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O pequeno país que fica entre Alemanha, França e Bélgica precisa entrar no seu roteiro para a Europa. Em Luxemburgo, você vai se sentir numa cidade cenográfica.
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]]>No seu mochilão pela Europa, eu aposto que não podem faltar na lista passeios por Paris, reflexões na triste história da Alemanha na Segunda Guerra ou uma visita ao Coliseu, na Itália, né? Mas por que não conhecer a charmosa Luxemburgo? O lugar é lindo, cheio de história e vai te encantar. Pode apostar que vale a pena!

Eu conheci no fim do ano passado, quando fui visitar meu irmão que está morando lá desde março de 2019. Se ele está encantado como morador, eu posso dizer que também estou, como turista.
Luxemburgo é um país muito pequeno, que fica entre Bélgica, França e Alemanha. Tem três línguas oficiais: francês, alemão e luxemburguês. A capital tem o mesmo nome do país: é a cidade de Luxemburgo.

Nos últimos tempos, o grão-ducado recebeu muitos imigrantes que falam português – por isso, não será difícil esbarrar com gente usando o nosso idioma por lá.
Não existem voos diretos do Brasil para Luxemburgo. Normalmente, a conexão aérea pode ser feita em Paris.
Também dá pra chegar de trem, partindo da capital francesa, por exemplo, ou também de Frankfurt, na Alemanha. Se preferir, que tal um ônibus? Estas duas são opções mais baratas.
Luxemburgo se tornou o primeiro país do mundo a implementar o transporte público gratuito pra tentar aliviar os enormes congestionamentos.
Por isso, dá pra desbravar a capital (e as outras cidades do país) usando trens, bondes e ônibus sem pagar nada por isso. Vale lembrar que não há metrô por lá.
Para uma passada rápida, de uns três dias, o recomendado é focar a sua visita na elegante capital luxemburguesa. A cidade é relativamente pequena comparada às que são capitais de outros países próximos e realmente se parece com uma cidade cenográfica.

Comece desbravando a região central, passeie pelas charmosas ruas da…
Por ali, fica uma infinidade de lojas, restaurantes (lembre-se dos preços altos) e atrações imperdíveis. Você pode conhecer a Catedral de Notre Dame. Sim, Luxemburgo também tem a sua imponente e bela igreja de Nossa Senhora.

Curiosidade: as obras, no centro histórico, parecem nunca terminar. Sempre tem máquinas trabalhando para reformar ruas, calçadas e tubulações por ali.
Depois, caminhe por um dos pontos de encontro mais famosos da cidade, a Place Guillaume – uma praça pública no estilo medieval. Nas redondezas, ainda tem o Palácio residencial do Grão-Duque e o Museu Nacional de História e Arte.
Um lugar que não é muito frequentado por turistas mas pode te dar outra bela visão da cidade é essa fortaleza, que também fica na região central, em Kirchberg.
Por ali, tem um imenso parque e é possível relaxar e observar a cidade a partir do outro lado do vale. E é bem vazio, bom pra bater um papo com os amigos à tarde e admirar o pôr do sol.
Outra dica é subir no forte e caminhar pelos túneis. Dali, dá pra seguir até o aconchegante bairro de Pfaffenthal.

Aliás, tem um enorme elevador panorâmico que liga o bairro Pfaffenthal, no vale do rio Alzette, na parte baixa, até o centro histórico, no alto. Esta atração é gratuita e uma das mais interessantes da capital.
O elevador foi inaugurado em 2016, funciona das 6h da manhã à 1h da madrugada todos os dias e tem 75 metros de altura.

Ah, do lado de fora, ainda na passarela, e dentro do elevador, algumas partes do chão são de vidro. Lembrou aquela famosa aventura de Bangkok. Vai encarar?
A cidade de Luxemburgo também tem pontes gigantes que são tremendos cartões-postais. A ponte Adolphe e a Luxemburgo Passarelle são exemplos disso. Vale passar por cima delas, pra se ter uma bela vista, ou admirá-las de longe, pra ver toda a estrutura.

Inclusive, das pontes é possível observar a quantidade de áreas verdes na cidade. Visite os parques de Luxemburgo! Na área central estão dois imperdíveis: o Skatepark Péitruss e o Parc Municipal.
Primeiro, é importante saber que o preço das hospedagens em Luxemburgo costuma ser alto. “Ah, mas então que tal optar por um hostel?”
Então, o problema é que a capital luxemburguesa só tem um! E com preço não muito “padrão hostel”. É da rede Youth Hostels e uma diária num quarto compartilhado custa a partir de € 26 por pessoa.
Se preferir mais conforto e escolher um hotel, prepare-se para desembolsar no mínimo uns € 99 a diária num quarto duplo, perto do aeroporto. Próximo ao centro (região da Place Guillaume, por exemplo), as diárias partem de € 150 para duas pessoas.
Bons bairros pra se hospedar também são Limpertsberg e Kirchberg
Já falei antes sobre os altos preços em Luxemburgo. Como o custo de vida na cidade é caro, vale ficar ligado também na hora de escolher um bom lugar pra comer.
Na área central, ficam muitos restaurantes e bares. O Um Dierfgen é bem tradicional e serve comida luxemburguesa, como presunto cozido com salada de batatas ou salsichões acompanhados de chucrute. Também há outros pratos, como sopas e carnes.
Se quiser um lugar ainda mais refinado para almoçar, tente o Um Plateau, que renova o cardápio a cada três meses. Eles oferecem menu completo (entrada, prato principal e sobremesa) por € 28. Se preferir, há opções a la carte (restaurante recomendado pelo Guia Michelin 2020).
Para beber, vá ao Café des Tramways – um pub descolado, pouco turístico e mais frequentado por moradores.
Se ficar apenas uma noite na cidade, vai sair com gostinho de “quero mais”. Recomendo que fique, pelo menos, duas pra aproveitar com calma cada lugar de Luxemburgo.
A capital é aconchegante e tem cara de interior europeu, com muitas belezas naturais e arquiteturas impressionantes a serem admiradas. Se conseguir programar sua viagem para o mês de dezembro, quando os três mercados de Natal estão abertos no centro, vai gostar ainda mais!

Entendeu por que vale a pena conhecer Luxemburgo? Não deixe esse país passar batido pela sua próxima viagem à Europa. Vai ser muito bom se sentir parte de um lugar onde tudo funciona de verdade.
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O metrô é um jeito prático de se deslocar pela cidade durante uma viagem. Mas e se ele mesmo fosse a atração? Em Estocolmo, na Suécia, é exatamente isso que acontece.
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]]>O metrô é um jeito prático de se deslocar pela cidade durante uma viagem. Mas e se ele mesmo fosse a atração? Em Estocolmo, na Suécia, é exatamente isso que acontece. Praticamente a “maior galeria de arte do mundo”, o Metrô de Estocolmo tem dezenas de estações com mosaicos, pinturas, instalações, esculturas, uma mais encantadora do que a outra. Por isso, se estiver planejando uma visita à cidade, coloque estas – e outras – paradas na lista.
A T-Centralen é a estação central de Estocolmo, que dá acesso ao trem e às três linhas de metrô. Ela existe desde 1957 e foi a primeira a receber arte nas paredes. Depois de muitas voltas, descobri onde estavam essas pinturas azuis bonitas: no acesso para a linha azul.

Em um dos sentidos da linha azul fica a Kungsträdgården. É uma das estações mais fotografadas da cidade, segundo o site oficial do Visit Stockholm. É certamente uma estação impressionante…

Já no outro sentido, dá para conhecer a Rådhuset, a estação da Prefeitura. Aqui dá para ter bastante a sensação de estar dentro da terra. Porque tem isso também. Não só as estações têm lindas pinturas e esculturas, elas também têm paredes de rocha. E o resultado é incrível.

Na linha vermelha, há uma sequência de estações que são destaque nesse passeio inusitado. Uma delas é a estação Stadion, a primeira nesse estilo de “caverna”. O arco-íris e as paredes azuis conseguem deixar o espaço bastante leve. E numa tarde de domingo, as estações ficaram vazias entre as chegadas e partidas dos trens.

A uma estação de distância, fica a Tekniska Högskolan, que é inspirada em descobertas científicas e nos elementos naturais.

Ainda no tema “ciência”, a estação ao lado é a Universitetet. Os mosaicos em azulejos portugueses (sim, na Suécia) falam sobre a natureza. Além disso, alguns também são inspirados nos direitos humanos.

Eu até andei pela linha verde, mas como foi mesmo para ir de um lado para outro, esqueci de tirar foto. Mas como eu não quero deixar a lista sem nenhuma dica dessa linha, uma das estações mais famosas (que eu vou ter que voltar para conhecer) é a Hötorget. Ela foi construída em 1952, antes da instalação de arte no Metrô e mantiveram o estilo clássico por lá, com alguns adicionais artísticos.
A SL, que é quem opera o transporte público em Estocolmo, oferece tours gratuitos sobre a arte no metrô. E só precisa ter um bilhete válido para participar do passeio de uma hora que sai da T-Centralen. O problema é que só tem tour em inglês entre junho e agosto, durante o verão. A menos que você fale sueco. Aí pode fazer o tour qualquer época do ano. Como eu fui no inverno e não sei falar sueco nem para perguntar em qual estação eu estava, fiquei sem conhecer essa atração. Mas achei a ideia incrível!
A rede de metrô de Estocolmo tem 100 estações e mais de 90 tem obras de arte nas paredes ou pelo caminho dos passageiros. Ou seja: tem muita coisa para conhecer. Existem passes de 75 minutos (que são basicamente para um trajeto e raramente valem a pena para turistas), de 24 horas, de 72 horas. Além disso, existe um cartão reutilizável válido para períodos mais longos.

O passe de 24 horas custa $125 Coroas Suecas (uns $14 dólares) e o de 72 horas custa $250 SEK Coroas Suecas (uns $28 dólares). Esses travelcards tem que ser comprados antes são ativados na primeira vez que você passa na catraca para entrar na estação. E daí eles valem o tanto de horas que você comprou, em qualquer transporte público da cidade. Os passes só estão a venda nas estações e não dá para comprar a bordo de trens e ônibus. Ah! E toda vez que você entrar no metrô, no ônibus, no trem, etc., tem que passar o cartão no leitor. Tem fiscais que checam se você validou o bilhete e a multa é pesada: $1.500 Coroas Suecas. São $165 dólares que é melhor guardar para usar num belo restaurante de almôndegas suecas, concorda?
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