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Arquivos caverna – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/tag/caverna/ construímos memórias Sun, 22 Nov 2020 17:02:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.viajao.com.br/bkp/wp-content/uploads/2018/10/cropped-IMG_2510-32x32.jpg Arquivos caverna – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/tag/caverna/ 32 32 Abismo Anhumas: uma viagem ao centro da Terra https://www.viajao.com.br/bkp/abismo-anhumas-a-viagem-ao-centro-da-terra/ https://www.viajao.com.br/bkp/abismo-anhumas-a-viagem-ao-centro-da-terra/#respond Mon, 22 Apr 2019 18:41:53 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11158 A aventura mais radical - e cara! - de Bonito (MS) testa todos os seus limites e promete ser uma das experiências mais incríveis da sua vida!

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O passeio mais radical de Bonito, MS, é também o mais impressionante. Não é pra menos. Pra poder ver de perto toda a beleza do Abismo Anhumas, você precisa descer por 72 metros do topo ao chão! E de rapel!

Foto: Marcio Cabral / www.abismoanhumas.com.br

A preparação

A aventura começa no dia anterior. O visitante é obrigado a passar por um treinamento pra poder entender em que está se metendo.

E não é exagero! No centro de Bonito fica a sede da única empresa responsável pela experiência radical. Ao chegar lá, 16 profissionais estão a postos pra explicar como tudo funciona.

Primeiramente, ficar atento à vestimenta é essencial. A recomendação é ir de calça (exceto jeans) ou bermuda na altura dos joelhos (sem ser jeans também). Tênis são obrigatórios.

Treinamento na sede da Abismo Anhumas, no centro de Bonito, MS

Então, os monitores vão colocar o equipamento de rapel em você – sempre verificando se está tudo bem preso. Na sequência, é hora de fazer a subida manual movimentando os braços e os pés (cansa bastante!) até uma plataforma que fica a uns 10 metros de altura. Isso serve pra que você se familiarize com as cordas, os movimentos e a altura!

Lá em cima, outro profissional troca rapidamente a posição das cordas e ativa o mecanismo de descida, que é totalmente controlado por você no treinamento. Descer demora segundos… Pronto, teste concluído!

Aí, é hora de assinar o termo de responsabilidade (ou desistir) e fazer o pagamento do passeio. É a atração mais cara da cidade, custa R$ 1.120,00 por pessoa! Neste valor NÃO estão incluídos alimentação e o transporte até o abismo.

(Em Bagan, no Mianmar, deixei de fazer um passeio de balão caríssimo e me arrependi. Por isso, com planejamento, encarei esse).

Descida no treinamento de rapel

Atenção! Depois de assinar e pagar (dá pra parcelar em até 3x), o dinheiro não é mais devolvido em caso de desistência.

O próximo passo é provar a roupa de neoprene para a flutuação que será feita no lago da caverna. E pronto, basta aguardar o dia da aventura.

O que é o Abismo Anhumas

O Abismo fica numa fazenda, a uns 20 quilômetros do centro de Bonito. Foi descoberto na década de setenta, quando o fogo colocado pra desmatar o terreno acabou se alastrando mais do que devia.

Então, alguns funcionários da fazenda encontraram o imenso buraco no chão, numa área mais distante, e perceberam que, lá embaixo, havia um universo totalmente inexplorado.

Abertura do Abismo Anhumas visto de baixo
Foto: Marcelo Krause / www.abismoanhumas.com.br

Após estudos de especialistas brasileiros e estrangeiros, que desceram primeiro para explorar a caverna na década de 80, o lugar foi aberto aos turistas a partir de meados dos anos 90.

As pesquisas indicam que a abertura do Abismo aconteceu há uns 10 mil anos e que a imensa caverna embaixo da terra se formou entre dois e quatro milhões de anos atrás.

O início da aventura

Apenas 30 pessoas, no máximo, podem visitar o Abismo Anhumas por dia. Tudo é controlado para que se interfira o menos possível no ecossistema lá embaixo.

Os grupos de até dez pessoas têm horários marcados (7h30, 8h30 ou 12h30 – este último só em feriados ou alta temporada). A estrutura do lugar não é tão moderna: existem banheiros químicos em cima, antes da descida, e não há alimentação disponível. Leve a sua!

Antes de iniciar a descida, você pode ir até um mirante observar o imenso buraco. Dá medo. Avalie bem se você vai querer ver antes de encarar o rapel. É sério!

Depois, os simpáticos monitores (são mais ou menos dez!) vão colocar todo o equipamento em você (inclusive os capacetes. Solicite os que têm suporte para GoPro, se decidir levar a sua. Mas não esqueça de levar a base para fixá-la).

Sua bolsa – ou mochila – com celular, roupa de banho e toalhas desce separadamente e sem problemas.

A descida de rapel!

Os monitores vão te colocar na plataforma de descida, prender todo o equipamento e dar as últimas orientações. É difícil prestar atenção, mas será mais fácil do que parece.

Preparados pra descer de rapel

Vale lembrar que todas as dicas passadas no treinamento do dia anterior não precisarão ser usadas. A descida e a subida serão controladas pelos monitores. Seu papel será apenas curti-las (e controlar o medo, se preciso).

A descida, normalmente, é feita de duas em duas pessoas: uma de frente pra outra. E logo no início, o espaço é mais estreito por causa de imensas rochas.

Com luvas, você vai liberar a corda com a mão direita e apoiar a esquerda num local específico do equipamento. É só tentar cadenciar os movimentos a 72 metros de altura.

Após passar pelo espaço apertado entre as rochas, tudo se abre e é possível ver a espetacular e imensa caverna escondida embaixo da terra. Eis o Abismo Anhumas!

Observando a caverna de perto

Descer demora uns 5 minutos. Lá embaixo, dois monitores aguardam nas plataformas de madeira montadas sobre um imenso lago de água cristalina.

Dentro do Abismo Anhumas

Na hora de definir e pagar o passeio, dá pra escolher fazer flutuação (pra observar o fundo do lago, enquanto nada na superfície) ou mergulhar com cilindro (apenas para quem tem o certificado específico de mergulho). Optei pela primeira opção.

Lá embaixo, a primeira coisa a se fazer é trocar de roupa e colocar a de neoprene. Ela serve para aquecer o corpo, já que a água costuma ser bem gelada: entre 18° e 20°C. Depois, é hora de pôr as máscaras e os snorkels para flutuar. O guia ajuda nessa parte.

A flutuação

Mesmo o interior da caverna sendo bem escuro, é possível enxergar embaixo d’água na hora da flutuação. Os olhos acostumam com a escuridão! Mas o monitor ajuda. Ele vai junto, iluminando vários pontos com a lanterna enquanto todo o grupo nada pelo lago durante meia hora.

É impressionante ver as formações rochosas de milhões de anos e pequenos lambaris nadando pra lá e pra cá. Os peixinhos não crescem mais porque o ambiente é escuro e tem pouca comida. O ponto mais profundo do lago tem 80 metros! Vale prestar atenção no “silêncio ensurdecedor” que existe por ali.

Nadando no lago gelado do Abismo

Em seguida, após a flutuação, todos podem tirar as roupas térmicas e nadar um pouco apenas com a roupa de banho, pra sentir a real temperatura da água. Vale tentar algumas fotos, pedindo ajuda pro guia: ele usa as lanternas pra fazer a iluminação.

O passeio de bote

No trocador, dá pra se secar e colocar novamente a roupa seca e os calçados. Aí, é o momento de entrar no bote e fazer um passeio guiado sobre a água da caverna pra observar todo o interior com mais calma.

A ação da infiltração da água com calcário pelas paredes formou vincos e desenhos impressionantes ao longo dos milhões de anos. Algumas formações rochosas do Abismo Anhumas parecem até esculturas, tamanha a perfeição.

Passeio de bote por dentro da caverna
Foto: Alexandre Socci / www.abismoanhumas.com.br

Navegar por toda a gruta, ouvindo as curiosas histórias contadas pelo guia, dura uns 20 minutos.

Quando a navegação termina, chega a hora de retornar à vida real, voltando ao topo.

A subida

Até novembro de 2018, os turistas precisavam subir por conta própria até a saída do Abismo, lá em cima. Mas a atividade (que ainda é feita no treinamento) exigia muito esforço físico e muito tempo de cada um. Após uma enxurrada de reclamações, anos a fio, agora cada pessoa é içada até lá em cima.

O içamento é feito da forma mais raiz possível: usando a tração humana. Lá em cima, pelo menos cinco monitores caminham fazendo força para puxar um visitante por vez.

Turistas são içados por monitores pra fora do Abismo

O percurso de subida dura uns dois minutos e é possível curtir mais o visual da caverna nessa hora, sem se preocupar muito com os movimentos.

Vale a pena?

A aventura completa dura umas quatro horas. O valor é bem alto para um passeio, mas a experiência é, de fato, única.

Pensar que tudo aquilo ainda é praticamente intocado e que se formou há milhões de anos, milímetro por milímetro, dá a sensação de exclusividade. Isso contribui pro alto valor cobrado.

Além disso, os profissionais, a segurança envolvida e as licenças e normas pra manter o Abismo em condições perfeitas também encarecem o preço do ingresso.

Se você tiver dinheiro sobrando e quiser fazer uma viagem logo ali, pro centro da Terra, eu recomendo. Vai ser difícil você se arrepender, mesmo que o medo seja mais forte na descida.

É que a sensação de superação e a experiência vivida vão acabar não tendo preço mesmo.

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Uma noite em Halong Bay https://www.viajao.com.br/bkp/uma-noite-em-halong-bay/ https://www.viajao.com.br/bkp/uma-noite-em-halong-bay/#respond Sat, 20 Oct 2018 10:00:28 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=10532 Quem vai ao Vietnã, raramente deixa de fora o programa de passar uma noite em Halong Bay. O mais legal

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Quem vai ao Vietnã, raramente deixa de fora o programa de passar uma noite em Halong Bay. O mais legal disso tudo é que você dorme num barco que tem uma bela infraestrutura. Inclusive, é do tipo “mini-cruzeiro”. Vale a experiência, mas tem alguns poréns. É bom se preparar.

Onde reservar o passeio?

Você pode usar o site oficial dos cruzeiros em Halong Bay para fazer a reserva. São várias empresas, com diferentes tipos de barcos de cruzeiro.

Foto: halong-bay-tours.com

Ou, se preferir decidir mais em cima da hora, nas ruas de Hanói mesmo são várias agências de viagem que agendam o serviço. Nós fechamos o nosso passeio de uma noite assim mesmo. A vantagem: dá pra pesquisar bem os preços, saindo de uma agência e entrando em outra, e pechinchar bastante.

As empresas e os tipos de barcos

Logicamente, quanto mais luxo você terá no barco, mais caro será o preço. E você pode optar por cruzeiros com público mais jovem e com festas programadas ou por aqueles mais voltados à família.

Os preços para passar uma noite em Halong Bay, por pessoa, partem de uns USD 70. Vale você ficar bem atento à companhia que vai contratar. Dê um Google antes e observe o que as pessoas comentam sobre a infraestrutura do barco (é importante, afinal, sua segurança está em jogo!) e sobre as atividades que estão programadas no “pacote”.

Visual do convés do barco

Algumas das empresas bem avaliadas atualmente são:

  1. Swan Cruises – a partir de USD 140 por pessoa
  2. Flamingo Cruises – a partir de USD 130 por pessoa
  3. Aclass Cruises – a partir de USD 125 por pessoa
  4. V’Spirit Cruises – a partir de USD 125 por pessoa

Meus amigos e eu escolhemos a Swan Cruises e, na época, em 2015, pagamos em torno de USD 300 o pernoite numa cabine para três pessoas.

Como chegar a Halong Bay?

Vou usar como base o cruzeiro que nós fizemos de uma noite em Halong Bay. (Na real, eles vendem como “dois dias e uma noite”).

Nós saímos de Hanói num dia pela manhã, por volta das 8h, e fomos com um grupo, de van, até Halong Bay. Aliás, este serviço de transporte terrestre Hanói – Halong Bay – Hanói já estava incluído no pacote. O trajeto é longo: são quatro horas para ir e outras quatro para voltar à capital vietnamita.

Este tempo é de carro. São 175km de distância

As paisagens pelo caminho compensam. O motorista da van não era lá muito prudente no volante, dirigia rápido, invadia a pista contrária em locais perigosos para ultrapassagens, mas deu tudo certo.

Paramos uma vez na ida para comer e esticar as pernas. Chegamos a Halong Bay por volta do meio-dia. 

Quais são as atividades no cruzeiro?

Primeiro, descemos da van num “porto”, onde param várias vans de diferentes companhias. O local fica cheio de turistas ansiosos para começar a aventura. Minutos depois, chegam os guias dos grupos e vão encaminhando cada turma para os seus respectivos barcos.

Foto: halongbaytours.com

Entramos no nosso barco e tivemos uns 15 minutos para deixar as mochilas na cabine e voltar para o primeiro encontro no salão de jantar. Foi aí que percebemos um dos problemas desse tipo de passeio: tudo é mecânico, tem hora marcada e precisa seguir um roteiro. Bem ruim pra quem tinha acabado de enfrentar quatro horas de viagem, concorda? 

Nosso grupo tinha uns 15 turistas de diferentes partes do mundo. Todos estávamos sentados às mesas do salão de jantar do barco quando nosso guia começou a informar as regras e o que viveríamos naquelas 24h. Detalhe: o guia era efusivo e cheio de piadinhas. Pra um grupo que queria curtir o visual e relaxar, esses 20 minutos de “apresentação” foram uma tortura.

Então, começaram as atividades:

Caiaque

Divididos em duplas (ou até sozinhos), ganhamos caiaques e duas horas para desbravar Halong Bay. Que delícia de passeio! O visual era espetacular, tínhamos apenas que respeitar um limite – não podíamos passar dele por segurança.

Um pouco mais distante, víamos os barcos de outras empresas ancorados com outros turistas fazendo exatamente o mesmo. Constatamos: não há nada de original, mas vamos curtir a vibe.

Mergulho

Mais perto do anoitecer, tivemos que voltar com os caiaques para o barco. E, aí, quem queria, ganhou um tempinho livre para nadar e mergulhar ao redor do pequeno navio. Outras pessoas preferiram ir pras cabines tomar banho.

Só que a diversão acabou rápido. Não gostei quando o guia praticamente obrigou a mim e a mais umas cinco pessoas do nosso grupo a sair da água e a ir tomar banho. Parecia minha mãe ali falando “filho, sai da água e vem almoçar”. :/

Refeições

As refeições no barco são atrações interessantes. As comidas oferecidas foram ótimas! Nosso pacote de dois dias e uma noite deu direito a lanches, jantar, café da manhã e almoço.

Foto: halongbaytours.com

Tempo livre

O tão esperado “tempo sem nada pra fazer” veio à noite, após o jantar. Pudemos ficar curtindo o convés do barco, olhando o céu, curtindo o belo visual, relaxando e batendo papo.

Tai Chi Chuan

Pela manhã, quando o sol está nascendo, é oferecida uma aula de Tai Chi Chuan no convés. Confesso que não quis acordar pra participar, estava ferrado no sono. 😛

“Aula de culinária”

No dia seguinte de manhã, o grupo todo teve uma aulinha de como preparar “rolinho primavera”. Eles disponibilizam todos os ingredientes e você vai montando, seguindo as ordens do chef. Foi divertido e apetitoso.

Visita à caverna

Foto: halong-bay-tours.com

Pela manhã, também fizemos uma longa caminhada (com uma subida pela montanha) para conhecer a caverna Thien Cung. Ela tem 10 mil m2 de área e é espetacular!

Volta a Hanói

Após a visita, pegamos nossas coisas no barco, deixamos as cabines e voltamos para o “porto”. Ali, nosso grupo entrou na van e encarou mais quatro horas de estrada até Hanói.

Eu recomendo o passeio pelas belezas naturais e pela experiência de passar a noite no barco. Mas vá sabendo que é no estilo “excursão”, que os horários são todos programadinhos e que você terá de fazer o que o guia já tem planejado.

E se você tiver menos tempo ainda e quiser conhecer Halong Bay mesmo assim, existe um passeio que é apenas bate e volta até lá, sem o pernoite. Pode te fazer economizar tempo, dinheiro e, quem sabe, paciência pra passeios muito programados, né?

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