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O roteiro pela Índia foi um dos mais difíceis de montar: o país é grande e é preciso otimizar os dias e formas de locomoção. Pensando em quem está planejando uma viagem para lá, reuni aqui informações que considero úteis e que podem ajudar nessa etapa de preparação.
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]]>Eu adoro planejar viagens! Faço parte do time que acha que o planejamento também faz parte de todo o processo de viajar – afinal, a gente já vai lendo, vendo e entendendo melhor o destino. Por isso mesmo resolvi fazer um post específico sobre como planejar uma viagem à Índia. Por quê? Simplesmente porque foi um dos roteiros mais difíceis de montar. Então coloquei aqui as informações que considero úteis e que podem ajudar quem quiser conhecer o país.

Antes de passarmos para o principal, aqui embaixo tem uma linha do tempo que pode ajudar nesse processo também. Aqui estão listados todos os posts que fizemos sobre o país, com muitas dicas práticas de cada cidade visitada.
1. Como montar seu roteiro pelo país
2. Quanto custa viajar pela Índia?
3. O que saber antes de ir à Índia: água, comida, motorista
4. Roteiro completo em Nova Delhi
5. Jaipur: a cidade rosa dos marajás
6. Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado
7. Visitando o Taj Mahal
8. Rishikesh: a cidade indiana que vai além do ioga
9. Varanasi: o lugar mais sagrado do hinduísmo

A primeira coisa a ser levada em conta é quantos dias você terá no país. Entendo que nem todo mundo consegue tirar férias longas, mas minha sugestão é de separar ao menos dez dias inteiros. Isso, em primeiro lugar, porque a Índia está longe. Para quem fizer o mesmo caminho que fizemos, é preciso pegar um vôo de 14 horas até Dubai e depois mais um de três horas até Nova Delhi. E em segundo porque a Índia tem muita coisa para ver.

Nós ficamos 13 dias no país, sendo 11 dias inteiros (os outros dois foram os dias de chegada e saída) e conseguimos visitar seis cidades. Esse roteiro foi super otimizado e conseguimos ver muita coisa interessante nesse período. Foi o suficiente? Mas nem de perto! Quero muito voltar, rever algumas coisas, conhecer outras tantas.

Como dá para ver no mapa acima, as cidades que visitamos estão todas concentradas mais ao norte do país. É preciso levar isso em conta também na hora de elaborar o seu roteiro. Lembre-se que a Índia é um país enorme e os deslocamentos tomam bastante tempo. É só imaginar um estrangeiro chegando ao Brasil e querendo conhecer o Amazonas, as praias do Nordeste, São Paulo, Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu, tudo isso em dez dias.

Nós escolhemos, primeiro, as cidades que gostaríamos de visitar. Nesse caso: Nova Delhi, Jaipur, Agra, Rishikesh e Varanasi. As três primeiras são chamadas de Triângulo Dourado pois são as mais visitadas por quem desembarca pela primeira vez no país, então incluímos. Varanasi é a cidade mais sagrada do hinduísmo, então queríamos ver também. Por último, entrou Rishikesh, pois nos empolgamos para ver o Rio Ganges ainda transparente.

Pushkar veio de “brinde” num bate e volta de Jaipur. Aí pesquisamos qual seria a melhor logística e nosso roteiro acabou ficando assim:
Dia 1: Chegada em Nova Delhi.
Dia 2: Nova Delhi.
Dia 3: Nova Delhi.
Dia 4: Saída de carro para Jaipur (cerca de 270 km, mais ou menos quatro horas).
Dia 5: Jaipur.
Dia 6: Jaipur (bate e volta até Pushkar).
Dia 7: Saída de carro para Agra (cerca de 230 km, mais ou menos três horas e meia).
Dia 8: Agra. Aqui saímos de carro logo após a visita ao Taj Mahal de volta para Nova Delhi (210 km, cerca de duas horas). No mesmo dia já pegamos um vôo para Rishikesh no final da tarde.
Dia 9: Rishikesh.
Dia 10: Rishikesh.
Dia 11: Saída de avião para Varanasi.
Dia 12: Varanasi.
Dia 13: Saída de avião para Colombo, no Sri Lanka.
Achei que o roteiro ficou bastante certeiro e realmente conseguimos ver muita coisa. Mas houve um erro de planejamento: poderíamos ter ido de carro direto de Agra para Rishikesh. São cerca de 400 quilômetros – apesar da viagem mais longa, teríamos economizado tempo e dinheiro.
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Sempre que se fala em Índia, um dos tópicos principais que surgem são os famosos trens, um clássico indiano. Nossa ideia inicial era, sim, fazer algum trecho de trem nessa viagem, mas depois de pesquisar bastante acabamos privilegiando a agilidade nos deslocamentos. Por isso, fizemos praticamente tudo de carro (contratamos um motorista) e dois trechos de avião.

Viajar de trem pela Índia ainda é uma coisa que quero muito fazer, mas que não considerei tão simples de ser planejada dessa primeira vez. Lembro que achei os sites de compra dos bilhetes muito confusos (entrei agora novamente enquanto fazia esse post e achei bem mais fácil, acho que modernizaram um pouco haha). Além disso, é preciso entender um pouco sobre as classes de bilhetes dentro trem e, claro, contar com possíveis atrasos.
Logo, se você quer priorizar as cidades e ver o máximo possível, recomendo fazer os trechos de carro, sim. Nós tivemos uma experiência ótima, as estradas estão em boas condições e economizamos bastante tempo. Já se a experiência de viajar de trem é imprescindível pra você, vai na fé! Ainda pretendo fazer isso, quem sabe numa próxima visita ao país.
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Varanasi é caótica e, ao mesmo tempo, emana paz para os hindus. Cremações de corpos à beira do Ganges, nascer do sol inesquecível, vielas que pulsam... A cidade sagrada vai transformar você.
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]]>Ainda me falta muito do mundo para conhecer. Ao mesmo tempo, já tive o privilégio de visitar muitos lugares incríveis. No meio disso tudo, posso dizer: tenho certeza que jamais esquecerei os dias que passei em Varanasi, na Índia. Depois de passar por outras seis cidades, finalmente chegamos a esta que é considerada a cidade mais sagrada do hinduísmo e, infelizmente, nossa última parada na Índia.

Normalmente faço posts por aqui dividindo o roteiro que fizemos, os pontos que visitamos. Mas não farei isso hoje. Ao menos não da forma tradicional. Varanasi é diferente de tudo que já vi, ela merece um post um pouquinho diferente também.
Importe saber: há uma infinidade de deuses e divindades importantes no hinduísmo. Mas há três que formam a trindade divina hindu. Brama é o primeiro deus, a força criadora do universo. Vishnu é o deus responsável pela manutenção do universo. Por fim Shiva, que é o destruidor, o responsável pela renovação e transformação de todas as coisas.

Não se sabe exatamente quando Varanasi foi fundada – há hipóteses que dizem que foi há cinco mil anos, há outras que dizem que foi há três mil anos. Dizem as escrituras hindus que foi Shiva que a fundou quando pisou numa das margens do Rio Ganges. Por ser o deus encarregado da transformação, é ali nessas mesmas margens que os hindus cremam seus mortos.
As margens do rio são divididas em ghats – há prédios, templos e torres nessas margens e as escadarias que saem dessas construções e levam ao rio são chamadas assim. Um desses ghats, o Manikarnika, é o que recebe as cremações. Isso acontece 24 horas horas por dia, sem interrupção. E eles acreditam que se as cinzas de uma pessoa forem jogadas ali, sua alma atinge o nirvana e não precisa mais reencarnar.

Diz a crença hindu que a chama usada em todas as cremações foi acesa pelo próprio Shiva e perdura até hoje. Eu jamais vi ou senti a fé de um povo como senti lá. Em templo nenhum no mundo. A força da crença deles é impressionante.

Todas as cerimônias de cremação acontecem ao ar livre, à beira do rio, e é possível chegar a alguns metros para observar. Não tem cheiro nenhum, eles usam uma técnica que envolve manteiga ghee e algumas especiarias para cremar os corpos. Não dá para ver as feições ou corpo de ninguém, eles são enrolados em um tecido branco. Também não é permitido fotografar. Como esse é o local mais sagrado para essa cerimônia, é também bastante caro para as famílias, que precisam comprar a lenha. Por conta disso e também pela fila (muita gente vai para Varanasi apenas para morrer), há um outro ghat em que é realizada a cremação tradicional, como no ocidente.
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E por mais que eu esteja falando de morte, é ali, na beira do rio, que a vida acontece em Varanasi. Tanto que todos os dias, no final da tarde, acontece o Aarti. Essa é uma celebração de adoração ao rio Ganges que inclui música e fogo e os indianos todos se reúnem por ali para celebrar junto. É imperdível! E como tudo na Índia, lotado. Acontece em vários ghats mas o principal é no que se chama Dashashwameh. É sempre às 18h (no inverno) ou 19h (verão) e dura cerca de 45 minutos.

Nós nos referimos ao Ganges no masculino, Rio Ganges. Mas na verdade, para os hindus, o Ganges é uma entidade feminina. Isso porque o rio é a representação da deusa Ganga, que foi esposa de Shiva e também considerada uma mãe para os outros deuses. O tempo todo é possível ver os indianos se banhando ali, os barcos circulando.

Uma das experiências mais legais é chegar à beira do rio antes do amanhecer e pegar um barco para um passeio – lembre-se de negociar bastante com os barqueiros antes, faz parte da experiência. A paisagem é incrível.
Varanasi é cheia, pulsante, barulhenta, não para nunca. É um labirinto cheio de ruelas, gente, lojas, cores, templos e mercados. É cheia de vacas, é claro. O Google Maps não vai funcionar bem. Nenhum aplicativo de localização vai funcionar bem. Se você pedir ajuda para um indiano para chegar a algum lugar, ele vai te dizer que é muito simples, que vai levar cinco minutos. Provavelmente você vai levar 40.

Honestamente? Não tem problema. Hoje lembro das tantas vezes que nos perdemos tentando encontrar nosso hostel e tenho saudades de observar a vida acontecendo em Varanasi. Nessa cidade, se perder vale mais do que qualquer atração turística. Observe as casas, os rostos, as crianças voltando da escola. Pelas ruelas também dá para ver os corpos sendo levados para a cremação, carregados por membros da família.
Nós ficamos duas noites e pouco mais de dois dias inteiros na cidade. Eu considerei que foi tempo suficiente pois Varanasi é uma cidade cansativa energeticamente – ao final da nossa estadia, eu estava exausta. Mas voltaria, com certeza! Chegamos e saímos da cidade de avião mesmo, pois consideramos mais prático.
Nós ficamos hospedados dentro da parte histórica, ou seja, nas vielas ali próximas aos ghats. Mas tivemos dificuldade em encontrar boas opções de hospedagem nessa área na época. Hoje, já tendo visitado a cidade, eu me hospedaria fora da região histórica sem problemas. Há mais opções de hotéis. Além disso, é simples chegar até o rio de tuktuk, por exemplo. Ah, para terminar, não esqueça de tomar um lassi no Blue Lassi, que é tradicional e muito divertido pois as opções de sabores são quase infinitas.
1. Como montar seu roteiro pelo país
2. Quanto custa viajar pela Índia?
3. O que saber antes de ir à Índia: água, comida, motorista
4. Roteiro completo em Nova Delhi
5. Jaipur: a cidade rosa dos marajás
6. Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado
7. Visitando o Taj Mahal
8. Rishikesh: a cidade indiana que vai além do ioga
9. Varanasi: o lugar mais sagrado do hinduísmo?
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Jaipur faz parte do Triângulo Dourado indiano - junto com Nova Delhi e Agra, completa o trio de cidades comumente visitadas por turistas em sua primeira passagem pela Índia. Confira neste post quais os principais pontos turísticos da cidade rosa que é capital do Rajastão.
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]]>Jaipur era uma das cidades que eu mais queria conhecer na Índia. Acho que é porque na minha cabeça essa é uma das cidades que mais tem a “cara” do país. Tanto que ela é muito retrata em filmes, livros, documentários… Provavelmente você já viu alguma imagem da famosa cidade rosa em algum momento.

E Jaipur é mesmo fascinante. É uma mistura caótica que só a Índia proporciona. As ruas são lotadas e engarrafadas o dia todo, contrastando com as construções históricas e com as cores, que são maravilhosas!
Jaipur é a capital do Rajastão (estado que também abriga o famoso deserto do Rajastão). E é uma das cidades que compõe o o triângulo dourado, ou seja, as três principais cidades visitadas pela maioria dos turistas de primeira viagem pelo país. As outras duas são Nova Delhi e Agra.
1. Como montar seu roteiro pelo país
2. Quanto custa viajar pela Índia?
3. O que saber antes de ir à Índia: água, comida, motorista
4. Roteiro completo em Nova Delhi
5. Jaipur: a cidade rosa dos marajás
6. Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado
7. Visitando o Taj Mahal
8. Rishikesh: a cidade indiana que vai além do ioga
9. Varanasi: o lugar mais sagrado do hinduísmo?
Para começar, apenas as construções da cidade antiga, bem no centrinho, são pintados de rosa. Fora dela não. O tom é esse rosa terracota, que já virou símbolo da cidade.
E tudo começou em 1876, quando o Marajá (uma espécie de título real) Sawai Ram Singh receberia a visita do príncipe Alberto, do País de Gales. Para estreitar relações, o Marajá resolveu pintar toda a cidade de rosa, cor que historicamente representa hospitalidade e boas vindas.
Singh gostou tanto do resultado que no ano seguinte sancionou a lei que torna obrigatório o tom terracota para as construções da cidade. E até hoje é assim.
Jaipur tem muitas atrações incríveis e considero interessante ficar pelo menos dois dias inteiros por lá. Se você tiver três dias inteiros, melhor ainda. Aí dá para fazer um bate e volta até Pushkar (a 150 km de Jaipur), uma outra cidade que eu amei conhecer. Nós fizemos todo esse rolê de carro, com motorista.
E agora vamos às atrações!
O cartão postal de Jaipur, também conhecido como Palácio dos Ventos, é da época do mesmo Marajá que pintou a cidade de rosa. O Hawa Mahal foi construído para que as mulheres que faziam parte da corte pudessem observar a cidade sem serem vistas. A atração fica bem no centro da cidade, numa rua movimentadíssima e não há muito recuo para conseguir tirar fotos. O melhor a fazer é tentar chegar cedinho por lá, para disputar o espaço com menos gente. O acesso a essa área é gratuito.

Dica extra: do outro lado da rua, há um café que fica em um prédio com sacada. Se consumir algo lá, você tem um ângulo privilegiado para fotos. Na hora fiquei com preguiça e desisti da empreitada. Além disso, também descobri que dá para ver o Hawa Mahal pelo outro lado, e dá para entrar também. Como sempre digo por aqui, aprenda com meus erros! Depois me arrependi tanto de não ter subido no café como de não ter atravessado para ver o palácio do outro lado… Fica para a próxima.

Bem pertinho dali, a uns cinco minutos andando, fica o City Palace. A construção também é da época do mesmo Marajá e é liiiinda! Parece que você entrou em algum filme – já que o City Palace antigamente funcionava como a residência real. É cheio de detalhes e tem muita coisa bonita para explorar – jardins, arquitetura, pinturas nas paredes. Mas no geral, é uma visita rápida. E incrível! Ah, a entrada para estrangeiros custa 500 rúpias (cerca de US$ 6,60, câmbio em maio de 2020).

Bom, continuando com as atrações em que parece que você entrou em um filme – mas é a vida real – temos o Amber Fort. Ele fica localizado no topo de uma colina em Amber, que é uma cidadezinha colada com Jaipur. Fica a 10 km mais ou menos do centro.

As construções lá dentro também são maravilhosas. E com uma vantagem: como o forte fica no alto, várias delas oferecem uma visão incrível de Jaipur. A entrada custa 500 rúpias (cerca de US$ 6,60 dólares).

Alerta: há uma subida para chegar até o forte. Dá para fazer a pé tranquilamente. Nesse mesmo caminho, há elefantes que levam os turistas até lá em cima. Mas a gente do Viajão não recomenda esse tipo de turismo que explora animais, ok?


Construído em cima de outra colina, em 1734, fica o Nahargarth Fort. É um lugar muito interessante! Lá dentro a gente tem a impressão de quase estar em um labirinto. Ah, lá no topo tem um lugar incrível para ver o por do sol. Mas cuidado com os pertences como óculos de sol – e segure bem o celular! Isso porque tem muitos macacos lá em cima e eles adoram pegar coisas dos turistas. A entrada custa 200 rúpias (cerca de US$ 2,60).


Construído inteiro em mármore branco, o Birla Mandir é um templo hindu dedicado à deusa Lakshmi e a Vishnu (uma das principais deidades do hinduísmo). O templo é impressionante! E uma curiosidade: como é todo de mármore e é preciso tirar os sapatos, o chão fica muuuito gelado!

O Patrika Gate nada mais é do que um portão de entrada para um parque (o Jawahar Circle Garden). Mas é lindo! E, pelo menos quando fomos, não tinha ninguém por lá. Isso porque o local não faz parte da rota mais tradicional dos pontos turísticos. Mas juro que vale a pena. É uma visita rápida, mas rende ótimas fotos. Pudemos observar tudo com calma e ainda dar uma olhada no parque.
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Como comentei lá em cima, fizemos todo esse trajeto de carro. De Nova Delhi fomos para Jaipur, de Jaipur fomos para Agra. Na saída para Agra, paramos em alguns pontos que já ficam no caminho para fora da cidade, mas que são muito interessantes.
Dica extra: também próximo à saída da cidade fica o tradicional Lassiwala. Como o nome indica, é um local que prepara lassi, a clássica bebida (que lembra um iogurte) indiana. O estabelecimento existe desde 1944 e é famoso pelos copos de argila, que depois começaram a ser usados por todo lugar. Ah, o lassi é uma delícia, sim!

Originalmente batizado de Templo de Galtaji, esse é, na verdade, um complexo de templos hindus. E vocês já devem imaginar o porquê de ele ser chamado de Templo dos Macacos hoje em dia, certo? Sim, uma colônia enorme de símios mora por lá.
Apesar de ser uma atração bastante conhecida, achei a atmosfera do lugar muito local! Talvez seja porque chegamos lá no meio de uma cerimônia. Até por isso não fiz fotos por lá. Era uma coisa super íntima dos hindus, me senti um pouco invadindo o momento deles. Eles se banham nas piscinas que tem ali, muitos sem roupa. E na hora que fomos, havia um total de três turistas. No caso eu, Xóia e Anizelli haha.
O Chand Baori é um… Poço! O Rajastão é um estado que tem uma estação muito quente e seca que se alterna com monções de chuva forte. Por isso, no ano 800 foi iniciada essa construção que é como se fosse um buraco. Todas as paredes são cercadas de escadas e, no fundo, ficava o poço. Assim, eles conseguiam armazenar por mais tempo a água das chuvas e conseguiam também se refugiar do calor na estação seca. Isso porque na parte debaixo, descendo os degraus, a temperatura é alguns graus mais baixa do que na superfície.

É muito interessante! E se você achou a paisagem um pouco familiar, talvez seja porque o Chand Baori apareceu em um dos filmes do Batman (O Cavaleiro das Trevas Ressurge). É onde o Christian Bale fica preso, lembram? Dá uma olhada aqui embaixo.

Bem ali do lado fica minha última sugestão de atração em Jaipur. É o Harshad Mata Temple que, apesar de ainda funcionar como templo (vimos vários indianos circulando por lá), é praticamente um sítio arqueológico. A construção data do século IIX ou IX e é cheia de esculturas em pedra, apesar de muitas delas terem sido levadas para museus em Jaipur e Amber.

Ufa! Espero que tenham curtido as dicas e sugestões. Eu adoraria voltar a Jaipur e explorar mais a cidade, que é muito rica em cultura, arquitetura e cores. Ah, lembre-se também de que é super importante fazer seguro viagem antes de qualquer viagem internacional, certo?
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Em tempos de coronavírus fica difícil pensar em planejar novas viagens... Enquanto isso, para ajudar todos que já estão sentindo falta de novos cenários, selecionei 25 livros para viajar sem sair de casa. São livros muito queridos por mim e que me ajudaram a entender melhor o mundo.
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]]>Estamos vivendo tempos delicados… E se no momento ainda não dá para planejar viagens, dá para aproveitar essa época de isolamento social recomendado para ler e pesquisar, certo? Por isso, escolhi 25 livros para viajar sem nem precisar sair de casa. São histórias muito queridas por mim, que me ajudaram a entender melhor o mundo – nem que seja um pouquinho. Espero que seja útil para vocês também.
Ah, muitos deles eu li no Kindle – um dos acessórios indispensáveis para viajantes que gostam de ler. Afinal, é muito leve e compacto. Dá para levar uma biblioteca na mala sem ultrapassar os limites de bagagem. O meu é o Paperwhite normal, mas tem também a versão à prova d’água. A capinha que uso pra protegê-lo é essa aqui.

Sobre coronavírus:

No Rio de Janeiro dos anos 1940, Guida Gusmão desaparece de casa. Os pais ficam preocupados. A irmã Eurídice, arrasada, precisa seguir sua vida. Mesmo que de formas bem diferentes, as duas acabam tendo que tomar decisões pressionadas pela sociedade da época. E nenhuma delas parece muito feliz com as escolhas. Em uma sociedade (ainda mais) machista, as duas levam a vida como podem.
O texto é irresistível, bem humorado apesar de tudo. E acho muito difícil que as mulheres não se identifiquem com a história. Tenho também um sentimento de nostalgia pelo Rio do século passado que nunca vou conhecer.
Obs.: esse livro ganhou uma versão em filme recentemente. Com o título de A Vida Invisível, a história tem pouco a ver com a do livro. Honestamente, detestei (haha).

Coloquei Peru só porque é lá que a história começa (e porque Vargas Llosa é peruano). Mas a gente viaja também por Paris, Londres, Tóquio e Madrid neste livro. A obra é sobre a história de amor pouco usual entre Ricardito e Lily – ele se apaixona por ela ainda na infância e os dois vão se reencontrar e se desencontrar pelo mundo. É tipo um jogo de gato e rato misturado com War (haha).
Mas mais do que uma história de amor, esse livro é também um retrato das mudanças pelas quais o mundo passou no século passado. O texto é sensacional, impossível parar de ler. Não é a toa que Vargas Llosa levou o Nobel de literatura, né?

Essa é uma história real de uma menina nascida nas montanhas de Idaho, em uma família que acreditava que o fim do mundo estava prestes a chegar a qualquer momento. Os pais (em especial o pai) não acreditava nas instituições como colégios, faculdades, hospitais e estocava todo tipo de alimento.
Mas o fanatismo vai escalonando de forma absurda ao longo da infância e adolescência de Tara, o que fazia a vida dela e dos irmãos ser posta em risco constantemente. Aos 17 anos, Tara escolhe tentar um novo tipo de vida e pisa pela primeira vez em uma sala de aula. Im-pres-si-o-nan-te! Só leiam!

Joyce Carol Oates é uma das melhores escritoras do nosso tempo – é cotada faz tempo para o Nobel. Nesse livro, ela transforma as Cataratas do Niágara em um personagem fascinante. Em 1950, um homem atravessa os portões que dão entrada às Cataratas, sobe na grade e se joga. Na véspera, ele havia se casado com Ariah, que só foi entender o que acontecera depois de encontrar o bilhete do marido no espelho do banheiro. A partir daí, o livro vai narrar a história dela ao longo das décadas. As Cataratas seguem presente durante toda a saga, como uma força da natureza impossível de ignorar.

Nascida em Barbados no século XVII, Tituba foi uma mulher real. Ela foi escravizada e enviada para os Estados Unidos – como entendia de ervas e plantas, foi considerada bruxa e perigosa. Participou do famoso julgamento das Bruxas de Salém, nos Estados Unidos. E volta à vida com esse livro que mistura ficção e registros históricos. A história e o texto são maravilhosos! E esse livro levou o Academy Prize 2018, uma espécie de prêmio Nobel paralelo.

Essa indicação é 4 em 1, porque a saga tem quatro títulos: A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de Quem Foge e de Quem Fica e, por fim, História da Menina Perdida. Em Nápoles, na Itália, duas meninas formam uma amizade que vai durar a vida toda. Lila, esperta, destemida e ambiciosa. Lena, inteligente, disciplinada e leal. Entre idas e vindas, as duas vão acompanhar as transformações do país a partir da década de 1950. Porém a saga já começa com um mistério nas primeiras páginas do primeiro livro: Lila sumiu e ninguém sabe onde foi parar.
Obs.: A primeira temporada da série – inspirada no primeiro dos livros – já está disponível na HBO e é maravilhosa.

Um dos autores franceses mais polêmicos mostra um futuro próximo em que o vencedor do segundo turno das eleições na frança é um homem muçulmano. Mohammed Ben Abbed é considerado um político conciliador, que tem como objetivo algumas mudanças sociais. De outro lado, François, um acadêmico solitário, aprende a lidar com as mudanças na sociedade.
Obs.: Esse livro foi escrito pouco antes dos atentados na França em 2015 – e lançado bem no olho do furacão. O livro gerou bastante burburinho porque, em certos aspectos, Houllebecq pareceu prever o futuro.

Jorge Hofmeester tinha, aparentemente, uma vida perfeita. Casa em bairro nobre de Amsterdã, esposa, duas filhas – uma delas é Tirza, sua favorita. Até que, sem razão lógica, tudo parece começar a ruir – seu casamento, a filha Ibi que é pega em situação constrangedora com o vizinho, Tirza que parte para uma viagem pela África… Apesar dele tentar manter o autocontrole, a tensão vai crescendo até culminar num dos finais mais surpreendentes que li nos últimos tempos (e, sim, dá um pau em muito thriller que todo mundo cultura por aí, viu?).

Orham Pamuk é um dos meus escritores favoritos. E em Neve, ele conta a história de Ka, um poeta turco exilado na Alemanha que volta para sua cidade natal na Turquia para investigar uma onda de suicídios entre jovens muçulmanas. Durante a visita, uma nevasca vai bloquear todo o vilarejo – onde um casal vai liderar um golpe militar. Impressionante como Pamuk consegue, com seu texto, nos transportar para uma vila isolada no meio do inverno turco. Ele também foi vencedor do Nobel de literatura.

Nascida no Irã do final dos anos 1960, Marjane tinha 10 anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico para frequentar a escola. E Persépolis é a história em quadrinhos que ela escreveu para contar sua vida e um pouco da história do Irã, que foi jogado num regime xiita conservador e opressor. É uma das histórias em quadrinhos mais famosas do mundo e tem um motivo: é maravilhosa.

Irônico, divertido e engraçado. Acho que são as palavras que melhor descrevem esse livro. Já nas primeiras páginas, o Diabo desembarca em plena Moscou dos 1930, durante o regime comunista. Com um estilo muito original, Bulgakov narra as confusões e a loucura que Satanás e seus seguidores vão causando na vida cotidiana na cidade.

Um dos temas pelos quais mais me interesso é a história do genocídio Tutsi em Ruanda, então não poderia deixar de incluir alguns livros sobre assunto. Aqui, Scholastique, que é Tutsi, narra a vida em uma escola para meninas no alto das montanhas, perto da nascente do Nilo. Lá, existe um sistema de cotas étnicas que limita a 10% o número de alunas da etnia Tutsi. Por meio do olhar das meninas, podemos acompanhar o início da escada de violência que dizimou milhões de pessoas nos anos 1990.

A história começa no Burundi, em 1992, onde nasceu Gabriel – filho de pai francês e mãe ruandesa. Esse é um relato autobiográfico do genocídio em Ruanda visto pelos olhos de uma criança. A família mora em um bairro nobre no Burundi, mas não demora muito para que os efeitos da onda de violência cheguem até eles – os funcionários do pai começam a faltar, os amigos não podem mais se reunir para brincar… Até que a mãe resolve voltar ao país de origem para tentar salvar a família. Maravilhoso.
Bom, Chimamanda é uma das minhas autoras favoritas e eu gosto de tudo que ela escreve. Mas Meio Sol Amarelo, seu livro mais duro, tem um lugar especial no meu coração. Tendo como pano de fundo a guerra que tentou dividir a Nigéria em duas nações na década de 1960, o livro conta a história de duas irmãs, Olanna e Kainene. É um relato maravilhoso sobre como viver em meio a meio a guerra – ou melhor, sobreviver.

Um dos meus livros favoritos da vida, já perdi as contas de quantas vezes indiquei e assim vou seguir fazendo. O Caminho de Casa é um livro muito importante e merece ser lido. Escrita portam autora de origem ganesa (ela se mudou ainda criança para os Estados Unidos), a história acompanha a vida de duas irmãs e seus descentes ao longo dos anos. Uma delas fica em Gana. A outra é escravizada e levada para os Estados Unidos. Os capítulos se intercalam para contar sobre os caminhos que cada uma das linhas da família seguiu até os dias de hoje.

Para quem quer entender um pouco sobre a complexa sociedade indiana e seu regime de castas, esse livro é uma forma de começar. Mukta, uma menina que pertence a uma casta de mulheres que são obrigadas a servir aos homens (inclusive sexualmente) é resgatada por um ativista que a leva para viver em sua casa em Mumbai. Lá ela conhece a irmã, Tara, com quem aos poucos se conecta. Anos depois, Mukta é sequestrada – já adulta, a irmã tenta encontrá-la. Tem como pano de fundo os ataques terroristas de 2008 em Mumbai.

Enquanto a história aqui em cima se passa em Mumbai, essa se passa em Querala, bem ao sul da Índia. Tal qual o Brasil, a Índia é um país de dimensões continentais – e por isso o cenário é completamente diferente. Aqui, dois irmãos gêmeos, Rahel e Estha, crescem em meio aos potes de compota e pimenta da fábrica da avó. Aos poucos, os dois vão descobrindo o mundo – suas belezas e crueldades. Enquanto isso, a mãe também enfrenta as dificuldades de um país dividido em castas. O ritmo da história é mais lento e o texto é super poético, muito bonito.
O Camboja é um dos países que mais me emocionaram – e até hoje um dos que mais amei conhecer. Nesse relato autobiográfico, a autora narra como foi o regime do Khmer Vermelho, liderado por Pol Pot, a partir de abril de 1974. Ela, que era filha de um funcionário do governo, é transformada em uma criança-soldado, enquanto vê seus irmãos serem levados para campos de trabalhos forçados. Muito interessante para entender as cicatrizes desse regime que o país carrega até hoje.
Obs.: O filme baseado nesse livro está na Netflix. A direção é da Angelina Jolie, que se apaixonou pelo país ao gravar Tomb Raider – tanto que seu filho Maddox é de origem cambojana.
Outro relato autobiográfico, dessa vez sobre a fuga de uma menina norte-coreana do país. Yeonmi Park conta um pouco da sua vida no país mais fechado no mundo – a rotina de se alimentar com plantas selvagens e insetos, a rotina de ver vizinhos e conhecidos sumindo de repente. Aos 13 anos, ela e a mãe resolvem fugir passando pela China, Mongólia e, por fim, Coreia do Sul.

Se fosse um filme, A Vegetariana certamente seria um filme de terror. Ao acordar de um sonho, Yonghye passa a se recusar a cozinhar, comer e servir qualquer tipo de carne. E o que parecia ser uma decisão simples acaba transformando a vida dela em um inferno. A Vegetariana é, para ser um pouco simplista, uma alegoria sobre como a sociedade tenta controlar a vida das mulheres. É um livro um pouco perturbador, mas muito interessante.

O chinês Mo Yan, vencedor do Nobel de literatura em 2012, tem um texto singelo, tão bonito. Nesse livro, ele, que nasceu em uma região rural de Shandong, ilustra de forma muito simples os contrastes da China contemporânea. Fácil e rápido de ler.
Lançado no Japão na década de 1980, foi Caçando Carneiros que fez Haruki Murakami ficar mundialmente famoso – até hoje segue como um dos mais cotados ao Nobel. E essa obra dá uma boa ideia do que a escrita dele – cheia de sutilezas, mistérios, fatos inexplicáveis e pequenos detalhes que é preciso captar no ar. O protagonista da história trabalha em uma agência de publicidade e leva uma vida tranquila, até que recebe uma carta misteriosa que o leva em uma viagem pelo Japão em busca de um único carneiro.
E se você tiver outras sugestões de livros que nos ajudam a entender melhor a cultura de um país, deixa aqui nos comentários!
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Organizar um roteiro na Índia - e mais especificamente por Nova Delhi - não é das tarefas mais fáceis... A cidade tem MUITA coisa interessante para ver! Pensando nisso, escrevi o post que gostaria de ter lido antes de ir.
O post O que fazer em Nova Delhi: 4 dias e 12 atrações imperdíveis apareceu primeiro em Viajão.
]]>Não vou mentir: montar um roteiro na Índia foi uma das coisas mais difíceis que já fiz quando o assunto é turismo. Isso porque tem muita coisa para ver, muitas cidades e atrações interessantes, a gente fica perdido mesmo…
E como normalmente a jornada pelo país começa na capital, Nova Delhi, eu resolvi escrever o post que eu gostaria de ter lido antes de ir. Aqui embaixo, organizei por dias as atrações mais próximas umas das outras e fiz um roteiro completo em Nova Delhi. Então, caso você esteja planejando sua viagem por lá, espero que curta muito e que aprenda com meus erros (haha).
Você sabia que o Viajão agora tem podcast? Clique aqui e saiba como ouvir nossas aventuras de viagem.

Ah, Delhi é incrível, sugiro pelo menos quatro dias inteiros por lá. Afinal, lembre-se que a cidade é imensa e o trânsito é caótico, às vezes a gente perde bastante tempo no deslocamento. Eu quero muito voltar e, mesmo para uma segunda visita, separaria alguns bons dias para explorar a cidade. E é isso, vamos ao que interessa!
1. Como montar seu roteiro pelo país
2. Quanto custa viajar pela Índia?
3. O que saber antes de ir à Índia: água, comida, motorista
4. Roteiro completo em Nova Delhi
5. Jaipur: a cidade rosa dos marajás
6. Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado
7. Visitando o Taj Mahal
8. Rishikesh: a cidade indiana que vai além do ioga
9. Varanasi: o lugar mais sagrado do hinduísmo?
Para começar a jornada por Nova Delhi, sugiro dar uma volta pelo Connaught Place. O bairro é conhecido como o centro comercial e financeiro da cidade – os prédios são modernos, as ruas são largas e bem movimentadas, lotadas de estabelecimentos. Vai de bancos e escritórios a restaurantes (indianos e internacionais, incluindo os de grandes redes como Starbucks e McDonald’s), shoppings e lojas de todo tipo.
Sugiro começar por essa região, em primeiro lugar, justamente porque ela concentra muitos bancos – se você estiver precisando trocar dinheiro, é o lugar mais fácil em que vai conseguir fazer isso (falo por experiência própria). Diferentemente do que acontece na maioria dos países da região, por lá não encontramos estabelecimentos só de câmbio com facilidade. Acabamos trocando nossos dólares em um banco tradicional mesmo.
O segundo motivo é o fato de muitas atrações famosas – e incríveis – ficam nessa área ou na vizinhança, então já é legal para fazer um reconhecimento de área. Ah, bem no meio de Connaught Place há também uma praça, o Central Park.

Falando em atrações famosas, ali pertinho – dá para ir a pé – fica o Jantar Mantar de Nova Delhi. Esse nome é usado para designar áreas antigamente usadas como instrumentos astronômicos – na Índia, foram construídos cinco (em Jaipur, Delhi, Varanasi, Ujjain e Matura). Todos datam do período de 1724 e 1735. Lá dentro você encontra um relógio de sol e uma arquitetura surreal! Juro, é muito curioso ver as construções do Jantar Mantar bem no coração de uma grande cidade como Delhi. A entrada é gratuita.

A cerca de 15 minutos a pé do Jantar Mantar fica o Gurudwara Bangla Sahib, um dos lugares que mais amei conhecer em Delhi. É um templo da religião sikh todo construído em mármore branco com dourado. E ele data de 1783. Por fora, já parece grande. Por dentro, é simplesmente imenso. Na verdade acho que está mais para um complexo do que apenas um templo.
Quem já pesquisou um pouco sobre a cidade provavelmente já viu imagens de um templo onde todos são bem vindos para comer. Pois é esse. O tempo todo por lá tem gente cozinhando, servindo e comendo – não é necessário ser sikh para fazer uma refeição gratuita por lá. Não é necessário nem ser indiano, só chegar e sentar.

Lá dentro também tem uma espécie de piscina onde fieis tomam banho. Oficialmente, essas piscinas se chamam Sarovar e eles acreditam que se banhar nessas águas traz bençãos espirituais. É bem interessante ficar por ali um pouco e observar os costumes. A gente conseguiu ver até a técnica deles para colocar o tradicional turbante sikh.
Atenção: dentro do templo, além de não poder usar roupas curtas (evite comprimentos acima dos joelhos ou que mostrem costas e ombros), também é preciso cobrir a cabeça. Leve um lenço para facilitar, mas eles oferecem alguns lá também caso alguém precise emprestar. A entrada é gratuita.
Se o dia anterior estava reservado para os altos e modernos prédios de Connaught Place, hoje vamos ver o oposto. Ou seja, o delicioso e inesquecível caos de Old Delhi, como é chamada a parte mais antiga da cidade! Nessa região, há uma rua famosa chamada Khari Baoli e uma série de lojas, feiras, mercados. Vá preparado para ver todos os clichês que você imaginou e achou que veria na Índia: o trânsito 100% caótico, vacas nas ruas, cheiro de especiarias no ar e gente por todos os lados.

Sugeri começar o dia por lá justamente para vocês, que estão me lendo, não cometam o mesmo erro que nós cometemos: chegamos na Khasi Baoli já no final da tarde. Ou seja, não tivemos muito tempo para explorar. Adoraria ter visto os mercados à luz do dia e também subido naquele terraço famoso que tem uma vista linda. Ficou para uma próxima!

Ali pertinho (mais ou menos uns dois quilômetros) fica o Red Fort, uma construção incrível de 1648 e, como indica o nome, toda avermelhada. O forte foi construído pelo imperador mogol da época, Shah Jahan (que, curiosamente, é o mesmo responsável pelo Taj Mahal). É maravilhoso, enorme, imponente.

Separe umas boas horas para andar por todo o complexo, porque dá vontade de tirar foto em todos os lugares. A entrada custa 500 rúpias, ou mais ou menos US$ 7.
Depois você pode pegar um tuktuk na rua para te levar até a Porta da Índia – lembre-se sempre de pechinchar os valores. O monumento é tipo um Arco do Triunfo mesmo, construído em homenagem aos soldados mortos na Primeira Guerra Mundial e nas Guerras Afegãs. Tanto que há mais de 85 mil nomes inscritos nas paredes.

A construção é bem interessante, sim, mas vou ressaltar um outro aspecto legal sobre visitar a Porta da Índia: ela é um dos locais favoritos dos indianos mesmo. Ela fica na confluência de várias ruas importantes e tem bastante espaço em volta, então muita gente se reúne por ali. Há vendedores ambulantes, famílias, muitas crianças… É um lugar bem legal para observar os locais. E, claro, pra tirar muitas fotos (os indianos amam pedir para tirar fotos conosco!). A entrada gratuita.
Para iniciar esse terceiro dia, sugiro uma volta na vizinhança de Hauz Khas. O bairro, que era considerado muito próspero na época medieval, hoje em dia é quase um museu a céu aberto. Ao andar pelas ruas – que são super agradáveis – você encontra resquícios de arquitetura islâmica e construções que resistiram ao templo.

Nessa primeira vez, foi nesse bairro que ficamos hospedados. A experiência foi bem legal, mas infelizmente exploramos pouco a área… Além de muitos restaurantes interessantes, tem um parque ali também que não conseguimos ver bem. Também ficou para uma próxima visita.

Dali, sugiro pegar a linha magenta do metrô ou então um tuktuk e partir para o Lotus Temple. Com arquitetura moderna em formato de flor (que, inclusive, muita gente associa à Opera House de Sidney), o templo é uma casa de adoração ecumênica. Basicamente, foi construído para que pessoas de todas as religiões pudessem se unir para rezar. A entrada é gratuita.

Já que começamos o dia com sugestão de arquitetura islâmica, eis aqui uma outra parada relacionada. O Qtub Minar é um minarete – é, inclusive, considerado o maior minarete de tijolos do mundo. São 72,5 metros de altura. O redor dele, cheio de construções clássicas indianas da época em que foi construído, em 1193, também é bem interessante.
* Ps.: Se você tiver pouco tempo na cidade, eu sugiro pular esse dia e partir para as sugestões do 4o.
Vamos começar esse dia, então, com uma das atrações mais impressionantes da cidade – na minha humilde opinião. Ah, a visita a esse templo é um pouco demorada, melhor chegar cedo… Para começar, na entrada do templo tem guarda-volumes e um raio-x bastante rigoroso.
Você não pode entrar com bolsa, mochila, mala, pochete, nada. Tudo isso fica no guarda-volumes (é bem seguro, cheio de câmeras), seu celular e sua câmera, infelizmente, também ficam por lá. Basicamente, você leva só sua carteira/documentos. Sim, é proibido fotografar o interior do complexo.

Com sua construção finalizada em 2005 (sim, acho que é o ponto mais novo sugerido por aqui!), o Akshardam é um complexo hindu. É imenso, lindo, cheio de construções em pedra rosa e mármore carrara. Lá dentro, você encontra templos, exposições, um jardim com estátuas, tem até passeio de barco. É impressionante e imperdível, especialmente para quem ama arquitetura indiana.
Aproveite e curta as horinhas sem câmera e celular. Observe tudo, registre só com seus olhos, guarde no coração. Ah, o complexo fecha às segundas-feiras e as mesmas regras de vestimenta que já citei lá em cima também se aplicam aqui. A entrada custa 220 rúpias, ou mais ou menos US$ 3. Lá dentro, porém, tem outras atrações pagas à parte.
De lá, sugiro pegar um tuktuk até duas atrações que são bastante próximas: Purana Qila e a tumba de Humayuns. A primeira parada é mais um forte – apesar da inauguração datar de 1538, essa área é considerada uma das regiões habitadas continuamente há mais tempo no mundo. Quem construiu o forte foi Humayun, segundo imperador mogol da região. É grande e super agradável – visitamos na hora do por do sol e foi super bonito.

A entrada para estrangeiros é 300 rúpias, mais ou menos uns US$ 6 + uma taxa de 25 rúpias para tirar fotos (não sei bem porque eles já não incluem diretamente no ingresso, mas é isso).
Bem ali pertinho fica o mausoléu de Humayun, construído em 1570. Ele é considerado o pioneiro na tendência indiana (haha) de construir mausoléus imponentes em jardins. Diz a lenda que foi umas motivações para a construção do Taj Mahal, que se iniciou em 1632. Esse é mais um ponto que ficou para minha segunda visita a Delhi, já que não deu tempo de irmos, infelizmente.
Ufa, chegamos ao fim do roteiro! Espero que seja útil para quem está planejando uma viagem a Índia. E, claro, se você já foi e tem alguma outra sugestão, deixa pra gente aqui nos comentários. Ah, lembre-se também de que é super importante fazer seguro viagem antes de qualquer viagem internacional, certo?
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Um lugar para relaxar no meio da intensa Índia. Que tal meditar, comer bem, fazer rafting e até nadar num Ganges limpo? Rishikesh vai te surpreender!
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]]>Quando você planeja uma viagem à Índia, já espera mergulhar numa experiência de muitos contrastes com o Brasil, né? E se essas diferenças também aparecerem dentro do próprio país?

Pois Rishikesh, a capital mundial do ioga, é um pedaço de paz no meio da intensa Índia. E ainda mais: Rishikesh vai muito além do ioga e reúne muitas opções do que fazer.
Em primeiro lugar, saiba que se você estiver em Délhi, a maneira mais prática de se chegar a Rishikesh é de carro mesmo. Você pode contratar um motorista.
Indico o Rahul – é só contatá-lo em inglês pelo Instagram @driveindia.ok ou pelo WhatsApp +91 98188 10373.
De carro, o trajeto dura umas cinco horas e são 225 quilômetros de estrada.
Dá pra ir de avião também até o aeroporto da cidade (a sigla dele é DED). Companhias como IndiGo e Spice Jet têm voos diretos, que duram uma hora. Pesquise os preços para as suas datas pelo SkyScanner.
Além disso, também é possível chegar de trem. As viagens duram mais de quatro horas. Dá para ver os detalhes no Virail, mas já aviso que muitos trens indianos têm infraestrutura simples e são lotados. Fique atento à categoria da passagem na hora da compra.
Entre setembro e novembro, ou entre março e abril, quando não está tão quente!

Vale lembrar que, em março, acontece o Festival Internacional de Ioga de Rishikesh, então a cidade fica um pouco mais cheia que o normal.
Num roteiro de 12 dias pela Índia, separe uns três para desbravar essa encantadora cidade.
Antes de mais nada, saiba que por ser a capital mundial do ioga, Rishikesh tem vários ashrams. Eles são lugares que ficam com as portas abertas para receber pessoas que têm interesse num estilo de vida saudável e de evolução espiritual.
Ou seja, em Rishikesh você pode se hospedar num ashram, local que traz momentos pra meditar, praticar ioga, ficar em silêncio e também fazer trabalho voluntário. Todos têm um guru espiritual responsável e contam com uma média de três refeições (vegetarianas) por dia.
Se você for mais tradicional, pode optar por um hotel ou um albergue. O bairro Tapovan é bom pra se hospedar, fica perto de vários restaurantes e, dali, é possível explorar bem a cidade a pé.

Nós nos hospedamos no Dewa Retreat.
A saber: um límpido e gelado rio Ganges corta a cidade ao meio. Sim, você leu certo! Por isso, a cor dele é extremamente bonita! Um verde claro, visto de longe.

Assim, então bora fazer…
Várias empresas promovem a aventura com toda a segurança possível. Nós escolhemos a Red Chilli Adventure, que tem raftings que duram 2h30min, 3h30min ou 5h. Quanto mais tempo, maior o trecho do rio percorrido com o bote.

Os valores partem de U$ 15 e incluem transporte até o rio e equipamentos, como colete salva-vidas e roupa térmica. Vista! Você vai precisar porque a água é bem gelada.

Esta ponte pênsil é o cartão-postal de Rishikesh e passa sobre o rio Ganges. Foi construída em 1986 e tem 229 metros de comprimento.
Apesar de ser um ponto turístico concorrido da cidade, a ponte de ferro Ram Jhula é muito utilizada pelos moradores (que só podem transitar a pé, de moto e de bicicleta), principalmente na hora do rush.

Dessa forma, fique atento pra não ser atropelado!
Se você está na capital mundial do ioga, que tal fazer uma aula? Várias escolas desta filosofia de vida estão espalhadas pela cidade: muitas funcionam dentro dos hotéis!
Vale lembrar que praticar ioga na Índia ganhou ainda mais projeção após o livro Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert (compre aqui pelo código do Viajão®) – que depois virou filme com Julia Roberts. A parte “Rezar”, do título, se passa em terras indianas, onde a autora viveu, por um período, em um ashram.

Pra marcar na pele todo o clima indiano, que tal fazer uma tatuagem de henna, conhecida como mehndi ou mehandi na Índia? Tradicionalmente, os desenhos são feitos na pele em rituais ou festas de casamento.
Mas em Rishikesh você encontra muitos locais para fazer os desenhos na pele. A Marina fez numa das mãos dentro da casa de uma mulher indiana, em cima da cama dela. O desenho foi surpresa e ficou sensacional, né?
Como dá pra ver nessa foto do Instagram, já estávamos em Varanasi, dias depois, e a tatuagem resistia. Ela demora mais ou menos uma semana pra sair totalmente da pele. Por isso, escolha bem o local antes de fazer.
Em 1968, no auge do sucesso, os Beatles decidiram “sumir” da mídia e viajaram para Rishikesh. Com o propósito de aprender meditação transcendental, ficaram hospedados num ashram às margens do rio Ganges por sete semanas e compuseram 40 músicas!
Grande parte delas está no White Album – o Álbum Branco (dá pra comprar o raro CD aqui).
Hoje, o ashram está desativado, mas é possível conhecer o que sobrou dele. Turistas estrangeiros pagam U$ 10.
Todos os dias, quando o sol se põe, acontece a cerimônia Aarti em três pontos do rio Ganges: Parmarth Niketan Ashram, Triveni Ghat e área do Ram Jhula Parking Ghat.
Aarti é um ritual bem antigo, em que os hindus realizam oferendas a vários deuses, como Shiva, Ganesha e Vishnu. Eles utilizam o rio sagrado, chamado de “mãe Ganges”, onde depositam flores, incensos e velas.

A cerimônia tem música, dança e dura 45 minutos. Um momento de paz e beleza para compreender um pouco mais da religião que movimenta o país.
Antes de mais nada, saiba que Rishikesh é uma cidade completamente vegetariana. Você não vai encontrar qualquer tipo de carne por lá.
E isso não fará falta, caso você seja carnívoro. É que por estar na Índia, pode apostar que você vai comer muito bem! Os sabores e temperos dos pratos são sempre espetaculares.

Vá ao Ganga Beach Cafe, restaurante delicioso que fica ao lado da ponte Ram Jhula, numa entradinha escondida. A vista é linda e os funcionários são uma simpatia. Prove o chá de gengibre, limão e mel. E, pra comer, experimente o mushroom masala: um curry de cogumelos repleto de especiarias, acompanhado de muitos naans (os pãezinhos indianos).
Outro restaurante/café bem gostoso é o Pure Soul Cafe & Organic Kitchen. Fica em frente ao hotel Dewa Retreat e conta com um ambiente agradabilíssimo.

Por falar em delícias, outra excelente opção é o Free Spirit Cafe. Os pratos são um abraço na alma, de tão saborosos.
Tente viver as experiências nesse oásis indiano perto de ir embora do país. Como Rishikesh é uma cidade mais tranquila, que transpira meditação e paz, deixá-la como último destino na Índia vai te ajudar a entender melhor toda a intensidade que você tiver vivido antes por lá.
Por isso, saiba que visitar a Índia é uma experiência incrível, que transforma e que cabe no orçamento, sim. Enfim, basta se planejar e se abrir pro novo. Você vai querer voltar!
1. Como montar seu roteiro pelo país
2. Quanto custa viajar pela Índia?
3. O que saber antes de ir à Índia: água, comida, motorista
4. Roteiro completo em Nova Delhi
5. Jaipur: a cidade rosa dos marajás
6. Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado
7. Visitando o Taj Mahal
8. Rishikesh: a cidade indiana que vai além do ioga
9. Varanasi: o lugar mais sagrado do hinduísmo?
Quando planejar uma viagem à Índia, não se esqueça de contratar um seguro viagem! Que tal cotar com o nosso parceiro Seguros Promo? Reservando por este link, você garante sua tranquilidade e também ajuda o Viajão®. \o/
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Tenha em mente os custos com passagens aéreas, visto, passeios, alimentação e hospedagem.
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]]>Já te respondo de imediato: não existe um valor exato pra se investir numa viagem à Índia. Mas a ideia por aqui é te mostrar que um pouco de planejamento e aquela economia suave todo mês podem te ajudar a chegar até o Taj Mahal (e aos curries, aos naans, aos lassis…
).
O quanto custa viajar pra Índia depende muito de como é o seu “estilo viajão“. As dicas a seguir são para quem quer fazer uma viagem sem excessos, mas com um pouco de conforto.

Você sabia que o Viajão agora tem podcast? Clique aqui e saiba como ouvir nossas aventuras de viagem.
1. Como montar seu roteiro pelo país
2. Quanto custa viajar pela Índia?
3. O que saber antes de ir à Índia: água, comida, motorista
4. Roteiro completo em Nova Delhi
5. Jaipur: a cidade rosa dos marajás
6. Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado
7. Visitando o Taj Mahal
8. Rishikesh: a cidade indiana que vai além do ioga
9. Varanasi: o lugar mais sagrado do hinduísmo?
Eu já dei aqui algumas dicas pra comprar passagens aéreas mais baratas. Mas em primeiro lugar, você deve ter paciência e pesquisar com antecedência.
Minha viagem pra Índia só foi em novembro, mas sabe quando comecei a pesquisar passagens e valores pra lá? Se você pensou “meses antes”, acertou! Meu monitoramento começou em JANEIRO e foi todo feito usando o Skyscanner – e o melhor é que você pode colocar um alerta pra ele te avisar quando o valor das passagens caem.
Chegando perto de maio (seis meses antes da viagem, o que acho um prazo ideal), já percebi que era hora de comprá-las. Optamos por um voo que saísse de Guarulhos (SP) e fizesse apenas uma parada (em Dubai) antes de seguir a Delhi.
Com esses voos em classe econômica Brasil – Índia, dependendo da época que você desejar ir, deve investir entre R$ 3.500,00 e R$ 5.000,00. Talvez esta seja a parte mais “pesada” dos gastos de uma viagem à Índia.
Logo depois de comprar a ida e a volta (e, consequentemente, definir o dia que você sai do Brasil e o dia que você retorna), você precisa “preencher” os dias com a programação que vai rolar por lá. Ainda mais porque você vai querer aproveitar ao máximo seu tempo na terra dos curries.

Para um roteiro básico de uma primeira ida à Índia, eu recomendaria:
Para ficar cinco dias com o motorista, nós pagamos mais ou menos R$ 860,00 para três pessoas, o que incluía pedágios, taxas, hospedagens dele e outros custos. Se você fizer um roteiro maior, de mais dias com ele, certamente esse valor aumenta. Por isso, negocie tudo! Os indianos adoram a “brincadeira” e o seu bolso também.

Mas vale lembrar que a Índia é imensa. Talvez, suas opções de cidades sejam diferentes e mais distantes de Delhi. Então, a melhor opção seria pegar voos para cruzar o país (os trens são bem mais baratos, mas também demoram bastante).
Por exemplo: ir de avião de Delhi até Mumbai (no oeste da Índia) custa a partir de R$ 150,00 e o voo direto dura 2h15min. Ou, voar por 2h40 de Delhi até Bangalore, mais ao sul do país, sai a partir de R$ 200,00. Lembrando que são voos apenas de ida.
Você pode solicitar o visto para a Índia numa das embaixadas da Índia no Brasil. Por outro lado, também consegue emiti-lo online (o que é mais prático).
Para o visto online, que foi o que eu tirei, separe uns R$ 350,00.
A princípio, eu imaginava as hospedagens na Índia mais baratas do que são. Mas isso não significa que sejam caras. Estão bem longe dos preços dos Estados Unidos ou da Europa, por exemplo.
Primeiro, recomendo que você pesquise as acomodações no Booking.com. Por lá, você consegue ler as avaliações de outros hóspedes e isso ajuda a não cair em furada.
Num país como a Índia, vale levar muito em conta a localização e o conforto do local antes de reservar sua hospedagem.
Em Delhi, por exemplo, você vai encontrar diárias para dois adultos no centro (em Connaught Place) entre R$ 200,00 e R$ 1.000,00. Tudo vai depender do número de estrelas do hotel e da época que você estará na cidade.
Nas outras cidades que citei na sugestão de roteiro, lá em cima, os valores das hospedagens costumam ser um pouco mais baixos que em Delhi.

A comida indiana é uma explosão de sabores e temperos. Como é bom você evitar comer nas barraquinhas de rua, sempre fique de olho em restaurantes que pareçam bons. Você pode pesquisá-los direto no celular usando os apps TripAdvisor e Foursquare.
E, já te adianto, que a comida na Índia é bem barata. Um bom prato, como um Palak Paneer (molho espesso de espinafre com pedaços de queijo) sai por, no máximo, R$ 12,00 e pode servir até DUAS pessoas! 
Pra acompanhar, que tal alguns naans (os deliciosos pãezinhos indianos?). Eles custam entre R$ 4,00 e R$ 6,00 e também podem ser compartilhados.

As bebidas também costumam custar entre R$ 4,00 e R$ 6,00 – preço de uma garrafa de 600ml de cerveja, por exemplo.
Os preços que falei ali em cima são em restaurantes legais, não luxuosos, mas bem gostosos e recomendados nos aplicativos que turistas usam. Mas você pode separar algumas refeições para conhecer restaurantes mais requintados.
Muitos destes acabam ficando dentro de hotéis cinco estrelas. Vale separar uns R$ 50,00, R$ 70,00 para um jantar mais “rebuscado” por lá. Pode apostar que isso será bem menos do que o que você pagaria num equivalente no Brasil.
Os passeios não costumam ser muito caros. Antes de mais nada, sei que você pensou no Taj Mahal. O ingresso é considerado “salgado” para os padrões da Índia, custa R$ 80,00 – valor reajustado neste mês.

Outro passeio “caro”por lá é o rafting no Ganges, em Rishikesh. Custa entre R$ 50,00 e R$ 110,00, dependendo de quantos quilômetros de aventura você fará. Os passeios durante entre 2h30min e 5h e valem muito a pena!

Os outros passeios, provavelmente, serão mais baratos do que esses dois que comentei. Aliás, inclua também os deslocamentos de tuk-tuk nas cidades. É bom você sempre negociar! Mas, dependendo da distância, eles podem custar entre R$ 5,00 e R$ 20,00.
Na Índia, Uber também é uma boa pedida. Funcionou super bem e, numa corrida de 16km, à noite, pagamos uns R$ 20,00 – e em dinheiro, direto pro motorista.
Não comprei praticamente nada material na viagem que fiz à Índia. Mas lembre-se que tudo você pode negociar com o vendedor – ele vai querer que você faça isso, inclusive. Pode dizer que você quer pagar sempre metade do primeiro valor informado. Dá pra garantir uma boa economia.

E sobre as coisas do dia a dia em mercadinhos, como água e chocolate: custam a partir de R$ 2,00. Nada que quebre seu orçamento.
Enfim, como falei no começo, seus gastos vão depender do seu estilo como viajão. Seguindo todas essas dicas acima, separe uns R$ 310,00 por pessoa, por dia, para gastar na Índia (na atual cotação, isso dá USD 78).
Nesse valor, estão incluídos TODOS os custos, EXCETO o visto (solicitado antes) e as passagens aéreas (que você provavelmente comprará com antecedência no cartão de crédito, ainda no Brasil, podendo até parcelar
).

Viu como dá pra economizar e realizar o sonho de conhecer esse país fantástico? A Índia te espera e nem vai cobrar muito por isso, não.
Como montar seu roteiro pelo país (em breve)
O que saber antes de ir à Índia: água, motorista, comida
Roteiro completo em Nova Delhi
Jaipur: a cidade rosa dos marajás
Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado
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O que vestir? A comida tem muita pimenta? Pode tomar água da torneira? Aqui, vamos tirar todas as suas dúvidas sobre a Índia!
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]]>Se você tem vontade de visitar a Índia e já comentou isso com alguém, certamente ouviu e viu reações bem diferentes: “nossa! Índia?! Tem certeza?!”, “Que demais, deve ser sensacional!”, “Boa viagem, mas cuida com a água, com a comida, leve remédios”…

1. Como montar seu roteiro pelo país
2. Quanto custa viajar pela Índia?
3. O que saber antes de ir à Índia: água, comida, motorista
4. Roteiro completo em Nova Delhi
5. Jaipur: a cidade rosa dos marajás
6. Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado
7. Visitando o Taj Mahal
8. Rishikesh: a cidade indiana que vai além do ioga
9. Varanasi: o lugar mais sagrado do hinduísmo?
Pode até ser se você não estiver preparado. Mas, pensando em tudo isso, resolvi elencar algumas coisas bem importantes que você precisa saber antes de ir pra Índia, ainda mais porque se trata de um país tão diferente do nosso. São tópicos que devem te ajudar desde a preparação das malas até o desembarque por lá.
Pode apostar que este lugar espetacular não é esse bicho de sete cabeças todo, não.
A Índia exige visto para brasileiros que querem visitá-la. Você pode tirar o visto diretamente numa embaixada da Índia no Brasil ou pela internet, o que é muito prático. O e-visa só vai te exigir um tempinho na hora de preencher o formulário.
Antes de mais nada é importante saber que o seu passaporte tem que ter validade de pelo menos seis meses, contando o dia que você pretende sair do Brasil. Enfim, já fique de olho nisso antes de organizar a viagem.
Pra solicitar o e-visa, pela internet, você deve acessar esse site e fazer o pedido no mínimo quatro dias antes de chegar na Índia e, no máximo, 120 dias antes da viagem.
Logo depois de preencher todo o formulário no site (incluindo os dados do seu passaporte), você também precisa anexar uma foto do seu rosto, com fundo branco e o formato exato exigido. Pode tirar a foto com seu celular mesmo, só precisa ser clara e de boa qualidade.

Dessa forma, a resposta vem por e-mail e costuma chegar em 24h! Mas atenção, porque você receberá apenas uma autorização. O visto, de fato, será emitido na imigração indiana. Por isso, leve essa autorização IMPRESSA e entregue pro agente imigratório quando chegar lá.
Já de antemão, imagino que sua chegada na Índia deva ser por Délhi, certo? E que, de lá, você deve querer fazer o Triângulo Dourado – como é chamada a rota entre Délhi, Jaipur e Agra (cidade do Taj Mahal <3 ).
As estradas que conectam essas cidades são ótimas rodovias expressas, com várias pistas, asfalto (concreto) impecável, sem buracos! Mas a mão na Índia é a inglesa (não estamos tão acostumados a dirigir assim, certo?). Por isso, contratar um motorista pra fazer essa rota é uma boa pedida pra não se estressar e fazer as coisas com mais tranquilidade.

A meses de viajar, contatamos o Rahul, que havia sido indicado por um amigo. O cara é sensacional, honesto, justo e ainda dá uma de guia quando precisa. Rahul fala muito bem o inglês, recomendo se você quiser um motorista e, também, um indiano divertido pra te contar histórias e fazer você se sentir parte da Índia.
Desde já, anote o telefone dele: +91 98188 10373. Pode mandar WhatsApp (em inglês) ou entrar em contato com o Rahul pelo Instagram: @driveindia.ok. Fale que nós, brasileiros que viajamos com ele em novembro de 2018, o indicamos a você. Ou pode dizer que é a galera do @blogviajao 
Pagamos pro Rahul 15.300 rúpias pra fazer o Triângulo Dourado em três pessoas, o que deu uns USD 215 no total! Juntamente com esse valor já estavam incluídos os pedágios, estacionamentos, taxas extras e as hospedagens dele. Por isso, questione tudo isso antes de bater o martelo com o motorista.
Ele ficou conosco por cinco dias inteiros, nos pegava no hotel, nos esperava nos lugares e nos sugeriu visitar também outra cidade, Pushkar, que recomendo muito! Fica perto de Jaipur, fizemos um bate-volta. Pra essa ida extra, ele nos cobrou mais 3.500 rúpias no total (USD 50). Valeu muito, reserve um dia pra essa cidade também.
Logo depois que passar pela imigração e sair da área pra pegar as bagagens despachadas, procure por um lugar pra trocar dinheiro e faça isso. Quer dizer, troque uma parte do dinheiro. Sabe por quê?
É que achar Exchange nas ruas das cidades indianas é uma tarefa difícil e que vai te exigir paciência! Sofremos com isso logo em Délhi assim que chegamos. Era um domingo, fim de tarde e estava tudo, praticamente, fechado.
Não deixe de fazer isso se quiser ter um celular conectado durante sua jornada na Índia. Já contrate, de antemão, no aeroporto, mesmo pagando um pouco mais caro.
Se deixar pra comprar um chip com internet na rua, vai sofrer um pouco. Inclusive, eles exigem um cadastro imenso e ainda pedem pra que você tenha um contato indiano por perto pra validar… Enfim, é bem burocrático. E a ativação pode demorar umas duas horas ainda por cima!
Ah, além disso, nem se iluda muito em pegar Wi-Fi de restaurantes e outros lugares (incluindo aeroporto). Na maioria desses locais, você terá de fornecer um número indiano pra receber um código e, então, poder se conectar à internet. Por duas vezes, acabei pedindo pra algum indiano que estava perto de mim a gentileza de receber o código no seu próprio celular.
Por isso, se quiser evitar aborrecimentos, já saia do aeroporto com sua internet bombando no celular!
Vale lembrar que, na Índia, você terá direito a “gigas” de internet por DIA. Por exemplo, se você contratar um chip pra ter internet 4G por 15 dias, saiba que estarão disponíveis 2Gb de internet por dia. Se estourar, para de funcionar e renova no dia seguinte, com mais 2Gb e assim por diante.
Os indianos têm por esporte negociar! Então, não é exagero dizer pra você negociar TUDO! Do tuk-tuk que vai pegar na rua até o preço de algo que você queira comprar. Nunca o primeiro valor que te passarem será o oficial.

Logo após negar o primeiro valor, eles vão perguntar o quanto você quer pagar. Pode jogar uns 50% menos que o sucesso é garantido. Apesar da brincadeira ser até divertida no começo, depois cansa. Só que é do jogo se você quiser economizar algumas rúpias.
Como montar seu roteiro pelo país (em breve)
Quanto custa viajar pela Índia?
Roteiro completo em Nova Delhi
Jaipur: a cidade rosa dos marajás
Pushkar, a cidade good vibes e seu lago sagrado
Antes de ir pra lá, ouvi de muita gente pra ter cuidado com a água (tanto a da torneira quanto a mineral!). Por mais que me disseram pra só escovar os dentes com água mineral, nunca com a da torneira, acabei desistindo disso já no segundo dia. Estava num hotel, a água da torneira não cheirava mal, parecia bem limpa e deu tudo certo! Não passei mal por causa disso!
O que você precisa saber é que você não pode BEBER água da torneira. Agora, escovar os dentes ou enxaguar a boca, não tem muito problema, desde que no hotel, por exemplo. Vai do seu bom senso.
Sobre água mineral: sempre veja se a tampa está lacrada na hora de comprar. Aquele segundo lacre, de plástico, por cima da tampa, vimos mais em Rishikesh. Mas só o lacre normal, de plástico duro, já garante. E compre água em restaurantes ou mercadinhos – é mais garantido.
Falei de mercadinhos, né? Eles são “inhos” mesmo. No Triângulo Dourado, você não vai encontrar supermercados ou aqueles do tipo Seven Eleven.
Normalmente, nas ruas, têm lojinhas que vendem algumas coisas: tipo chocolate, água. Ou farmácias, que são do estilo “bancada” – o vendedor fica dentro e o cliente escolhe os produtos da calçada.
Na Índia, pra comprar bebida alcoólica, você precisa ir às “Wine Shops”. São lojas específicas, que só vendem bebidas alcoólicas. Muitas vezes, encontrá-las exige paciência e muita caminhada.
Essas lojas vendem vinhos, cervejas, whiskies… E em várias cidades (pra não dizer todas), tipo Varanasi, você não pode beber na rua! Quando comprar a bebida na loja, terá que transportá-la embrulhada.
A maioria dos restaurantes também não vende bebida alcoólica. São os “family restaurants”. Em restaurantes de hotéis, encontramos cerveja. Pergunte antes, pra evitar frustração, se estiver com aquela vontade.
O ar nas cidades do Triângulo Dourado (Délhi, Jaipur e Agra) costuma ser muito poluído. Mas é MUITO MESMO, de arder olhos, nariz, garganta e ser difícil de respirar.

Você conseguirá ver a poluição flutuando na sua frente. É tipo um pó denso, voando pra lá e pra cá o tempo todo. Leve soro fisiológico pra inalar, use aquelas máscaras na rua e assoe bastante o nariz.
Cheguei a ficar “gripado” e com a garganta ardendo já nos dois primeiros dias em Délhi.
Tente evitar as comidas de rua pra não passar mal. Aconselho você a sempre comer em restaurantes.
Pesquise sobre os restaurantes que estão perto de você. Use aplicativos como TripAdvisor e FourSquare. Lá dá pra ler comentários de quem já visitou os lugares.

E prepare-se pra uma explosão de sabores! A comida indiana é realmente deliciosa! Destaque pro Palak Paneer (queijo com molho de espinafre), Paneer Dosa (casca crocante recheada com queijo e cebola), todos os Naans (pãezinhos indianos de vários tipos) e a infinidade de curries <3
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Sim. Mas como eu sempre adorei pimenta e costumo comer comida bastante apimentada no Brasil, te juro que esperava que ela fosse muito mais “quente” na Índia. No meu caso, não achei insuportável, não. Talvez tenham pegado leve, mesmo quando pedíamos apimentado. 
Sei que muita gente pode achar forte demais a pimenta por lá. Por isso, se você não tolera muito, peça sem pimenta (“no spicy”) pro garçom. Ele vai entender. Porém, tem um detalhe: mesmo pedindo sem pimenta, pode ser que a comida venha um pouco “quente”. Mesmo assim, será uma delícia, pode apostar.
É bem difícil encontrar um indiano de bermuda ou uma indiana com roupa curta. Se você for homem, até pode usar bermuda, mas prefira as mais compridas, na altura do joelho.
Se for mulher, evite saias curtas, shorts e opte por calças. Será mais adequado e chamará menos atenção, mesmo no calor.
Aliás, escolha meias escuras e sapatos fechados (tênis, de preferência) pra bater perna. Tem muita lama e muita poeira nas ruas, será mais prático assim. E se precisar tirá-los pra visitar algum templo, pode guardar em lugares específicos, que costumam ficar na entrada desses lugares.
Não será difícil um indiano pedir pra tirar uma foto com você. Eles te abordam na rua mesmo, muitas vezes de forma tímida, apenas pra registrar uma selfie.

Temos aparência diferente pra eles, e isso chama atenção. Eles ficam curiosos com cor de cabelo, olho, formato do rosto. A “brincadeira” é divertida e, também, uma forma de você conseguir um contato mais próximo com alguém de lá. A propósito, aproveite pra também pedir uma foto com eles. Você vai se encantar com a simpatia do povo indiano. Que saudades da “competição de selfies” kkk
Difícil chegar à Índia sem aquela quantidade gigante de recomendações de todo mundo (acabei de te dar várias aqui RISOS). Por isso, tente filtrar ao máximo tudo o que ouviu e leu e prepare-se pra viver a SUA viagem e o seu momento.

Tenho certeza que você vai se encantar com as comidas, os lugares, o povo, as cores, os cheiros… Um país de realidade tão diferente da nossa acaba encantando de alguma forma. Descubra-se por lá! Vale a pena e você já estará pensando quando vai querer voltar. Boa viagem! Namaste!
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