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Viajão http://www.viajao.com.br/bkp/ construímos memórias Sun, 10 Jan 2021 16:11:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.viajao.com.br/bkp/wp-content/uploads/2018/10/cropped-IMG_2510-32x32.jpg Viajão http://www.viajao.com.br/bkp/ 32 32 Celebrando o Ano Novo ao redor do mundo https://www.viajao.com.br/bkp/ano-novo-pelo-mundo-2020/ https://www.viajao.com.br/bkp/ano-novo-pelo-mundo-2020/#respond Thu, 31 Dec 2020 11:00:03 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=13036 Entre os muitos privilégios que tenho em relação a viagens, um deles volta à tona todo dezembro: já ter celebrado viradas de ano em diferentes destinos.

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Dia desses, recebemos um material bem legal da Organização Nacional do Turismo Japonês sobre como se comemora o feriado de Ano Novo no Japão. Essas celebrações duram quatro dias e são chamadas de oshougatsu. Vou compartilhar um pouco dessas tradições japonesas no texto, mas esse conteúdo me fez pensar em todas as festas de Ano Novo que já tivemos a chance de celebrar pelo mundo.

Entre os muitos privilégios que tenho em relação a viagens, um deles volta à tona todo dezembro: já ter celebrado viradas de ano em diferentes destinos. Aqui no Viajão, já passamos o réveillon no litoral paulista, em Buenos Aires, em Viña del Mar, na Disney, no trabalho na Capital Paulista,  em Curitiba…

Cada lugar tem sua tradição. Então vou contar de duas viradas do ano que me chamaram a atenção: Buenos Aires e Disney.

Disney

Fogos de artifício por trás do Castelo da Cinderela, que está iluminado de azul e estrelas brancas.
Com esses fogos de artifício como parte do dia a dia, eu imaginei um réveillon animadíssimo

A Disney não tem tradições. Ela tem o Traditions, que é o treinamento básico da cultura da companhia. E eu sou uma admiradora dele desde que fiz intercâmbio no Walt Disney World, na Flórida. Por isso, é um dos meus lugares queridos no mundo e onde passei um ano novo. E preciso dizer que, se a Disney é um lugar de sonhos, expectativa e realidade nem sempre se alinham.

Antes de mais nada, preciso dizer que foi uma virada do ano festiva! Só não foi como eu esperava. Minha expectativa era: passar o ano novo no Magic Kingdom, vendo fogos de artifício maravilhosos e festejando. Aí, ao começar meu intercâmbio nos parques, descobri que o MK não é o melhor lugar para adultos sem crianças (pelo menos, é o que me disseram meus colegas cast members). É um parque muito família, onde a festa termina pouco depois da meia noite. “Vá para o EPCOT, se puder”, foi o conselho que me deram.

Isso porque ele têm os pavilhões dos países e cada um celebra a chegada do novo ano com mini-celebrações que remetem à cultura que inspira aquele espaço. Parece legal, não? Acontece que os parques lotam muito nessa época do ano. Então mesmo funcionário não pode necessariamente entrar onde quiser. E como eu trabalhava no Animal Kingdom, onde não haveria festa da virada, eu voltei pra casa e celebrei jantando com meus vizinhos mesmo. Mas o EPCOT continua na minha lista de lugares onde quero celebrar um réveillon. E desde 2006, passo o dia 31 de dezembro acompanhando a linha internacional da data caminhando pelos fusos e imaginando viradas do ano pelo mundo.

Buenos Aires

Mais um ano novo em viagem no qual expectativa e realidade não se alinharam – mas foi tudo ótimo também! Estávamos viajando em seis pessoas, conhecemos mais uns quatro brasileiros no hostel. Em grupo grande, óbeio que enrolamos demais para decidir onde passar a virada. Já quase sem opção, um dos meus amigos descobriu um pub com uma festa e reservamos nossos lugares por cem dólares por pessoa (vale destacar que, em 2011, isso dava em torno de 200 reais).

Expectativa: um bar agitado. Realidade: uma mesa central para 20 pessoas e um menu completo de entrada, jantar, sobremesa, vinho e música ambiente.

Estávamos bem acompanhados: além de nós dez, tinha um sulafricano, três amigos *acho* que colombianos e um casal europeu (não faço ideia de onde). E assim, descobrimos que o costume argentino era de passar meia-noite em casa, com a família, e sair pra balada depois da uma da manhã. Então, aceitamos nosso pub privativo. À meia noite, todos os restaurantes da rua abriram as portas e as pessoas passaram a celebrar junto, na rua mesmo, com direito a banda e tudo mais. Foi bem divertido! O resultado dessa experiência é que, hoje em dia, cogito sempre passar o ano novo em um lugar e festejar em outro depois.

Pessoas na rua em frente a um restaurante.
De um pub privativo para uma festa no meio da rua

Japão

Como falamos acima, o oshougatsu dura quatro dias: de 31 de dezembro a 3 de janeiro. E é uma festa focada em renovação e prosperidade para o ano seguinte. Ainda não passamos nenhuma virada de ano por lá, mas Traditions tradições são algo que me atrai muito! Quem sabe, não vivo algumas dessas experiências pessoalmente algum dia?

Tradições japonesas

Segundo a Organização Nacional do Turismo Japonês, o oshougatsu é mais tranquilo. Ao invés de fogos de artifícios, a virada de ano é marcada pelas 108 badaladas do ritual budista Joya no Kane. A última badalada acontece à meia noite. Já nos templos xintoístas, o ritual de Saitan-sai é realizado durante a madrugada, com orações.

No Japão, também é tradição assistir ao primeiro nascer do sol, chamado de hatsuhinode. A crença é que, durante o primeiro nascer do sol, as divindades do ano novo vem semear boas energias, sorte e felicidade.

E você, que costumes de Ano Novo mantém por aí?


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Roteiro de viagem: Países Nórdicos (e arredores) https://www.viajao.com.br/bkp/roteiro-de-viagem-paises-nordicos/ https://www.viajao.com.br/bkp/roteiro-de-viagem-paises-nordicos/#respond Tue, 15 Dec 2020 10:00:06 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11830 Acho que, para muitas pessoas, uma viagem para um país inédito começa pela capital, né? Pelo menos, é assim comigo. Quando fui atrás da Aurora Boreal, estiquei o roteiro pelas capitais nórdicas - e um pulinho na Estônia, que, como você vai ver no roteiro, é quase inevitável.

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Acho que, para muitas pessoas, uma viagem para um país inédito começa pela capital, né? Pelo menos, é assim comigo. Quando fui atrás da Aurora Boreal, estiquei o roteiro pelas capitais nórdicas – e um pulinho na Estônia, que, como você vai ver no roteiro, é quase inevitável.

É importante reforçar que “Escandinávia” e “Países Nórdicos” não são exatamente a mesma coisa (o que eu aprendi depois de algumas gafes pelo caminho). Mas não é um problema se você acabar usando um no lugar do outro. A Escandinávia, segundo a enciclopédia, é composta dos reinos da Noruega, da Suécia e da Dinamarca. Já os Países Nórdicos são: a Escandinávia + Finlândia, Islândia, Groelândia, Ilhas Faroe, e as Ilhas de Aland.

Nesse roteiro, passei pela Noruega, pela Suécia, pela Dinamarca, pela Finlândia e pela Estônia, que já faz parte dos Países Bálticos, mas é muito fácil de visitar estando na região. Eu fiquei três dias inteiros em cada capital, e considerei um dia de deslocamento entre eles.

Rotas possíveis

Sua rota vai depender de onde for melhor para você começar a viagem. No meu roteiro (que você vai ver abaixo), eu comecei pela Noruega, porque precisava começar por Tromsø. E fiz o maior número de trajetos de trem possível.

Além desse roteiro abaixo, outras rotas possíveis são de avião entre as cidades (óbvio, né, Rachel…) ou um navio entre Estocolmo e Helsinki. Depende se você quer ir em todas as cidades da região ou não.

Avião, trem e ferry: minha rota nórdica

Noruega

Entre Tromsø, no norte do país, e a capital Oslo, eu fui de avião. Era começo de primavera e fiquei com receio das nevascas que ainda ocorrem na época impedirem alguma viagem de trem ou ônibus. É bem tranquilo ir do aeroporto ao centro de Oslo de trem.

Casas antigas e árvores sem folhas em rua vazia de Oslo.
Oslo é uma cidade charmosa e, em sua maior parte, bastante caminhável!

Aproveite a capital norueguesa para conhecer os muitos museus, a pista de salto em ski Holmenkollen, a Fortaleza Akershus e a Ópera de Oslo. Divirta-se com o transporte público que confia que você pagou o bilhete (então você só mostra se o fiscal pedir). E se prepare para a viagem de seis horas de trem para…

Suécia

…Estocolmo. A estação central de trem é ao lado da T-Centralen, uma das mais lindas estações de metrô que eu já vi. Ou seja, é fácil chegar ao seu hotel a partir da estação de trem. Tem muita coisa para conhecer em Estocolmo. Eu recomendo não perder o Palácio Real (que fica no Gamla Stan, o bairro antigo da cidade), o Vasa Museum (a história do fracasso de um navio que é um sucesso de museu) e o Skansen (um museu a céu aberto, que mostra a história da arquitetura e da cultura sueca).

Como eu mencionei acima, você pode sair de Estocolmo direto para Helsinque de ferry. Mas eu decidi ir de trem, mais seis horas, até…

Dinamarca

…a lindíssima Copenhague. A capital dinamarquesa é colorida, histórica, organizada, cheia de canais – e eu amei a cidade do minuto que saí da estação do trem. Embora seja importante informar que eu me perdi muito na estação de trem, que também é de metrô, e o bilhete é daquels por duração que você só apresenta se te pedirem.

Barcos parados no canal no porto de Copenhague, com casas coloridas nas duas margens.

Eu amei a capital dinamarquesa e minha tendência é falar que vale a pena conhecer: tudo. Mas vale mesmo visitar os palácios reais (destaque para Rosenborg e ), o Nyhavn, o Jardim Botânico, o Tivoli Gardens (um dos parque de diversões mais antigos da Europa!) e a fábrica da Carlsberg.

De lá, é um metrô até o aeroporto para voar para…

Finlândia

…Helsinque! E se você curte uma sauna, encontrou seu país. A Finlândia tem praticamente mais saunas que habitantes. Tem sauna até na roda gigante na beira do porto no centro da cidade!

Coloque no roteiro: a antiga fortaleza de Suomenlina (bate e volta de balsa a partir do centro da cidade), a Catedral de Helsinki, a Catedral Uspenski (a maior igreja ortodoxa no leste europeu) e a Temppeliaukio (também conhecida como Rock Church, porque foi escavada na pedra). Tem também uma capela bem bonita na região central e, basicamente, toda a arquitetura de Helsinque é encantadora.

Mas sabe um passeio que muita gente faz quando vai pra Helsinque? Um bate e volta para…

Estônia

…Tallinn. Pois é. Uma das principais atrações da cidade é visitar o país vizinho. Isso porque é possível pegar uma balsa de cerca de duas horas entre as duas cidades. Com saídas pela manhã e no fim da tarde, e com os dois portos com fácil acesso nas respectivas cidades, é um jeito de aumentar a lista. Até porque Tallinn é bem pequenininha. Mas eu aproveitei muito bem meus dois dias inteiros lá, caso você queira uma experiência menos corrida.

Rachel na muralha antiga de Talllinn.

Peguei a balsa pela manhã, junto com os vários finlandeses e estonianos que aproveitam o Duty Free da balsa internacional, e me dirigi ao hostel mais hostel que eu fiquei na viagem: só banheiro comunitário, do lado de um bar que só tocava música do começo da década de 1990. Mas a cidade, que foi parte da União Soviética até 1991, tem uma mistura muito interessante de “medieval” e “história moderna”. Inclusive um museu em um túnel que é um dos lugares mais legais que já visitei. Mas isso é história pra outro post

De Tallinn, eu peguei um tram no meio da rua (literalmente. O vagão para no rumo do ponto, mas na faixa central e você embarca entre os carros) e encerrei a o trecho Escandinavo-Nórdico-Báltico da viagem.

Ah, não se esqueça de contratar um seguro viagem para qualquer viagem internacional, certo? Reservando por este link, você garante sua tranquilidade. Além disso, você também ajuda o Viajão®. \o/

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Super Nintendo World será inaugurado em 2021 no Japão https://www.viajao.com.br/bkp/super-nintendo-world-inaugura/ https://www.viajao.com.br/bkp/super-nintendo-world-inaugura/#respond Tue, 01 Dec 2020 00:00:56 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=12975 Essa é para os fãs de Nintendo! E de parques de diversões também. O Universal Studios Japan anunciou a data de inauguração do primeiro Super Nintendo World.

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Essa é para os fãs de Nintendo! E de parques de diversões também. O Universal Studios Japan anunciou a data de inauguração do primeiro Super Nintendo World: será em 4 de fevereiro de 2021. A abertura dessa nova área também deve marcar o início das celebrações de 20 anos do parque, que fica em Osaka, no Japão.

Você pode estar se perguntando: o que é Super Nintendo World? Pois bem, é uma área inspirada nos mundos e personagens da Nintendo, com atrações, lojas e restaurantes dentro da Universal Studios Japan.

Uma das atrações – que teve novas fotos divulgadas hoje – é uma corrida do Mario Kart dentro do Castelo do Bowser. Eu confesso que não sou a louca dos videogames, mas Mario Kart talvez seja um dos meus favoritos. E eu achei o castelo sensacional!

Estátua do personagem Bowser da Nintendo no alto de uma escadaria.
Foto: Divulgação/NBCUniversal
Decoração da atração Mario Kart com troféus no estilo do videogame.
Foto: Divulgação/NBCUniversal

Essa corrida especial interativa vida real vai se chamar “Mario Kart: Koopa’s Challenge” – e eu to só desejando a trilha sonora do game pra embalar a corrida. A atração vai misturar realidade aumentada e projeções combinadas com cenários físicos. Estou imaginando algo parecido (porém melhor) com o brinquedo do Spiderman em Orlando – que era animal, diga-se de passagem.

Carrinho de passageiros na atração de Mario Kart em cenário de tubulação.
Foto: Divulgação/NBCUniversal

Experiência imersiva

A área terá também atrações temáticas do Yoshi. E uma outra atração divulgada hoje: os visitantes poderão participar da sua própria aventura de Super Mario. Quem comprar uma pulseira Power-Up, poderá participar de um desafio para recuperar um Cogumelo Dourado roubado pelo Bowser Jr. Você acompanha em um aplicativo onde tem jogos no parque – e aí, tem que pular, bater em blocos de pergunta, coletar moedas virtuais, reunir carimbos, enfim, viver o game. Vale dizer que o preço da Power-Up Band é de ¥ 3.200 (o que dá aproximadamente 30 dólares).

Veja mais do anúncio do Universal Studios Japan sobre o Super Nintendo World

No momento, o Universal Studios Japan está operando com capacidade limitada e com medidas de prevenção à Covid-19. O parque reabriu em junho/2020, depois de ficar pouco mais de três meses fechado devido à pandemia.

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O Viajão é 10! https://www.viajao.com.br/bkp/viajao-10-anos/ https://www.viajao.com.br/bkp/viajao-10-anos/#respond Sat, 28 Nov 2020 14:00:16 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=12798 Em novembro de 2020, o Viajão completa dez anos de idade! Sim, estamos há uma década dividindo por aqui nossas histórias, experiências e roteiros - conheça um pouco da nossa história.

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Você acredita que hoje faz exatamente dez anos do nosso primeiro post aqui?! Isso significa que o Viajão, entre pausas e viagens, está há DEZ ANOS no ar (e nos trilhos, nas estradas, nas ruas também) contando histórias de viagens e dando dicas pra facilitar a sua vida nas aventuras da vida.

A primeira história foi sobre o surfe no rio em Munique, na Alemanha.

Mas quem diria que, bem no ano em que completamos uma década de existência, ficaríamos mais parados no mesmo lugar do que fazendo aquilo de que mais gostamos? Em ano de pandemia, o jeito foi apenas relembrar memórias construídas em viagens antigas e esboçar futuras expedições pelo mundo. 

Em novembro de 2010…

Coqs e Xóia. 

Enquanto morava na Alemanha, o Xóia decidiu que queria contar num blog os casos que vivia nas viagens pelo mundo. Chamou o Coqs, que topou na hora fazer parte dessa aventura virtual. Em duas semanas, o Viajão estava no ar, com posts sem muitas dicas e roteiros de viagens, mas com curiosidades sobre lugares e situações.

A chegada da Amanda!

Coqs, Amanda e Xóia – essa foto foi tirada em Floripa e postada no Insta do Viajão (@blogviajao) logo depois do aniversário de dois anos do blog. Não foram só as carinhas que mudaram um pouco, felizmente nosso gosto por molduras duvidosas também, risos. 

Anos depois, o Viajão sentia a necessidade de uma visão mais apurada e delicada pras histórias que começaram a ganhar cada vez mais leitores. Por isso, a viajona Amanda Malucelli chegou pra fazer parte disso tudo! Ela trouxe muitas dicas e contou aqui diversos momentos incríveis e engraçados que passou desbravando o mundo. 

Uma pausa e a nova formação

Rachel, Xóia, Marina e Coqs em março de 2020 São Paulo, ainda em um final de semana antes do isolamento social.

Em 2017, após um “período sabático”, os viajões resolveram voltar com os posts e começaram a escrever, além de histórias curiosas, também dicas e roteiros em posts bem completos. Nessa “segunda temporada” do blog, chegaram Marina Fabri e Rachel Ancelevicz. Assim, o Viajão se tornou o quarteto que está aí até hoje, junto do Xóia e do Coqs.

Viajão além do blog

O Viajão começou a se tornar cada vez mais “ão”. Virou referência de viagens no Instagram, ganhou milhares de seguidores e curtidas no TikTok e começou a se aventurar nas ondas dos podcasts. Aliás, a primeira temporada de episódios estreou em março e dá pra maratonar tudinho acessando as principais plataformas.

Além de episódios com histórias e dicas de viagens, lançamos também o semanal Viajão a Bordo. Nele, trouxemos boletins de notícias e informações importantes do mundo do turismo durante o período mais crítico da pandemia.

Que venham mais dez anos!

O que os próximos dez anos nos reservam? Ainda não sabemos. Mas já adiantamos que daqui a pouquíssimo tempo teremos um novo site. E ele inclui novidades bem legais pra facilitar a sua vida na hora de planejar sua aventura.

Ah, e você também vai poder baixar nossos e-books exclusivos com informações completas e dicas preciosas sobre os destinos que mais amamos (e que sabemos que você também vai amar!).

O Viajão é 10! O tempo parece adorar voar, né? A gente também! E se você estiver sempre conosco, em cada nova memória construída, pode apostar que sempre teremos uma boa viagem!

Muito obrigado pela parceria até aqui, viajões! Que continuemos juntos, pra compartilharmos mais e mais histórias.

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Parque Nacional da Chapada Diamantina reabre para visitação – Viajão a Bordo #21 https://www.viajao.com.br/bkp/viajao-a-bordo-21/ https://www.viajao.com.br/bkp/viajao-a-bordo-21/#comments Fri, 27 Nov 2020 10:00:32 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=12770 Depois de meses fechado por causa da pandemia, o Parque Nacional da Chapada Diamantina reabriu parcialmente. Leia mais no Viajão a Bordo dessa semana.

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Celular sobre mapa.

O Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia, reabriu parcialmente para visitação no último sábado (21/11), depois de ficar fechado por causa da pandemia de Covid-19. Por enquanto, as cachoeiras que podem ser visitadas são: Sossego, Ribeirão do Meio, Capivari, Mixila e Palmital. Os visitantes também poderão fazer a trilha Pai Inácio-Barro Branco. Entre as medidas adotadas na reabertura estão o uso obrigatório de máscara e o limite de 10 pessoas por grupo, incluindo o guia. Além disso, é preciso agendar a visita pela internet, para controlar a quantidade de pessoas em cada atrativo.

  • No começo de novembro, o ICMBio também reabriu parcialmente o parque da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. Os atrativos que voltaram a receber visitantes são o Véu de Noiva, Cidade de Pedras, Vale do Rio Claro e Morro de São Jerônimo, porém com mudanças nas regras. É preciso agendar a visita até as 12h do dia anterior e os grupos estão limitados a 6 pessoas no caso de Cidade de Pedras e Vale do Rio Claro. Para o Véu de Noiva, não é exigido agendamento, mas o número de visitantes por dia foi reduzido a 70% da capacidade e o horário de visitação é das 10h às 16h. Vale reforçar que o uso de máscara é obrigatório.

Depois de quase oito meses, a Copa Airlines retomou a rota entre Brasília e a Cidade do Panamá. Em novembro, a companhia voltou ao Aeroporto Internacional de Brasília com voos semanais e, a partir de dezembro, pretende ter três decolagens por semana. A  Copa Airlines opera em Brasília há dez anos e estava desde 23 de março sem decolagens neste aeroporto.

Sabe aquele cartão de imigração que a gente preenche quando chega em vários países? A República Dominicana mudou a forma de preenchimento e, a partir do dia 29 de novembro, esse formulário será digital. Depois de que o viajante responde às perguntas, o sistema gera um QR Code que pode ser validado pela companhia aérea e pelas autoridades.

  • Esse novo formulário digital vale tanto para quem mora no país, quanto para turistas, e pode ser preenchido de casa, antes mesmo de você entrar no avião. Mas o governo da República Dominicana disse que vai disponibilizar internet no aeroporto também, caso alguém precise acessar a página depois do desembarque. O cartão de imigração físico continua sendo aceito até o fim do ano, mas em 2021, todo viajante precisará usar a versão digital, que pode ser acessada pelo site do E-Ticket da República Dominicana.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela cerimônia do Oscar, segue com a preparação do Academy Museum of Motion Pictures, um museu em Los Angeles dedicado ao cinema. E nessa semana, eles divulgaram nas suas redes sociais imagens da instalação de um item bastante interessante: o tubarão do filme Tubarão (Jaws, no original).  A réplica do modelo usado no filme ganhou um espaço interessante, acima das escadarias do futuro museu.

  • O Academy Museum está em construção e montagem há algum tempo, e deve ser inaugurado em abril de 2021. Aqui no Viajão, onde somos apaixonados por cinema, adoramos um museu e temos Los Angeles entre nossos destinos de destaque, já estamos imaginando como será a visita a esse espaço da Academy.

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Disney divulga novas fotos das obras nos parques dos EUA https://www.viajao.com.br/bkp/disney-novidades-obras-2020/ https://www.viajao.com.br/bkp/disney-novidades-obras-2020/#respond Tue, 17 Nov 2020 00:15:32 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=12697 Nessa segunda-feira, o presidente de Parques, Experiências e Produtos da Disney divulgou atualizações sobre reformas e construções em andamento nos EUA.

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No melhor estilo 2020 de planos de viagem sem data definida, prontos para sonhar com uma visita ao boss Mickey Mouse? Nessa segunda-feira (16), o presidente de Parques, Experiências e Produtos da Disney, Josh D’Amaro, divulgou atualizações sobre as novas atrações durante o IAAPA Expo, evento voltado a parques de diversão. Mesmo com os parques e resorts na Flórida funcionando com restrições por causa da pandemia de Covid-19 e com o complexo Disneyland na Califórnia fechado, as obras seguem em andamento. 

Foto: Disney Parks Blog

Avengers, assemble!

Anunciado em 2019, o Avenger Campus segue em construção na Disneyland California e também em Paris. Uma das atrações ganhando forma é a WEB SLINGERS: A Spider-Man Adventure. Os visitantes embarcarão em carrinhos para ajudar o Homem-Aranha a combater bots que invadiram o campus. É a primeira atração desse superherói na Disney. Pessoalmente, eu adoro o brinquedo do Spiderman na Universal, então estou empolgada com mais essa atração!

Agora, o que parece muito empolgante mesmo é a montanha-russa de Guardians of the Galaxy em construção no EPCOT, na Disney World, em Orlando. A Guardians of the Galaxy: Cosmic Rewind foi nomeada de “montanha-russa de contação de histórias”. A ideia é que ela gire em qualquer direção, para que os visitantes consigam ver tudo que tem no entorno. A Disney divulgou um vídeo para dar uma ideia de como funcionará o brinquedo:

Volta ao mundo: as novidades do EPCOT

A atração de Guardians of the Galaxy não é a única novidade em desenvolvimento em Orlando. Volta e meia, alguém se arrepende de me dizer que acha o EPCOT chato, porque aí tem que me ouvir falar todos os motivos pelos quais eu adoro esse parque. Mas você pode rodar o mundo sem sair de lá! Como não gostar? E já estou louca para ir no pavilhão da França curtir o brinquedo de Ratatouille. Eu amo o filme e quero muito entrar nesse carrinho de ratinho e correr pelo restaurante do Gusteau. A Remy’s Ratatouille Adventure, prevista para esse ano, acabou ficando para 2021.

Foto: Disney Parks Blog

O Harmonious, que é um show que vai ocupar a lagoa central do EPCOT, segue em obras. Painéis de LED, fogos, fontes dancantes… a Disney prometeu de tudo para essa apresentação. E não tenho dúvidas que provavelmente será memorável. Quando eu habitei a Disney World, o EPCOT tinha um show de fogos de artifício nesse local e eu ainda sei a música decor. 

No espaço: novas fotos da experiência imersiva de Star Wars

Essa notícia vai direto para os apaixonados pelo espaço e por Star Wars (alô, Xóia!): temos novas imagens dos quartos no Star Wars: Galactic Starcruiser. Olha isso: será um espaço que o hospede poderá ficar por dois dias (com reservas que serão super disputadas, se as áreas de Star Wars no parque forem indício de qualquer coisa). Aqui, a ideia é que você esteja cruzando o espaço em uma narrativa Guerra nas Estrelas, com treinos de sabre de luz e restaurantes temáticos. E como você pode ver abaixo, a paisagem da janela será, literalmente, de outro mundo.

Olha essa janela do quarto! – Foto: Disney Parks Blog
Foto: Disney Parks Blog

Vou confessar uma coisa pra vocês: quando 2020 começou, eu tinha uma viagem em mente. Bom, na verdade, eu tinha muitas viagens em mente, muitos planos nas etapas iniciais, mas uma vontade que estava crescendo desde o ano passado: ir para a Disney de novo. Obviamente, como muitos de nós, eu não fiz viagem alguma neste ano, afinal, o melhor mesmo foi ficar em casa durante essa pandemia.

O que não quer dizer que eu esteja com menos vontade de ir para lá. E esse desejo só ficou mais aguçado nessa semana. Talvez, porque a Disney+ estreia amanhã no Brasil. Ou porque estou prestes a completar 14 anos desde que fiz intercâmbio na Flórida, caminhando pelos bastidores da Disney World que tanto amo. Agora, é continuar acompanhando as novidades e preparando os bolsos os planos para quando os parques reabrirem e as novas atrações forem inauguradas.

Aqui tem mais imagens das obras nos EUA e também em Paris e Shanghai.

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Viajão e seus mais de 50 países https://www.viajao.com.br/bkp/viajao-10-anos-50-paises/ https://www.viajao.com.br/bkp/viajao-10-anos-50-paises/#respond Tue, 20 Oct 2020 20:52:52 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=12652 Somos quatro viajões apaixonados por viajar - lógico! - e por contar as histórias que vivemos em viagens! Juntos, já visitamos mais de 50 países até agora. E estamos focados em aumentar esse número...

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Seja bem-vindo, viajão! Estamos de casa (e cara!) nova e é sempre um prazer recebê-lo por aqui. Nossa página está mais moderna, intuitiva e com um sistema de busca pra você personalizar a maneira com que quer encontrar sua próxima aventura. Não deixe de testar esta novidade. 😉

Por falar em aventura, bem no ano em que completamos 10 anos no ar (entre idas e vindas), fomos obrigados a ficar mais em terra firme! A pandemia impediu viagens, parou os planos e adiou a construção de memórias. 

E buscando na memória pelas aventuras que já vivemos, descobrimos uma marca importante nesses dez anos de história: o Viajão já esteve em mais de 50 países! \o/

Então, é uma boa hora pra que cada um de nós quatro – que fazemos esse Universo Viajão pra você desbravar – elencarmos os países de que mais gostamos. Vem com a gente?

Marcos Coqs

Ora ora ora. Depois de um hiato gigantesco, estou por aqui ainda. São 10 anos de “vai fazer uma foto pulando dessa vez?”, e sim, quando dá fazemos uma foto pulandinho, apesar que a físico para tal já não é o mesmo.

Viajei para lugares sensacionais nesses 10 anos, outros talvez nem tanto, mas o que fica é a experiência de conhecer coisas novas e agora – voltando – a escrever aqui para vocês. Pelas minhas contas, foram 20 países, quase todos por mais de uma vez e algumas histórias sensacionais que vocês já puderam acompanhar por aqui. 

Aqui vai meu TOP 3 de viagens que marcaram essa minha vida Viajão:

ARGENTINA – Aqui fica meu carinho por uma das viagens mais malucas que eu já fiz. Em 2013, com um projeto muito louco do Viajão, viajei com mais 2 amigos – Guilherme Dom e Fernandinha Bona – por quase toda a Argentina. De Buenos Aires a Mendoza, até Bariloche, depois El Calafate e ainda passando por Mar del Plata e QUASE chegando Ushuaia (essa é uma história a parte) passando por alguns perrengues extraordinários. Valeu muito a experiências e descobrir que no país dos hermanos tem muita coisa boa pra fazer. 

EGITO – Não menos maluco, essa viagem é recheada de histórias mesmo eu ficando apenas 6 dias por lá. Era um sonho conhecer as pirâmides e o objetivo foi concluído. Mas vale lembrar que estive lá em 2011 no meio da Primavera Árabe (obviamente eu só fiquei sabendo disso depois). Era um clima de guerra civil e eu achando que eram apenas manifestações pacíficas. Enfim, é surreal você visitar as pirâmides – eu até entrei em uma. – É surreal conhecer o Egito. Vale a aventura ainda mais se estiver tudo tranquilo por lá. 

TAILÂNDIA – É isso, o Viajão quase não gosta desse destino néam? Mas o que falar? Tailândia entra pro meu primeiro lugar de destinos porque é maravilhoso. Acho que você encontra quase todo tipo de dicas e conteúdos sobre esse destino aqui no blog e por aqui sempre vamos ter a vontade de voltar, inclusive os outros viajões já voltaram algumas vezes. Então, fica a dica, quando puder, vá. A Tailândia estará te esperando. 

 Marina Fabri

Até o momento, conheço 27 países – sempre que penso nesse número fico ao mesmo tempo feliz e triste (haha). Sou muito privilegiada de já ter visto tanto do mundo, mas ao mesmo tempo falta tanto… Mas vamos um passo por vez!

Na América do Sul, já estive no Chile e no Paraguai. Já pisei também no Uruguai, mas nem entra na conta porque acabei nem conhecendo, então fica pra uma próxima haha. No Brasil, apesar de já ter estado em todas as regiões, confesso que conheço desse nosso país imenso. Atualmente sonho em voltar para floresta amazônica – já estive nela em uma viagem que fiz ao Pará, mas não foi suficiente. 

Na Europa, já estive na Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Espanha, França, Irlanda, Luxemburgo, Noruega, Holanda, Portugal, Suíça e Turquia. Aqui destaco a França, provavelmente o país que melhor conheço fora o Brasil – já estive por lá muitas vezes e morei em Paris por um ano. 

Na Ásia, fui para o Camboja, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Nepal, Filipinas, Singapura, Sri Lanka, Tailândia e Vietnã. 

Ainda não conheço a América do Norte nem a Oceania (eita!). Já pisei (haha) na África, pois pus os pés na Etiópia – só serviu para ter ainda mais vontade de conhecer tudo nesse continente. 

Os que mais me marcaram

A tarefa mais difícil da vida de qualquer viajante, mas vamos lá!

FRANÇA – está entre os primeiros que conheci fora do Brasil, que foi minha casa por mais de um ano e pra onde voltaria sempre que pudesse. Fui muito feliz na França, amo o estilo de vida, as comidas, os queijos, os vinhos… Também acho Paris a cidade mais bonita que existe.

TURQUIA – é engraçado colocar aqui nessa lista um país em que estive apenas uma vez, há tantos anos (ao contrário da Tailândia, pra onde já voltei quatro vezes haha), mas eu explico. Como Istambul, cidade que eu conheci, fica metade na Ásia e metade na Europa, eu lembro do momento exato em que pisei pela primeira vez na Ásia. Foi quando eu tirei essa foto aí em cima. Lembro de ter ficado fascinada com as diferenças, intrigada, curiosa. Com certeza foi esse primeiro passo que dei na Ásia que me fez tanto querer conhecer mais desse continente. E assim foi. Ô mundo maravilhoso que é a Ásia!

ÍNDIA – nunca fui a pessoa que sempre sonhou em conhecer a Índia. Mas depois que fui ao Nepal, parece que o país estava me chamando. Passei um ano só pensando e sonhando com a Índia. E posso dizer que a realização desse sonho foi surreal – a Índia é melhor e muito mais complexa, mais maluca, mais maravilhosa do que eu poderia imaginar. Ter ido uma vez me serviu para ter a certeza de que quero voltar. 

Rachel Ancelevicz

Acho engraçado pensar que muita gente já me chamava de “viajante” mesmo quando eu só conhecia algumas cidades brasileiras, Nova York e a Disney. Até 2015, eu já tinha viajado por 11 países, além do Brasil – o que é muito! Eu me sentia muito privilegiada. E daí, eu abracei de vez o espírito viajante (por que negar, né, gente?). Nos últimos quatro anos, foram mais 21 bandeirinhas para a coleção de lugares visitados – 33 países ao todo =)

Na América do Sul, eu já estive na Argentina, no Chile, no Uruguai, nas Ilhas Falkland, e em pelo menos um estado de cada região do Brasil (o que é muito pouco. Tinha planos de conhecer mais lugares nesse ano, mas a pandemia aconteceu…).

Já na América do Norte, eu estive nos Estados Unidos e passei um fim de semana no México (se eu bebi palomas e passei perrengues, conta como visitado, né?).

Na Europa, visitei Alemanha, Áustria, Dinamarca, Escócia, Estônia, Finlândia, França, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal, Suécia, Suíça e o Vaticano.

Na Ásia, estive em duas regiões: no Oriente Médio e no Sudeste Asiático. Fui para Israel, Jordânia, Palestina, Laos, Myanmar, Nepal, Filipinas, Malásia e Tailândia.

Os que mais me marcaram

Missão: impossível de verdade essa de escolher destinos inesquecíveis. Cada viagem deixa sua marca (às vezes, alguns roxos de tombos também). Mas é claro que tem alguns que são especiais.

INGLATERRA – Se existe um lugar que conversa com o meu espírito, é o Reino Unido – e a Inglaterra, em particular. Foi a minha primeira viagem mais longa sozinha (antes dos 24 dias dessa viagem solo, eu só tinha passado um dia sem companhia na Argentina e tinha ficado, no máximo, 18 dias fora de casa em férias). Sem contar que eu adoro os passeios possíveis em Londres, os trajetos de trem e todo o ambiente de cultura britânica.

Não bastasse viajar sozinha, ainda tive um vagão do metrô de Londres todo pra mim.

ESTADOS UNIDOS – Não é necessariamente meu país favorito, mas com certeza, está muito presente na minha vida. Foi minha primeira viagem internacional, destino de dois intercâmbios, local de sonhos e fantasias, e o país onde passei mais tempo sem ser o Brasil. A gente acaba vendo muita coisa sobre os mesmos lugares por lá (Disney, Miami e Nova York), mas é um país com muitos cenários diferentes e que vale a visita.

NORUEGA – Um país cenário de uma memória como “ver a Aurora Boreal” precisa entrar na lista dos mais marcantes. Escolhi a Noruega como representação, na verdade. De todos os cenários naturais que nós, viajantes, temos o privilégio de ver. Dos amigos que fazemos sem querer pelas viagens. E das culturas do mundo – sempre tão parecidas e tão diferentes ao mesmo tempo.

Xóia

Que loucura imaginar que, aos 37 anos, já pisei em 45 países diferentes (só conto aqueles em que realmente saí do aeroporto e conheci, ao menos, uma cidade)! E, destes, já repeti alguns lugares diversas vezes (alô, Tailândia e França… kkk).

Na Europa, já fui à França (por quatro vezes), Áustria, República Tcheca, Hungria, Bélgica, Holanda, Alemanha (onde, inclusive, morei por quatro meses), Rússia, Polônia, Inglaterra, Escócia (por seis horinhas vale, né?), Irlanda (por 15 horas apenas risos), Itália, Grécia, Turquia, Suíça (num stopover de oito horas), Luxemburgo e Vaticano…

Nas Américas, obviamente já viajei por vários lugares do Brasil e também fui ao Chile, Argentina, Panamá, Cuba, Belize, Guatemala, México e Estados Unidos. Ainda faltam muitos outros lugares que preciso (e quero) conhecer em breve por aqui.

Passeio de ônibus turístico por Havana, em Cuba
Tour por Havana, em Cuba

Na África, conheço ainda apenas a encantadora África do Sul.

Na Oceania, a dobradinha Austrália e Nova Zelândia fez parte de uma das viagens mais incríveis que já realizei até então. Que lugares maravilhosos, preciso voltar!

Enfim, chegou a Ásia. Continente para o qual mais viajei na vida e que mais adoro desbravar. Já estive na Coreia do Sul, Japão, Tailândia (por quatro vezes!), Camboja, Vietnã, Singapura, Indonésia, Nepal, Mianmar, Laos, Sri Lanka, Índia (ô, saudades!), Malásia, Filipinas e Emirados Árabes Unidos (Dubai, que surpresa boa você foi <3).

Os que mais me marcaram

Foram tantas memórias boas construídas ao longo dos anos e das viagens que sempre é difícil fazer um “ranking” dos países preferidos. Por isso, vou escolher os três que mais me marcaram, na ordem em que conheci, pra não cometer injustiças.

NOVA ZELÂNDIA – as paisagens estão entre as mais belas e incríveis que já vi de perto. É mar azul fluorescente, misturado com montanhas cheias de gelo e matas muito verdes. Contraste de cores e um povo hospitaleiro num país limpo, seguro e organizado. Precisa de mais motivos pra amar a NZ?

TAILÂNDIA – gosto tanto que já voltei quatro vezes pra conhecer sempre mais e mais desse lugar em que me sinto em casa hahaha. Praias paradisíacas, Bangkok de tirar o fôlego, templos lindos e uma das culinárias que mais amo. O “país do sorriso” reúne infinitas qualidades e, por isso, até o bravo calor intenso fica em segundo plano nas memórias. Que venha logo a quinta visita!

A inexplicável Koh Nang Yuan

ÍNDIA – é um lugar tão intenso em tudo que não tem como voltar o mesmo depois de uma viagem por lá. A diferença cultural choca quando comparada à brasileira, e é por isso que encanta. A comida é uma explosão de sabores deliciosos. O povo é simpático e curioso. A história e os monumentos são deslumbrantes. Basta ir de coração aberto e lembrar que o país é imenso geograficamente e culturalmente. Abrace o que conseguir e seja feliz! Já quero voltar pra desbravar outras regiões indianas.

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O que fazer em Seul: descobrindo a capital sul-coreana https://www.viajao.com.br/bkp/o-que-fazer-em-seul/ https://www.viajao.com.br/bkp/o-que-fazer-em-seul/#comments Sun, 06 Sep 2020 17:36:52 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=12619 Em Seul, é possível sair de um prédio moderno e se deparar com um palácio milenar. A cidade que mistura o antigo e o atual, também reserva um passeio à tensa fronteira com a Coreia do Norte.

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Quando você cruza o mundo e desembarca no principal aeroporto da Coreia do Sul, percebe que um novo mundo se abre diante dos olhos. Um lugar moderno, cheio de luzes (e de bandas de K-pop :P) e, ao mesmo tempo, que preserva a história milenar. É assim que a gente vai descobrindo a capital sul-coreana e percebe que tem muito o que fazer em Seul.

Palácio em Seul

Quanto tempo ficar

Dá pra desbravar os principais pontos de Seul em uns 4 dias. Mas, se emendar esta viagem com uma visita ao Japão, sugiro que reserve sete dias pra Coreia do Seul (conhecendo a capital e Busan – cidade litorânea bastante procurada) e, depois, parta rumo ao país vizinho.

Onde se hospedar

Seul é uma cidade gigante e moderna. A vantagem disso é que o metrô está por todos os cantos. Então, não importa onde você se hospede, a chance de ter uma estação na porta do seu hotel (ou do outro lado da rua) é grande.

Uma excelente opção é escolher uma hospedagem no centro da cidade, na região chamada de Myeongdong. Dessa forma, você consegue ficar perto de muitas atrações turísticas e, ainda, vai ter boas opções de mercados, restaurantes, shoppings, feirinhas, tudo a passos de distância.

Movimento intenso nas ruas de Seul

Quando fui, me hospedei no bairro que o cantor Psy deixou famoso mundialmente com a música: Gangnam.

Gangnam é um bairro moderno e considerado nobre: tem hotéis de luxo, restaurantes caros, vida noturna agitada… Mas obviamente só vi isso tudo de longe RISOS. 

Vale lembrar que as opções de hospedagem em Seul não são muito baratas no geral e que os quartos costumam ser pequenos (e até sem janelas em alguns casos). Vale pesquisar muito e até tentar um Airbnb pra economizar um pouco (não tive essa experiência, mas pode ser uma boa).

Quando ir

As melhores épocas pra visitar a Coreia do Sul são na primavera (entre abril e maio) e no outono (entre outubro e novembro). Aliás, isso também vale pra outros países da Ásia. Você não pegará aquele frio intenso e nem um calorão. E, de quebra, ainda vai ver as folhas das árvores nas colorações mais bonitas.

Lembre-se que entre junho e agosto faz bastante calor e é alta temporada = mais chances de pegar tudo lotado e com preços ainda mais altos.

Principais pontos turísticos

Torre de observação

Uma sugestão é começar descobrindo Seul pela N Seoul Tower. Do alto da torre de comunicação de 236,7 metros de altura (desde a base) é possível ter uma ampla visão da capital.

Vista de Seul do alto da N Seoul Tower

Aliás, este é o ponto mais alto da cidade (fica a 479,7 metros do nível do mar!). Dá pra subir até lá de teleférico ou a pé – por um belo caminho cheio de árvores e riachos.

Caminho até N Seoul Tower
O longo – e belo – caminho até a N Seoul Tower

Palácios

O maior dos “Cinco Grandes Palácios” de Seul é o Gyeongbokgung. Ele é um dos cartões-postais do país. Dá até pra alugar roupas tradicionais de época sul-coreanas pra tirar fotos a caráter ali na frente.

Esse palácio é, na verdade, um imenso complexo. Dá pra passar horas visitando os jardins e pavilhões espalhados por uma grande área emoldurada por árvores e montanhas.

Palácio Gyeongbokgung, em Seul

Ali perto também ficam os palácios Changdeokgung, Changgyonggung e o Deoksugong. Aliás, na frente deste último fica uma atração bem concorrida: a cerimônia de troca da guarda, com música e gritos de guerra.

Horários da troca de guarda: de terça a domingo, às 11h, 14h e 15h30.

Troca de guarda em Seul

É só chegar e curtir. Não paga nada.

Cheonggyecheon

Apesar do nome difícil, a atração é simples: um riacho urbanizado num espaço revitalizado. Ou seja, é uma imensa área de recreação de quase 11km que fica às margens do riacho.

Parque horizontal Cheonggyecheon, em Seul

O Cheonggyecheon é considerado o maior parque horizontal urbano do mundo! Uma delícia passear por ali no fim da tarde e já emendar com uma visita ao…

Mercado de Gwangjang

É o mais antigo mercado ainda em atividade da capital sul-coreana. Gwangjang vai te encantar pelas cores em abundância e pelas infinitas opções gastronômicas!

São dezenas e mais dezenas de barraquinhas de comida espalhadas por corredores que se cruzam. Mesas e cadeiras são colocadas por toda a parte, com turistas e locais degustando os mais diferentes pratos. Um paraíso para os fãs de comida de rua.

Mercado de Gwangjang, em Seul

Dica: não deixe de provar o tradicional vinho de arroz coreano.

Os restaurantes ficam abertos das 8h30 às 23h. Já as lojas, das 8h30 às 18h. E durante madrugada, funcionam as lojas de roupas: das 21h às 10h da manhã.

Myeongdong

Se gostar de um bairro agitado, conheça o principal centro comercial de Seul. Por ali, fica uma infinidade de lojas (incluindo algumas luxuosas e de departamento), cafés, restaurantes e, claro, deliciosas barraquinhas de comida de rua.

Algumas comidas famosas

Você deve experimentar as famosas conservas coreanas, conhecidas por Kimchi. A base é repolho fermentado com pimenta (muita!) e especiarias. O sabor é bem forte.

Tem também o Bibimbap: nada mais é do que arroz com vegetais e carne, servido com um ovo frito. Meio PF brasileiro, né? kkk

Que tal curtir o tão falado BBQ – o churrasco coreano? Os acompanhamentos e as carnes vêm em porções e você frita numa chapa na sua própria mesa. Experiência interessante.

Churrasco coreano - Korean BBQ
Autêntico Korean BBQ

E de sobremesa, curta a mais famosa de lá: o Bingsu. Nada mais é que gelo triturado coberto com leite condensado, frutas picadas, xarope de frutas, doce de feijão vermelho…

Você escolhe! E, como já deu pra perceber, é tipo um sorvete e fica bem gostoso.

Zona Desmilitarizada

Muita gente chega à Coreia do Sul e se pergunta: dá pra visitar a Coreia do Norte? 

Bom, saiba que isso é quase possível, mas bem de longe. Basta você programar uma ida até a DMZ – a Zona Desmilitarizada, que fica na fronteira entre as duas Coreias (fronteira mais fortificada do mundo, diga-se de passagem).

Estação de Dorasan - na Zona Desmilitarizada entre as Coreias

Dá pra reservar esse passeio no seu próprio hotel. Ele sai de Seul (em um trem todo característico) e demora 1h30 até chegar à fronteira. Você pode escolher o passeio de dia inteiro, com almoço, ou o de meio dia, que sai pelas 8h e retorna às 14h.

Lá, é possível ver a estação de trem Dorasan (que está pronta, mas nunca foi utilizada por causa do conflito entre os dois países), um túnel subterrâneo que liga as duas Coreias (mas só dá pra ir até um ponto, porque a passagem está fechada por uma parede, obviamente), um mirante de onde se consegue observar uma parte do país vizinho.

Coreia do Norte vista da DMZ
Coreia do Norte vista ao longe

O passeio vale a pena! Dá pra aprender muito sobre a guerra entre os dois países e sentir a tensão que paira no ar. Durante a visita, vale lembrar: tenha prudência e jamais tente desrespeitar as regras, né?

Monumento símbolo da DMZ

Seguindo o protocolo, você volta a Seul em segurança e já pensando no próximo Bingsu que vai comer. 😛

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Como montar um “kit terremoto” – e o que isso ensina aos viajantes https://www.viajao.com.br/bkp/kit-basico-terremoto-viagem/ https://www.viajao.com.br/bkp/kit-basico-terremoto-viagem/#respond Tue, 11 Aug 2020 10:00:58 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=12607 O que um terremoto na Califórnia pode ensinar aos viajantes? Muita coisa. Principalmente sobre como montar uma lista básica de itens para a mala.

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Dia desses, eu acordei com vários tuítes de celebridades falando sobre um terremoto em Los Angeles. Até aí, nada de muito novo. A Califórnia fica numa região do planeta muito suscetível a terremotos. Mas o que me chamou a atenção foi a quantidade de pessoas falando sobre o kit terremoto. E aí, eu fiquei pensando: será que não tem aprendizados desse kit que valem para os viajantes também?

E eu acho que tem, sim.

Em 2015, eu fiz intercâmbio em Los Angeles e, durante minha estadia por lá, uma das primeiras coisas que me disseram foi: tenha um kit terremoto. Desde que eu tive que aprendi a preparar minha “mochila de emergências” em Los Angeles, eu comecei a levar alguns itens menos comuns na minha mala, ou me preparar de forma diferente para os destinos.

Kit Terremotos

Existem várias listas diferentes do que é um kit básico para terremotos. E você vai perceber ao ler a lista que poderia muito bem ser a mala básica de um viajante. Nos EUA, as lojas vendem kits prontos bem excessivamente  completos. A lógica por trás é a seguinte: terremotos podem interferir na rede de energia e internet e no seu deslocamento e, claro, você pode se machucar. Situações que podem também acontecer em uma viagem. Então quais itens te ajudam a se organizar?

1. Lanterna

Lanterna com dínamo são boas, pois não precisam de eletricidade ou pilha para funcionar

Sim, uma lanterna é muito útil em viagem. Pode ser numa caçada à aurora boreal, para ajudar nas fotos, ou num rolê de moto nas Filipinas (se você não conhece essa história, corre lá no Instagram do Viajão e assiste ao destaque de El Nido!). Eu tenho essa verdinha bonitinha em casa, que veio diretamente do meu kit de Los Angeles. Mas eu achei essa outra, bem compacta e que funciona com dínamo, na Decatlhon. Ela não é muito forte, mas pode quebrar um galho. Já se você for para algum lugar com muitas trilhas, por exemplo, é bom investir em uma maior.

2. Pilhas

Ok, você não vai levar pilha na sua viagem. Mas que tal um power bank? O Xóia comentou que é um dos itens essenciais da mala dele. E faz todo o sentido. Afinal, se a gente mal fica sem celular no dia a dia, dentro de casa, imagina se acaba a bateria no meio de uma estrada ou de um passeio? Nem que seja pra tirar foto, você vai ficar feliz de ter como recarregar os equipamentos.

3. Medicamentos

Eu sempre viajo com alguns remédios básicos, tanto de uso contínuo, quanto por causa de alergias. E aí, acrescento alguns bandaids, antitérmicos, pomadas para aqueles escorregões na trilha, e outros remédios que meu médico me receitar. E sempre levo termômetro também, mas tem que ser digital, tá? Não pode viajar com aqueles antigos termômetros de mercúrio no avião.

4. Água e comida

As autoridades recomendam que um “kit terremoto” tenha comida para três dias. Você também não vai viajar com comida e bebida para três dias – a menos que esteja indo acampar. E aí, por favor, viaje com alimentos e bebidas! Mas sempre ajuda ter aquela barrinha de cereal na bolsa caso o voo atrase, ou dê aquela fome que você começa até a ficar de mau humor. E hidrate-se! A gente sempre esquece de beber água ao longo do dia, então se puder carregar sua garrafa e encher pelo caminho, melhor ainda, né?

5. Documentos

A gente já falou e não custa repetir: tenha seus documentos de viagem organizados e, se possível, cópias impressas do passaporte, do seguro viagem e das passagens. No kit terremoto, indicam colocar tudo isso em um pendrive e guardar na malinha. Já na hora de viajar, eu sempre organizo uma pasta no Google Drive com o que vou precisar no trajeto, e deixo disponível offline, porque vai que não tem internet? E desde que a gente se enroscou para mudar de terminal na Espanha porque não tinha passagem impressa e o balcão da companhia aérea tava fechado, melhor viajar com os documentos em uma pastinha física mesmo…

6. Dinheiro em espécie

Mas, Rachel, em 2020, dinheiro em espécie?

Sim. Eu acho que o futuro das viagens é com cartão de crédito e débito, pagamento sem contato pelo celular, pelo relógio, conversão da moeda no dia da compra, todas essas facilidades eletrônicas. Mas é sempre bom ter um pouco de dinheiro em espécie para emergências.

Em caso de terremotos ou furacões, isso é necessário porque pode ter algum problema nas linhas de energia, ou nos cabos de internet, e os bancos e comércios ficarem sem rede e sem luz. Já na sua viagem, pode ser que você encontre algum lugar que não aceita cartão, e aí, não tem caixa eletrônico por perto, ou ele não funciona. Quando a gente chegou em Coron, nas Filipinas, a cidade ficou sem luz à noite. E aí, como saca dinheiro no caixa? Então, na mala ou no kit emergência, é bom ter sempre alguns trocados.

Como é um terremoto

Claro que existem listas muito mais detalhadas do que incluir nesse kit, como roupas específicas, itens de higiene, aqueles bastões que brilham no escuro… mas isso são coisas que seu hotel vai ter, caso você vá viajar para uma região onde há a possibilidade de ocorrências naturais, como tornados, terremotos e tsunamis. Por exemplo: você sabia que a Disney tem rotas específicas de acordo com a gravidade da tempestade tropical, para que os visitantes passem ou não pelas áreas de bastidores? Pois é. Tem até locais adequados de abrigo nos parques. A gente acha curioso, mas no fim das contas, todo mundo se acostuma àquilo que é rotina na região. E se surpreende com o que não faz parte do seu dia a dia em casa.

Abalos sísmicos são muito comuns na Califórnia. Tão comuns, que isso gera piadas recorrentes – como esse vídeo do BuzzFeed que eu adoro. Os frequentes terremotos de São Francisco a San Diego são porque o estado fica bem no encontro de duas placas tectônicas – a do Pacífico e a da América do Norte. Esse terremoto que teve no fim de julho foi em San Fernando, atrás das colinas onde tem o letreiro de Hollywood, e teve magnitude 4.2, o que é o suficiente para sacudir uma área grande. Inclusive, os distritos da Greater Los Angeles onde várias celebridades moram. Muitas comentaram do tremor.

Outras regiões do planeta queridinhas do Viajão e de muitos viajantes que também lidam com frequência com terremotos são o México, o Chile, a Indonésia, o Japão, o Havaí, as Filipinas e a Nova Zelândia, por exemplo.

A topografia das ilhas do Pacífico são todas parecidas com essa, do Havaí. Muitas colinas, alguns vulcões inativos (ou não), e terremotos fazem parte da região.

O que eu aprendi em uma região de terremotos

Esse atrás de mim é o San Fernando Valley, região que está sempre à espera de um grande terremoto…

Meu aprendizado para lidar com terremotos em Los Angeles foi mais teórico do que prático. Nos meses que passei por lá, ocorreram alguns tremores mais fortes, mas não exatamente onde eu estava. Uns amigos de família que moravam em Culver City na época (a uns 30 km de onde eu estudava e uns 38 km de onde foi esse terremoto recente) tiveram que cumprir todo o protocolo duas vezes só naquele ano. E qual é o protocolo?

Bom, primeiro é que você deve ficar em um lugar seguro onde você está até o tremor parar. No meu caso, era do lado da cama mesmo, onde tinha um recuo para a porta do banheiro. Ou seja: não é pra correr pra saída. Quando o terremoto parar, aí você deve, sim, sair do prédio e esperar na rua até que as autoridades liberem a volta para os prédios ou que fique bem claro que não ocorrerão tremores secundários.

Mas isso são os casos mais sérios. A bem da verdade é que, na maioria das vezes, você talvez nem perceba que teve um terremoto (passei por isso); ou então, que ele pareça esse do vídeo, que é a mesma sensação de caçar um buraco com o carro, ou estar numa ponte e um caminhão passar ao lado (passei por isso também). E teve a vez que eu acordei meio sem entender porque eu estava acordando, com um barulho de algo que caiu. Virei pro lado, dormi de novo, e descobri no dia seguinte que tinha tido um terremoto na região bem naquela hora.

E isso serve para dizer que…

Já me perguntaram se eu não tinha medo dos terremotos na Califórnia, ou nas Filipinas, destino das últimas férias. E a resposta é: não mais do que o normal. Claro que não é algo pelo qual eu quero passar, porque claro que assusta. Mas dá menos medo do que deixar de conhecer destinos incríveis por causa disso.

Ah! Os links contidos no texto são indicações nossas, mas podem levar a sites de parceiros e nós podemos receber algo da empresa. Ao usar qualquer um deles você ajuda o Viajão! \o/

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Bo.lan em Bangkok: como é jantar em um dos melhores restaurantes do mundo https://www.viajao.com.br/bkp/bo-lan-em-bangkok/ https://www.viajao.com.br/bkp/bo-lan-em-bangkok/#respond Fri, 31 Jul 2020 12:00:13 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=12486 Já pensou em comer em um dos melhores restaurantes do mundo? Se você tem curiosidade, aproveite para ler meu relato sobre o Bo.lan, hoje considerado o 19o melhor da Ásia. O restaurante típico tailandês tem também uma estrela Michelin e foi tema de um episódio da série documental de gastronomia Chef's Table, da Netflix.

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Eu adoro gastronomia! Um dos meus programas favoritos em qualquer lugar do mundo é comer e conhecer os sabores locais. E já tendo ido para a Tailândia quatro vezes, tinha uma coisa que eu queria muito fazer: comer num restaurante estrelado. Mais especificamente, no Gaggan, em Bangkok – que foi considerado o melhor restaurante da Ásia (e o quarto melhor do mundo!). Só que além de ser muito caro (acabava sempre deixando pra uma próxima visita haha), ele fechou no ano passado. 

Mas acabei conseguindo realizar esse sonho conhecendo o Bo.lan, que também fica em Bangkok. Hoje ele é o 19o melhor da Ásia. A chef que comanda a casa, Duangporn Songvisava, foi também eleita a melhor chef mulher da Ásia em 2013. O restaurante tem uma estrela Michelin. E foi também o tema de um dos episódios de Chef’s Table, série documental da Netflix sobre gastronomia. Eu recomendo a série inteira, mas se você quiser ver só esse episódio, é o terceiro da 5a temporada.

Junto com a chef tailandesa (conhecida simplesmente como Bo), quem também assina os pratos é seu marido, o australiano Dylan Jones (ou Lan). 

Agora que contextualizei o lugar, vamos para a experiência!

Bo.lan em Bangkok

Essa é uma experiência gastronômica completamente diferente do que a gente costuma viver quando visita a Tailândia. Normalmente, a primeira coisa em que a gente pensa é na comida de rua, certo? 

A experiência começa com esse drink, que é tipo um shot – vem até com borrifador, para borrifar na boca antes de beber o drink. 

Pois bem, o Bo.lan é, na verdade, um restaurante que serve pratos tradicionais tailandeses com inspiração tanto na comida de rua quanto na gastronomia mais refinada e comum nos palácios. Tudo é orgânico e vem de fornecedores locais.

Funciona como um menu degustação. Ou seja, os pratos variam de acordo com a estação e escolha dos chefs. Você paga um valor fechado pelo menu completo, não tem escolha a la carte. Mas, claro, você pode alertar o restaurante caso tenha alguma restrição alimentar na hora da reserva.

Algumas das entradas – as da esquerda são petiscos servidos enquanto sua mesa fica pronta. As da direita já fazem parte do menu – foram essas que quase me fizeram lacrimejar haha. 

E o menu tem várias etapas, sendo três ou quatro entradas, mais cinco pratos principais. Nos principais, em geral são servidos uma salada, um curry, uma sopa e outras preparações típicas, com o omelete tailandês, por exemplo. A diferença para os menus degustações ocidentais é que nesse caso todos os pratos principais são servidos juntos, para dividir, pois essa é maneira tradicional deles. Depois, mais uma ou duas sobremesas.

Pratos principais são servidos para partilhar na mesa, do modo tailandês.

E no final das contas, vale a pena? 

Tudo estava muito gostoso no dia que fomos – e os pratos (especialmente principais) são muito fartos. E também muuuito apimentados haha. Tinha passado 13 dias na Índia antes disso e não cheguei nem perto de lacrimejar com a picância. Mas com as entradas do Bo.lan… Confesso que foi quase.

Pra mim, valeu, sim! Mas se vale pra você também, aí depende… Você gosta muito de gastronomia – e da experiência gastronômica como um todo, de sentar num restaurante e aguardar a sequência de pratos? Você tem essa grana para gastar e não vai deixar de fazer coisas que considera importantes por isso (quando fomos, a conta deu cerca de US$ 100 para cada, na época, em torno de R$ 400 – hoje, cerca de R$ 515)? Quer conhecer um restaurante estrelado em Bangkok? Se a sua resposta para essas perguntas for sim, vai numa boa porque você vai curtir! Se for não, deixe para lá (ou pra uma próxima visita).

Para terminar, no Bo.lan você não vai encontrar tailandeses comendo. É um restaurante mais caro, que oferece comida típica para um público majoritariamente internacional. Portanto, por mais que eu tenha adorado ter conseguido ir, essa é uma experiência complementar à que você vai ter experimentando a comida de rua. Para conhecer também algo diferente e saber como é um restaurante asiático mais refinado (e, óbvio, um dos melhores do mundo). Mas não trocaria pelo pad thai sentada em uma esquina qualquer de Bangkok.

Lembre-se!

Ah, e se você está planejando uma viagem para a Tailândia, aproveite para dar uma olhada nos outros posts sobre o assunto por aqui. Já demos dicas que vão desde como sair do aeroporto e chegar no centro de Bangkok, já falamos sobre as praias e sobre a experiência com elefantes em Chiang Mai. E antes de embarcar, não esquece do seguro viagem, né? 

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