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Arquivos Berlim – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/tag/berlim/ construímos memórias Sun, 22 Nov 2020 17:03:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.viajao.com.br/bkp/wp-content/uploads/2018/10/cropped-IMG_2510-32x32.jpg Arquivos Berlim – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/tag/berlim/ 32 32 Uma visita ao sofrimento https://www.viajao.com.br/bkp/visita-a-campo-de-concentracao/ https://www.viajao.com.br/bkp/visita-a-campo-de-concentracao/#comments Thu, 03 Oct 2013 10:00:55 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=9767 Queria entender o porquê de sermos tão fascinados pelo sofrimento alheio. Sabe quando rola um acidente e junta uma cambada

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Queria entender o porquê de sermos tão fascinados pelo sofrimento alheio. Sabe quando rola um acidente e junta uma cambada de urubu pra ver o que aconteceu? Sim, é do ser humano mess. Parece algo como: “nossa, o outro está pior que eu, minha vida não é tão ruim”.

Pois esse fascínio inclui também as visitas aos campos de concentração espalhados pela Europa. E eu, fascinado mess, queria ter a oportunidade de ver um de perto. Sei lá, diziam tanto que a energia era sinistra, que resolvi ir pra entender. Fui logo ao primeiro que existiu no mundo, o Sachsenhausen, que fica na “região metropolitana” de Berlim.

Ele fica um pouco retirado e, pra chegar até ele, purfa, siga as orientações!

– Pegue qualquer trem em Berlim e desça na estação Oranienburg (atenção para o bilhete, talvez tenha que comprar um especialmente pra essa estação, pergunte!);

– Na estação, você desce e atravessa a rua. O lugar é bem “de interior”. Pode ir a pé até o Campo (dá uns 20 minutos) ou pegar o busão, linha 804 (destino Malz) ou o 821 (destino Tiergarten). 

– Peça pra que te avisem assim que estiver chegando no Sachsenhausen e pronto!

Ao chegar, você verá a fachada e já vai dar um arrepio. Tem um relógio parado ali em cima marcando a hora da primeira evacuação dos prisioneiros. A energia que ronda esse lugar é realmente sinistra. E a entrada é de graça. Ah, se você quiser aqueles guias de áudio, aí paga a parte.

Fachada do Sachsenhausen

No portão de entrada, está a famosa frase “Arbeit Macht Frei” (algo como “O trabalho liberta”), que servia para enganar os judeus (e também professores, homossexuais, etc, aquele povo contra o nazismo) que eram encaminhados aos Campos de Concentração.

Eles pensavam que iam pra lá pra trabalhar, quando na verdade viravam “escravos” nas mãos dos nazistas. Como todos sabem, a maioria era executada sem dó nem piedade.

O trabalho liberta - escrito no portão, em alemão

Mas antes, eles sofriam muuuuuitoooooo.

E é esse sofrimento que a gente vê por todos os lados lá. Você passa o portão e já vê um enorme pátio. Tem arame farpado, objetos de tortura, as câmaras de gás – onde muitos morriam por asfixia, uma área por onde eles tinham que andar com sapatos vários números menores que os pés, pra sofrer mess, e muitas outras coisas sinistras.

Área externa do campo de concentração

As torres de controle ainda estão espalhadas por lá, era por onde os nazistas vigiavam os “prisioneiros”. Quem saísse da linha, obviamente, sofria muito e pagava com a morte.

Uma das partes mais cruéis são os alojamentos. Dá pra entrar neles e ver os beliches onde ficava a galera de pijama listrado.

Beliches onde os judeus dormiam

Aliás, vários desses “pijamas”, que eram os uniformes, estão lá em exposição. Assim como objetos, peças de roupas, cartas de desabafo… tudo ali, pra gente ver de perto.

Uniforme usado pelos prisioneiros

Algo que me chamou muita atenção fica bem na entrada, dentro de uma “vitrine”. É uma garrafa verde exposta, que tá quebrada, e dentro estava uma carta de um dos judeus contando os dias de desespero e sofrimento que viveu ali dentro.

Garrafa onde estava carta de prisioneiro

Ele enterrou essa garrafa e ela só foi achada anos depois, quando o Campo já estava desativado. É de cortar o coração. O autor da carta, provavelmente, morreu ali.

Ficamos umas três horas lá dentro. Eu estava absorvido por aquele universo de tristeza e desespero. Parece que a gente sente no ar tudo o que aquelas pessoas passaram. Mais de duzentas mil estiveram no Sachsenhausen.

Quando acabamos a visita, parecia que um caminhão tinha nos atropelado, passando por cima várias vezes, dando a ré! Mesmo assim, recomendo! Bom pra “sentirmos na pele” um pouco dessa história tão recente e que a gente estuda na escola.

Câmara de gás

Saí de lá refletindo. Já faz três anos que fiz a visita e garanto que ela ainda mexe comigo. Daquelas que nem o tempo é capaz de tirar da cabeça. Maldito fascínio pela desgraça alheia.

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Serviço:

O Campo de Concentração fica na Straße der Nationen 22 – D-16515 Oranienburg.

Abre todos os dias. De 15 de março a 14 de outubro, das 8h30min às 18h. De 15 de outubro a 14 de março, das 8h30min às 16h30min.

 

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Colaborões. https://www.viajao.com.br/bkp/colaboroes-41/ https://www.viajao.com.br/bkp/colaboroes-41/#comments Tue, 17 Jan 2012 05:34:28 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=6177 Ela é uma garota com gosto musical apurado. Creio que depois do Maurício de Sousa (aqui) e nós viajões (risos),

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Ela é uma garota com gosto musical apurado. Creio que depois do Maurício de Sousa (aqui) e nós viajões (risos), ela seja a pessoa mais famosa que já apareceu aqui no blog (no final do post vocês vão entender do que estou falando). E com a voz afinada ela resolveu fazer um mochilão sozinha pela Europa e sem mais delongas ela contou as peripécias aqui no Viajão. Anne Glober (fiu fiu) aqui no blog minha gente, guardem esse nome hein! Valeu Anne!

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Pérolas de uma viagem solitária!

Deixando todos os medos de lado (ou escondendo eles num lugar onde eu não conseguiria achar tão fácil..), lá fui eu pro meu primeiro mochilão!

Como uma boa turismóloga (sim, me formei em turismo), fiz minhas reservas e “roteiros” na última hora! Rá!

Eu estava em Munique há 1 mês e pouco e de lá parti pra Viena.

Lá percebi o quanto meu inglês estava ruim! Mas pra tudo na vida a gente dá um jeito! Vale mímica, resmungo, apontar, digitar a frase no google tradutor..

Fiz os passeios básicos com um bom mapa e a companhia de uma americana, uma coreana e uma australiana.

Mas como uma garota qualquer normal, quase chorei quando descobri uma loja da Forever 21! Hahaha..

Larguei os próximos pontos turísticos e fui às compras! De noite fui com elas assistir um concerto da orquestra da cidade, Mozart e tal.. Duas horas de música clássica! Foi lindoZZZzzzzzZZZzzz….

Depois fui pra Praga! Pensem numa pessoa perdida.. Entender como funciona o esquema de comprar o ticket do metrô, trocar o dinheiro pela moeda deles..

E mais difícil ainda é entender o que eles falam! Acho que até o inglês deles é em tcheco! RÁ RÁ RÁ!

Lá acabei conhecendo 4 brasileiros no hostel e me escalei pra fazer os passeios com eles! Fomos então ao famoso “Castelo de Praga”, que de castelo eu não achei um resquício sequer.

Três deles tinham carteirinha de estudante e eu e o outro menino também queríamos pagar meia entrada! Então, como bons brasileiros, nós tivemos a ideia de “inventar” novas carteirinhas.

Ele mostrou o cartão da Unimed, falando que estudava medicina, e eu, que usei meu CPF, tive que passar alguns minutos tentando convencer a “tia” que eu estudava no Ministério da Fazenda.

Até que consegui a façanha de fazer ela entender que a minha não tinha “uni” no nome porque era uma universidade privada! Hahahaha..

Depois de Praga fui pra Berlim, que foi o meu momento “deprê”, porque fiz os passeios sozinha. (E porque tive que pagar 40 euros pra despachar uma MOCHILINHA pra Amsterdã, visto que eles julgaram a minha bolsa um pouco grande. Eles não entendem que uma mulher precisa carregar a vida nelas.)

Em Amsterdã eu tive a sorte de ficar num quarto com duas brasileiras (queridíssimas!) que conseguiram me arrastar pro famoso “pub crawl”! Acho que foi a cidade que eu mais aproveitei e a que não teve grandes peripécias pra contar (pelo menos não que dê pra contar! hahaha).

De lá fui pra Paris, o momento mais esperado da viagem! Comecei bem ficando num hostel pulguento, onde peguei uma alergia no rosto e fiquei toda empipocada.

Paris foi o lugar onde eu mais vi brasileiros! Na verdade SÓ vi brasileiros!

Mas o francês que conheci fez a cidade ganhar o troféu de pérolas!

Como eu viajei sozinha, peguei aqueles ônibus de turismo pra poder conhecer os lugares principais, porque eu também já tava meio de saco cheio de ficar andando, andando, andando e andando atrás dos pontos turísticos.

E foi nesse ônibus que eu conheci o francês. No caso, o motorista. Ele viu que eu tava sozinha e foi “ixxxxpéééérrrto”. Haha. Me chamou pra tomar um café na segunda parada, porque ele terminaria ali o turno dele. E adivinhem só? Eu fui! Haaaahahahahaha

Foi engraçadíssimo! Tomei um café com ele, conversei um pouco, ele tirou umas fotos minhas com a torre de fundo (que fazem parte das 10 fotos que comprovam que eu fiz essa viagem, porque as outras eu tive que tirar só dos lugares.) e depois, quando percebi que precisava escapar dali, falei que tinha que correr ainda pra conhecer os outros lugares. Me despedi, peguei o próximo ônibus, não fui cantada pelo outro motorista e me mandei atrás dos lugares clichês famosos da minha lista que ainda faltava conhecer.

Claro que eu fiz a “pelegagem” de tomar até champanhe debaixo da torre.

E assim terminei a viagem fazendo com que fosse a melhor e mais inesquecível da minha vida. =]< /div>

(Não que eu tenha feito muitas outras!)

Beijos, abraços e tapinhas nas costas.

Anne

Sensacional! Viajar sozinho sempre é uma loucura. E que comecem os convites pra tomar um café pra Anne em 3, 2, 1…!  E como eu disse que ela era famosa, aí vai a explicação! É blues no Viajão!

Se quiser contar sua história pra gente, mande no souviajao@gmail.com que vamos avaliar o GRAU da maluquice. Abrass.

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Faça neve ou faça sol https://www.viajao.com.br/bkp/faca-neve-ou-faca-sol/ https://www.viajao.com.br/bkp/faca-neve-ou-faca-sol/#comments Mon, 05 Sep 2011 10:00:57 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=4216 Se tem uma cidade que mora no meu coração, essa cidade leva o nome de Berlin. Cidade que mistura milhões

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Se tem uma cidade que mora no meu coração, essa cidade leva o nome de Berlin. Cidade que mistura milhões de sentimentos! Hoje vou mostrar como é a mistura do Brasil com o Egito, tem que ter charme pra dançar bonito do outono com o inverno. Consegui visitá-la nessas duas oportunidades.

Enquanto no outuno (era fim de outubro) dá pra fazer MACAQUICES…

essa poderia ir pro Sendo turista, não?

No inverno é bom estar bem agasalhado! Fui bem na época de Natal, e peguei 12 graus negativos com a minha família. Confesso que foi divertido porque rolou até guerrinha de neve em pleno 24/12 à noite. Mas era frio, meus caros viajões!

No outono eu estava com duas amigas. (uma delas, infelizmente, faleceu este ano 🙁 )

Aproveitávamos o tempo bom pra curtir as ruas, os parques belos, os monumentos históricos. Até fizemos um tour de três horas A PÉ, e DE GRAÇA. Ainda contarei em detalhes esse passeio num post exclusivo.

Tudo sensacional, clima ameno e uma cidade com atmosfera incrível, mesmo após ter vivido uma história tão carregadíssima.

No invernaço minha família e eu hibernávamos preferíamos passeios mais aquecidos e abusamos daqueles ônibus de turismo, sabe? Eles fecham a parte de cima e ligam o aquecedor no máximo. Zanzávamos por todos os pontos, na maior tranquilidade e RELAXAMENTO, descendo e subindo.

Essa é a prova que Berlin pode E DEVE ser curtida em qualquer época do ano. Comida excelente (sou suspeito), lugares belos com ou sem neve e passeios inesquecíveis. Mesmo com tanto constraste!

Berlin é especial pra mim. Tanto é que ainda to criando coragem pra escrever sobre algumas situações por lá vividas, depois da perda da minha grande amiga. Em breve, mais capítulos da capital alemã! Faça neve ou faça sol 😉

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