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Nessa segunda-feira, o presidente de Parques, Experiências e Produtos da Disney divulgou atualizações sobre reformas e construções em andamento nos EUA.
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]]>No melhor estilo 2020 de planos de viagem sem data definida, prontos para sonhar com uma visita ao boss Mickey Mouse? Nessa segunda-feira (16), o presidente de Parques, Experiências e Produtos da Disney, Josh D’Amaro, divulgou atualizações sobre as novas atrações durante o IAAPA Expo, evento voltado a parques de diversão. Mesmo com os parques e resorts na Flórida funcionando com restrições por causa da pandemia de Covid-19 e com o complexo Disneyland na Califórnia fechado, as obras seguem em andamento.

Anunciado em 2019, o Avenger Campus segue em construção na Disneyland California e também em Paris. Uma das atrações ganhando forma é a WEB SLINGERS: A Spider-Man Adventure. Os visitantes embarcarão em carrinhos para ajudar o Homem-Aranha a combater bots que invadiram o campus. É a primeira atração desse superherói na Disney. Pessoalmente, eu adoro o brinquedo do Spiderman na Universal, então estou empolgada com mais essa atração!
Agora, o que parece muito empolgante mesmo é a montanha-russa de Guardians of the Galaxy em construção no EPCOT, na Disney World, em Orlando. A Guardians of the Galaxy: Cosmic Rewind foi nomeada de “montanha-russa de contação de histórias”. A ideia é que ela gire em qualquer direção, para que os visitantes consigam ver tudo que tem no entorno. A Disney divulgou um vídeo para dar uma ideia de como funcionará o brinquedo:
A atração de Guardians of the Galaxy não é a única novidade em desenvolvimento em Orlando. Volta e meia, alguém se arrepende de me dizer que acha o EPCOT chato, porque aí tem que me ouvir falar todos os motivos pelos quais eu adoro esse parque. Mas você pode rodar o mundo sem sair de lá! Como não gostar? E já estou louca para ir no pavilhão da França curtir o brinquedo de Ratatouille. Eu amo o filme e quero muito entrar nesse carrinho de ratinho e correr pelo restaurante do Gusteau. A Remy’s Ratatouille Adventure, prevista para esse ano, acabou ficando para 2021.

O Harmonious, que é um show que vai ocupar a lagoa central do EPCOT, segue em obras. Painéis de LED, fogos, fontes dancantes… a Disney prometeu de tudo para essa apresentação. E não tenho dúvidas que provavelmente será memorável. Quando eu habitei a Disney World, o EPCOT tinha um show de fogos de artifício nesse local e eu ainda sei a música decor.
Essa notícia vai direto para os apaixonados pelo espaço e por Star Wars (alô, Xóia!): temos novas imagens dos quartos no Star Wars: Galactic Starcruiser. Olha isso: será um espaço que o hospede poderá ficar por dois dias (com reservas que serão super disputadas, se as áreas de Star Wars no parque forem indício de qualquer coisa). Aqui, a ideia é que você esteja cruzando o espaço em uma narrativa Guerra nas Estrelas, com treinos de sabre de luz e restaurantes temáticos. E como você pode ver abaixo, a paisagem da janela será, literalmente, de outro mundo.


Vou confessar uma coisa pra vocês: quando 2020 começou, eu tinha uma viagem em mente. Bom, na verdade, eu tinha muitas viagens em mente, muitos planos nas etapas iniciais, mas uma vontade que estava crescendo desde o ano passado: ir para a Disney de novo. Obviamente, como muitos de nós, eu não fiz viagem alguma neste ano, afinal, o melhor mesmo foi ficar em casa durante essa pandemia.
O que não quer dizer que eu esteja com menos vontade de ir para lá. E esse desejo só ficou mais aguçado nessa semana. Talvez, porque a Disney+ estreia amanhã no Brasil. Ou porque estou prestes a completar 14 anos desde que fiz intercâmbio na Flórida, caminhando pelos bastidores da Disney World que tanto amo. Agora, é continuar acompanhando as novidades e preparando os bolsos os planos para quando os parques reabrirem e as novas atrações forem inauguradas.
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A Marina já nos trouxe 25 livros pra viajar sem sair do sofá. Mas depois da nossa conversa lá no podcast Viajão, pensei em outros filmes que costumam me transportar para outros lugares com facilidade. Bora dar uma volta ao mundo com o cinema?
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]]>Nessa época de mundo em mudança, com várias restrições de viagem, estamos todos com a missão de ficar em casa sempre que possível. Mas isso não significa que a gente precise parar de fazer planos de viagem – e de se encantar com esse mundo incrível em que vivemos.
A Marina já nos trouxe 25 livros pra viajar sem sair do sofá. Mas depois da nossa conversa lá no podcast Viajão, sobre o que assistir durante esse período de isolamento social, pensei em outros filmes que costumam me transportar para outros lugares com facilidade. E, claro, são inspiração para viagens futuras. Bora dar uma volta ao mundo com o cinema?
Na Mira do Chefe é um filme meio noir, de humor sarcástico e mais pesado, que muitas pessoas conhecem pelo nome em inglês: In Bruges. E, como o nome diz, se passa em Bruges, na Bélgica. Um assassino de aluguel comete um erro e o chefe manda ele se esconder por um tempo na cidadezinha belga. E aí, você (ao lado do Colin Farrell) acaba fazendo turismo pelo filme. Tem na NOW.
A protagonista de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é uma garçonete em um café de Montmartre (o que, por si só, já te transporta para Paris). É um filme de personagens excêntricos e de uma garota querendo trazer alegria para o mundo. Garanto que você vai se divertir com a história do duende! Esse filme está no Prime Video, que faz parte da assinatura do Amazon Prime (ao usar esse link, você sabe mais sobre o serviço e ajuda o Viajão! \o/)

Ainda sobre Paris, tem um dos filmes da trilogia do diretor Richard Linklater (que mencionei no podcast, mas como é minha favorita, eu repito aqui). Os filmes têm o Ethan Hawke e a Julie Delpy basicamente passeando e conversando por cenários europeus: Viena em Antes do Amanhecer, Paris em Antes do Por-do-Sol (que é o que mais gosto, por isso, coloquei em França) e o Peloponeso, na Grécia, em Antes da Meia-Noite. Se você gosta de romances sutis, vai adorar.
Tudo bem que, em Adeus, Lenin, o foco é uma Berlim do passado. Mas a capital alemã é uma cidade em reconstrução, então cenários do presente do passado se misturam muito. Eu adoro esse filme. Você chora, ri, se encanta com o que fazemos pelas pessoas que amamos. Fica a dica! Tem na NOW.

A gente comentou sobre o que acho que é um dos filmes-baseados-em-livros mais mencionado quando se fala em viagem, que é Comer Rezar Amar. Mas acho que não dá para deixar outro filme-baseado-em-livro de fora da lista: A Praia. Esse drama, que tem um Leonardo diCaprio novinho, foi filmado em Maya Bay, na Tailândia. É um retrato agressivo e não muito fiel do país, mas levou muitos viajantes ao local. Tantos, aliás, que a baía está fechada para visitação, para que a natureza se recupere.
Como eu trouxe vários filmes pesados aqui, achei melhor incluir uma comédia romântica: Podres de Ricos. Eu ri muito com esse recorte endinheirado de Singapura. E como a nossa protagonista nunca esteve por lá, tem muitas descobertas quase de turista. Por exemplo, com as comidas de rua. No Brasil, tem na HBO.
O Exótico Hotel Marigold tem alguns dos meus atores favoritos: Dev Patel, Judi Dench… Tem também cenários lindos e os encantos e desencantos que todo turista tem quando conhece um lugar novo, com o qual sonhou muito. Tem no TelecinePlay.

Minha primeira indicação é um filme meio pesado, já vou avisando: O Abutre. É sobre um cinegrafista amador sem escrúpulos registrando crimes por Los Angeles e mostra muitos lugares reais na cidade. De acordo com o diretor, eles foram adaptando o roteiro aos lugares onde gostariam e poderiam filmar. Tem pra alugar no YouTube. Agora, se você preferir uma visão mais romântica da cidade, sempre tem La La Land. E entre os clássicos que se passam em Hollywood, meu favorito é Crepúsculo dos Deuses.
Aliás, não dá para errar com Billy Wilder, o diretor de Crepúsculo dos Deuses. Se quiser ver uma Nova York antiga, assista outro clássico favorito meu: Se Meu Apartamento Falasse.

E temos o belíssimo Havaí. Eu adoraria estar lá nesse momento. Os Descendentes é um filme que é meio drama, meio comédia, que se passa em Big Island e em Kauai, com sol, praia e camisas estampadas. E tem o George Clooney, o que é sempre um ponto positivo. Ele é baseado em um livro. Mas eu recomendo fortemente as lindas imagens do filme.
Para uma versão um pouco mais fantasiosa do Havaí (por causa dos alienígenas, e não por causa dos sons e cenários), tem Lilo e Stitch. Que eu amo. E é muito Havaí para mim, por causa do surf, da hula, e até mesmo, por causa do show turístico de dança polinésia. Ah, e claro, por causa do Elvis Prestley.
Dia de Los Muertos no México. Como não amar? Viva – A Vida é uma Festa é uma animação que me faz chorar toda vez emociona muito. É a história de um garoto mexicano apaixonado por música preso junto com os antepassados em um outro plano.

Apesar do nome, o filme Um Conto Chinês se passa em Buenos Aires. E é com um dos meus atores favoritos – o Ricardo Darín. Ele faz um cara meio mau humorado que encontra um chinês perdido na cidade, que não fala nada de espanhol e não consegue voltar pra casa. Tem no TelecinePlay.
Falamos no podcast também de Medianeiras, uma comédia romântica argentina que me ajudou a descobrir onde ficava essa pracinha acima. Foi onde me “abriguei” quando andei até me perder por Buenos Aires. E adorei quando ela apareceu no filme.
Dos muitos filmes brasileiros que poderia citar aqui, resolvi mencionar O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, dirigido pelo Cao Hamburguer. É uma viagem no tempo (se passa na década de 1970) com um garoto que é deixado na casa do avô enquanto os pais “saem de férias”. O cenário é o Bom Retiro, em São Paulo (embora não tenha sido filmado todo nesse lugar), um bairro de imigrantes. Dá pra alugar no YouTube ou na NOW.
Você já viu O Jardineiro Fiel? Esse drama dirigido por Fernando Meirelles se passa no Quênia e estrela o Ralph Fiennes como um diplomata aguardando notícias sobre a esposa, sequestrada. É um filme muito delicado sobre um assunto muito série. O que mais me marcou à época que assisti foi justamente como é um filme focado em uma pessoa, e não em um conflito. Tem no Globoplay.
Incluí mais uma animação aqui, pois é um dos meus gêneros favoritos. E Moana tem bastante da cultura polinésia, por mais que seja em uma ilha fictícia. Da dança ao estilo das canoas, à lenda de Maui, sempre que vejo esse filme, retomo meu sonho de visitar o maior número de ilhas do Pacífico que eu puder. Tem na Amazon Prime Video.
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Em tempos de coronavírus fica difícil pensar em planejar novas viagens... Enquanto isso, para ajudar todos que já estão sentindo falta de novos cenários, selecionei 25 livros para viajar sem sair de casa. São livros muito queridos por mim e que me ajudaram a entender melhor o mundo.
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]]>Estamos vivendo tempos delicados… E se no momento ainda não dá para planejar viagens, dá para aproveitar essa época de isolamento social recomendado para ler e pesquisar, certo? Por isso, escolhi 25 livros para viajar sem nem precisar sair de casa. São histórias muito queridas por mim, que me ajudaram a entender melhor o mundo – nem que seja um pouquinho. Espero que seja útil para vocês também.
Ah, muitos deles eu li no Kindle – um dos acessórios indispensáveis para viajantes que gostam de ler. Afinal, é muito leve e compacto. Dá para levar uma biblioteca na mala sem ultrapassar os limites de bagagem. O meu é o Paperwhite normal, mas tem também a versão à prova d’água. A capinha que uso pra protegê-lo é essa aqui.

Sobre coronavírus:

No Rio de Janeiro dos anos 1940, Guida Gusmão desaparece de casa. Os pais ficam preocupados. A irmã Eurídice, arrasada, precisa seguir sua vida. Mesmo que de formas bem diferentes, as duas acabam tendo que tomar decisões pressionadas pela sociedade da época. E nenhuma delas parece muito feliz com as escolhas. Em uma sociedade (ainda mais) machista, as duas levam a vida como podem.
O texto é irresistível, bem humorado apesar de tudo. E acho muito difícil que as mulheres não se identifiquem com a história. Tenho também um sentimento de nostalgia pelo Rio do século passado que nunca vou conhecer.
Obs.: esse livro ganhou uma versão em filme recentemente. Com o título de A Vida Invisível, a história tem pouco a ver com a do livro. Honestamente, detestei (haha).

Coloquei Peru só porque é lá que a história começa (e porque Vargas Llosa é peruano). Mas a gente viaja também por Paris, Londres, Tóquio e Madrid neste livro. A obra é sobre a história de amor pouco usual entre Ricardito e Lily – ele se apaixona por ela ainda na infância e os dois vão se reencontrar e se desencontrar pelo mundo. É tipo um jogo de gato e rato misturado com War (haha).
Mas mais do que uma história de amor, esse livro é também um retrato das mudanças pelas quais o mundo passou no século passado. O texto é sensacional, impossível parar de ler. Não é a toa que Vargas Llosa levou o Nobel de literatura, né?

Essa é uma história real de uma menina nascida nas montanhas de Idaho, em uma família que acreditava que o fim do mundo estava prestes a chegar a qualquer momento. Os pais (em especial o pai) não acreditava nas instituições como colégios, faculdades, hospitais e estocava todo tipo de alimento.
Mas o fanatismo vai escalonando de forma absurda ao longo da infância e adolescência de Tara, o que fazia a vida dela e dos irmãos ser posta em risco constantemente. Aos 17 anos, Tara escolhe tentar um novo tipo de vida e pisa pela primeira vez em uma sala de aula. Im-pres-si-o-nan-te! Só leiam!

Joyce Carol Oates é uma das melhores escritoras do nosso tempo – é cotada faz tempo para o Nobel. Nesse livro, ela transforma as Cataratas do Niágara em um personagem fascinante. Em 1950, um homem atravessa os portões que dão entrada às Cataratas, sobe na grade e se joga. Na véspera, ele havia se casado com Ariah, que só foi entender o que acontecera depois de encontrar o bilhete do marido no espelho do banheiro. A partir daí, o livro vai narrar a história dela ao longo das décadas. As Cataratas seguem presente durante toda a saga, como uma força da natureza impossível de ignorar.

Nascida em Barbados no século XVII, Tituba foi uma mulher real. Ela foi escravizada e enviada para os Estados Unidos – como entendia de ervas e plantas, foi considerada bruxa e perigosa. Participou do famoso julgamento das Bruxas de Salém, nos Estados Unidos. E volta à vida com esse livro que mistura ficção e registros históricos. A história e o texto são maravilhosos! E esse livro levou o Academy Prize 2018, uma espécie de prêmio Nobel paralelo.

Essa indicação é 4 em 1, porque a saga tem quatro títulos: A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de Quem Foge e de Quem Fica e, por fim, História da Menina Perdida. Em Nápoles, na Itália, duas meninas formam uma amizade que vai durar a vida toda. Lila, esperta, destemida e ambiciosa. Lena, inteligente, disciplinada e leal. Entre idas e vindas, as duas vão acompanhar as transformações do país a partir da década de 1950. Porém a saga já começa com um mistério nas primeiras páginas do primeiro livro: Lila sumiu e ninguém sabe onde foi parar.
Obs.: A primeira temporada da série – inspirada no primeiro dos livros – já está disponível na HBO e é maravilhosa.

Um dos autores franceses mais polêmicos mostra um futuro próximo em que o vencedor do segundo turno das eleições na frança é um homem muçulmano. Mohammed Ben Abbed é considerado um político conciliador, que tem como objetivo algumas mudanças sociais. De outro lado, François, um acadêmico solitário, aprende a lidar com as mudanças na sociedade.
Obs.: Esse livro foi escrito pouco antes dos atentados na França em 2015 – e lançado bem no olho do furacão. O livro gerou bastante burburinho porque, em certos aspectos, Houllebecq pareceu prever o futuro.

Jorge Hofmeester tinha, aparentemente, uma vida perfeita. Casa em bairro nobre de Amsterdã, esposa, duas filhas – uma delas é Tirza, sua favorita. Até que, sem razão lógica, tudo parece começar a ruir – seu casamento, a filha Ibi que é pega em situação constrangedora com o vizinho, Tirza que parte para uma viagem pela África… Apesar dele tentar manter o autocontrole, a tensão vai crescendo até culminar num dos finais mais surpreendentes que li nos últimos tempos (e, sim, dá um pau em muito thriller que todo mundo cultura por aí, viu?).

Orham Pamuk é um dos meus escritores favoritos. E em Neve, ele conta a história de Ka, um poeta turco exilado na Alemanha que volta para sua cidade natal na Turquia para investigar uma onda de suicídios entre jovens muçulmanas. Durante a visita, uma nevasca vai bloquear todo o vilarejo – onde um casal vai liderar um golpe militar. Impressionante como Pamuk consegue, com seu texto, nos transportar para uma vila isolada no meio do inverno turco. Ele também foi vencedor do Nobel de literatura.

Nascida no Irã do final dos anos 1960, Marjane tinha 10 anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico para frequentar a escola. E Persépolis é a história em quadrinhos que ela escreveu para contar sua vida e um pouco da história do Irã, que foi jogado num regime xiita conservador e opressor. É uma das histórias em quadrinhos mais famosas do mundo e tem um motivo: é maravilhosa.

Irônico, divertido e engraçado. Acho que são as palavras que melhor descrevem esse livro. Já nas primeiras páginas, o Diabo desembarca em plena Moscou dos 1930, durante o regime comunista. Com um estilo muito original, Bulgakov narra as confusões e a loucura que Satanás e seus seguidores vão causando na vida cotidiana na cidade.

Um dos temas pelos quais mais me interesso é a história do genocídio Tutsi em Ruanda, então não poderia deixar de incluir alguns livros sobre assunto. Aqui, Scholastique, que é Tutsi, narra a vida em uma escola para meninas no alto das montanhas, perto da nascente do Nilo. Lá, existe um sistema de cotas étnicas que limita a 10% o número de alunas da etnia Tutsi. Por meio do olhar das meninas, podemos acompanhar o início da escada de violência que dizimou milhões de pessoas nos anos 1990.

A história começa no Burundi, em 1992, onde nasceu Gabriel – filho de pai francês e mãe ruandesa. Esse é um relato autobiográfico do genocídio em Ruanda visto pelos olhos de uma criança. A família mora em um bairro nobre no Burundi, mas não demora muito para que os efeitos da onda de violência cheguem até eles – os funcionários do pai começam a faltar, os amigos não podem mais se reunir para brincar… Até que a mãe resolve voltar ao país de origem para tentar salvar a família. Maravilhoso.
Bom, Chimamanda é uma das minhas autoras favoritas e eu gosto de tudo que ela escreve. Mas Meio Sol Amarelo, seu livro mais duro, tem um lugar especial no meu coração. Tendo como pano de fundo a guerra que tentou dividir a Nigéria em duas nações na década de 1960, o livro conta a história de duas irmãs, Olanna e Kainene. É um relato maravilhoso sobre como viver em meio a meio a guerra – ou melhor, sobreviver.

Um dos meus livros favoritos da vida, já perdi as contas de quantas vezes indiquei e assim vou seguir fazendo. O Caminho de Casa é um livro muito importante e merece ser lido. Escrita portam autora de origem ganesa (ela se mudou ainda criança para os Estados Unidos), a história acompanha a vida de duas irmãs e seus descentes ao longo dos anos. Uma delas fica em Gana. A outra é escravizada e levada para os Estados Unidos. Os capítulos se intercalam para contar sobre os caminhos que cada uma das linhas da família seguiu até os dias de hoje.

Para quem quer entender um pouco sobre a complexa sociedade indiana e seu regime de castas, esse livro é uma forma de começar. Mukta, uma menina que pertence a uma casta de mulheres que são obrigadas a servir aos homens (inclusive sexualmente) é resgatada por um ativista que a leva para viver em sua casa em Mumbai. Lá ela conhece a irmã, Tara, com quem aos poucos se conecta. Anos depois, Mukta é sequestrada – já adulta, a irmã tenta encontrá-la. Tem como pano de fundo os ataques terroristas de 2008 em Mumbai.

Enquanto a história aqui em cima se passa em Mumbai, essa se passa em Querala, bem ao sul da Índia. Tal qual o Brasil, a Índia é um país de dimensões continentais – e por isso o cenário é completamente diferente. Aqui, dois irmãos gêmeos, Rahel e Estha, crescem em meio aos potes de compota e pimenta da fábrica da avó. Aos poucos, os dois vão descobrindo o mundo – suas belezas e crueldades. Enquanto isso, a mãe também enfrenta as dificuldades de um país dividido em castas. O ritmo da história é mais lento e o texto é super poético, muito bonito.
O Camboja é um dos países que mais me emocionaram – e até hoje um dos que mais amei conhecer. Nesse relato autobiográfico, a autora narra como foi o regime do Khmer Vermelho, liderado por Pol Pot, a partir de abril de 1974. Ela, que era filha de um funcionário do governo, é transformada em uma criança-soldado, enquanto vê seus irmãos serem levados para campos de trabalhos forçados. Muito interessante para entender as cicatrizes desse regime que o país carrega até hoje.
Obs.: O filme baseado nesse livro está na Netflix. A direção é da Angelina Jolie, que se apaixonou pelo país ao gravar Tomb Raider – tanto que seu filho Maddox é de origem cambojana.
Outro relato autobiográfico, dessa vez sobre a fuga de uma menina norte-coreana do país. Yeonmi Park conta um pouco da sua vida no país mais fechado no mundo – a rotina de se alimentar com plantas selvagens e insetos, a rotina de ver vizinhos e conhecidos sumindo de repente. Aos 13 anos, ela e a mãe resolvem fugir passando pela China, Mongólia e, por fim, Coreia do Sul.

Se fosse um filme, A Vegetariana certamente seria um filme de terror. Ao acordar de um sonho, Yonghye passa a se recusar a cozinhar, comer e servir qualquer tipo de carne. E o que parecia ser uma decisão simples acaba transformando a vida dela em um inferno. A Vegetariana é, para ser um pouco simplista, uma alegoria sobre como a sociedade tenta controlar a vida das mulheres. É um livro um pouco perturbador, mas muito interessante.

O chinês Mo Yan, vencedor do Nobel de literatura em 2012, tem um texto singelo, tão bonito. Nesse livro, ele, que nasceu em uma região rural de Shandong, ilustra de forma muito simples os contrastes da China contemporânea. Fácil e rápido de ler.
Lançado no Japão na década de 1980, foi Caçando Carneiros que fez Haruki Murakami ficar mundialmente famoso – até hoje segue como um dos mais cotados ao Nobel. E essa obra dá uma boa ideia do que a escrita dele – cheia de sutilezas, mistérios, fatos inexplicáveis e pequenos detalhes que é preciso captar no ar. O protagonista da história trabalha em uma agência de publicidade e leva uma vida tranquila, até que recebe uma carta misteriosa que o leva em uma viagem pelo Japão em busca de um único carneiro.
E se você tiver outras sugestões de livros que nos ajudam a entender melhor a cultura de um país, deixa aqui nos comentários!
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Existem muitos motivos para visitar Washington, DC, nos Estados Unidos. A cidade é agradável e cheia de história. Mas uma das atrações mais encantadoras da cidade só pode ser vista uma vez por ano: o National Cherry Blossom Festival, ou Festival Nacional das Cerejeiras.
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]]>Existem muitos motivos para visitar Washington, DC, nos Estados Unidos. A cidade é agradável e cheia de história, os museus do Smithsonian são incríveis e são grátis, sem contar os monumentos e construções que vemos tanto em noticiários e filmes (tipo uma tal casa que é toda de uma cor só…). Mas uma das atrações mais encantadoras da cidade só pode ser vista uma vez por ano: o National Cherry Blossom Festival, ou Festival Nacional das Cerejeiras.

Em 1912, o prefeito de Tokio presenteou a cidade de Washington, DC com três mil pés de cerejeiras. Essas árvores, então, foram plantadas principalmente ao redor da Tidal Basin, que é uma espécie de lagoa formada junto ao rio Potomac. Por ali, também ficam os memoriais ao Thomas Jefferson, ao Franklin D. Roosevelt e ao Martin Luther King. Todo ano, é realizado um festival para comemorar a amizade com o Japão e a chegada da primavera. Hoje em dia, o National Park Service, que cuida dos parques federais dos Estados Unidos, estima em cerca de 3.800 cerejeiras no East e no West Potomac Park, além do entorno da Tidal Basin. São várias espécies diferentes, sendo que a mais comum por ali é a Yoshino, que tem flores brancas.

Agora imagine 3.800 árvores todas floridas por duas semanas…
Como não é possível determinar com muita antecedência quando as cerejeiras vão florescer, o Cherry Blossom Festival dura quatro fins-de-semana entre março e abril. As flores precisam de um pouco de calor para abrir e época da florada (bloom) começa oficialmente quando 20% das árvores da espécie Yoshino estão floridas. E quando chega a 70%, é considerado o pico da época das cerejeiras. Existe até um diário de observação na página oficial do festival e uma câmera de monitoramento (ambos em inglês).

São realizados vários eventos para entreter ainda mais as mais de um milhão de pessoas que visitam a capital dos EUA para o festival. Muitos shows e performances artísticas grátis acontecem nos parques e em toda a cidade, sem contar alguns eventos pagos. Só que muitos turistas, inclusive americanos, visitam Washington, DC durante o período do festival. Por isso, os preços e lotação dos hotéis são de alta temporada no fim de março e começo de abril. É bom se programar com antecedência se você quiser a cidade durante o festival (ou fugir dele).

Existem voos diretos para Washington D.C. saindo de São Paulo, mas os mais comuns são com escala. Também dá para pegar um trem de umas 3 horinhas a partir de Nova York. A oferta de hotéis é boa e dá para chegar tranquilamente de metrô até a área onde ficam as cerejeiras. Leve casaco (o inverno por ali é rigoroso e acaba em março). E tenha sempre protetor solar (porque quando o sol aparece, ele vem com força).
Os parques e o entorno da Tidal Basin são bastante caminháveis e cheios de gente, então dá para se deslocar por ali a pé sem problemas. Comece no ponto mais próximo ao Washington Memorial e ao National Mall. Que, aliás, é onde está a estação de metrô mais próxima, a Smithsonian Metro. Caminhe ao redor da lagoa, entrando e saindo dos memoriais e da sombra. Recomendo programar uma pausa no Jefferson Memorial, que tem trechos da Declaração da Independência dos EUA escritos nas paredes.

No Japão, eles chamam essa época de florada das cerejeiras (sakuras) de hanami, que significa ‘olhar as flores’. É uma época de celebração ao ar livre. Então aproveite para sentar à beira d’água e se inspirar nos japoneses que presentearam Washington D.C. – e todos que visitam a cidade.
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Aí você tá planejando a viagem dos seus sonhos, quer porque quer aproveitar ao máximo os míseros maravilhosos dias de
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]]>Aí você tá planejando a viagem dos seus sonhos, quer porque quer aproveitar ao máximo os míseros maravilhosos dias de férias no lugar mais massa do mundo e pensa: meeeuuu, talvez seja uma boa alugar um carro, mas preciso saber quais são as dicas pra viajar de carro e não errar!
Vale e muito! Vem comigo que eu te detalho tudo! Mas é bom ficar atento porque a aventura pode exigir um pouco mais do seu orçamento.
Sim, porque viajar de carro num outro país pode não sair tãooooo barato. Mas é por isso que estamos aqui, certo caro viajão? Queremos fazer você economizar mess, pra sobrar dinheiro pras lembrancinhas! 
Então vamos às cinco dicas pra viajar de carro por aí:
Já imaginou estar todo empolgado e não poder chegar no destino e dirigir? Muuitos países aceitam a nossa simples habilitação (a nacional mesmo, nem precisa ser a internacional) como documento. E isso você verá já na hora de alugar o carro. Lugares como Estados Unidos, África do Sul, Oceania, Europa, etc., aceitam de boa a nossa mais simples CNH.
Eu nunca tive problemas com relação a isso. Maaas, já ouvi casos em que policiais rodoviários pediram a Permissão Internacional para Dirigir (PID) na França, por exemplo.
Se não quiser arriscar, tire uma. É só solicitar no Detran do seu estado. Pra quem mora em São Paulo, por exemplo, os detalhes pra emissão da PID estão aqui.
Ah, e normalmente as locadoras de veículos exigem que você já dirija há pelo menos dois anos.
Você precisa de um carro pra cinco pessoas e duas bagagens grandes? Pra quatro pessoas e quatro bagagens grandes? Pra três pessoas e duas bagagens pequenas? Sim, a palavra-chave aqui é “precisa”.
Os carros são divididos por categorias pelas locadoras. Você terá milhões de opções e preços diferentes. Escolha a que mais terá a ver com você e seus parceiros de viagem. Não adianta pegar uma BMW conversível se estiver em cinco adultos e muita bagagem, viajando numa época chuvosa, né? Vale prestar atenção nisso!
Imagine, também, se já terá feito muitas compras quando chegar à hora de alugar o carro. Priorizar um porta-malas grande pode evitar que a galera viaje com malas no colo e sob os pés, né?
Quando planejar sua viagem, já imagine quais dias (e quantos) serão destinados à viagem de carro. Depois, comece a cotar em sites de locadoras e faça as reservas que achar mais em conta. As locadoras mais conhecidas e bem internacionais são: Avis, Budget, Hertz.

Na hora de reservar, você precisará analisar alguns itens como:
É livre ou você vai ter de pagar se ultrapassar o limite já combinado na reserva? Sugiro sempre pegar quilometragem free, porque o legal de viajar de carro é poder sair um pouquinho do roteiro e conhecer aquela cidadezinha que não estava nos planos e que pareceu interessante por ser bonitinha ou por ter um nome bizarro risos.
Se você fará uma viagem de carro que vai cruzar o país, por exemplo, lembre-se que você tem que devolvê-lo na última cidade, e não na mesma que você pegou! A não ser que você faça a viagem toda de carro e retorne pro lugar de onde iniciou. Veja seu roteiro com atenção pra conciliar a viagem de carro com seus voos já marcados! Se liga nessa!
As locadoras cobram um valor a mais na hora da entrega do carro se você optar por devolvê-lo com o tanque um pouquinho (ou todo) vazio. Elas estipulam um preço próprio de litro do combustível e te cobram mais ou menos o que acham que falta pra completar o tanque.
Minha dica: complete VOCÊ MESMO o tanque antes de entregar o carro. Mas abasteça num posto na “cidade”, comum, e não no da locadora (se existir), porque eles sempre inflacionam o preço do combustível pra te tirar uma graninha a mais pela “comodidade” de abastecer pra você.
Sempre que o trajeto escolhido para tal valha realmente a pena! Ah, vá? Mas sério, tem que valer a pena pensando no tempo que será gasto pra essa viagem por terra (analisando o todo que você ficará fora do Brasil, por exemplo) e se o percurso é bonito e com estradas de qualidade.
Não adianta você viajar de carro num lugar sem atrativos pelo caminho e com estradas perigosas. Pesquise antes. Ah, e veja se seus companheiros de aventura também topam dirigir (pelo menos um, pra revezar com você).
Já viajei de carro na África do Sul, Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos… confesso que foram as melhores partes das viagens!
A viagem toda em si merece um planejamento, certo? Com voos, hotéis, passeios… Mas pra viajar de carro, você deve fazer um roteirinho especial também. Veja os mapas dos trajetos com antecedência. Pelo Google Maps já vale.
Marque as cidades por onde quer passar, trace um caminho, perceba se a logística será viável e quantos quilômetros rodará, programe paradas estratégicas pra conhecer lugares interessantes no meio do percurso, pra dormir, reserve hotéis ou albergues nesses lugares…

Ou vá com a cara e com a coragem, como já fiz muitas vezes! Essa adrenalina de poder escolher onde parar, de surpresa, também pode ser bem interessante e tem a cara de uma aventura dessas, né?
Se nunca tinha pensado em viajar de carro, comece a cogitar isso! Vale a pena, você conhece os lugares com mais qualidade e pode se aventurar mais! Boa sorte e boa viagem. Só não deixe acabar o combustível risos
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As férias estão chegando. E resolvi bolar um “mini diário” aqui no Viajão pra que você acompanhe, comigo, meus preparativos pra
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]]>As férias estão chegando. E resolvi bolar um “mini diário” aqui no Viajão pra que você acompanhe, comigo, meus preparativos pra viagem que farei em dezembro.
O destino escolhido foi os EUA. Já definimos o roteiro: chegaremos por NYC, passaremos oito dias lá e depois seguiremos pra Los Angeles.
É aí que mora o perigo. Teremos oito dias pra curtir Los Angeles e Las Vegas. Queríamos fazer San Francisco também, mas terá que ficar pra uma próxima. Pretendemos alugar um carro por lá pra fazer esse trajeto entre Vegas e LA.
Comprei as passagens no mês passado. Trechos: GRU – NYC – LA – GRU. Poderia ter comprado por um preço mais barato, mas deixamos pra muito “em cima da hora”, a viagem foi definida NO LAÇO. Comprei por conta própria, diretamente no site da American Airlines. As agências estavam cobrando uns 200 dólares a mais, em média, pra fazer o que fiz sozinho.
Normalmente compro por agências, mas dessa vez resolvi fazer sozinho e deu tudo certo. Vale a pesquisa e a economia – se forem conexões e trechos simples de comprar, como nesse caso.
Em Nova York as hospedagens são MUITO caras. Por isso, acabamos optando por um hostel. Mas atenção: o papo que me falaram é que existem lugares muito ruins em Nova York: estilo RATO passando nos quartos. Vale investigar um pouco sobre o lugar que você vai reservar antes de, definitivamente, fechar a reserva.
Mas você deve pensar: nossa, se em hoteis tem rato, imagine num hostel. Por isso, curto usar o Hostel World pra isso. Lá você pode separar por recomendação e notas dos usuários. Aí vale pegar um bem cotado na opinião do povo, ler os comentários e etc.
A primeira parte do diário eu encerro aqui. Logo posto mais, especificando atrações e etc. que escolhemos e já compramos pela internet. Hasta luego.
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]]>E hoje faz exatos dez anos do atentato ao WTC, em Nova York. Nunca fui pra lá, então não tenho ideia da real imponência que as torres davam à cidade. Mas quem conheceu Manhattan com e sem os prédios fala que mudou bastante!
Nesse Poeirão vamos relembrar um post de maio, que entrou em CARÁTER DE PLANTÃO, horas depois dos EUA anunciarem a morte de Obama Bin Laden. Dois viajões foram entrevistados e contam o que sentiram ao visitar o Marco Zero em NYC.
Energia negativa de sobra! Por isso, viajão, tenha uma semana POSITIVA e aproveite pra responder: onde você estava há dez anos quando soube que o WTC estava sendo atacado?
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Mais um dia pra lermos uma bela colaborada! Histórias que você vive nas suas viagens e nos conta aqui no blog, viajão! Hoje vamos pros EUA clap clap!
Nossa colaborona jornalista Camila Spolti viveu sua primeira experiência internacional logo em Orlando! Adivinha?
Disney, Disney e mais Disney! Claro, a adrenalina também foi na mala e foi usada demais por lá! Bora ler essa história de MAGIA? risos
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Férias Mágicas
Depois de pensar, repensar e contar todas as moedas do cofrinho, meu marido Cleiton e eu resolvemos passar nossas férias na Flórida. A princípio minha prima também iria, mas ela não conseguiu o visto, mesmo tendo emprego fixo, estar estudando e tantas outras ligações com o Brasil.
Então já fica aí a primeira dica. Antes de comprar a passagem ou fechar qualquer pacote, esteja com o visto na mão. Ficamos abalados, mas não podíamos perder esta oportunidade e seguimos em frente. Agora só o Cleiton e eu com um novo roteiro.
Foi a nossa primeira viagem internacional e eu estava morrendo de medo de não conseguirmos nos comunicar, já que ele não fala inglês e eu estou no 2º semestre do curso.
Porém, ao pisar no aeroporto de Orlando, percebi que seria tudo tranquilo. A maioria das pessoas que pedíamos qualquer tipo de informação falava espanhol, fazia mímicas, dava um jeito de nos ajudar. O GPS também foi fundamental. Levamos um aparelho de um colega de Florianópolis, então as instruções eram todas em português, o que facilitou muito a nossa vida.
Ficamos seis dias em Orlando, dias sensacionais que jamais vamos esquecer. Amamos tudo. Desde o planejamento da cidade até os parques temáticos. Quanta saudade! Como tínhamos pouco tempo, conhecemos os quatro parques da Disney (Magic Kingdon, Animal Kingdon, Epcot e Hollywood Studios) e também Universal e Sea World.
Não temos como dizer qual o preferido, mas o Sea World é um dos mais encantadores. Ver os animais marinhos tão de perto foi sensacional. E o show das baleias então. Emoção total! Ficamos sentados bem ali na frente, bem pertinho dos animais.
Pra isso entramos na fila quase duas horas antes do espetáculo, mas valeu a pena. O Sea World também tem duas montanhas-russas super radicais (Kraken e Manta). O Cleiton filmou tudinho, já eu não largava a trava de segurança de tanto medo. Adrenalina a mil!
Outro parque que gostamos muito foi o Universal Studios. A parte do Harry Potter, por ser a mais nova, era a mais lotada, mas nós enfrentamos a fila gingantesca e no final valeu muito a pena. O castelo uma perfeição, parece que você está no filme. O simulador então, sem comentários. Voar na vassoura como o Harry Potter é incrível.
Havíamos programado passar apenas um dia no parque da Universal (Island Adventure e Studios), mas deixamos as compras de lado e voltamos no outro dia para aproveitar tudo. Um dos brinquedos que mais gostamos foi a montanha-russa “Hollywood Rip Ride Rockit”. A subida dela simplesmente é um ângulo de 90ºC. Os simuladores também são de deixar qualquer um de boca aberta, muita perfeição.
É claro que não posso deixar de citar a emoção de encontrar as princesas e os outros personagens da Disney no Magic Kingdon. Foi sublime!
Aproveitamos muito, muito mesmo. Quando o cansaço batia, logo pensávamos: “quando vamos voltar pra cá novamente? Bora bater perna”. Nos últimos dias mesmo eu não conseguia nem mais abaixar de tanta dor na coluna.
Dor essa que depois que chegamos em Miami Beach passou. Se em Orlando a gente não parava, em Miami passamos dois dias só relaxando. O hotel que ficamos tinha uma piscina enorme de frente para o mar e passávamos horas ali só curtindo. O mar de Miami Beach mesmo, sem palavras. Água transparente, verde e quente.
O Cleiton não aguentava mais me ouvir dizendo. “Cara, esse mar é muito lindo”. À noite fomos na Ocean Drive, uma avenida cheia de barzinhos,todos com músicas bem latinas. O local que escolhemos tinha apresentação de Pole Dance nesse dia, super divertido.
Gostamos tanto da Ocean Drive que voltamos no outro dia pra almoçar, só que em outro restaurante . Pedimos caipirinha e acredita que tinha? Era um pouco mais forte da que costumamos tomar aqui e a quantidade nem se fala. Veio num copo gigantesco, acho que tinha um litro de cachaça ali dentro. Não tomamos nem a metade e o efeito foi tiro e queda. Voltei para o Brasil dormindo como um anjinho.
Bom, são muitos os detalhes e não dá pra contar tudo aqui, mas resumindo, valeu cada centavo e consideramos essa como a melhor viagem da nossa vida.
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Valeu, Camis! Belo relato, também quero ir pra Flórida, hein?
E você, viajão, conte sua história aqui também. Seja um colaborão enviando seu relato para souviajao@gmail.com! Queremos ler! E aproveite pra nos seguir no twitter e curtir nossa página no Facebook!
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Hoje temos a presença de um viajão que curte uma festa. Meu bróder de faculdade (calouro pra ser mais exato, risos) ele e Sandro Claudino (esse não é meu bróder, é bróder do meu bróder) fizeram de tudo e mais um pouco na terra do Tio Sam. Aí vai um relato sobre Las Vegas, lembrando que ao contrário do que possa parecer, esses dois são rapazes de família. ahahaha. Acompanhados também por Victor Souza. Valeu galera.
Vegas, Baby!
Quando dizem que Las Vegas é a cidade que nunca dorme, é verdade, MESMO. Você não tem hora pra beber, para jogar, para se divertir, não é difícil ir em um cassino às 8h da manhã e encontrar gente tomando uísque e jogando… é quase que um carnaval ambulante cheio de loucos com dinheiro ou não. Nossa estadia na cidade foi um pouco maluca… Nós conhecíamos uma menina que havia pagado o aluguel do mês inteiro mas tinha voltado pro Brasil, disse que podíamos ficar na casa dela e lá fomos nós… cansados ao extremo porque fizemos a Califórnia inteira (San Francisco, Los Angeles e San Diego… mas isso fica pra outro post aqui, né?) dormindo no carro, e alguns dias, quase todos, sem tomar banho… enfim… quando batemos na porta da casa descobrimos que ela morava com quatro costa-riquenhas e uma paraguaia. HAHA, digamos que foi um pouco surpreendente e já deu pra começar a sentir o clima da cidade… haha
Bom, sinceramente, Vegas foi minha cidade favorita (empatada com Chicago) de todas as que a gente passou… é limpa, organizada, grande e ao mesmo tempo tudo fica meio que perto… mas o mais legal é a “loucuragem”, é tão absurdo que me faltam adjetivos pra descrever, é igual aos filmes. Mas se você está pensando: Ah, mas deve ser uma cidade para jovens loucos atrás de loucura. Está certo. Mas também é uma cidade para Velhos normais, velhos loucos, adultos normais, loucos… Acredito que todas as idades se divertem por lá, eu indico para todo mundo. SEMPRE tem alguma coisa pra fazer, seja gastando muito dinheiro ou não. Vários cassinos são como parques de diversão como o NY NY que tem uma montanha-russa dentro ou como o Stratosphere que tem vários brinquedos no último dos seus 106 andares, a gente acabou não indo, mas alguns amigos ficaram hospedados lá e disseram ser insano andar em uma montanha russa a mais de mil pés de altitude, (achei um vídeo perdido no youtube aqui que me fez ficar com raiva por não ter ido). Porém aí vai um ponto negativo: se você tem menos de 21 anos, não pode entrar em baladas e nem beber nos Estados Unidos e essa regra vale até pra Las Vegas… mas nos cassinos é tranquilo entrar porque ninguém pede identificação nenhuma.
Outra coisa legal é reconhecer lugares que aparecem em filmes, nós nos perdemos dentro o Caesars Palace, fomos parar na piscina reservada só para hospedes e detalhe, vestindo roupa social… haha esse cassino é o cassino do filme (The Hangoover, no Brasil Se beber não case). Vimos também o Show das águas do Bellaggio (Ocean’s Eleven, 11 homens e um segredo), se você já viu o filme vai lembrar da cena final, é muito lindo, vale a pena conferir.
Mais legal ainda é poder andar dentro dos cassinos sem pagar um tostão e estacionar o carro em qualquer lugar de graça, ou seja, eles fazem de tudo pra que você entre. Porque uma vez lá dentro, é irresistível não gastar grana com jogos, mulheres e bebidas. Claro, isso pra quem tem grana, o que não era o nosso caso… eu fiquei 2 minutos assistindo uma mesa de Blackjack e vi um cara perder U$800,00 3 outro comprar U$400,00 em fichas, 2 minutos! Em uma das mesas mais simples de um dos cassinos mais simples, imagine o quanto de dinheiro não rola lá…
Conhecemos os principais cassinos andando pela cidade de dia, durou um dia inteiro e conseguimos ver os principais, chega uma hora que acaba sendo meio chato ver tudo porque por dentro eles são praticamente todos iguais… Mas o mais impressionante mesmo é a noite de Vegas… a quantidade de luzes, pessoas arrumadas, prostitutas e bêbados. Você sai a noite, estaciona seu carro em um dos cassinos centrais e sai por aí, andando, bebendo, procurando as melhores festas… nessa brincadeira mulher nunca paga e acaba se dando um pouco bem, já os cuecas sofrem um pouco e, quando estão acompanhados e conseguem entrar (porque as vezes é difícil conseguir entrar sem a companhia de mulheres mesmo com grana) nas baladas, elas não custam menos do que 30 doletas… mas eu juro, é um investimento muito bem aplicado. Mas tem outro lado também… você pode simplesmente ir andando pelas ruas e encontrar os grupinhos de gente fazendo festa… muitas vezes não paga pra entrar e a galera já está bem animadinha… hehe, é sério, me lembra muito um carnaval… uma galera usa roupas malucas, outra galera fica fantasiada e as pessoas mais normais vestem roupa social. Até porque é legal andar elegante pelas ruas daquela cidade pra parecer que tem grana… rsrs
Nós ficamos 3 dias na cidade e foram 3 dos dias mais divertidos da minha vida. Pretendo com certeza voltar pra lá, com certeza com mais dinheiro e mais tempo… quem sabe até fazer um pé de meia… hahaha ou talvez, fazer a minha despedida de solteiro lá, já pensou? Afinal, “What Happens in Vegas, stays in Vegas. Ou não.
P.S.: São bem mais de 50 cassinos em Vegas, eu acredito… o legal é fazer o tour sabendo quais são os mais legais… se quiser algum toque é só me mandar um e-mail. =)
Kayo Chiumento | kayovisk@gmail.com
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