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Arquivos cinema – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/tag/cinema/ construímos memórias Sat, 28 Nov 2020 23:59:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.viajao.com.br/bkp/wp-content/uploads/2018/10/cropped-IMG_2510-32x32.jpg Arquivos cinema – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/tag/cinema/ 32 32 Como visitar os estúdios de Hollywood https://www.viajao.com.br/bkp/visita-guiada-estudios-hollywood/ https://www.viajao.com.br/bkp/visita-guiada-estudios-hollywood/#respond Tue, 13 Nov 2018 10:00:26 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=10609 A maioria dos turistas vai para Los Angeles pensando nos filmes de Hollywood. O bom é que há estúdios que fazem visitas guiadas pelos sets de filmagens.

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Los Angeles é uma cidade cheia de locais interessantes para visitar. Mas a maioria das pessoas vai para lá pensando nos filmes de Hollywood. Mesmo que você não goste de blockbusters de super-herói, nem nada do tipo, não dá para negar quão atraentes são as produções de cinema e televisão dos EUA. E em L.A., dá para conhecer melhor como são feitas as gravações que tanto nos encantam. Alguns estúdios oferecem visitas guiadas pelos cenários externos e sound stages (que são aqueles hangares que aparecem em toda foto de Hollywood). Então escolha seu figurino e bora conhecer os sets de filmagem!

Warner Bros. Studio Tour

Algumas das séries mais famosas, como Friends, The Big Bang Theory, E.R., foram filmadas aqui. Filmes, então, nem dá para listar, de tantos cenários que você reconhece pelo caminho. O complexo de estúdios da Warner Bros. fica em Burbank, atrás das colinas de Hollywood. O Studio Tour é feito em carrinhos de umas quinze pessoas e você pode escolher fazer em inglês, em espanhol, em francês e, por que não, em mandarim também. Para garantir o horário (e o idioma!) que você quiser, é recomendável reservar antes o ingresso. A boa notícia é que a compra antecipada costuma dar desconto.

Caixa d'água dos estúdios Warner Bros.
A famosa caixa d’água da Warner Bros. pode ser vista de várias ruas de Burbank

Por duas horas, o guia te leva pelas ruas do complexo e explica como os diferentes sets são preparados para as gravações. O Xóia contou bem da experiência quando ele foi. O que mudou de lá para cá foi a criação do Stage 48. É como um museu interativo sobre a história da Warner Bros., como são feitos os efeitos especiais, entre outros destaques, que você fica livre para explorar depois da visita aos estúdios.

Parte do Studio Tour da Warner Bros. na Califórnia
Sonho: tomar um café no seu seriado favorito

Além do tour comum, existe também o Deluxe Tour, que dura cinco horas, é feito em grupos menores e visita mais locais, como o acervo de figurinos (por um preço bem maior). Também oferecem o Classics Made Here Tour, que é para quem gosta dos filmes da década de 1970.

Sony Pictures Studios

Aqui foram gravados desde filmes clássicos como O Mágico de Oz, até sucessos recentes como Homens de Preto e Homem-Aranha. O destaque do tour da Sony é mostrar um estúdio de gravação de áudio para filmes. O tour dura aproximadamente duas horas, mas oferece também a versão VIP Lunch, um pouco mais longa e com refeição inclusa. Atualmente, só é possível fazer o passeio durante a semana e são poucos horários disponíveis por dia.

Universal Studios Hollywood

Embora o complexo da Universal Pictures seja gigante e muito movimentado (é cheio de escritórios, várias entradas possíveis, um monte de gravações acontecendo), não é possível visitar apenas os estúdios. O Studio Tour é uma das atrações do Universal Studios Hollywood – que é um parque de diversões. Ou seja, depois de passar pelo cinema 4D do Shrek e cruzar com um Minion pelo caminho, você pode ir para a montanha-russa do Jurassic Park ou virar à direita para o passeio no estúdio.

Universal Studios Hollywood é parque de diversões e passeio nos estúdios
O tour da Universal Studios Hollywood é uma das atrações do parque de diversões

O passeio completo dura cerca de uma hora e é um misto de tour (sim, dá para ver equipes de gravação às vezes) com brinquedo. O bom disso é “viver” um efeito especial. O ruim é que é tem que pegar filas (longas) e você não pode descer do carrinho. Isso no ingresso comum. Com o ingresso VIP, além de ter filas mais curtas para o brinquedo, o tour no estúdio é com hora marcada e roteiro especial. Como esse ingresso custa três vezes mais, eu fiz a visita comum. Para quem gosta de parque de diversões, é um passeio dois-em-um. Mas em relação ao funcionamento dos estúdios, é menos detalhado do que os outros tours.

Tour dos estúdios mistura atração de parque e história do cinema
Mas dá para dar oi pro Norman…

Paramount Studios

Dos grandes estúdios, esse é o único que realmente fica em Hollywood. É menor que os da Warner Bros. e da Universal e menos conhecido. Mas é também um dos mais antigos (está lá há 100 anos!) e é bastante utilizado pelas produções. O tour leva cerca de duas horas e também oferece a versão VIP, com acesso aos acervos de objetos de cena e oficinas de produção de cenários.

Confesso que não conheço ninguém que tenha feito o tour da Paramount. Ou seja: como eu adoro uma novidade, já está na minha lista para quando voltar para Los Angeles.

The Walt Disney Studios

Muito, mas muito infelizmente, não dá para visitar os estúdios da Disney na Califórnia. O único jeito que eu descobri que é possível conhecer os escritórios do tio Walt é como parte de uma excursão da Adventures by Disney, a empresa de viagens da companhia.

Se você quiser pelo menos ver o lado de fora, com todos os detalhes minuciosos e encantadores que são marca registrada da empresa, os estúdios ficam em Burbank, bem perto dos da Warner Bros.

Gravações de shows

Outro jeito de conhecer como é feita a produção de um estúdio de Hollywood é participando da audiência. Sim, isso é possível! E de graça. Os ingressos são distribuídos por sites oficiais, como TV Tickets, OCA e 1iota, com alguma antecedência. Quem gosta de programas de auditório pode checar no site oficial como fazer parte da plateia. Cada show tem um procedimento (que vai desde fila física, até show aberto no meio da rua). É importante ler bem as condições de participação, ok? Os estúdios, aliás, são bem rígidos quanto à entrada com celular (não pode de jeito nenhum) e quais documentos são aceitos.

Também vale checar se há algum evento na data que você pretende estar em Los Angeles. Em outubro, vários estúdios oferecem tours especiais de Halloween, com passeios noturnos ou com destaque para filmes de terror. Também há avisos na rua quando for ter gravação em local público. Então se você vir uma plaquinha de filmagem no poste, aproveite! O set de filmagem veio até você.

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Um lugar chamado… https://www.viajao.com.br/bkp/um-lugar-chamado/ https://www.viajao.com.br/bkp/um-lugar-chamado/#comments Mon, 12 Dec 2011 10:00:13 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=5691 Notting Hill! Além da livraria do filme, o que dá charme ao bairro londrino são as casinhas inglesinhas impossíveis de ignorar.

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Taí um bom exemplo de como o cinema movimenta o turismo e vice-versa. Quando passei por Londres este bairro não era bem uma parada obrigatória, isso porque fazia tempo que eu tinha visto filme, mas foi logo recomendado e, incrível, assim que pisei lá o filme me voltou à memória.

Eis a clássica livraria em que a Julia Roberts conhecia o Hugh Grant, que aliás tem tudo a ver com nosso blog desde o nome até a decoração e os próprios livros. Estamos em Notting Hill (caso você não tenha matado a charada do título – risos.)

 

Além da livraria, o que dá charme ao bairro londrino são as casinhas inglesinhas impossíveis de ignorar. Parece casa de boneca, ainda mais quando pintadas de cores nada convencionais. Estreitas por fora, mas com certeza não há nada mais aconchegante do que lá dentro!

O bairro é bom pra passear com calma, pela Portobello Road sempre tem lojas bonitas, antiquários, garage sales e pechinchas incríveis.

 

Comprei alguns vestidos de 5 libras e este casaco de – pasmem – 30 libras!

Quando você viaja e não lembra do filme, a primeira coisa que faz quando volta pra casa é assistí-lo. E quando assiste um filme de um lugar que já esteve a reação é ainda mais forte. Brincar de identificar as ruas, dizer “eu já estive ali”, soltar uns gritinhos de emoção ridículos…. quem nunca??? Assim a gente brinca de ser importante e se sente parte do mundo.

Paris e Nova York são os cenários mais frequentes. Mas tem também Barcelona, Dublin… Tem também aquele caso que um filme desperta o desejo de conhecer um lugar. Como quando assisti Budapeste e tenho até hoje no meu roteiro imaginário. E pra você viajão, a vida imita a  arte ou a arte imita a vida?

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Cinemateca Francesa https://www.viajao.com.br/bkp/cinemateca-francesa/ https://www.viajao.com.br/bkp/cinemateca-francesa/#comments Mon, 31 Oct 2011 10:00:55 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=5177 Paris dá de comer para todas as artes! Mas para os amantes da sétima arte, um lugar fora dos roteiros turísticos: La Cinémathèque Française.

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Paris dá de comer para todas as artes! Mas para os amantes da sétima arte, um lugar fora dos roteiros turísticos: La Cinémathèque Française.
Lá no extremo sudeste da cidade luz, 12ème arrondissement (51 rue de Bercy), onde Paris ganha ares de modernidade e já nem tem muita cara de Paris.

Ir atrás da cinemateca era uma meta, e se tornou uma grata surpresa também descobrir esse bairro, onde está também a biblioteca nacional e cercado de prédios altos, espelhados e modernos que jamais seriam vistos no centro da cidade. Chega a ser um respiro, quando se está cansado de perfeição, sabe? Sem os frondosos boulevares, floreiras e cafés, fugir um pouco do sonho e curtir uma “Mise en scène” diferente…

A Cinemateca francesa tem história!!! Que pode ser conferida junto com a própria história do cinema lá mesmo, no Musée du Cinéma. Uma sala de exposição mostra desde as primeiras engenhocas de imagem em movimento, kinoscópios e afins; passeia pelos primeiros filmes produzidos na história e pára em 1968, ano em que a cinemateca original foi invadida por estudantes, pupilos de Godard, chegados a uma revolução.

Enfim, da antiga não sobrou nada, esse novo prédio foi construído em 2005, com uma arquitetura moderna incrível que já faz o espetáculo começar do lado de fora, obra de Frank Gehry, o mesmo arquiteto dos Museus Guggenheim em NY e Bilbao.

Além de salas de cinema (Cêjura), a cinemateca é um lugar para pesquisas, livraria, oficinas e palestras e, lógico, aquelas lojinhas irresistíveis de museu. Abriga também exposições temporárias como a magnifique exposição do Kubrick que eu tive a honra de ver – só não pude fotografar! Mas dá pra ter uma idéia no site, e aqui:

Stanley Kubrick – L’exposition por lacinematheque

Tinha os manuscritos e rascunhos dos roteiros, objetos de cena, figurino e maquetes dos maiores sucessos como laranja mecânica, 2001, O Iluminado e Lolita. Também notícias e curiosidades dos bastidores.

Encontrar essa exposição foi mais uma dessas surpresas que você não programa, nem encontra no guia de bolso.
Imagina se eu não saí de lá carregada de milhares de folhetos e revistas! Veio até um poster de Jules e Jim pra nossa querida Cinemateca de Curitiba \o/

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Quase famosos https://www.viajao.com.br/bkp/quase-famosos/ https://www.viajao.com.br/bkp/quase-famosos/#comments Mon, 29 Aug 2011 10:00:38 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=4124 Muita gente sonha em ser artista de Hollywood, né? Pra botar a mão na Angelina Jolie numa grana federal, viver

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Muita gente sonha em ser artista de Hollywood, né? Pra botar a mão na Angelina Jolie numa grana federal, viver de mordomias, ter mil regalias, fazer sucesso com as titias (foi só pra rimar).

Às vezes, passeando por aí, podem DESCOBRIR seu talento. Foi o que QUASE aconteceu comigo e com amigos em Londres. Cidade fantástica que é, Londres respira arte, respira gente célebre, respira poluição. Andávamos na região do Palácio de Buckingham, quando nos deparamos com a seguinte SINALIZAÇÃO:

Meu, tudo bem que qualquer um de nós jamais tinha visto o primeiro filme do Johnny English, protagonizado pelo Mr. Bean. Mas era a nossa chance de protagonizar fazer figuração numa produção cinematográfica que vai rodar o mundo todo.

Não é todo dia que a gente se depara com uma placa dizendo mais ou menos isso: “atenção, você está prestes a entrar numa área em que está sendo rodado o filme Johnny English 2. Esteja ciente de que sua imagem pode aparecer no longa”.

Não havia cachê, logicamente. Mas havia a FAMA RONDANDO O LUGAR. Começamos a caminhar por ali, em direção ao Palácio, e de olho em qualquer movimentação. Encontramos caminhões e uns carros, cheios de tranqueiras de produções desse tipo.

Pensamos que veríamos o Mr. Bean por ali, ou algum diretor maluco gritando ACTION com sotaque britânico. Mas nada. Fomos ao Palácio, fotografamos, e voltamos para a ÁREA DA FAMA. Nada. Olhávamos os prédios em volta, os caminhões do set, e nenhuma viv’alma aparecia pra dar satisfações.

CADÊ O FILME SENDO RODADO? NOS ENGANARAM? Bom, lembro até ter pesquisado sobre a continuação na internet depois dessa viagem. Na semana passada, saiu a notícia de que o filme já tem até trailer!

Sabemos que não vamos aparecer passeando por Londres enquanto o Johnny English atua em primeiro plano. Não vimos câmera alguma. Mas confesso que to curioso pra ver essa continuação. Vai que nos filmaram escondidos? É a chance de estrear na telona, mesmo que apenas nossas costas fiquem famosas!

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Colaborões https://www.viajao.com.br/bkp/colaboroes-18/ https://www.viajao.com.br/bkp/colaboroes-18/#respond Tue, 24 May 2011 10:00:24 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=2625 O Viajão não podia deixar por menos. CONVOCAMOS um amigo que esteve na edição do ano passado pra contar qualé a desse tapete vermelho.

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O Festival de Cannes 2011 acabou no último domingo, e entre mortos e feridos, galãs e apologias nazi-polêmicas, o que ficou foi aquela vontadinha de estar lá! Pelo menos pra  nós, k-kind of cinéfilos…
O Viajão não podia deixar por menos, CONVOCAMOS um amigo que esteve na edição do ano passado com um curta seu inscrito pra contar qualé a desse tapete vermelho…

 Isaac Benavides é um chileno muito do artista, que vive por aqui entre os brazucas há 4 anos, e anda por esse mundãovelhosemfrontera, principalmente a América Latina, pra depois mostrar ao mundo las colores de nuestra tierra!
Desses talentos de dar inveja (e olha que eu ainda mal o conheço), além do curta inscrito em Cannes,  já embarcou vários projetos de curtas, longas, documentários… Vale a pena conferir… a história é cinematográfica!!!

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CANNES: Um périplo cinematográfico.

Curitiba, maio 2010. Um pouco de calor, um pouco de frio, mas essa inconstância climática, própria desta cidade tão estranha para um estrangeiro como eu; chileno acostumado a essas chuvas que duram meses e que se aproximam a uma espécie de dilúvio regional e, acompanhado de um frio que penetra até os ossos, normal em cidades que colidam com a imponente “Cordillera de los Andes”, não apaga os ânimos e as ansiedades própria de toda grande viagem, mas quando essa viagem é para o maior e mais importante festival de cinema do mundo…CANNES.

Mas para chegar ao nosso destino tivemos que enfrentar uma viagem mais longa do previsto, o que para mim, claustrofóbico convencido e impaciente por natureza, foi um verdadeiro martírio. Mas toda viagem acompanhada de amigos faz do tédio um repentino alivio, normal entre escalas, conexões e horas de avião; esse artefato de transporte um pouco mais hermético que um microondas que te faz lembrar, pelo menos a mim, quão leve e frágil é o homem quando enfrentado aos recursos tecnológicos, e as fugas que a física nos proporciona para fazer de nossa vida, um pouco mais fácil. Mas todos esses “contras” são aplacados, como surpresa natalina, pelas lojas que habitam os aeroportos, que nos convencem de que o capitalismo não é tão ruim como alguns pensam. Onze horas aproximadamente desde Rio de Janeiro até o aeroporto de Barajas em Madrid, e umas duas horas e meia entre Madrid e Marselha na França, nosso primeiro e mais inseguro destino. Mas não podemos obviar as horas de espera nesse aeroporto que parece cidade, e que se não fosse estragada pela “amabilidade” da policia internacional espanhola, seria perfeita.

Marselha nos proporcionou o momento aventureiro e tal vez nosso momento religioso, não só confiando no poder daquele Ser Supremo que acreditamos alguns, senão nas intermináveis artimanhas da nossa VISA (aquela bendita invenção) que era colocada a prova uma vez mais. Chegamos a Marselha quase por sorte. Extraviaram nossas malas (Na verdade, as malas do meu colega), pegamos o último ônibus até a cidade (depois só seria um taxi que cobrava o mesmo que eu pagava em um ano de faculdade), pegar o último METRO, para chegar finalmente ao VIEUX PORT, que me lembrou que todo esforço valia a pena. –“Isaac, chegamos à França!”– Foi o que escutei umas 20 vezes enquanto saímos da estação. Mas como toda viagem perfeita sempre é estragado pela desorganização e o “tudo para ultima hora”, natural de todo latino, “lembramos” que tínhamos que achar URGENTEMENTE um hotel, pois tínhamos esquecido de reservar um quarto para nossa primeira noite (SIM, fomos idiotas mas fomos felizes).

Depois de vagar umas duas horas buscando hotel (enquanto eu carregava uma mala, da qual usei só a metade da roupa) chegamos no BELLEVILLE, um hotel que nos proporcionou, primeiro a sensação de ter experimentado um milagre e depois, a fascinante vista (tal vez uma das melhores) do “Velho Porto” da cidade.

De manhã, bem de manhã, caminhamos por Marselha (a segunda maior e mais antiga cidade Francesa) aproveitando as poucas horas que tínhamos antes de empreender a viagem em trem até Cannes, nosso destino principal. Conhecer a “Basilique Notre-Dame-de-la-Garde”, caminhar e comer no “Vieux Port” são “obrigações-obrigatórias”, sem importar a redundância.

Mais ou menos três horas e meia são de Marselha até Cannes, mas pareceu bem mais. Foi impressionante se enfrentar ao mediterrâneo e escutar a doce voz de aquela francesa de olhos verdes que sentou na minha frente: “Chegamos a Cannes”…eu acho que foi isso o que ela quis dizer. Me senti pela primeira vez num filme de Rhomer – o amor e sol francês invadiu os meus olhos e os meus pensamentos.

Deixem respirar um pouco… Pronto. Cannes. Que cidade linda. Que glamour. Que luxo. Que mulheres bonitas. Uma cidade que respira, vive e come cinema (literalmente), o paraíso de todo cinéfilo, o éden de todo realizador cinematográfico. Durante a viagem terminei o livro do diretor Raoul Ruiz (Poética do cinema) e entendi o que ele diz quando escrevia: “No cinema tudo é possível”, e sim, tudo é possível!

Passou já um ano desde essa viagem e me surpreendo. Leio o jornal: Lars Von Trier agora é Nazi além de bipolar, os favoritos sempre são os mesmos, Malick o “introvertido” ganha o mais importante prêmio….e para mim, Cannes foi uma surpresa, desde a seleção do meu curta, uma espécie de experimento forçado ultra independente, chegar lá e conhecer uma serie de realizadores, entre eles Paulo Branco, uns dos mais importantes produtores de cinema do mundo, assistir a uma exibição privada (convidado por Paulo Branco) do ultimo filme do meu realizador favorito e máximo referente, Raoul Ruiz, fez dessa viagem tal vez uma das melhores viagem da minha vida, e que espero que se repita com o tempo.

Para mim que o mais próximo ao glamour é uma foto de Scarlett Johansson que guardo num velho livro (e que agora deixa de ser segredo para passar ao domínio publico) para de um dia para outro caminhar entre festas, reuniões, estréias de filmes e tapetes vermelhos, foi uma experiência quase surreal. Anedotas são muitas, e o interessante é que a memória é acompanhada com o passo do tempo, com esse “ir e vir” entre a realidade e a ficção, um pouco como o cinema mesmo.

Mas fora do festival, o que fazer numa cidade como Cannes? Se você decidir visitar a cidade, prepare o cartão de crédito, a melhor roupa e o cartão de crédito (já falei isso?), pois essa cidade do sul da França é uma das mais caras do país (senão da Europa), mas se você tiver paciência e se aproximar ao mercado da cidade, poderá achar lugares bem baratos, ainda que um Mc Donald´s sempre é salvador. Caminhe pela beira do mar, muito mais se está acompanhado. A praia é muito boa e bastante concorrida, mas vale a pena, ao final, é uma das praias mais chiques do país. Cannes também tem vários pontos turísticos, miradores, restaurantes, lojas, e perto da cidade tem vilas que valem a pena conhecer.

Finalmente, se você decidir viajar no mês Maio, não se esqueça de ir até o Palácio do Festival, levar uma câmera fotográfica com uma lente ZOOM, um vestido de gala o um “smooking” e um bom óculo de sol, quem sabe no meio da rua você se encontra com seu artista favorito.

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Valeu Isaac! Pra quem quiser mais detalhes (sim, tem mais!!!) dessa história, vale a pena conferir a viagem toda documentada pelo Isaac e o amigo: aqui e aqui.

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