delícias.

Café da manhã nos apês, yogurt grego com mel. Não deixe de comer. Energia antes de seguir para Matala, ao Sul. A praia hippie. A estrada é longa e sinuosa mas vale muito à pena. A história conta que a praia foi escolhida pelos hippies como refúgio. As antigas tumbas romanas serviam de casa e viva! Paz e amor.

Nada de cannabis: os hippies de hoje foram sinceros. Alguns plantam a danada, mas nada de comércio. Para degustá-la, faça amizade ou fique à noite para curtir umas bandas ao ar livre. Roooooooots. Não deixe de fazer um aperitivo depois da praia.

Vrishkásana ao por-do-sol em Matala

Como disse, Matala é ao Sul, porém, a Enseada se vira a Oeste, o que garante o espetáculo. Quando o sol se põe, não se esqueça de bater palmas e agradecer… Aproveite a noite para jantar nos restaurantes do canto esquerdo. A vista da praia com a iluminação que se projeta nas tumbas é sensacional.

7h da manhã já estavámos na estrada. Fizemos uma pequena mala já que esta noite não voltaríamos. Não tínhamos onde dormir, mas isso só mais tarde gerou tensão e foi preciso a intercessão de Zeus. Destino: Balos Bay. Desde quando planejamos a trip era onde queria ter ido. Extremo noroeste da ilha, estrada tranquila, até dormi no trajeto. A última cidade antes de Balos e Kissamos.

Welcome to paradise!

De lá pode-se pegar um barco que leva à Balos ou, como nós, siga de carro pela estrada de chão por 12 infindáveis quilômetros. O visual é fantástico, mas atenção às cabras na estrada! Paga-se 1 euro para entrar na Reserva. Mais adiante, fim da linha para quatro rodas. Há um bar que vende de tudo no estacionamento. Compre água.

Um quilômetro de trilha e antes da metade, o visual de mais um paraíso: Balos Bay. Pra descer todo o santo ajuda, mas pra subir a coisa muda. Mas não pense na volta: carpe diem! Balos Bay pra mim foi o melhor dessas férias.

Depois de uma água, destino Elafonisi, a praia das areias cor-de-rosa. Do Extremo Noroeste para o Extremo Sudoeste. Percebemos que essa parte da ilha é mais verde, enquanto o sol poente nos acompanhava pela estradinha entre montanhas e florestas e bosques de oliveiras. Começamos a parar para encontrar onde dormir e a única coisa que ouvimos era: lotado!

Knossos: chato pra caralho.Ok, foi o berço da civilização europeia.

Chegamos a Elafonisi já era noite. No mapa, a cidade aparece como cidade mesmo, mas não passa de uma vila com meia dúzia de albergues. Resumo, no meio da noite já cogitavámos dormir na praia até que, paramos para fazer a volta na garagem de uma casa. Ao ver os farois, o cidadão saiu para ver quem era: 7 elementos com cara de tacho perguntando sobre algum posto livre.

Como o cara só falava grego, chamou o filho que era CORRETOR DE IMÓVEIS. Resumo, salvos por Zeus, na calada da noite descolamos um hotel barato e ainda jantar e café da manhã por 30 euros cada. Tudo bem que o quarto era um inferno e não preguei os olhos.

Dormi na varanda, ao sabor dos ventos e com o som do mar-oceano e, de brinde, um espetáculo de estrelas-cadentes no céu de dez de agosto. Eu e um simpático roedor que também decidiu fugir do calor da toca aquela noite.

A trip vai chegando ao fim, último dia de praia. Elafonisi… praia deslumbrante, da moda, mas com uma ilha colada que se pode atingir a pé. Do lado de lá da ilha, mais praias selvagens e, na última delas, adeus sunga!

Viva o naturismo!

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Uhull! Tá todo mundo pelado aqui na redação do Viajão! Sorte que é mentira (a redação e o NU risos). Mas o roteiro de viagem foi ótimo!

E se você, viajão, também quiser ser um colaborão, mande sua história pro souviajao@gmail.com, como fez o Rafael. Pode ficar pelado também, a gente deixa… mas vai colocar tarja, ok? 😉


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Eu encosto, tu encostas… https://www.viajao.com.br/bkp/eu-encosto-tu-encostas/ https://www.viajao.com.br/bkp/eu-encosto-tu-encostas/#comments Wed, 03 Aug 2011 10:00:31 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=3782 Aí você está em Atenas e pensa: “nofa, tenho que ir ao Museu Arqueológico Nacional, é a história dentro da

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Aí você está em Atenas e pensa: “nofa, tenho que ir ao Museu Arqueológico Nacional, é a história dentro da cidade histórica”. Sim, uma experiência que cria um paradoxo da história dentro da história dentro da história…

Beleza, vai com sua família, todos felizes, ansiosos por ver de perto peças pré-históricas! E o lugar é grande, cheio de ALAS, coleções e companhia limitada.

A maior parte das peças fica atrás de vidros, logicamente. Até pra evitar que os brasileiros curiosos fiquem querendo tocar. Aquela coisa de ver pra crer, sabe? Acho isso um absurdo risos

Tem algumas coleções que estão ali, a alguns centímetros de você, mas com aquela plaquinha de DON’T TOUCH. Parece que se você tocar, vai DESINTEGRAR o objeto com seus dedos nojentos, porcos e CHEIOS DE PARTÍCULAS NOCIVAS À HISTÓRIA!

Confesso que sou meio viajão mesmo (e não é trocadalho com o nome do blog). Por mais que eu esteja deslumbrado de estar num lugar desses, a empolgação acaba em 5, 4, 3… e eu esqueço onde estou.

Aí sabe o que fiz? Enquanto meu pai tava de um lado, minha irmã do outro, minha mãe olhava algo mais perto de mim (eu já tava entediado). Fui chamá-la pra ver um negócio, APOIADO SOBRE UMA BANCADA.

Ela veio, falei com ela, e continuava DESCANSANDO (não tinha onde sentar, aí ficava escorado, sabe?). Nisso vem uma mulher loucamente veloz, me olha com cara de ODETE ROITTMAN e apenas balbucia UMA palavra: “please”. Com o rabo de olho, ela aponta pra BANCADA que servia como meu apoio.

Ups! Percebi que a bancada, na real, era uma TÁBUA DE MADEIRA RUPESTRE, de 2000 a.C., com uns desenhos de pré-escola pré-história risos.

Não sabia onde enfiar a cara. Tirei os braços rapidamente, pedi desculpas e gargalhei quando a mulher saiu. Ri muito! Não por ter desrespeitado algo tão antigo, mas por ter sido tão viajão.

Aliás, é isso que move esse blog, né? Ok, mesmo assim, podem me crucificar. 🙁

P.S.: Não consegui bater foto da TÁBUA RUPESTRE. Faltaram forças após a viajada.

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Cidade no alto https://www.viajao.com.br/bkp/cidade-no-alto/ https://www.viajao.com.br/bkp/cidade-no-alto/#respond Wed, 11 May 2011 10:00:48 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=2307 Como é gigante! Ela tá lá em cima! Visão privilegiada! Bora pra lá! Calma, são algumas das frases que, com

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Como é gigante! Ela tá lá em cima! Visão privilegiada! Bora pra lá! Calma, são algumas das frases que, com certeza, você vai falar quando chegar em Atenas.

Não curti muito a capital grega como cidade, conforme já falei aqui. Mas a Acrópole, principal atração, vale muito a pena. A estrutura fica 150 metros acima do nível do mar. E, nessa CIDADE ALTA, está o famoso Partenon, entre outras construções.

A paisagem no COMPLEXO é tão bela, que vale a pena o esforço da caminhada em solo íngrime antes. Ah, e tudo é feito de mármore (não toque risos) e foi construído entre 460 e 430 a.C. (nem Dercy Gonçalves tava viva risos).

Quando eu fui, o dia estava AMEAÇANDO chuva, mas chegamos lá de boa. Cheio de gente (por isso vale ir cedo, como fizemos), é aquele empurra-empurra. Entre no “parque da Acrópole” e já comece a se surpreender. Primeiro que a vista de Atenas lá de cima é sensacional.

Depois, você passa por um caminho de construções antigaças #cejura. E, de repente, avista nosso amigo Partenon. Cara, é grande demais! E não é que o velhinho tá bem conservado? risos. Mesmo depois de pegar fogo, ver batalhas e mais batalhas de um local privilegiado, o lugar enche os olhos.

Claro que, quando São Pedro me viu por ali, chorou de emoção. E começou a chover. Mas acha que isso tirou o charme da visita? Não!

Mas existem dois problemas gigas: é difícil tirar uma foto boa VOCÊ COM O PARTENON. Muita gente passando. Juro que ainda vou fechar a Acrópole pra mim risos

Segundo: eles estavam “reformando” a construção. Belo presente de grego. Então fica aquela lembrança da estrutura com GUINDASTES risos

Deram um “toque especial” s ou n?

Ah! Algo que chama atenção também são os cachorros que moram ali na Cidade Alta. Sério, são dezenas! Eles chegam a BRIGAR entre eles pra ver quem atrai mais atenção dos turistas. E a maior parte fica estática, como se estivesse cuidando dos monumentos. #miedos

Vai que é algum imperador/guardião grego, das antigas, fantasiado de cachorro? E a gente achando que eles são meros cachorrinhos indefesos… pffff.

Ah! Aproveite o ENSEJO e siga-nos no twitter: @blogviajao 🙂


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Apenas Atenas https://www.viajao.com.br/bkp/apenas-atenas/ https://www.viajao.com.br/bkp/apenas-atenas/#comments Sat, 15 Jan 2011 10:00:22 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=1174 Pegue as piores partes das metrópoles e junte tudo numa cidade. Chame-a de Atenas e venda uma imagem de perfeição

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Pegue as piores partes das metrópoles e junte tudo numa cidade. Chame-a de Atenas e venda uma imagem de perfeição pro resto do mundo.

Achei a capital grega MUITO FALCATRUA. Cidade feia, prédios caindo aos pedaços, trânsito caótico, pichações e gente mal encarada. Caminhei bastante por ruas centrais, consideradas principais, e esta impressão só foi aumentando. Confesso que me assustei. Não parece Europa. Uma cidade meio ÂNUS.

Claro, não estou falando da parte das ILHAS GREGAS (até porque nem fui, inverno e tal), mas Atenas foi uma das grandes decepções dos últimos tempos. Tirando a comida típica do país, excelente, (com muito carneiro e molho de iogurte) e os pontos turísticos, não recomendaria a viagem até lá.

O que vale a pena é você estar no meio da IMUNDÍCIE, com ruas sujas e, de repente, encontrar a Porta de Adriano assim, no meio da rua, como se fosse algo qualquer. Esses monumentos são impressionantes, assim como a Acrópole, o Museu Nacional e companhia. Assuntos para futuros posts, néam?

Se quiser ver muros pichados e prédios caindo aos pedaços, não precisa ir tão longe. Sei lá, compra uma passagem pra Sampa, ou Rio, ou Floripa. Mais barato e ainda você sabe que vai encontrar um lado bem bom dessas cidades pra curtir. Sem receber um belo presente de grego quando chegar.

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