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Arquivos Brasil – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/tag/brasil/ construímos memórias Thu, 03 Dec 2020 23:28:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.viajao.com.br/bkp/wp-content/uploads/2018/10/cropped-IMG_2510-32x32.jpg Arquivos Brasil – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/tag/brasil/ 32 32 Parque Nacional da Chapada Diamantina reabre para visitação – Viajão a Bordo #21 https://www.viajao.com.br/bkp/viajao-a-bordo-21/ https://www.viajao.com.br/bkp/viajao-a-bordo-21/#comments Fri, 27 Nov 2020 10:00:32 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=12770 Depois de meses fechado por causa da pandemia, o Parque Nacional da Chapada Diamantina reabriu parcialmente. Leia mais no Viajão a Bordo dessa semana.

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Celular sobre mapa.

O Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia, reabriu parcialmente para visitação no último sábado (21/11), depois de ficar fechado por causa da pandemia de Covid-19. Por enquanto, as cachoeiras que podem ser visitadas são: Sossego, Ribeirão do Meio, Capivari, Mixila e Palmital. Os visitantes também poderão fazer a trilha Pai Inácio-Barro Branco. Entre as medidas adotadas na reabertura estão o uso obrigatório de máscara e o limite de 10 pessoas por grupo, incluindo o guia. Além disso, é preciso agendar a visita pela internet, para controlar a quantidade de pessoas em cada atrativo.

  • No começo de novembro, o ICMBio também reabriu parcialmente o parque da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. Os atrativos que voltaram a receber visitantes são o Véu de Noiva, Cidade de Pedras, Vale do Rio Claro e Morro de São Jerônimo, porém com mudanças nas regras. É preciso agendar a visita até as 12h do dia anterior e os grupos estão limitados a 6 pessoas no caso de Cidade de Pedras e Vale do Rio Claro. Para o Véu de Noiva, não é exigido agendamento, mas o número de visitantes por dia foi reduzido a 70% da capacidade e o horário de visitação é das 10h às 16h. Vale reforçar que o uso de máscara é obrigatório.

Depois de quase oito meses, a Copa Airlines retomou a rota entre Brasília e a Cidade do Panamá. Em novembro, a companhia voltou ao Aeroporto Internacional de Brasília com voos semanais e, a partir de dezembro, pretende ter três decolagens por semana. A  Copa Airlines opera em Brasília há dez anos e estava desde 23 de março sem decolagens neste aeroporto.

Sabe aquele cartão de imigração que a gente preenche quando chega em vários países? A República Dominicana mudou a forma de preenchimento e, a partir do dia 29 de novembro, esse formulário será digital. Depois de que o viajante responde às perguntas, o sistema gera um QR Code que pode ser validado pela companhia aérea e pelas autoridades.

  • Esse novo formulário digital vale tanto para quem mora no país, quanto para turistas, e pode ser preenchido de casa, antes mesmo de você entrar no avião. Mas o governo da República Dominicana disse que vai disponibilizar internet no aeroporto também, caso alguém precise acessar a página depois do desembarque. O cartão de imigração físico continua sendo aceito até o fim do ano, mas em 2021, todo viajante precisará usar a versão digital, que pode ser acessada pelo site do E-Ticket da República Dominicana.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela cerimônia do Oscar, segue com a preparação do Academy Museum of Motion Pictures, um museu em Los Angeles dedicado ao cinema. E nessa semana, eles divulgaram nas suas redes sociais imagens da instalação de um item bastante interessante: o tubarão do filme Tubarão (Jaws, no original).  A réplica do modelo usado no filme ganhou um espaço interessante, acima das escadarias do futuro museu.

  • O Academy Museum está em construção e montagem há algum tempo, e deve ser inaugurado em abril de 2021. Aqui no Viajão, onde somos apaixonados por cinema, adoramos um museu e temos Los Angeles entre nossos destinos de destaque, já estamos imaginando como será a visita a esse espaço da Academy.

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Filmes para viajar pelo mundo sem sair de casa https://www.viajao.com.br/bkp/filmes-para-conhecer-o-mundo-de-casa/ https://www.viajao.com.br/bkp/filmes-para-conhecer-o-mundo-de-casa/#respond Sat, 25 Jul 2020 14:50:53 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=12002 Letreiro de Hollywood nas colinas de Los Angeles.A Marina já nos trouxe 25 livros pra viajar sem sair do sofá. Mas depois da nossa conversa lá no podcast Viajão, pensei em outros filmes que costumam me transportar para outros lugares com facilidade. Bora dar uma volta ao mundo com o cinema?

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Nessa época de mundo em mudança, com várias restrições de viagem, estamos todos com a missão de ficar em casa sempre que possível. Mas isso não significa que a gente precise parar de fazer planos de viagem – e de se encantar com esse mundo incrível em que vivemos.

A Marina já nos trouxe 25 livros pra viajar sem sair do sofá. Mas depois da nossa conversa lá no podcast Viajão, sobre o que assistir durante esse período de isolamento social, pensei em outros filmes que costumam me transportar para outros lugares com facilidade. E, claro, são inspiração para viagens futuras. Bora dar uma volta ao mundo com o cinema?

Europa

Bélgica

Na Mira do Chefe é um filme meio noir, de humor sarcástico e mais pesado, que muitas pessoas conhecem pelo nome em inglês: In Bruges. E, como o nome diz, se passa em Bruges, na Bélgica. Um assassino de aluguel comete um erro e o chefe manda ele se esconder por um tempo na cidadezinha belga. E aí, você (ao lado do Colin Farrell) acaba fazendo turismo pelo filme. Tem na NOW.

França

A protagonista de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é uma garçonete em um café de Montmartre (o que, por si só, já te transporta para Paris). É um filme de personagens excêntricos e de uma garota querendo trazer alegria para o mundo. Garanto que você vai se divertir com a história do duende! Esse filme está no Prime Video, que faz parte da assinatura do Amazon Prime (ao usar esse link, você sabe mais sobre o serviço e ajuda o Viajão! \o/)

Ainda sobre Paris, tem um dos filmes da trilogia do diretor Richard Linklater (que mencionei no podcast, mas como é minha favorita, eu repito aqui). Os filmes  têm o Ethan Hawke e a Julie Delpy basicamente passeando e conversando por cenários europeus: Viena em Antes do Amanhecer, Paris em Antes do Por-do-Sol (que é o que mais gosto, por isso, coloquei em França) e o Peloponeso, na Grécia, em Antes da Meia-Noite. Se você gosta de romances sutis, vai adorar.

Alemanha

Tudo bem que, em Adeus, Lenin, o foco é uma Berlim do passado. Mas a capital alemã é uma cidade em reconstrução, então cenários do presente do passado se misturam muito. Eu adoro esse filme. Você chora, ri, se encanta com o que fazemos pelas pessoas que amamos. Fica a dica! Tem na NOW.

Asia

Tailândia

Saudades constantes de Bangkok…

A gente comentou sobre o que acho que é um dos filmes-baseados-em-livros mais mencionado quando se fala em viagem, que é Comer Rezar Amar. Mas acho que não dá para deixar outro filme-baseado-em-livro de fora da lista: A Praia. Esse drama, que tem um Leonardo diCaprio novinho, foi filmado em Maya Bay, na Tailândia. É um retrato agressivo e não muito fiel do país, mas levou muitos viajantes ao local. Tantos, aliás, que a baía está fechada para visitação, para que a natureza se recupere.

Singapura

Como eu trouxe vários filmes pesados aqui, achei melhor incluir uma comédia romântica: Podres de Ricos. Eu ri muito com esse recorte endinheirado de Singapura. E como a nossa protagonista nunca esteve por lá, tem muitas descobertas quase de turista. Por exemplo, com as comidas de rua. No Brasil, tem na HBO.

Índia

Exótico Hotel Marigold tem alguns dos meus atores favoritos: Dev Patel, Judi Dench… Tem também cenários lindos e os encantos e desencantos que todo turista tem quando conhece um lugar novo, com o qual sonhou muito. Tem no TelecinePlay.

América do Norte

Estados Unidos

Letreiro de Hollywood nas colinas de Los Angeles.

Minha primeira indicação é um filme meio pesado, já vou avisando: O Abutre. É sobre um cinegrafista amador sem escrúpulos registrando crimes por Los Angeles e mostra muitos lugares reais na cidade. De acordo com o diretor, eles foram adaptando o roteiro aos lugares onde gostariam e poderiam filmar. Tem pra alugar no YouTube. Agora, se você preferir uma visão mais romântica da cidade, sempre tem La La Land. E entre os clássicos que se passam em Hollywood, meu favorito é Crepúsculo dos Deuses.

Aliás, não dá para errar com Billy Wilder, o diretor de Crepúsculo dos Deuses. Se quiser ver uma Nova York antiga, assista outro clássico favorito meu: Se Meu Apartamento Falasse.

Colinas cobertas de vegetação no Havaí, com o mar ao fundo.
Oahu não aparece no filme, mas eu amo essa paisagem!

E temos o belíssimo Havaí. Eu adoraria estar lá nesse momento. Os Descendentes é um filme que é meio drama, meio comédia, que se passa em Big Island e em Kauai, com sol, praia e camisas estampadas. E tem o George Clooney, o que é sempre um ponto positivo. Ele é baseado em um livro. Mas eu recomendo fortemente as lindas imagens do filme.

Para uma versão um pouco mais fantasiosa do Havaí (por causa dos alienígenas, e não por causa dos sons e cenários), tem Lilo e Stitch. Que eu amo. E é muito Havaí para mim, por causa do surf, da hula, e até mesmo, por causa do show turístico de dança polinésia. Ah, e claro, por causa do Elvis Prestley.

México

Dia de Los Muertos no México. Como não amar? Viva – A Vida é uma Festa é uma animação que me faz chorar toda vez emociona muito. É a história de um garoto mexicano apaixonado por música preso junto com os antepassados em um outro plano.

América do Sul

Argentina

Quem mais se diverte vendo lugares que visitou nas telas do cinema? (Ou da tv…)

Apesar do nome, o filme Um Conto Chinês se passa em Buenos Aires. E é com um dos meus atores favoritos – o Ricardo Darín. Ele faz um cara meio mau humorado que encontra um chinês perdido na cidade, que não fala nada de espanhol e não consegue voltar pra casa. Tem no TelecinePlay.

Falamos no podcast também de Medianeiras, uma comédia romântica argentina que me ajudou a descobrir onde ficava essa pracinha acima. Foi onde me “abriguei” quando andei até me perder por Buenos Aires. E adorei quando ela apareceu no filme.

Brasil

Dos muitos filmes brasileiros que poderia citar aqui, resolvi mencionar O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, dirigido pelo Cao Hamburguer. É uma viagem no tempo (se passa na década de 1970) com um garoto que é deixado na casa do avô enquanto os pais “saem de férias”. O cenário é o Bom Retiro, em São Paulo (embora não tenha sido filmado todo nesse lugar), um bairro de imigrantes. Dá pra alugar no YouTube ou na NOW.

África

 Quênia

Você já viu O Jardineiro Fiel? Esse drama dirigido por Fernando Meirelles se passa no Quênia e estrela o Ralph Fiennes como um diplomata aguardando notícias sobre a esposa, sequestrada. É um filme muito delicado sobre um assunto muito série. O que mais me marcou à época que assisti foi justamente como é um filme focado em uma pessoa, e não em um conflito. Tem no Globoplay.

Oceania

Polinésia

Incluí mais uma animação aqui, pois é um dos meus gêneros favoritos. E Moana tem bastante da cultura polinésia, por mais que seja em uma ilha fictícia. Da dança ao estilo das canoas, à lenda de Maui, sempre que vejo esse filme, retomo meu sonho de visitar o maior número de ilhas do Pacífico que eu puder. Tem na Amazon Prime Video.

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Empresas lançam pacotes de turismo para depois da pandemia – Viajão a Bordo #7 https://www.viajao.com.br/bkp/viajao-a-bordo-07/ https://www.viajao.com.br/bkp/viajao-a-bordo-07/#respond Fri, 17 Apr 2020 18:00:08 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=12047 Celular sobre mapa.Nessa semana, falamos do impacto do novo coronavírus na indústria do turismo no Brasil e do adiamento de prazos para a retomada de serviços nos EUA.

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No boletim dessa semana, falamos do impacto do novo coronavírus na indústria do turismo no Brasil. Além disso, prazos para a retomada de serviços nos EUA foram adiados.

A pandemia do novo coronavírus já custou, até agora, R$ 3,9 bilhões às operadoras de turismo do Brasil, segundo a Braztoa, associação brasileira do setor. Adiamentos e cancelamentos de viagens são os responsáveis por esse alto valor, de acordo com a associação.

  • A Azul deve retomar operações em quatro cidades brasileiras a partir do dia 22/04. São elas: Boa Vista, Macapá, Santarém e Altamira. A companhia também acrescentou voos diretos entre cidades em que continuou operando durante a pandemia.
  • Já a Azul Viagens começou a oferecer pacotes de turismo sem data marcada. Os pacotes incluem as passagens aéreas, a hospedagem e o traslado e podem ser usados até abril de 2021. Destinos e datas disponíveis estão no site da empresa.

Em Santa Catarina, seis sites de hospedagem estão proibidos de oferecer reservas para Florianópolis por causa de restrições de deslocamento durante a pandemia do novo coronavírus.

As empresas ClickBus e Buser prometem oferecer bilhetes grátis para quando a pandemia acabar. Mas, para conseguir um dos bilhetes, o passageiro deve se cadastrar nos sites das empresas.

  • Quem quiser fazer doações para o projeto de doação de passagens da ClickBus ou tiver interesse nos bilhetes grátis deve acessar o site e se cadastrar para receber mais informações nas próximas semanas.

Internacional

O CEO da Copa Airlines acredita que a demanda por vôos na companhia panamenha possa levar até quatro anos para voltar ao que era antes da pandemia. A companhia não descarta cancelar alguma das rotas para o Brasil.

Nos Estados Unidos, a suspensão de serviços e passeios continua.

  • A Universal Studios decidiu manter fechados os parques temáticos e resorts na Flórida e na Califórnia até 31/05 por causa da pandemia do novo coronavírus.
  • Os navios da Disney também ficarão mais tempo parados nos portos. As viagens da companhia foram suspensas até o dia 17 de maio nos Estados Unidos e até junho na Europa.
  • As apresentações da Broadway continuarão suspensas até o dia 07/06. O estado de Nova York tem mais de 220 mil casos confirmados da Covid-19 e o governador prorrogou a suspensão de serviços não-essenciais até o dia 15/05.
  • E para aliviar a vontade de explorar a cidade de Nova York, a Câmara de Turismo reuniu uma série de tours virtuais por museus e teatros novaiorquinos.

As notícias completas estão no nosso podcast:

Ou clique aqui.

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25 livros para viajar sem sair do sofá https://www.viajao.com.br/bkp/livros-para-viajar-sem-sair-do-sofa/ https://www.viajao.com.br/bkp/livros-para-viajar-sem-sair-do-sofa/#comments Sat, 21 Mar 2020 10:00:12 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11952 Em tempos de coronavírus fica difícil pensar em planejar novas viagens... Enquanto isso, para ajudar todos que já estão sentindo falta de novos cenários, selecionei 25 livros para viajar sem sair de casa. São livros muito queridos por mim e que me ajudaram a entender melhor o mundo.

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Estamos vivendo tempos delicados… E se no momento ainda não dá para planejar viagens, dá para aproveitar essa época de isolamento social recomendado para ler e pesquisar, certo? Por isso, escolhi 25 livros para viajar sem nem precisar sair de casa. São histórias muito queridas por mim, que me ajudaram a entender melhor o mundo – nem que seja um pouquinho. Espero que seja útil para vocês também.

Ah, muitos deles eu li no Kindle – um dos acessórios indispensáveis para viajantes que gostam de ler. Afinal, é muito leve e compacto. Dá para levar uma biblioteca na mala sem ultrapassar os limites de bagagem. O meu é o Paperwhite normal, mas tem também a versão à prova d’água. A capinha que uso pra protegê-lo é essa aqui.

Sobre coronavírus:

Restrições de viagem: o que mudou por conta do coronavírus

Como adiar ou cancelar viagens por causa do coronavírus

Brasil: A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, Martha Batalha

No Rio de Janeiro dos anos 1940, Guida Gusmão desaparece de casa. Os pais ficam preocupados. A irmã Eurídice, arrasada, precisa seguir sua vida. Mesmo que de formas bem diferentes, as duas acabam tendo que tomar decisões pressionadas pela sociedade da época. E nenhuma delas parece muito feliz com as escolhas. Em uma sociedade (ainda mais) machista, as duas levam a vida como podem.

O texto é irresistível, bem humorado apesar de tudo. E acho muito difícil que as mulheres não se identifiquem com a história. Tenho também um sentimento de nostalgia pelo Rio do século passado que nunca vou conhecer.

Obs.: esse livro ganhou uma versão em filme recentemente. Com o título de A Vida Invisível, a história tem pouco a ver com a do livro. Honestamente, detestei (haha).

Peru: Travessuras da Menina Má, Mário Vargas Llosa

Coloquei Peru só porque é lá que a história começa (e porque Vargas Llosa é peruano). Mas a gente viaja também por Paris, Londres, Tóquio e Madrid neste livro. A obra é sobre a história de amor pouco usual entre Ricardito e Lily – ele se apaixona por ela ainda na infância e os dois vão se reencontrar e se desencontrar pelo mundo. É tipo um jogo de gato e rato misturado com War (haha).

Mas mais do que uma história de amor, esse livro é também um retrato das mudanças pelas quais o mundo passou no século passado. O texto é sensacional, impossível parar de ler. Não é a toa que Vargas Llosa levou o Nobel de literatura, né?

Estados Unidos: A Menina da Montanha, Tara Westover

Essa é uma história real de uma menina nascida nas montanhas de Idaho, em uma família que acreditava que o fim do mundo estava prestes a chegar a qualquer momento. Os pais (em especial o pai) não acreditava nas instituições como colégios, faculdades, hospitais e estocava todo tipo de alimento. 

Mas o fanatismo vai escalonando de forma absurda ao longo da infância e adolescência de Tara, o que fazia a vida dela e dos irmãos ser posta em risco constantemente. Aos 17 anos, Tara escolhe tentar um novo tipo de vida e pisa pela primeira vez em uma sala de aula. Im-pres-si-o-nan-te! Só leiam!

Estados Unidos: As Cataratas, Joyce Carol Oates

Joyce Carol Oates é uma das melhores escritoras do nosso tempo – é cotada faz tempo para o Nobel. Nesse livro, ela transforma as Cataratas do Niágara em um personagem fascinante. Em 1950, um homem atravessa os portões que dão entrada às Cataratas, sobe na grade e se joga. Na véspera, ele havia se casado com Ariah, que só foi entender o que acontecera depois de encontrar o bilhete do marido no espelho do banheiro. A partir daí, o livro vai narrar a história dela ao longo das décadas. As Cataratas seguem presente durante toda a saga, como uma força da natureza impossível de ignorar.

Barbados: Eu, Tituba, Bruxa Negra de Salém, Maryse Condé

Nascida em Barbados no século XVII, Tituba foi uma mulher real. Ela foi escravizada e enviada para os Estados Unidos – como entendia de ervas e plantas, foi considerada bruxa e perigosa. Participou do famoso julgamento das Bruxas de Salém, nos Estados Unidos. E volta à vida com esse livro que mistura ficção e registros históricos. A história e o texto são maravilhosos! E esse livro levou o Academy Prize 2018, uma espécie de prêmio Nobel paralelo.  

Itália: Saga Napolitana, Elena Ferrante

Essa indicação é 4 em 1, porque a saga tem quatro títulos: A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de Quem Foge e de Quem Fica e, por fim, História da Menina Perdida. Em Nápoles, na Itália, duas meninas formam uma amizade que vai durar a vida toda. Lila, esperta, destemida e ambiciosa. Lena, inteligente, disciplinada e leal. Entre idas e vindas, as duas vão acompanhar as transformações do país a partir da década de 1950. Porém a saga já começa com um mistério nas primeiras páginas do primeiro livro: Lila sumiu e ninguém sabe onde foi parar. 

Obs.: A primeira temporada da série – inspirada no primeiro dos livros – já está disponível na HBO e é maravilhosa. 

França: Submissão, Michel Houllebecq

Um dos autores franceses mais polêmicos mostra um futuro próximo em que o vencedor do segundo turno das eleições na frança é um homem muçulmano. Mohammed Ben Abbed é considerado um político conciliador, que tem como objetivo algumas mudanças sociais. De outro lado, François, um acadêmico solitário, aprende a lidar com as mudanças na sociedade. 

Obs.: Esse livro foi escrito pouco antes dos atentados na França em 2015 – e lançado bem no olho do furacão. O livro gerou bastante burburinho porque, em certos aspectos, Houllebecq pareceu prever o futuro.

Holanda: Tirza, Arnon Grunberg

Jorge Hofmeester tinha, aparentemente, uma vida perfeita. Casa em bairro nobre de Amsterdã, esposa, duas filhas – uma delas é Tirza, sua favorita. Até que, sem razão lógica, tudo parece começar a ruir – seu casamento, a filha Ibi que é pega em situação constrangedora com o vizinho, Tirza que parte para uma viagem pela África… Apesar dele tentar manter o autocontrole, a tensão vai crescendo até culminar num dos finais mais surpreendentes que li nos últimos tempos (e, sim, dá um pau em muito thriller que todo mundo cultura por aí, viu?). 

Turquia: Neve, Orham Pamuk

Orham Pamuk é um dos meus escritores favoritos. E em Neve, ele conta a história de Ka, um poeta turco exilado na Alemanha que volta para sua cidade natal na Turquia para investigar uma onda de suicídios entre jovens muçulmanas. Durante a visita, uma nevasca vai bloquear todo o vilarejo – onde um casal vai liderar um golpe militar. Impressionante como Pamuk consegue, com seu texto, nos transportar para uma vila isolada no meio do inverno turco. Ele também foi vencedor do Nobel de literatura. 

Irã: Persépolis, Marjane Satrapi

Nascida no Irã do final dos anos 1960, Marjane tinha 10 anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico para frequentar a escola. E Persépolis é a história em quadrinhos que ela escreveu para contar sua vida e um pouco da história do Irã, que foi jogado num regime xiita conservador e opressor. É uma das histórias em quadrinhos mais famosas do mundo e tem um motivo: é maravilhosa. 

Rússia: O Mestre e a Margarida, Mikhail Bulgakov

Irônico, divertido e engraçado. Acho que são as palavras que melhor descrevem esse livro. Já nas primeiras páginas, o Diabo desembarca em plena Moscou dos 1930, durante o regime comunista. Com um estilo muito original, Bulgakov narra as confusões e a loucura que Satanás e seus seguidores vão causando na vida cotidiana na cidade. 

Ruanda: Nossa Senhora do Nilo, Scholastique Mukasonga

Um dos temas pelos quais mais me interesso é a história do genocídio Tutsi em Ruanda, então não poderia deixar de incluir alguns livros sobre assunto. Aqui, Scholastique, que é Tutsi, narra a vida em uma escola para meninas no alto das montanhas, perto da nascente do Nilo. Lá, existe um sistema de cotas étnicas que limita a 10% o número de alunas da etnia Tutsi. Por meio do olhar das meninas, podemos acompanhar o início da escada de violência que dizimou milhões de pessoas nos anos 1990. 

Ruanda: Meu Pequeno País, Gael Faye 

A história começa no Burundi, em 1992, onde nasceu Gabriel – filho de pai francês e mãe ruandesa. Esse é um relato autobiográfico do genocídio em Ruanda visto pelos olhos de uma criança. A família mora em um bairro nobre no Burundi, mas não demora muito para que os efeitos da onda de violência cheguem até eles – os funcionários do pai começam a faltar, os amigos não podem mais se reunir para brincar… Até que a mãe resolve voltar ao país de origem para tentar salvar a família. Maravilhoso. 

Nigéria: Meio Sol Amarelo, Chimamanda Ngozi Adichie

Bom, Chimamanda é uma das minhas autoras favoritas e eu gosto de tudo que ela escreve. Mas Meio Sol Amarelo, seu livro mais duro, tem um lugar especial no meu coração. Tendo como pano de fundo a guerra que tentou dividir a Nigéria em duas nações na década de 1960, o livro conta a história de duas irmãs, Olanna e Kainene. É um relato maravilhoso sobre como viver em meio a meio a guerra – ou melhor, sobreviver. 

Gana: O Caminho de Casa, Yaa Gyasi

Um dos meus livros favoritos da vida, já perdi as contas de quantas vezes indiquei e assim vou seguir fazendo. O Caminho de Casa é um livro muito importante e merece ser lido. Escrita portam autora de origem ganesa (ela se mudou ainda criança para os Estados Unidos), a história acompanha a vida de duas irmãs e seus descentes ao longo dos anos. Uma delas fica em Gana. A outra é escravizada e levada para os Estados Unidos. Os capítulos se intercalam para contar sobre os caminhos que cada uma das linhas da família seguiu até os dias de hoje. 

Índia: Todas as Cores do Céu, Amita Trasi 

Para quem quer entender um pouco sobre a complexa sociedade indiana e seu regime de castas, esse livro é uma forma de começar. Mukta, uma menina que pertence a uma casta de mulheres que são obrigadas a servir aos homens (inclusive sexualmente) é resgatada por um ativista que a leva para viver em sua casa em Mumbai. Lá ela conhece a irmã, Tara, com quem aos poucos se conecta. Anos depois, Mukta é sequestrada – já adulta, a irmã tenta encontrá-la. Tem como pano de fundo os ataques terroristas de 2008 em Mumbai. 

Índia: O Deus das Pequenas Coisas, Arundhati Roy

Enquanto a história aqui em cima se passa em Mumbai, essa se passa em Querala, bem ao sul da Índia. Tal qual o Brasil, a Índia é um país de dimensões continentais – e por isso o cenário é completamente diferente. Aqui, dois irmãos gêmeos, Rahel e Estha, crescem em meio aos potes de compota e pimenta da fábrica da avó. Aos poucos, os dois vão descobrindo o mundo – suas belezas e crueldades. Enquanto isso, a mãe também enfrenta as dificuldades de um país dividido em castas. O ritmo da história é mais lento e o texto é super poético, muito bonito. 

Camboja: Primeiro Eles Mataram Meu Pai, Loung Ung

O Camboja é um dos países que mais me emocionaram – e até hoje um dos que mais amei conhecer. Nesse relato autobiográfico, a autora narra como foi o regime do Khmer Vermelho, liderado por Pol Pot, a partir de abril de 1974. Ela, que era filha de um funcionário do governo, é transformada em uma criança-soldado, enquanto vê seus irmãos serem levados para campos de trabalhos forçados. Muito interessante para entender as cicatrizes desse regime que o país carrega até hoje. 

Obs.: O filme baseado nesse livro está na Netflix. A direção é da Angelina Jolie, que se apaixonou pelo país ao gravar Tomb Raider – tanto que seu filho Maddox é de origem cambojana. 

Coreia do Norte: Para Poder Viver, Yeonmi Park

Outro relato autobiográfico, dessa vez sobre a fuga de uma menina norte-coreana do país. Yeonmi Park conta um pouco da sua vida no país mais fechado no mundo – a rotina de se alimentar com plantas selvagens e insetos, a rotina de ver vizinhos e conhecidos sumindo de repente. Aos 13 anos, ela e a mãe resolvem fugir passando pela China, Mongólia e, por fim, Coreia do Sul. 

Coreia do Sul: A Vegetariana, Han Kang

Se fosse um filme, A Vegetariana certamente seria um filme de terror. Ao acordar de um sonho, Yonghye passa a se recusar a cozinhar, comer e servir qualquer tipo de carne. E o que parecia ser uma decisão simples acaba transformando a vida dela em um inferno. A Vegetariana é, para ser um pouco simplista, uma alegoria sobre como a sociedade tenta controlar a vida das mulheres. É um livro um pouco perturbador, mas muito interessante. 

China: Mudança, Mo Yan

O chinês Mo Yan, vencedor do Nobel de literatura em 2012, tem um texto singelo, tão bonito. Nesse livro, ele, que nasceu em uma região rural de Shandong, ilustra de forma muito simples os contrastes da China contemporânea. Fácil e rápido de ler. 

Japão: Caçando Carneiros, Haruki Murakami

Lançado no Japão na década de 1980, foi Caçando Carneiros que fez Haruki Murakami ficar mundialmente famoso – até hoje segue como um dos mais cotados ao Nobel. E essa obra dá uma boa ideia do que a escrita dele – cheia de sutilezas, mistérios, fatos inexplicáveis e pequenos detalhes que é preciso captar no ar. O protagonista da história trabalha em uma agência de publicidade e leva uma vida tranquila, até que recebe uma carta misteriosa que o leva em uma viagem pelo Japão em busca de um único carneiro.

E se você tiver outras sugestões de livros que nos ajudam a entender melhor a cultura de um país, deixa aqui nos comentários!

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Passeios para repetir em São Paulo https://www.viajao.com.br/bkp/passeios-para-repetir-sao-paulo/ https://www.viajao.com.br/bkp/passeios-para-repetir-sao-paulo/#respond Fri, 25 Jan 2019 11:00:30 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11036 Prédios de São Paulo vistos do altoSão Paulo é uma cidade que vale a visita. Alguns passeios super paulistanos são para experimentar e repetir.

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Eu gosto muito de São Paulo. Tá bom, eu adoro. Ok, Sampa é uma das minhas cidades favoritas. E ela está completando 465 anos de existência hoje! Eu acredito que a capital paulista deveria estar em qualquer lista de lugares a se visitar. E existem alguns passeios necessários para uma experiência super paulistana. Por isso, resolvi listar alguns (em nenhuma ordem em especial) que eu não canso de repetir. Aliás, já aviso que rolê em São Paulo muitas vezes envolve comida…

Prédios de São Paulo vistos do alto
Adoro ver São Paulo do alto e imaginar quanta história cabe aqui. Muito Amélie Poulain da minha parte?

1. Tomar café-da-manhã na padoca

Todo mundo que mora em São Paulo vai comer um ‘pão na chapa com uma média’ em algum momento. Pode ser na pressa ou com bastante tempo para jogar conversa fora. A sua média (café com leite grande) pode ser com mais café ou com mais leite. Pode ter todo um buffet de acompanhamentos ou pode ser de pé no balcão mesmo. E pode ser a qualquer hora. Algumas padarias ficam abertas 24 horas por aqui. Quem anima um café-da-manhã pra janta?

2. Fazer uma caminhada na avenida Paulista

Olha o nome dessa via! Tem como ela não ser parada obrigatória em um passeio por São Paulo? Cartão postal da cidade, a avenida Paulista tem museus do começo (no Paraíso) ao fim (na Consolação). A Casa das Rosas e a Japan House ficam praticamente em frente uma da outra. Na mesma quadra, tem o Sesc Paulista, cujo disputado mirante no topo proporciona vistas e fotos lindas da cidade. Daí tem Itaú Cultural, MASP, Instituto Moreira Salles e vários cinemas. O melhor de tudo? É super plana e as calçadas ainda mantém muito da acessibilidade de quando foi reformada.

Prédios ao longo da Avenida Paulista vista do alto
O mirante fica levemente mais vazio durante a semana. Já a Paulista, está sempre cheia…

3. Visitar um dos parques paulistanos

Falta verde em São Paulo. Mas isso não quer dizer que aqui não tenha parque. Tem muitos! Na própria Paulista, tem o parque Trianon, remanescente de Mata Atlântica. Olha que contraste? O parque mais famoso é Ibirapuera, que, aliás, é meu favorito. Adoro visitar os museus, caminhar pelo viveiro ou pelas marquises e lembrar da visita ao Planetário com a escola um milhão de anos atrás. Se a sua visita tiver que ficar lá pra agosto, aproveite a Festa das Cerejeiras no Parque do Carmo, na zona leste. Assim como em Washington DC, uma das atrações é sentar e observar as lindas flores rosadas.

Gramado ao lado do lago no Parque do Ibirapuera, com o sol nascendo por trás de prédios ao fundo
Quem resiste a um nascer do sol no parque? Esse aí é no Ibirapuera.

4. Comer e comer: pizzas, hambúrgueres e pastéis

Escolher onde comer fora em São Paulo é uma missão que pode levar horas. Durante a semana, o almoço paulistano é de ‘PFs’ na padoca e restaurantes por quilo. E tem também aquele pastel de feira de rua que é uma refeição completa – e que parece mais saboroso se for degustado no banquinho de plástico na feira mesmo. Recentemente, surgiram várias hamburguerias de todos os tipos: em container, gourmet, clássicas…

Mas se for para escolher uma janta típica de São Paulo, acho que é a pizza. Da pizzaria da esquina às mais tradicionais, você vai encontrar diversos sabores e raramente irá se decepcionar. Maiba que somente as pizzas com “mussarela” na descrição tem mussarela entre os ingredientes. Parece piada, mas eu já tive conversas longas com amigos de outros estados que insistiram que frango com catupiry tem que ter “queijo” (e eu argumentei que catupiry é queijo…).

5. Pegar fila no meio da rua

No caso, no meio do Beco do Batman. O ponto já virou parada importante dos tours pela capital paulista. E para quem gosta de arte de rua, há mesmo muito o que apreciar por ali. Eu só dispensava as filas em frente a alguns murais… Aproveite que o beco fica na Vila Madalena, bem perto de Pinheiros, e tome um lanche, um sorvete, uma breja, qualquer coisa que desperte as energias pro resto dos passeios. A Vila Madalena sempre for um bairro boêmio da cidade. E, para mim, a graça de lá é que você pode estar de tênis, de chinelo, ou de sapato formal, e ainda vai encontrar algum lugar que é seu estilo. (Ah! Minha dica é ir de metrô e descer na Fradique Coutinho. Fica mais perto que a estação da Vila Madá.)

Grafite do personagem Batman no Beco do Batman, em São Paulo
Bora trocar uma ideia com o Batman em pessoa? Ou melhor, em grafite?

6. Se perder em um museu

Existem dezenas de museus em São Paulo, mas o meu favorito é a Pinacoteca do Estado (desculpa, MASP). Uma das primeiras exposições que visitei na vida foi a do Rodin neste museu, que é o mais antigo da cidade (foi fundado em 1905!). A fila era interminável (como ainda acontece com certas exposições). Mesmo assim, foi marcante. Só o prédio do final do século XIX já vale a visita.

Telhado de vidro e paredes de tijolo da Pinacoteca do Estado de São Paulo
Se não tivesse nenhuma obra de arte, eu ainda iria até a Pinacoteca só para admirar o prédio.

E aí, tem o acervo, com obras da Tarsila do Amaral, do Di Cavalcanti, do Portinari, quadros de décadas e séculos atrás. Por isso, me encanta a cada visita. A Pina (somos amigas próximas risos) fica aberta de quarta a segunda e a entrada custa R$ 10, mas é grátis aos sábados. Dá para chegar lá de metrô. Desça na estação da Luz (que é uma viagem no tempo por si só).

Isso me leva a…

7. Ficar do lado direito da escada rolante do metrô

Muitas atrações turísticas de São Paulo ficam próximas a estações de metrô. E eu acho que essa é uma das melhores maneiras de se deslocar pela cidade. Além disso, quase sempre tem exposição dentro das estações. Mas lembre-se de não ficar parado do lado esquerdo da escada rolante. Isso porque as pessoas vão, sim, pedir pra você continuar subindo os degraus…

Brincadeiras à parte, São Paulo é uma cidade que surpreende. Que não para de achar maneiras de fazer a mesma coisa de um jeito um pouquinho diferente. São 12 milhões de histórias únicas e, ao mesmo tempo, conectadas. Pelo trem, pela rua, pela correria, pelos trajetos, pelas conversas entreouvidas e compartilhadas. Cada vez que descubro algo novo da capital paulista, passo a gostar mais ainda dela. Porque, se tem alguma coisa que São Paulo não para de oferecer, são novos pontos de vista.

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Passando a bola https://www.viajao.com.br/bkp/passando-a-bola-3/ https://www.viajao.com.br/bkp/passando-a-bola-3/#respond Wed, 28 Mar 2012 09:00:58 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=6691 Confesso que já virou OBSESSÃO dos viajões esse tema. To falando da Megan Fox pelada, nua, sem roupa, esperando por

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Confesso que já virou OBSESSÃO dos viajões esse tema. To falando da Megan Fox pelada, nua, sem roupa, esperando por você? Não. To falando sobre viagem barata para a Europa? Não. To falando sobre Lenin embalsamado ou sobre 10 motivos pra não viajar de Ryanair? Também não!

Vamos falar sobre futebol, bebê! E de novo! Lembra que já mostramos alguns estádios pelo mundo aqui, aqui e aqui? Então, a Copa do Mundo do Brasil (que paradoxo isso, não?) tá chegando em dois anos! Dá uma olhada como o estádio que vai abrir a Copa, o ITAQUERÃO do Corinthians, na zona Leste de SP, estava em janeiro de 2012.

Chorou? Eu também. Mas eles garantem que ficará pronto pra vermos o Brasil levar uma surra dar um show na partida de estreia do mundial de 2014.

Por isso, quero fazer uma comparação A NÍVEL DE Copa do Mundo. Quero criar polêmica, sim!

Entre 2009 e 2010 fui passar as festas de fim de ano na África do Sul e conhecer um pouco aquele país, que seria sede da Copa em SEIS MESES. Claro, como não poderia deixar de ser, fui visitar alguns estádios que estavam sendo feitos/reformados. Repito: SEIS MESES ANTES.

Jogo a polêmica pra você comparar com os nossos brasileiros, ok? Segue a SESSÃO DE FOTOS da Amanda em poses sensuais.

Port Elizabeth: por fora estava pronto.

Cape Town: belíssimo e pronto por fora também.

Johannesburg: estádio pronto por fora, mas redondeza não.

Pretoria: só faltava a reforma interna.

E no Brasil? Como estão as obras nesse momento, a pouco mais de dois anos do início da Copa? O Terra fez uma COMPILAÇÃO disso tudo na semana passada.

Arena da Baixada em Curitiba.

Maracanã, no Rio (#cejura?).

 Mineirão, em Belo Horizonte.

Mané Garrincha, em Brasília.

Fonte Nova, em Salvador.

Bom, viajões, vendo as fotos de alguns dos estádios para a Copa do Mundo 2014, deixo uma pergunta pra vocês: vai dar tempo de tudo ficar pronto? Nós esperamos que sim, messsssssmoooooo!

Queremos ver o Brasil passando a bola em campo, e não passando a bola pra outro país sediar a Copa por falta de tempo pra concluir as obras. #oremos.

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Colaborões. https://www.viajao.com.br/bkp/colaboroes-43/ https://www.viajao.com.br/bkp/colaboroes-43/#comments Tue, 28 Feb 2012 12:15:54 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=6323 Ela é a verdadeira “Wild Woman”.  A garota que vai te ensinar a pescar o BlackBass na represa do Capivarí,

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Ela é a verdadeira “Wild Woman”.  A garota que vai te ensinar a pescar o BlackBass na represa do Capivarí, a garota que vai te ensinar a andar de trator, a garota que vai vir com a história que a cobra mordeu o cavalo e depois vai te ensinar a andar de cavalo. Hoje temos Anna Lúcia Zeszutko aqui no Viajão minha gente. A publicitária vai contar sua história de Bonito-MS (lembram? wild woman) e completar o time das gatas que aparecem nesse humilde blog. Valeu Anna! E você que quer contar sua história aqui no Viajão é só mandar o e-mail para souviajao@gmail.com. IRRA!

 

Bonito é lindo!

A primeira coisa que eu tenho pra falar de Bonito é: pensa num lugar bonito (sem trocadilhos). É impressionante ver um paraíso ecológico localizado no meio de cidades referência na exploração agropecuária.

Pra quem não sabe, Bonito fica no Mato Grosso do Sul, a 265 Km da capital Campo Grande, num lugar chamado Serra da Bodoquena. Quem gosta de explorar esse mundão a fora, não pode deixar de ir pra lá. É natureza, povo hospitaleiro, comida boa, calor (mesmo no inverno), frutas estranhas.

Como é um polo internacional de ecoturismo, e principal fonte de renda da região, o turismo lá é levado a sério: passeio só acompanhado de guia turístico. Lá tem centenas de agências de turismo e o preço dos passeios é tabelado. Lembre sempre de fazer contato prévio com uma agencia, pra agendar os passeios que você vai querer fazer, porque todos os passeios tem um limite de pessoas por dia por questões de preservação, e principalmente na época de férias ou feriado a cidade lota!

Agora, pra facilitar, eu vou separar esse post em vários tópicos com dicas, e contando minha experiência junto, borá =D

COMO CHEGAR

Bom, você tem 3 opções

– Ou vai de avião até Campo Grande, aluga um carro lá e segue 265 Km até Bonito (se você tem poucos dias pra viajem, a melhor opção é essa)

– Ou vai de avião até Campo Grande e pega um jatinho pro aeroporto regional de Bonito (se você tiver milhões de dólares na sua conta)

– Ou faz como eu, vai de carro, que é mais barato! Peguei 1500 Km de estrada, dividi a viagem de ida em 2 dias, aproveitei pra ir pro Paraguai, conheci cidades pequenas de MS. É bem tranquilo, mas eu aconselho a ir mais de um motorista, pra ir revezando. Chega uma hora que as estradas são só retas, e você vai ganhando gosto pela velocidade (aaah Felipe Massa) e pode atropelar um animalzinho (eu não fiz isso, mas quase). No MS, tem muito animal solto: boi, ema, tamanduá, então tem que tomar cuidado. Dica: vá curtindo a paisagem, porque a viagem é longa, mas vale a pena.

QUANDO IR

Quanto a isso, você só precisa ficar atento que entre Novembro e Abril é período de chuva por lá, e muitos passeios  fecham quando chove, principalmente grutas e flutuação (já vamos falar sobre isso). Então é bom consultar a previsão do tempo. Eu fui em Julho.

HOSPEDAGEM

Muitas agências de turismo já oferecem hospedagem quando você for reservar os passeios. Mas preste atenção, você vai ficar a maior parte do dia fora, passeando e passeando, então não precisa ter muito luxo na pousada (pelo menos eu acho).

A cidade conta com um Hostel também, sempre lotado de gringos.

PASSEIOS

A parte mais legal. A cidade é recheada de paraísos, a maioria longe do centro, então você PRECISA de carro, seja seu ou alugado.

As principais coisas que você PRECISA fazer é flutuação, visitar uma gruta e ir pra uma Estância, se você não fizer isso, não foi pra Bonito.

Flutuação: pra quem não sabe, é simplesmente você pegar um óculos e tubo de respiração e deixar se levar pela correnteza do rio. Você vai ver de tudo: peixe, jacaré e até sucuri nadando do teu lado (se você tiver sorte, ou não), é muito loco. A flutuação mais famosa de lá é do Rio da Prata, reserve uma manhã ou tarde pra isso.

Só lembre-se de NUNCA, eu disse NUNCA tomar a água dos rios. Não que ela seja poluída, pelo contrário, mas é que lá o terreno é de calcário e se você tomar, pode ter um desarranjo intestinal bem feio #ficadica

Grutas: a gruta mais famosa é a Gruta de São Miguel, que tem uma lagoa azul no fundo. É simplesmente demais, uma das coisas mais lindas que eu já vi. Vale muito a pena. Reserve 2 horas.

Estância: muitos fazendeiros da região abrem suas fazendas pro pessoal conhecer. A mais famosa é a Estância Mimosa. Lá tem trilhas com cachoeiras, onde você pode tomar banho, tem um almoço que só de olhar te deixa 3 quilos mais gordo (prove o doce de leite caseiro), tem cachaça com cobra dentro, tem cavalgada, tem até lagoa com jacarés que vem comer carne quando a dona chama. Se você for fazer tudo, reserve um dia inteiro.

Boiacross: é demais, você desse o rio Formoso, o mais famoso da região, que é cheio de corredeiras e cachoeiras. Quando eu fui, tive a sorte de encontrar a Jurema, uma sucuri de 6 metros, que tinha acabado de comer e tava tomando um solzinho. A bicha é famosa e sempre tá por lá. Só espero que quando você for, ela já tenha comido também. Reserve ½ dia pra isso.

Balneários: vale a pena ir nos balneários se refrescar e dar um mergulho com peixinhos. O municipal é o mais barato de todos, e a Praia do Padre é o que tem mais cachoeiras.

Cachoeiras: lá tem muita, sério. Tem cachoeira só pra ver, pra nadar, pra fazer rapel. Tudo depende de você. Eu fui na Boca da onça, só fazer a trilha e tomar banho, vale a pena. Reserve ½ dia pra isso.

Projeto Jibóia: é um projeto pra desmistificação das cobras, é legal pra quem tem medo de cobra (ixii). Acontece de noite, então você pode ir antes do jantar.

Além disso, tem trilha de bike, rapel em abismos, mergulho de cilindro, passeio de quadriciclo. A programação vai do gosto de cada um, o que importa é que o que você fizer, vai ser demais!!
http://www.bonitour.com.br/tarifario?id=1&data=09/02/2012#servicos

COMIDA

A comida típica de lá é o jacaré = tem jacaré frito, assado, ensopado, pastel de jacaré, X-jacaré. Tem muito restaurante bom, aproveite pra diversificar. Uma coisa boa que eu comi foi a Traira sem espinho, é delicious!
Sem contar no doce de leite que é um espetáculo e nas frutas exóticas e com nomes estranhos.

Bonito é diferente pra cada um que vai, então explore, descubra os sabores e os encantos dessa cidade tão BONITA. Beijos

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Colaborões https://www.viajao.com.br/bkp/colaboroes-38/ https://www.viajao.com.br/bkp/colaboroes-38/#respond Tue, 10 Jan 2012 10:00:22 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=6063 Ainda é verão! #cêjura? Mesmo assim, muita gente tá voltando ao trabalho essa semana mess, né? Mas como o clima

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Ainda é verão! #cêjura? Mesmo assim, muita gente tá voltando ao trabalho essa semana mess, né? Mas como o clima de férias nunca deixa esse blog, o Colaborões de hoje tem a ver com o litoral! É pra você matar as saudades!

O viajão Natan Ewerton Cruz resolveu escrever como foi sua passagem por Santos, no litoral paulista! Ele curtiu as férias de fim de ano por lá e decidiu ser um colaborão! Ele fala até sobre dar um pulinho na cidade mais velha do país. Bora pegar uma prainha?

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Quando se fala em Santos (SP), logo nos vem à mente uma cidade portuária sem nenhum tipo de atrativo. Mas a maior cidade do litoral paulista tem muitos atrativos.

A orla de Santos é um convite para a prática de esportes. Com uma extensa faixa de areia, os turistas podem se dar o luxo de escolher onde irão fincar seus guarda-sóis.

Uma visita ao centro histórico e é indispensável ver os inúmeros casarões e prédios públicos imponentes como a Associação Comercial , a Bolsa Oficial do Café e o Paço Municipal (Prefeitura). Ainda no centro, o turista poderá fazer um prazeroso passeio de bonde.

Um modo de conhecer o maior porto da América Latina de um ângulo privilegiado é através das balsas que ligam Santos a Guarujá.

Outra pedida é uma caminhada pelos jardins da orla santista, que receberam o título de “maior jardim frontal à orla da praia”, pelo Guinness Book.

Saindo de Santos, uma boa pedida é visitar a cidade vizinha de São Vicente (a cidade mais antiga do Brasil). Conhecer a Biquinha da Anchieta com seus belos azulejos do período colonial, passear pela sua bela orla, passear de teleférico ou pular de asa-delta.

Roteiro obrigatório é passar na Ponte Pênsil Saturnino de Brito e subir a Ilha Porchat no monumento de Oscar Niemeyer da onde é possível ver as cidades de São Vicente, Santos, Cubatão e Guarujá.

Essas são algumas dicas para quem um dia passar por Santos ou em outras cidades da Baixada Santista. Quem sabe, futuramente, não sejam postadas aqui também.

A todos os viajões um forte abraço.

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Valeu pela colaborada, Natan! 

E você, seu viajão, também pode mandar sua história de viagem! Escreve pra souviajao@gmail.com e seja um COLABORÃO! 😉

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Comilão https://www.viajao.com.br/bkp/comilao-4/ https://www.viajao.com.br/bkp/comilao-4/#comments Sat, 28 May 2011 10:00:59 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=2596 Bora comer a melhor COXINHA de São Paulo? E bora beber a melhor CAIPIRINHA de São Paulo? Parece repetitivo e

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Bora comer a melhor COXINHA de São Paulo? E bora beber a melhor CAIPIRINHA de São Paulo? Parece repetitivo e meio SE PASSÃO isso, né? Mas prometo pra você que o bar Veloso ganhou esses títulos. E que fazem JUS mess.

Por indicação de amigos, resolvemos experimentar se o cardápio famoso e recomendado é tudo isso mesmo. Ao chegar, o lugar parece uma ESPELUNCA na Vila Mariana. Mas sempre tá cheio. E repleto de sabores de caipirinha.

Tem desde limão até TANGERINA COM PIMENTA MALAGUETA. Uma infinidade de sabores. E as caipirinhas são fenomenais mesmo.

Ah, sem falar da coxinha. São pequenas, mas sequinhas, recheadas, crocantes, sensacionais e… RONC! Estômago roncando risos.

Também, sábado combina com tudo isso. Bora encher a pança então! Se liga no video e delicie-se com cada segundo SABOROSO. 😉

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Março is the new Janeiro. https://www.viajao.com.br/bkp/marco-is-the-new-janeiro/ https://www.viajao.com.br/bkp/marco-is-the-new-janeiro/#comments Mon, 28 Mar 2011 10:15:06 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=1695 Quem é curitibano sabe que eventos socias não são muito fortes na capital paranaense. Curitiba está longe, muito longe em

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Quem é curitibano sabe que eventos socias não são muito fortes na capital paranaense. Curitiba está longe, muito longe em ser referência de carnaval, ano novo e outras festas que não sei quais sejam.

Na última semana Curitiba presenciou um evento totalmente comandada por nossa grande amiga nos últimos anos, a internet. Mais de 5 mil pessoas confirmadas através do Facebook para o evento que seria o primeiro Ano Novo fora de época do Brasil.

Quando eu vi o convite criado por 3 jovens no Facebook (veja aqui), já me surpreendi pelo fato de 300 pessoas terem confirmado presença, aí então em 3 dias, haviam 5 mil pessoas confirmadas, foi tipo meu aniversário ano passado.

Não achei em nenhum lugar números exatos da quantidade de pessoas que realmente acharam que era dia 1 de janeiro, mas a parada bombou! Eu na minha humilde visão e algumas contas, creio que tinha bem mais de 5 mil pessoas para tal festa, e acredite, para os padrões curitibanos, isso é muita gente envolvida por algo novo, porém bem bolado.

Foi um belo evento, acredito que ninguém esperava tanta gente, mas foi pura diversão. A justificativa do ano novo era que o ano no Brasil começa depois do carnaval, e espero que continue nos próximos anos, talvez com uma ajuda da prefeitura pra rolar um controle maior de lixo e tal, mas não vou entrar nesse mérito.

Eu, como curto ideias viajadas, marquei presença no evento. Cada um levou seu espumante, suas uvas e o que dizer dos fogos? Diria que é uma nova Copacabana. A mensagem que fica é: Feliz ano novo denovo! Como diria o video do meu amigo Bruno Barros aqui, e outro video aqui. Aquele abraço, e agora comece a trabalhar, porque o ano já começou!

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