Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the acf domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home1/viajaone/public_html/bkp/wp-includes/functions.php on line 6131

Notice: A função _load_textdomain_just_in_time foi chamada incorretamente. O carregamento da tradução para o domínio colormag foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /home1/viajaone/public_html/bkp/wp-includes/functions.php on line 6131

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{"id":9797,"date":"2013-10-07T08:00:49","date_gmt":"2013-10-07T11:00:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.viajao.com.br\/bkp\/?p=9797"},"modified":"2020-11-28T18:08:33","modified_gmt":"2020-11-28T21:08:33","slug":"morando-em-sevilla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.viajao.com.br\/bkp\/morando-em-sevilla\/","title":{"rendered":"Sevilla – S\u00ea viu l\u00e1?"},"content":{"rendered":"

Incr\u00edvel como a gente esquece de olhar o pr\u00f3prio quintal e d\u00e1 mais valor pra grama do vizinho, n\u00e9?! Incr\u00edvel como a gente esquece de registrar as belezas de todo dia\u2026 Fazendo um retrospecto aqui no Viaj\u00e3o, me dei conta de que falei muito, muito, muito pouco sobre a cidade em que passei mais tempo na vida (depois da cidade natal Curitiba).<\/p>\n

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Falei aqui sobre a Pra\u00e7a da Espanha de Sevilha<\/a>, o lugar mais arrebatador da cidade, sobre a Feria de Abril<\/a> que torna a cidade famosa, e sobre uma peculiar dan\u00e7arina de Flamenco<\/a>, mas esqueci de contar todo o resto.\u00a0N\u00e3o foi por falta de admirar n\u00e3o, “Sevilla”, “Sebilla”, “Se vive”, “Se linda!”\u00a0\u00a0– \u00e9 linda de ponta a ponta e eu j\u00e1 sabia disso antes mesmo de ir pra l\u00e1.\u00a0Acho que foi por pregui\u00e7a de tentar encontrar explica\u00e7\u00e3o pra todas aquelas sensa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o escrevi antes.<\/p>\n

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Uma vez l\u00e1, eu me encantava a cada dia, me sentia privilegiada cada vez que passava pedalando e vendo o p\u00f4r do sol en la Puente de la Barqueta<\/strong>.<\/p>\n

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E durante os seis meses, n\u00e3o deixei de registrar\u00a0cada detalhe, cada sacada, len\u00e7ois voando no terra\u00e7o e cada rua de passagem\u2026\u00a0teve at\u00e9 uma vez que resolvi filmar toda a caminhada at\u00e9 em casa (e deixar tonto qualquer um que tentou assistir o v\u00eddeo depois).<\/p>\n

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As ruas\u00a0n\u00e3o tur\u00edsticas, apenas calles espanholas, com suas mesinhas pra fora, gente “de tapas”, falando alto pela madrugada, improvisando um flamenco a cada esquina, ruas de pedra, cheiro de pedra molhada pelas mangueiras e perros andaluzes vagando\u2026 corredores de vento encanado e chafarizes saindo da cal\u00e7ada pra refrescar o sol de 40 graus e a pedalada de cada dia a caminho da universidade.<\/p>\n

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O mais interessante de morar em outro lugar – e n\u00e3o s\u00f3 fazer turismo nele – \u00e9 justamente adquirir h\u00e1bitos, repetir trajetos, inventar uma vida nova, visitar supermercados, se perder e mais tarde se reconhecer, n\u00e3o compreender e mais tarde se sentir local, criar rotina (essa mesma que a gente vive maldizendo quando est\u00e1 por aqui).<\/p>\n

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Nova vizinhan\u00e7a, novas rotinas, novos trajetos\u2026 foi esse esp\u00edrito, que estou revivendo agora ao sair de casa oficialmente, que me lembrou dessa sensa\u00e7\u00e3o deliciosa de sentir que no mundo, no fundo, se est\u00e1 sempre em queda livre, sem ra\u00edzes, e de repente se sente em casa, criando novas fam\u00edlias e ra\u00edzes novas\u2026 at\u00e9 se jogar de novo\u2026<\/p>\n

Mas voltando a Linda Sevilla, o primeiro m\u00eas l\u00e1 tinha essa cara, de estranhamento, de frio que n\u00e3o combinava com o lugar, de solid\u00e3o idiom\u00e1tica\u2026<\/p>\n

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Mas passados seis meses a sensa\u00e7\u00e3o era de sangue latino pra sempre nas veias, calor insuport\u00e1vel, cheiro de cebola y jam\u00f3n misturados no ar, tinto verano e madrugadas quentes\u2026 Se dizem que a “Espanha marca”, Sevilla carrega o que h\u00e1 de mais folcl\u00f3rico da cultura espanhola, e marca com ferro quente!<\/p>\n

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Aos fins de semana eu gostava de esquecer que estava morando l\u00e1 e ia turistar mesmo! Tantos lugares lindos perto do nosso quintal, gringos com seus protetores vinham de todo canto para ver.<\/p>\n

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A Pra\u00e7a da Espanha que j\u00e1 foi cen\u00e1rio de cinema, a Casa de Hercules<\/strong> tamb\u00e9m j\u00e1\u2026 as muralhas do bairro em que eu morava Macarena<\/strong>, que lembravam tempos de imp\u00e9rio romano. Puente aqui, puente ali, puente acol\u00e1 e o bel\u00edssimo caminho com vista para o bairro de Triana<\/strong> de um lado e Torre del Oro<\/strong> de outro.<\/p>\n

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Sem contar a Catedral<\/strong> e sua linda torre Giralda<\/strong>. A segunda maior igreja g\u00f3tica do mundo (apesar de ser bem uma mistura de antiga mesquita com templo cat\u00f3lico), \u00a0terceiro maior templo do mundo, s\u00f3 perde pra S\u00e3o Pedro no Vaticano e Saint Paul de Londres. \u00c9 l\u00e1 que est\u00e1\/foi sepultado o famoso Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, aquele que, voc\u00ea sabe desde a escola, descobriu a Am\u00e9rica!<\/p>\n

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Bom, continuo amando Sevilla e tenho momentos de nost\u00e1lgia at\u00e9 hoje, ela continua linda e ganha novos atrativos que me fazem querer voltar, como a grandiosa obra contempor\u00e2nea Metropol Parasol<\/strong>: