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Arquivos Ásia – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/tag/asia/ construímos memórias Fri, 27 Nov 2020 12:50:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.viajao.com.br/bkp/wp-content/uploads/2018/10/cropped-IMG_2510-32x32.jpg Arquivos Ásia – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/tag/asia/ 32 32 25 livros para viajar sem sair do sofá https://www.viajao.com.br/bkp/livros-para-viajar-sem-sair-do-sofa/ https://www.viajao.com.br/bkp/livros-para-viajar-sem-sair-do-sofa/#comments Sat, 21 Mar 2020 10:00:12 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11952 Em tempos de coronavírus fica difícil pensar em planejar novas viagens... Enquanto isso, para ajudar todos que já estão sentindo falta de novos cenários, selecionei 25 livros para viajar sem sair de casa. São livros muito queridos por mim e que me ajudaram a entender melhor o mundo.

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Estamos vivendo tempos delicados… E se no momento ainda não dá para planejar viagens, dá para aproveitar essa época de isolamento social recomendado para ler e pesquisar, certo? Por isso, escolhi 25 livros para viajar sem nem precisar sair de casa. São histórias muito queridas por mim, que me ajudaram a entender melhor o mundo – nem que seja um pouquinho. Espero que seja útil para vocês também.

Ah, muitos deles eu li no Kindle – um dos acessórios indispensáveis para viajantes que gostam de ler. Afinal, é muito leve e compacto. Dá para levar uma biblioteca na mala sem ultrapassar os limites de bagagem. O meu é o Paperwhite normal, mas tem também a versão à prova d’água. A capinha que uso pra protegê-lo é essa aqui.

Sobre coronavírus:

Restrições de viagem: o que mudou por conta do coronavírus

Como adiar ou cancelar viagens por causa do coronavírus

Brasil: A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, Martha Batalha

No Rio de Janeiro dos anos 1940, Guida Gusmão desaparece de casa. Os pais ficam preocupados. A irmã Eurídice, arrasada, precisa seguir sua vida. Mesmo que de formas bem diferentes, as duas acabam tendo que tomar decisões pressionadas pela sociedade da época. E nenhuma delas parece muito feliz com as escolhas. Em uma sociedade (ainda mais) machista, as duas levam a vida como podem.

O texto é irresistível, bem humorado apesar de tudo. E acho muito difícil que as mulheres não se identifiquem com a história. Tenho também um sentimento de nostalgia pelo Rio do século passado que nunca vou conhecer.

Obs.: esse livro ganhou uma versão em filme recentemente. Com o título de A Vida Invisível, a história tem pouco a ver com a do livro. Honestamente, detestei (haha).

Peru: Travessuras da Menina Má, Mário Vargas Llosa

Coloquei Peru só porque é lá que a história começa (e porque Vargas Llosa é peruano). Mas a gente viaja também por Paris, Londres, Tóquio e Madrid neste livro. A obra é sobre a história de amor pouco usual entre Ricardito e Lily – ele se apaixona por ela ainda na infância e os dois vão se reencontrar e se desencontrar pelo mundo. É tipo um jogo de gato e rato misturado com War (haha).

Mas mais do que uma história de amor, esse livro é também um retrato das mudanças pelas quais o mundo passou no século passado. O texto é sensacional, impossível parar de ler. Não é a toa que Vargas Llosa levou o Nobel de literatura, né?

Estados Unidos: A Menina da Montanha, Tara Westover

Essa é uma história real de uma menina nascida nas montanhas de Idaho, em uma família que acreditava que o fim do mundo estava prestes a chegar a qualquer momento. Os pais (em especial o pai) não acreditava nas instituições como colégios, faculdades, hospitais e estocava todo tipo de alimento. 

Mas o fanatismo vai escalonando de forma absurda ao longo da infância e adolescência de Tara, o que fazia a vida dela e dos irmãos ser posta em risco constantemente. Aos 17 anos, Tara escolhe tentar um novo tipo de vida e pisa pela primeira vez em uma sala de aula. Im-pres-si-o-nan-te! Só leiam!

Estados Unidos: As Cataratas, Joyce Carol Oates

Joyce Carol Oates é uma das melhores escritoras do nosso tempo – é cotada faz tempo para o Nobel. Nesse livro, ela transforma as Cataratas do Niágara em um personagem fascinante. Em 1950, um homem atravessa os portões que dão entrada às Cataratas, sobe na grade e se joga. Na véspera, ele havia se casado com Ariah, que só foi entender o que acontecera depois de encontrar o bilhete do marido no espelho do banheiro. A partir daí, o livro vai narrar a história dela ao longo das décadas. As Cataratas seguem presente durante toda a saga, como uma força da natureza impossível de ignorar.

Barbados: Eu, Tituba, Bruxa Negra de Salém, Maryse Condé

Nascida em Barbados no século XVII, Tituba foi uma mulher real. Ela foi escravizada e enviada para os Estados Unidos – como entendia de ervas e plantas, foi considerada bruxa e perigosa. Participou do famoso julgamento das Bruxas de Salém, nos Estados Unidos. E volta à vida com esse livro que mistura ficção e registros históricos. A história e o texto são maravilhosos! E esse livro levou o Academy Prize 2018, uma espécie de prêmio Nobel paralelo.  

Itália: Saga Napolitana, Elena Ferrante

Essa indicação é 4 em 1, porque a saga tem quatro títulos: A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de Quem Foge e de Quem Fica e, por fim, História da Menina Perdida. Em Nápoles, na Itália, duas meninas formam uma amizade que vai durar a vida toda. Lila, esperta, destemida e ambiciosa. Lena, inteligente, disciplinada e leal. Entre idas e vindas, as duas vão acompanhar as transformações do país a partir da década de 1950. Porém a saga já começa com um mistério nas primeiras páginas do primeiro livro: Lila sumiu e ninguém sabe onde foi parar. 

Obs.: A primeira temporada da série – inspirada no primeiro dos livros – já está disponível na HBO e é maravilhosa. 

França: Submissão, Michel Houllebecq

Um dos autores franceses mais polêmicos mostra um futuro próximo em que o vencedor do segundo turno das eleições na frança é um homem muçulmano. Mohammed Ben Abbed é considerado um político conciliador, que tem como objetivo algumas mudanças sociais. De outro lado, François, um acadêmico solitário, aprende a lidar com as mudanças na sociedade. 

Obs.: Esse livro foi escrito pouco antes dos atentados na França em 2015 – e lançado bem no olho do furacão. O livro gerou bastante burburinho porque, em certos aspectos, Houllebecq pareceu prever o futuro.

Holanda: Tirza, Arnon Grunberg

Jorge Hofmeester tinha, aparentemente, uma vida perfeita. Casa em bairro nobre de Amsterdã, esposa, duas filhas – uma delas é Tirza, sua favorita. Até que, sem razão lógica, tudo parece começar a ruir – seu casamento, a filha Ibi que é pega em situação constrangedora com o vizinho, Tirza que parte para uma viagem pela África… Apesar dele tentar manter o autocontrole, a tensão vai crescendo até culminar num dos finais mais surpreendentes que li nos últimos tempos (e, sim, dá um pau em muito thriller que todo mundo cultura por aí, viu?). 

Turquia: Neve, Orham Pamuk

Orham Pamuk é um dos meus escritores favoritos. E em Neve, ele conta a história de Ka, um poeta turco exilado na Alemanha que volta para sua cidade natal na Turquia para investigar uma onda de suicídios entre jovens muçulmanas. Durante a visita, uma nevasca vai bloquear todo o vilarejo – onde um casal vai liderar um golpe militar. Impressionante como Pamuk consegue, com seu texto, nos transportar para uma vila isolada no meio do inverno turco. Ele também foi vencedor do Nobel de literatura. 

Irã: Persépolis, Marjane Satrapi

Nascida no Irã do final dos anos 1960, Marjane tinha 10 anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico para frequentar a escola. E Persépolis é a história em quadrinhos que ela escreveu para contar sua vida e um pouco da história do Irã, que foi jogado num regime xiita conservador e opressor. É uma das histórias em quadrinhos mais famosas do mundo e tem um motivo: é maravilhosa. 

Rússia: O Mestre e a Margarida, Mikhail Bulgakov

Irônico, divertido e engraçado. Acho que são as palavras que melhor descrevem esse livro. Já nas primeiras páginas, o Diabo desembarca em plena Moscou dos 1930, durante o regime comunista. Com um estilo muito original, Bulgakov narra as confusões e a loucura que Satanás e seus seguidores vão causando na vida cotidiana na cidade. 

Ruanda: Nossa Senhora do Nilo, Scholastique Mukasonga

Um dos temas pelos quais mais me interesso é a história do genocídio Tutsi em Ruanda, então não poderia deixar de incluir alguns livros sobre assunto. Aqui, Scholastique, que é Tutsi, narra a vida em uma escola para meninas no alto das montanhas, perto da nascente do Nilo. Lá, existe um sistema de cotas étnicas que limita a 10% o número de alunas da etnia Tutsi. Por meio do olhar das meninas, podemos acompanhar o início da escada de violência que dizimou milhões de pessoas nos anos 1990. 

Ruanda: Meu Pequeno País, Gael Faye 

A história começa no Burundi, em 1992, onde nasceu Gabriel – filho de pai francês e mãe ruandesa. Esse é um relato autobiográfico do genocídio em Ruanda visto pelos olhos de uma criança. A família mora em um bairro nobre no Burundi, mas não demora muito para que os efeitos da onda de violência cheguem até eles – os funcionários do pai começam a faltar, os amigos não podem mais se reunir para brincar… Até que a mãe resolve voltar ao país de origem para tentar salvar a família. Maravilhoso. 

Nigéria: Meio Sol Amarelo, Chimamanda Ngozi Adichie

Bom, Chimamanda é uma das minhas autoras favoritas e eu gosto de tudo que ela escreve. Mas Meio Sol Amarelo, seu livro mais duro, tem um lugar especial no meu coração. Tendo como pano de fundo a guerra que tentou dividir a Nigéria em duas nações na década de 1960, o livro conta a história de duas irmãs, Olanna e Kainene. É um relato maravilhoso sobre como viver em meio a meio a guerra – ou melhor, sobreviver. 

Gana: O Caminho de Casa, Yaa Gyasi

Um dos meus livros favoritos da vida, já perdi as contas de quantas vezes indiquei e assim vou seguir fazendo. O Caminho de Casa é um livro muito importante e merece ser lido. Escrita portam autora de origem ganesa (ela se mudou ainda criança para os Estados Unidos), a história acompanha a vida de duas irmãs e seus descentes ao longo dos anos. Uma delas fica em Gana. A outra é escravizada e levada para os Estados Unidos. Os capítulos se intercalam para contar sobre os caminhos que cada uma das linhas da família seguiu até os dias de hoje. 

Índia: Todas as Cores do Céu, Amita Trasi 

Para quem quer entender um pouco sobre a complexa sociedade indiana e seu regime de castas, esse livro é uma forma de começar. Mukta, uma menina que pertence a uma casta de mulheres que são obrigadas a servir aos homens (inclusive sexualmente) é resgatada por um ativista que a leva para viver em sua casa em Mumbai. Lá ela conhece a irmã, Tara, com quem aos poucos se conecta. Anos depois, Mukta é sequestrada – já adulta, a irmã tenta encontrá-la. Tem como pano de fundo os ataques terroristas de 2008 em Mumbai. 

Índia: O Deus das Pequenas Coisas, Arundhati Roy

Enquanto a história aqui em cima se passa em Mumbai, essa se passa em Querala, bem ao sul da Índia. Tal qual o Brasil, a Índia é um país de dimensões continentais – e por isso o cenário é completamente diferente. Aqui, dois irmãos gêmeos, Rahel e Estha, crescem em meio aos potes de compota e pimenta da fábrica da avó. Aos poucos, os dois vão descobrindo o mundo – suas belezas e crueldades. Enquanto isso, a mãe também enfrenta as dificuldades de um país dividido em castas. O ritmo da história é mais lento e o texto é super poético, muito bonito. 

Camboja: Primeiro Eles Mataram Meu Pai, Loung Ung

O Camboja é um dos países que mais me emocionaram – e até hoje um dos que mais amei conhecer. Nesse relato autobiográfico, a autora narra como foi o regime do Khmer Vermelho, liderado por Pol Pot, a partir de abril de 1974. Ela, que era filha de um funcionário do governo, é transformada em uma criança-soldado, enquanto vê seus irmãos serem levados para campos de trabalhos forçados. Muito interessante para entender as cicatrizes desse regime que o país carrega até hoje. 

Obs.: O filme baseado nesse livro está na Netflix. A direção é da Angelina Jolie, que se apaixonou pelo país ao gravar Tomb Raider – tanto que seu filho Maddox é de origem cambojana. 

Coreia do Norte: Para Poder Viver, Yeonmi Park

Outro relato autobiográfico, dessa vez sobre a fuga de uma menina norte-coreana do país. Yeonmi Park conta um pouco da sua vida no país mais fechado no mundo – a rotina de se alimentar com plantas selvagens e insetos, a rotina de ver vizinhos e conhecidos sumindo de repente. Aos 13 anos, ela e a mãe resolvem fugir passando pela China, Mongólia e, por fim, Coreia do Sul. 

Coreia do Sul: A Vegetariana, Han Kang

Se fosse um filme, A Vegetariana certamente seria um filme de terror. Ao acordar de um sonho, Yonghye passa a se recusar a cozinhar, comer e servir qualquer tipo de carne. E o que parecia ser uma decisão simples acaba transformando a vida dela em um inferno. A Vegetariana é, para ser um pouco simplista, uma alegoria sobre como a sociedade tenta controlar a vida das mulheres. É um livro um pouco perturbador, mas muito interessante. 

China: Mudança, Mo Yan

O chinês Mo Yan, vencedor do Nobel de literatura em 2012, tem um texto singelo, tão bonito. Nesse livro, ele, que nasceu em uma região rural de Shandong, ilustra de forma muito simples os contrastes da China contemporânea. Fácil e rápido de ler. 

Japão: Caçando Carneiros, Haruki Murakami

Lançado no Japão na década de 1980, foi Caçando Carneiros que fez Haruki Murakami ficar mundialmente famoso – até hoje segue como um dos mais cotados ao Nobel. E essa obra dá uma boa ideia do que a escrita dele – cheia de sutilezas, mistérios, fatos inexplicáveis e pequenos detalhes que é preciso captar no ar. O protagonista da história trabalha em uma agência de publicidade e leva uma vida tranquila, até que recebe uma carta misteriosa que o leva em uma viagem pelo Japão em busca de um único carneiro.

E se você tiver outras sugestões de livros que nos ajudam a entender melhor a cultura de um país, deixa aqui nos comentários!

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O que fazer em Nova Delhi: 4 dias e 12 atrações imperdíveis https://www.viajao.com.br/bkp/o-que-fazer-em-nova-delhi/ https://www.viajao.com.br/bkp/o-que-fazer-em-nova-delhi/#respond Sat, 07 Mar 2020 10:00:21 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11883 Organizar um roteiro na Índia - e mais especificamente por Nova Delhi - não é das tarefas mais fáceis... A cidade tem MUITA coisa interessante para ver! Pensando nisso, escrevi o post que gostaria de ter lido antes de ir.

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Não vou mentir: montar um roteiro na Índia foi uma das coisas mais difíceis que já fiz quando o assunto é turismo. Isso porque tem muita coisa para ver, muitas cidades e atrações interessantes, a gente fica perdido mesmo…

E como normalmente a jornada pelo país começa na capital, Nova Delhi, eu resolvi escrever o post que eu gostaria de ter lido antes de ir. Aqui embaixo, organizei por dias as atrações mais próximas umas das outras e fiz um roteiro completo em Nova Delhi. Então, caso você esteja planejando sua viagem por lá, espero que curta muito e que aprenda com meus erros (haha).

Você sabia que o Viajão agora tem podcast? Clique aqui e saiba como ouvir nossas aventuras de viagem.

o que fazer em nova delhi
Prepare-se para muitas fotos com os indianos: eles amam!

Ah, Delhi é incrível, sugiro pelo menos quatro dias inteiros por lá. Afinal, lembre-se que a cidade é imensa e o trânsito é caótico, às vezes a gente perde bastante tempo no deslocamento. Eu quero muito voltar e, mesmo para uma segunda visita, separaria alguns bons dias para explorar a cidade. E é isso, vamos ao que interessa!

Planeje sua viagem para a Índia

1. Como montar seu roteiro pelo país
2. Quanto custa viajar pela Índia?
3. O que saber antes de ir à Índia: água, comida, motorista
4. Roteiro completo em Nova Delhi
5. Jaipur: a cidade rosa dos marajás 
6. Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado 
7. Visitando o Taj Mahal
8. Rishikesh: a cidade indiana que vai além do ioga
9. Varanasi: o lugar mais sagrado do hinduísmo?

O que fazer em Nova Delhi – dia 1

Connaught Place

Para começar a jornada por Nova Delhi, sugiro dar uma volta pelo Connaught Place. O bairro é conhecido como o centro comercial e financeiro da cidade – os prédios são modernos, as ruas são largas e bem movimentadas, lotadas de estabelecimentos. Vai de bancos e escritórios a restaurantes (indianos e internacionais, incluindo os de grandes redes como Starbucks e McDonald’s), shoppings e lojas de todo tipo. 

Sugiro começar por essa região, em primeiro lugar, justamente porque ela concentra muitos bancos – se você estiver precisando trocar dinheiro, é o lugar mais fácil em que vai conseguir fazer isso (falo por experiência própria). Diferentemente do que acontece na maioria dos países da região, por lá não encontramos estabelecimentos só de câmbio com facilidade. Acabamos trocando nossos dólares em um banco tradicional mesmo. 

O segundo motivo é o fato de muitas atrações famosas – e incríveis – ficam nessa área ou na vizinhança, então já é legal para fazer um reconhecimento de área. Ah, bem no meio de Connaught Place há também uma praça, o Central Park. 

Jantar Mantar

o que fazer em nova delhi

Falando em atrações famosas, ali pertinho – dá para ir a pé – fica o Jantar Mantar de Nova Delhi. Esse nome é usado para designar áreas antigamente usadas como instrumentos astronômicos – na Índia, foram construídos cinco (em Jaipur, Delhi, Varanasi, Ujjain e Matura). Todos datam do período de 1724 e 1735. Lá dentro você encontra um relógio de sol e uma arquitetura surreal! Juro, é muito curioso ver as construções do Jantar Mantar bem no coração de uma grande cidade como Delhi. A entrada é gratuita. 

Gurudwara Bangla Sahib

o que fazer em nova delhi

A cerca de 15 minutos a pé do Jantar Mantar fica o Gurudwara Bangla Sahib, um dos lugares que mais amei conhecer em Delhi. É um templo da religião sikh todo construído em mármore branco com dourado. E ele data de 1783. Por fora, já parece grande. Por dentro, é simplesmente imenso. Na verdade acho que está mais para um complexo do que apenas um templo. 

Quem já pesquisou um pouco sobre a cidade provavelmente já viu imagens de um templo onde todos são bem vindos para comer. Pois é esse. O tempo todo por lá tem gente cozinhando, servindo e comendo – não é necessário ser sikh para fazer uma refeição gratuita por lá. Não é necessário nem ser indiano, só chegar e sentar.

o que fazer em nova delhi

Lá dentro também tem uma espécie de piscina onde fieis tomam banho. Oficialmente, essas piscinas se chamam Sarovar e eles acreditam que se banhar nessas águas traz bençãos espirituais. É bem interessante ficar por ali um pouco e observar os costumes. A gente conseguiu ver até a técnica deles para colocar o tradicional turbante sikh. 

Atenção: dentro do templo, além de não poder usar roupas curtas (evite comprimentos acima dos joelhos ou que mostrem costas e ombros), também é preciso cobrir a cabeça. Leve um lenço para facilitar, mas eles oferecem alguns lá também caso alguém precise emprestar. A entrada é gratuita. 

O que fazer em Nova Delhi – dia 2

Khari Baoli – Old Delhi

Se o dia anterior estava reservado para os altos e modernos prédios de Connaught Place, hoje vamos ver o oposto. Ou seja, o delicioso e inesquecível caos de Old Delhi, como é chamada a parte mais antiga da cidade! Nessa região, há uma rua famosa chamada Khari Baoli e uma série de lojas, feiras, mercados. Vá preparado para ver todos os clichês que você imaginou e achou que veria na Índia: o trânsito 100% caótico, vacas nas ruas, cheiro de especiarias no ar e gente por todos os lados. 

o que fazer em nova delhi

Sugeri começar o dia por lá justamente para vocês, que estão me lendo, não cometam o mesmo erro que nós cometemos: chegamos na Khasi Baoli já no final da tarde. Ou seja, não tivemos muito tempo para explorar. Adoraria ter visto os mercados à luz do dia e também subido naquele terraço famoso que tem uma vista linda. Ficou para uma próxima!

Red Fort

Ali pertinho (mais ou menos uns dois quilômetros) fica o Red Fort, uma construção incrível de 1648 e, como indica o nome, toda avermelhada. O forte foi construído pelo imperador mogol da época, Shah Jahan (que, curiosamente, é o mesmo responsável pelo Taj Mahal). É maravilhoso, enorme, imponente.

Separe umas boas horas para andar por todo o complexo, porque dá vontade de tirar foto em todos os lugares. A entrada custa 500 rúpias, ou mais ou menos US$ 7.

Porta da Índia

Depois você pode pegar um tuktuk na rua para te levar até a Porta da Índia – lembre-se sempre de pechinchar os valores. O monumento é tipo um Arco do Triunfo mesmo, construído em homenagem aos soldados mortos na Primeira Guerra Mundial e nas Guerras Afegãs. Tanto que há mais de 85 mil nomes inscritos nas paredes. 

o que fazer em nova delhi

A construção é bem interessante, sim, mas vou ressaltar um outro aspecto legal sobre visitar a Porta da Índia: ela é um dos locais favoritos dos indianos mesmo. Ela fica na confluência de várias ruas importantes e tem bastante espaço em volta, então muita gente se reúne por ali. Há vendedores ambulantes, famílias, muitas crianças… É um lugar bem legal para observar os locais. E, claro, pra tirar muitas fotos (os indianos amam pedir para tirar fotos conosco!). A entrada gratuita. 

O que fazer em Nova Delhi – dia 3

Hauz Khas

Para iniciar esse terceiro dia, sugiro uma volta na vizinhança de Hauz Khas. O bairro, que era considerado muito próspero na época medieval, hoje em dia é quase um museu a céu aberto. Ao andar pelas ruas – que são super agradáveis – você encontra resquícios de arquitetura islâmica e construções que resistiram ao templo. 

o que fazer em nova delhi

Nessa primeira vez, foi nesse bairro que ficamos hospedados. A experiência foi bem legal, mas infelizmente exploramos pouco a área… Além de muitos restaurantes interessantes, tem um parque ali também que não conseguimos ver bem. Também ficou para uma próxima visita. 

Lotus Temple

o que fazer em nova delhi

Dali, sugiro pegar a linha magenta do metrô ou então um tuktuk e partir para o Lotus Temple. Com arquitetura moderna em formato de flor (que, inclusive, muita gente associa à Opera House de Sidney), o templo é uma casa de adoração ecumênica. Basicamente, foi construído para que pessoas de todas as religiões pudessem se unir para rezar. A entrada é gratuita. 

Qtub minar

o que fazer em nova delhi

Já que começamos o dia com sugestão de arquitetura islâmica, eis aqui uma outra parada relacionada. O Qtub Minar é um minarete – é, inclusive, considerado o maior minarete de tijolos do mundo. São 72,5 metros de altura. O redor dele, cheio de construções clássicas indianas da época em que foi construído, em 1193, também é bem interessante. 

* Ps.: Se você tiver pouco tempo na cidade, eu sugiro pular esse dia e partir para as sugestões do 4o. 

O que fazer em Nova Delhi – dia 4

Templo de Akshardam

Vamos começar esse dia, então, com uma das atrações mais impressionantes da cidade – na minha humilde opinião. Ah, a visita a esse templo é um pouco demorada, melhor chegar cedo… Para começar, na entrada do templo tem guarda-volumes e um raio-x bastante rigoroso. 

Você não pode entrar com bolsa, mochila, mala, pochete, nada. Tudo isso fica no guarda-volumes (é bem seguro, cheio de câmeras), seu celular e sua câmera, infelizmente, também ficam por lá. Basicamente, você leva só sua carteira/documentos. Sim, é proibido fotografar o interior do complexo. 

o que fazer em nova delhi
Essa foto é de divulgação do próprio templo de Akshardam – lá dentro é proibido fotografar.

Com sua construção finalizada em 2005 (sim, acho que é o ponto mais novo sugerido por aqui!), o Akshardam é um complexo hindu. É imenso, lindo, cheio de construções em pedra rosa e mármore carrara. Lá dentro, você encontra templos, exposições, um jardim com estátuas, tem até passeio de barco. É impressionante e imperdível, especialmente para quem ama arquitetura indiana. 

Aproveite e curta as horinhas sem câmera e celular. Observe tudo, registre só com seus olhos, guarde no coração. Ah, o complexo fecha às segundas-feiras e as mesmas regras de vestimenta que já citei lá em cima também se aplicam aqui. A entrada custa 220 rúpias, ou mais ou menos US$ 3. Lá dentro, porém, tem outras atrações pagas à parte. 

Purana Qila

De lá, sugiro pegar um tuktuk até duas atrações que são bastante próximas: Purana Qila e a tumba de Humayuns. A primeira parada é mais um forte – apesar da inauguração datar de 1538, essa área é considerada uma das regiões habitadas continuamente há mais tempo no mundo. Quem construiu o forte foi Humayun, segundo imperador mogol da região. É grande e super agradável – visitamos na hora do por do sol e foi super bonito. 

o que fazer em nova delhi

A entrada para estrangeiros é 300 rúpias, mais ou menos uns US$ 6 + uma taxa de 25 rúpias para tirar fotos (não sei bem porque eles já não incluem diretamente no ingresso, mas é isso). 

Humayun’s Tomb

Bem ali pertinho fica o mausoléu de Humayun, construído em 1570. Ele é considerado o pioneiro na tendência indiana (haha) de construir mausoléus imponentes em jardins. Diz a lenda que foi umas motivações para a construção do Taj Mahal, que se iniciou em 1632. Esse é mais um ponto que ficou para minha segunda visita a Delhi, já que não deu tempo de irmos, infelizmente.

Ufa, chegamos ao fim do roteiro! Espero que seja útil para quem está planejando uma viagem a Índia. E, claro, se você já foi e tem alguma outra sugestão, deixa pra gente aqui nos comentários. Ah, lembre-se também de que é super importante fazer seguro viagem antes de qualquer viagem internacional, certo

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Passeando pela deslumbrante baía de Coron https://www.viajao.com.br/bkp/coron-filipinas/ https://www.viajao.com.br/bkp/coron-filipinas/#respond Mon, 30 Dec 2019 10:10:34 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11680 Paisagens deslumbrantes e águas cristalinas. Coron é um encanto atrás do outro! Saiba o que visitar quando estiver nessa região das Filipinas.

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As Filipinas são um deslumbre atrás de outros e chegar em Coron não foi diferente. Se já tinha me acostumado à cor d’água, não estava preparada para as baías e lagoas com as belíssimas estruturas de calcário. Muito menos para as praias desertas.

O município de Coron é, na verdade, um conjunto de ilhas na província de Palawan (a mesma onde fica El Nido). Por isso, os passeios envolvem se juntar a um grupo para um passeio de barco ou, se estiver em um grupo maior, reservar um passeio particular. É importante ressaltar que todos os pontos cobram uma taxa de entrada que varia de 150 a 200 pesos (em geral). Então, confirme com seu guia se essas taxas estão inclusas ou se você precisará pagar a cada parada.

Principais pontos turísticos

No primeiro dia de passeio, fomos aos principais pontos ao redor de Coron. O uso de colete salva-vidas é obrigatório na maior parte dos destinos. E vale muito usar aqueles sapatinhos emborrachados para se proteger das pedras e corais.

Kayangan Lake

Com uma caminhada morro acima (até um mirante) e morro abaixo, esse é um dos pontos mais conhecidos de Coron. A água é transparente (como era de se esperar!) e quentinha. Mas o lugar começa a encher a partir da metade da manhã!

Um excelente começo de dia…

Twin Lagoons

Essas duas lagoas são conectadas por uma fresta na rocha e são uma mistura de água doce e salgada. Por isso, você está lá nadando feliz e contente e passa por um trecho de água gelada. Que, rapidamente, vira a água morna de novo.

Barracuda Lake

Ainda bem que essa não foi a nossa primeira parada, pois não teríamos ido embora. Esse ponto é simplesmente deslumbrante! É impossível descrever quão cristalina a água é, mas dá para imaginar pela clareza das fotos. E ainda por cima, tem esses paredões inexplicáveis.

Indispensável em Barracuda Lake: uma câmera aquática.

Siete Pecados

Esse é um ponto perfeito para snorkelling. Aproveite a quantidade de espécies de peixes e corais para encerrar o dia de encantos.

Fora da rota

No segundo dia de passeios, escolhemos praias mais distantes. Isso quer dizer cerca de 40 minutos no barco até a primeira parada. Mas todo esse trajeto valeu ao descobrir que teríamos esses locais paradisíacos todos para nós.

Waling-Waling Island

Quando a maré está baixa, um banco de areia liga duas ilhas na baía de Coron. Mas essa praia é encantadora de qualquer jeito – como a gente bem descobriu. Ficamos mais de meia hora sozinhos por ali, antes de um segundo barco atracar. 

Olha a cor dessa água!

Ditaytayan Island

Nosso almoço foi em mais uma ilha deserta. Basicamente, havia apenas um outro barco atracado e ninguém na areia.

Malcapuya Island

Para ver como as Filipinas te deixam mal acostumado, essa é uma praia linda de água transparente – e só. Foi uma parada para água de coco mesmo, porque o trajeto de volta a Coron era longo.

Skeleton Wreck

Esse é um dos pontos com navios naufragados no entorno de Coron – motivo pelo qual a ilha atrai muitos mergulhadores. Aqui fica um navio japonês que afundou durante a Segunda Guerra Mundial. O desafio é tentar encostar no barco (Nemo!), o que pode ficar mais difícil durante a maré alta. Mas que nosso guia fez com facilidade…

Passeios particulares

Caso você resolva fazer um passeio particular (como nós fizemos), o almoço não costuma estar incluído. Portanto, o guia irá te levar ao mercado central, que fica em frente ao local de onde saem os barcos. E não precisa se preocupar: vão te indicar o que comprar e cozinhar para você no barco. Nossa lista incluiu peixe fresco, arroz, água, temperos e frutas. E estava delicioso nos dois dias!

Onde se hospedar

Como vários outros destinos nas Filipinas, em Coron, há resorts e hotéis de todos os tipos, dos mais luxuosos aos mais acessíveis. Alguns resorts, inclusive, ficam em ilhas no entorno da Baía de Coron. Portanto, vai depender do seu orçamento e do seu estilo de viagem.

Nós ficamos no Zenvea, um hotel bastante novo e confortável em uma rua próxima à rua principal. Apesar da pouca iluminação na rua (em todas as ruas, na verdade), era bem fácil se deslocar para restaurantes à noite.

Como chegar a Coron

O aeroporto de Coron fica a cerca de 20km da cidade. Há voos diretos a partir dos principais aeroportos das Filipinas – Manila e Cebu – e de outras ilhas, como Boracay (Caticlan), Clark, Puerto Princesa e El Nido.

Agora, se você estiver em El Nido, um dos jeitos mais práticos é ir de balsa. Existem dois tipos: a longa (cerca de 7 horas) e a rápida (de cerca de 4 horas). A balsa rápida é em catamarã e custa cerca de 1.800 pesos filipinos (US$ 36 dólares, em dezembro/2019). Apesar de ser uns 8 dólares mais barata, a fast ferry vale mais a pena, pois o mar pode ficar agitado. Além disso, as ilhas são tão lindas, que você vai querer aproveitar o máximo de tempo que puder.

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Não podemos negar uma coisa: Istambul tá muito na moda aqui no Brasil! Todo dia, no horário nobre, a cidade aparece na TV. E vai ficar ainda mais pop até a metade do ano que vem. Por isso, agradeçam (ou não) à Glória Perez, autora da novela das nove, “Salve Jorge”. Parte da história se passa  na belíssima cidade turca.

Já mostramos “turcamente” no Viajão as pechinchas do Grand Bazaar, a visita às mesquitas sensacionais, o segundo maior shooping da Europa e uma visita indigesta ao Mc Donald’s do lado asiático da cidade.

E é bem esse esquema europeu/asiático que você poderá vivenciar se fizer uma viagem pra Istambul. É uma situação diferente/divertida. Sair da Europa e ir pra Ásia num piscar de olhos como em nenhuma outra cidade do mundo. É a única que fica em dois continentes.

Essa mistura (Ásia+Europa) dá o tom da cidade, o tempo todo. E pra fazer essa travessia e conhecer o lado asiático é simples demais (ou o contrário, vai que você chega pela Ásia risos).

Lembro que pegamos um bonde pra irmos até as docas, onde ficam os barcos que saem do lado europeu para cruzar o Estreito de Bósforo. O problema: eu estava com uma gripe infernal bem nesse dia, corpo todo dolorido, o que afetou um pouco minha lembrança exata dos fatos.

Lembro que ventava muito ali perto das docas (jura?) e que isso era um tremendo incômodo pra mim. O vento parecia carregar mini navalhas flutuantes que rasgavam vorazmente cada centímetro de minha pele, ass.: Erico Veríssimo.

Compramos o ticket para a travessia do ferry boat ali mess. Era barato, mas não me perguntem o valor :/ a gripe apagou da minha memória. Entramos no barco. São amplos e com bancos de MADEIRA espalhados pra você sentar.

A travessia demora uns 20 minutos, se não estou enganado. A água do Bósforo, azulíssima, estava um pouco REVOLTA no dia que fui. Mas nada que comprometesse o passeio mais do que a gripe chata.

Chegando no lado asiático, você já percebe diferenças, como arquitetura sutilmente diferente, mais mulheres com o rosto coberto com lenços, ruas um pouco menos movimentadas. Aí aproveite passeando, curtindo, entrando em lojas e comendo.

Gripe embeleza risos

Depois, é só fazer o caminho de volta exatamente da mesma forma que fez o de ida.

Já do lado europeu de novo, ainda flagrei um tiozão pescando no Bósforo debruçado no parapeito.

Europa e Ásia nunca estiveram tão perto! Pacotão 2 em 1, ainda quero repetir. Mas sem gripe da próxima vez. 😉

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