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Arquivos Planejamento – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/category/planejamento-de-viagem/ construímos memórias Sat, 09 Jan 2021 13:25:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://www.viajao.com.br/bkp/wp-content/uploads/2018/10/cropped-IMG_2510-32x32.jpg Arquivos Planejamento – Viajão https://www.viajao.com.br/bkp/category/planejamento-de-viagem/ 32 32 Roteiro de viagem: Países Nórdicos (e arredores) https://www.viajao.com.br/bkp/roteiro-de-viagem-paises-nordicos/ https://www.viajao.com.br/bkp/roteiro-de-viagem-paises-nordicos/#respond Tue, 15 Dec 2020 10:00:06 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11830 Acho que, para muitas pessoas, uma viagem para um país inédito começa pela capital, né? Pelo menos, é assim comigo. Quando fui atrás da Aurora Boreal, estiquei o roteiro pelas capitais nórdicas - e um pulinho na Estônia, que, como você vai ver no roteiro, é quase inevitável.

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Acho que, para muitas pessoas, uma viagem para um país inédito começa pela capital, né? Pelo menos, é assim comigo. Quando fui atrás da Aurora Boreal, estiquei o roteiro pelas capitais nórdicas – e um pulinho na Estônia, que, como você vai ver no roteiro, é quase inevitável.

É importante reforçar que “Escandinávia” e “Países Nórdicos” não são exatamente a mesma coisa (o que eu aprendi depois de algumas gafes pelo caminho). Mas não é um problema se você acabar usando um no lugar do outro. A Escandinávia, segundo a enciclopédia, é composta dos reinos da Noruega, da Suécia e da Dinamarca. Já os Países Nórdicos são: a Escandinávia + Finlândia, Islândia, Groelândia, Ilhas Faroe, e as Ilhas de Aland.

Nesse roteiro, passei pela Noruega, pela Suécia, pela Dinamarca, pela Finlândia e pela Estônia, que já faz parte dos Países Bálticos, mas é muito fácil de visitar estando na região. Eu fiquei três dias inteiros em cada capital, e considerei um dia de deslocamento entre eles.

Rotas possíveis

Sua rota vai depender de onde for melhor para você começar a viagem. No meu roteiro (que você vai ver abaixo), eu comecei pela Noruega, porque precisava começar por Tromsø. E fiz o maior número de trajetos de trem possível.

Além desse roteiro abaixo, outras rotas possíveis são de avião entre as cidades (óbvio, né, Rachel…) ou um navio entre Estocolmo e Helsinki. Depende se você quer ir em todas as cidades da região ou não.

Avião, trem e ferry: minha rota nórdica

Noruega

Entre Tromsø, no norte do país, e a capital Oslo, eu fui de avião. Era começo de primavera e fiquei com receio das nevascas que ainda ocorrem na época impedirem alguma viagem de trem ou ônibus. É bem tranquilo ir do aeroporto ao centro de Oslo de trem.

Casas antigas e árvores sem folhas em rua vazia de Oslo.
Oslo é uma cidade charmosa e, em sua maior parte, bastante caminhável!

Aproveite a capital norueguesa para conhecer os muitos museus, a pista de salto em ski Holmenkollen, a Fortaleza Akershus e a Ópera de Oslo. Divirta-se com o transporte público que confia que você pagou o bilhete (então você só mostra se o fiscal pedir). E se prepare para a viagem de seis horas de trem para…

Suécia

…Estocolmo. A estação central de trem é ao lado da T-Centralen, uma das mais lindas estações de metrô que eu já vi. Ou seja, é fácil chegar ao seu hotel a partir da estação de trem. Tem muita coisa para conhecer em Estocolmo. Eu recomendo não perder o Palácio Real (que fica no Gamla Stan, o bairro antigo da cidade), o Vasa Museum (a história do fracasso de um navio que é um sucesso de museu) e o Skansen (um museu a céu aberto, que mostra a história da arquitetura e da cultura sueca).

Como eu mencionei acima, você pode sair de Estocolmo direto para Helsinque de ferry. Mas eu decidi ir de trem, mais seis horas, até…

Dinamarca

…a lindíssima Copenhague. A capital dinamarquesa é colorida, histórica, organizada, cheia de canais – e eu amei a cidade do minuto que saí da estação do trem. Embora seja importante informar que eu me perdi muito na estação de trem, que também é de metrô, e o bilhete é daquels por duração que você só apresenta se te pedirem.

Barcos parados no canal no porto de Copenhague, com casas coloridas nas duas margens.

Eu amei a capital dinamarquesa e minha tendência é falar que vale a pena conhecer: tudo. Mas vale mesmo visitar os palácios reais (destaque para Rosenborg e ), o Nyhavn, o Jardim Botânico, o Tivoli Gardens (um dos parque de diversões mais antigos da Europa!) e a fábrica da Carlsberg.

De lá, é um metrô até o aeroporto para voar para…

Finlândia

…Helsinque! E se você curte uma sauna, encontrou seu país. A Finlândia tem praticamente mais saunas que habitantes. Tem sauna até na roda gigante na beira do porto no centro da cidade!

Coloque no roteiro: a antiga fortaleza de Suomenlina (bate e volta de balsa a partir do centro da cidade), a Catedral de Helsinki, a Catedral Uspenski (a maior igreja ortodoxa no leste europeu) e a Temppeliaukio (também conhecida como Rock Church, porque foi escavada na pedra). Tem também uma capela bem bonita na região central e, basicamente, toda a arquitetura de Helsinque é encantadora.

Mas sabe um passeio que muita gente faz quando vai pra Helsinque? Um bate e volta para…

Estônia

…Tallinn. Pois é. Uma das principais atrações da cidade é visitar o país vizinho. Isso porque é possível pegar uma balsa de cerca de duas horas entre as duas cidades. Com saídas pela manhã e no fim da tarde, e com os dois portos com fácil acesso nas respectivas cidades, é um jeito de aumentar a lista. Até porque Tallinn é bem pequenininha. Mas eu aproveitei muito bem meus dois dias inteiros lá, caso você queira uma experiência menos corrida.

Rachel na muralha antiga de Talllinn.

Peguei a balsa pela manhã, junto com os vários finlandeses e estonianos que aproveitam o Duty Free da balsa internacional, e me dirigi ao hostel mais hostel que eu fiquei na viagem: só banheiro comunitário, do lado de um bar que só tocava música do começo da década de 1990. Mas a cidade, que foi parte da União Soviética até 1991, tem uma mistura muito interessante de “medieval” e “história moderna”. Inclusive um museu em um túnel que é um dos lugares mais legais que já visitei. Mas isso é história pra outro post

De Tallinn, eu peguei um tram no meio da rua (literalmente. O vagão para no rumo do ponto, mas na faixa central e você embarca entre os carros) e encerrei a o trecho Escandinavo-Nórdico-Báltico da viagem.

Ah, não se esqueça de contratar um seguro viagem para qualquer viagem internacional, certo? Reservando por este link, você garante sua tranquilidade. Além disso, você também ajuda o Viajão®. \o/

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Como montar um “kit terremoto” – e o que isso ensina aos viajantes https://www.viajao.com.br/bkp/kit-basico-terremoto-viagem/ https://www.viajao.com.br/bkp/kit-basico-terremoto-viagem/#respond Tue, 11 Aug 2020 10:00:58 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=12607 O que um terremoto na Califórnia pode ensinar aos viajantes? Muita coisa. Principalmente sobre como montar uma lista básica de itens para a mala.

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Dia desses, eu acordei com vários tuítes de celebridades falando sobre um terremoto em Los Angeles. Até aí, nada de muito novo. A Califórnia fica numa região do planeta muito suscetível a terremotos. Mas o que me chamou a atenção foi a quantidade de pessoas falando sobre o kit terremoto. E aí, eu fiquei pensando: será que não tem aprendizados desse kit que valem para os viajantes também?

E eu acho que tem, sim.

Em 2015, eu fiz intercâmbio em Los Angeles e, durante minha estadia por lá, uma das primeiras coisas que me disseram foi: tenha um kit terremoto. Desde que eu tive que aprendi a preparar minha “mochila de emergências” em Los Angeles, eu comecei a levar alguns itens menos comuns na minha mala, ou me preparar de forma diferente para os destinos.

Kit Terremotos

Existem várias listas diferentes do que é um kit básico para terremotos. E você vai perceber ao ler a lista que poderia muito bem ser a mala básica de um viajante. Nos EUA, as lojas vendem kits prontos bem excessivamente  completos. A lógica por trás é a seguinte: terremotos podem interferir na rede de energia e internet e no seu deslocamento e, claro, você pode se machucar. Situações que podem também acontecer em uma viagem. Então quais itens te ajudam a se organizar?

1. Lanterna

Lanterna com dínamo são boas, pois não precisam de eletricidade ou pilha para funcionar

Sim, uma lanterna é muito útil em viagem. Pode ser numa caçada à aurora boreal, para ajudar nas fotos, ou num rolê de moto nas Filipinas (se você não conhece essa história, corre lá no Instagram do Viajão e assiste ao destaque de El Nido!). Eu tenho essa verdinha bonitinha em casa, que veio diretamente do meu kit de Los Angeles. Mas eu achei essa outra, bem compacta e que funciona com dínamo, na Decatlhon. Ela não é muito forte, mas pode quebrar um galho. Já se você for para algum lugar com muitas trilhas, por exemplo, é bom investir em uma maior.

2. Pilhas

Ok, você não vai levar pilha na sua viagem. Mas que tal um power bank? O Xóia comentou que é um dos itens essenciais da mala dele. E faz todo o sentido. Afinal, se a gente mal fica sem celular no dia a dia, dentro de casa, imagina se acaba a bateria no meio de uma estrada ou de um passeio? Nem que seja pra tirar foto, você vai ficar feliz de ter como recarregar os equipamentos.

3. Medicamentos

Eu sempre viajo com alguns remédios básicos, tanto de uso contínuo, quanto por causa de alergias. E aí, acrescento alguns bandaids, antitérmicos, pomadas para aqueles escorregões na trilha, e outros remédios que meu médico me receitar. E sempre levo termômetro também, mas tem que ser digital, tá? Não pode viajar com aqueles antigos termômetros de mercúrio no avião.

4. Água e comida

As autoridades recomendam que um “kit terremoto” tenha comida para três dias. Você também não vai viajar com comida e bebida para três dias – a menos que esteja indo acampar. E aí, por favor, viaje com alimentos e bebidas! Mas sempre ajuda ter aquela barrinha de cereal na bolsa caso o voo atrase, ou dê aquela fome que você começa até a ficar de mau humor. E hidrate-se! A gente sempre esquece de beber água ao longo do dia, então se puder carregar sua garrafa e encher pelo caminho, melhor ainda, né?

5. Documentos

A gente já falou e não custa repetir: tenha seus documentos de viagem organizados e, se possível, cópias impressas do passaporte, do seguro viagem e das passagens. No kit terremoto, indicam colocar tudo isso em um pendrive e guardar na malinha. Já na hora de viajar, eu sempre organizo uma pasta no Google Drive com o que vou precisar no trajeto, e deixo disponível offline, porque vai que não tem internet? E desde que a gente se enroscou para mudar de terminal na Espanha porque não tinha passagem impressa e o balcão da companhia aérea tava fechado, melhor viajar com os documentos em uma pastinha física mesmo…

6. Dinheiro em espécie

Mas, Rachel, em 2020, dinheiro em espécie?

Sim. Eu acho que o futuro das viagens é com cartão de crédito e débito, pagamento sem contato pelo celular, pelo relógio, conversão da moeda no dia da compra, todas essas facilidades eletrônicas. Mas é sempre bom ter um pouco de dinheiro em espécie para emergências.

Em caso de terremotos ou furacões, isso é necessário porque pode ter algum problema nas linhas de energia, ou nos cabos de internet, e os bancos e comércios ficarem sem rede e sem luz. Já na sua viagem, pode ser que você encontre algum lugar que não aceita cartão, e aí, não tem caixa eletrônico por perto, ou ele não funciona. Quando a gente chegou em Coron, nas Filipinas, a cidade ficou sem luz à noite. E aí, como saca dinheiro no caixa? Então, na mala ou no kit emergência, é bom ter sempre alguns trocados.

Como é um terremoto

Claro que existem listas muito mais detalhadas do que incluir nesse kit, como roupas específicas, itens de higiene, aqueles bastões que brilham no escuro… mas isso são coisas que seu hotel vai ter, caso você vá viajar para uma região onde há a possibilidade de ocorrências naturais, como tornados, terremotos e tsunamis. Por exemplo: você sabia que a Disney tem rotas específicas de acordo com a gravidade da tempestade tropical, para que os visitantes passem ou não pelas áreas de bastidores? Pois é. Tem até locais adequados de abrigo nos parques. A gente acha curioso, mas no fim das contas, todo mundo se acostuma àquilo que é rotina na região. E se surpreende com o que não faz parte do seu dia a dia em casa.

Abalos sísmicos são muito comuns na Califórnia. Tão comuns, que isso gera piadas recorrentes – como esse vídeo do BuzzFeed que eu adoro. Os frequentes terremotos de São Francisco a San Diego são porque o estado fica bem no encontro de duas placas tectônicas – a do Pacífico e a da América do Norte. Esse terremoto que teve no fim de julho foi em San Fernando, atrás das colinas onde tem o letreiro de Hollywood, e teve magnitude 4.2, o que é o suficiente para sacudir uma área grande. Inclusive, os distritos da Greater Los Angeles onde várias celebridades moram. Muitas comentaram do tremor.

Outras regiões do planeta queridinhas do Viajão e de muitos viajantes que também lidam com frequência com terremotos são o México, o Chile, a Indonésia, o Japão, o Havaí, as Filipinas e a Nova Zelândia, por exemplo.

A topografia das ilhas do Pacífico são todas parecidas com essa, do Havaí. Muitas colinas, alguns vulcões inativos (ou não), e terremotos fazem parte da região.

O que eu aprendi em uma região de terremotos

Esse atrás de mim é o San Fernando Valley, região que está sempre à espera de um grande terremoto…

Meu aprendizado para lidar com terremotos em Los Angeles foi mais teórico do que prático. Nos meses que passei por lá, ocorreram alguns tremores mais fortes, mas não exatamente onde eu estava. Uns amigos de família que moravam em Culver City na época (a uns 30 km de onde eu estudava e uns 38 km de onde foi esse terremoto recente) tiveram que cumprir todo o protocolo duas vezes só naquele ano. E qual é o protocolo?

Bom, primeiro é que você deve ficar em um lugar seguro onde você está até o tremor parar. No meu caso, era do lado da cama mesmo, onde tinha um recuo para a porta do banheiro. Ou seja: não é pra correr pra saída. Quando o terremoto parar, aí você deve, sim, sair do prédio e esperar na rua até que as autoridades liberem a volta para os prédios ou que fique bem claro que não ocorrerão tremores secundários.

Mas isso são os casos mais sérios. A bem da verdade é que, na maioria das vezes, você talvez nem perceba que teve um terremoto (passei por isso); ou então, que ele pareça esse do vídeo, que é a mesma sensação de caçar um buraco com o carro, ou estar numa ponte e um caminhão passar ao lado (passei por isso também). E teve a vez que eu acordei meio sem entender porque eu estava acordando, com um barulho de algo que caiu. Virei pro lado, dormi de novo, e descobri no dia seguinte que tinha tido um terremoto na região bem naquela hora.

E isso serve para dizer que…

Já me perguntaram se eu não tinha medo dos terremotos na Califórnia, ou nas Filipinas, destino das últimas férias. E a resposta é: não mais do que o normal. Claro que não é algo pelo qual eu quero passar, porque claro que assusta. Mas dá menos medo do que deixar de conhecer destinos incríveis por causa disso.

Ah! Os links contidos no texto são indicações nossas, mas podem levar a sites de parceiros e nós podemos receber algo da empresa. Ao usar qualquer um deles você ajuda o Viajão! \o/

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Gastos de viagem: como planejar e organizar o orçamento https://www.viajao.com.br/bkp/gastos-de-viagem-orcamento/ https://www.viajao.com.br/bkp/gastos-de-viagem-orcamento/#respond Tue, 19 May 2020 04:00:56 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11922 Cofre com moedas e notas de diferentes países.A parte mais trabalhosa de planejar uma viagem é fazer o orçamento. Um bom começo para calcular quanto custa uma viagem é entender os tipos de gastos.

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Antes desse período de distanciamento social começar, eu estava em uma fase de tentar desvendar como seriam as próximas férias. As vontades são muitas, afinal, tem muito lugar lindo para conhecer pelo Brasil e pelo mundo. Por ora, as viagens estão suspensas (algumas, inclusive, que já estavam compradas). Então o jeito tem sido aproveitar para planejar com mais calma a próxima aventura. E aí, decidi compartilhar aqui como eu calculo meus gastos de viagem.

Para muita gente, a parte mais chata de planejar uma viagem é fazer o orçamento. Você mal pensa em um destino e já vem a pergunta: “quanto será que eu vou gastar?”. Em tempos de dólar alto, então… Antes de sair procurando moedas nos bolsos dos casacos, um bom começo para calcular quanto custa uma viagem é entender os tipos de gastos que você irá encontrar, na ordem que terá que encará-los. 

A imagem mostra moedas e notas de diferentes países em um quadro.
Aquelas moedas que sobram no fundo da mala vão todas para meu cofre/quadro…

Os inevitáveis

De verdade, sabe o que você realmente precisa em uma viagem? Documentos. Nessa categoria, estão passaportes e RGs, vistos, seguros de saúde e, dependendo do destino, vacinas.

Se você pensa em viajar para fora do Brasil, comece pelo valor de um passaporte novo e o tempo que demora para ele ser emitido. Atualmente, o valor para um passaporte novo é de R$ 257,25 (tanto o primeiro passaporte, quanto quando o antigo vence). Esse é um dos gastos mais planejáveis – e mais inevitáveis. Mas a boa notícia é que você só vai precisar se preocupar com isso a cada 9 anos e meio. Dentro do Brasil e para alguns países da América do Sul, basta o RG. Mas tem que dar pra reconhecer pela foto, então veja se você não precisa renovar.

Modelo antigo de passaporte, com a capa verde, em vez da atual azul.
Meu primeiro passaporte segue guardado de lembrança…

Também pesquise se você precisa de visto para o seu destino e quanto custa. E ponha na lista qualquer vacina importante ou obrigatória (para a Tailândia, por exemplo, é exigida a de febre amarela). Se não tiver no posto de saúde, vai ter que pagar. Pelo menos, a emissão do certificado internacional de vacinação é grátis…

Seguro de viagem, a gente não cansa de dizer, é necessário sempre. (Você pode cotar com o nosso parceiro Seguros Promo. Reservando por este link, você garante sua tranquilidade e também ajuda o Viajão®. \o/)

Lá no podcast Viajão, tem uma conversa bem legal com o economista Samy Dana sobre o que interfere no valor do dólar. E ele contou que estipula um valor de gastos por dia para calcular o orçamento total. Uma boa dica!

Os necessários

Passagens e hospedagens caem nessa categoria e vão ser cerca de metade dos seus gastos. Não chegam a ser inevitáveis, já que pode ser uma viagem de carro (com seus custos próprios) ou ter aquele sofá amigo pra te acomodar. Mas você precisa ir, voltar, e dormir em algum lugar no meio-tempo. Quando a viagem incluir mais de um destino, calcule também os deslocamentos.

Esses são os principais itens do pacote de uma agência, por exemplo, e serão seu maior gasto na viagem (a menos que você queira renovar o guarda-roupas em Manhattan). O quanto você vai gastar com os hotéis depende do estilo da sua viagem. Pesquise muito em sites como booking.com e AirBNB para entender os valores médios e qual hospedagem melhor te atende. Já com a passagem, depende da época desejada e da antecedência com a qual você faz a compra.

Os variáveis

Esses talvez sejam os mais difíceis de calcular. Todo mundo precisa comer, certo? Mas quanto será que vou gastar? E pra comprar os ingressos das atrações? Quanto dinheiro eu levo? Será que passo no cartão?

Minha estratégia – e eu acho que é uma boa estratégia – é listar os passeios que não posso deixar de fazer. Caçada à aurora boreal, um dia com elefantes, uma caminhada na geleira Perito Moreno. Reserve o dinheiro para essas experiências. Afinal, não adianta ir para Orlando e não levar em conta o preço do ingresso da Disney e da Universal, né? 

Veja também se há algum city card ou city pass desses que inclui transporte público e entrada em museus, pois em muitos casos, vale a pena (em Oslo e Amsterdã, eu usei muito!). Expedições costumam incluir as principais experiências e pelo menos algumas refeições. Pesquise o que dizem outros viajões sobre preços de restaurantes no local. E não esqueça de calcular passagens de transporte público e corridas de táxi. 

Lugares com muitos museus e transporte público costumam ter passes que integram os dois. Mas é bom checar se o lugar que você quer conhecer está incluso!

Eu costumo entrar em sites de supermercados e de restaurantes para ver os preços. E checo também companhias de táxi, ou até mesmo simulações em aplicativos de transporte. Aí você terá uma base de gastos mínimos. (Lembre-se de deixar uma folga nessa conta ou ter um cartão para emergências!)

Em geral, esses custos são cerca de 30% do seu orçamento. Mas se for para o exterior, isso depende muito da cotação do dólar na época da viagem.

Os imprevistos

Tem quem ame fazer compras, então precisa calcular o dinheiro que levará para torrar gastar em roupas, cosméticos, eletrônicos, etc. Ou pode ser um restaurante especial que você queira conhecer. E é importante ter uma folga para os imprevistos, tipo um táxi extra ou uma noite a mais no hostel. Essa parte vai depender do que você já pagou ou parcelou no Brasil, o que não está incluso no seu pacote ou planejamento e o quanto você pode gastar. 

Porque, no final das contas, só você sabe o seu limite de gastos. Não se arrependa de comprar algo que é importante pra você, nem de deixar de fazer algo porque não coube no seu orçamento. A viagem é sua e o mais importante é você vivê-la do seu jeito.

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Roteiro de viagem: Sudeste Asiático e Europa https://www.viajao.com.br/bkp/roteiro-sudeste-asiatico-europa/ https://www.viajao.com.br/bkp/roteiro-sudeste-asiatico-europa/#comments Thu, 19 Dec 2019 12:00:39 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11624 Caso você esteja tentando juntar o quebra-cabeça da sua próxima viagem, que tal dar uma olhada no roteiro Viajão de 2019? Essa é uma rota possível no Sudeste Asiático e, dessa vez, teve uma parada na Europa também.

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Caso você esteja tentando juntar o quebra-cabeça da sua próxima viagem, que tal dar uma olhada no roteiro Viajão de 2019? Essa é uma rota possível no Sudeste Asiático e, dessa vez, teve uma parada na Europa também.

Quando a gente tira 30 dias seguidos de férias, a tendência é preencher todos eles com…  viagem. E para aproveitar ao máximo a oportunidade, nem sempre os roteiros são os mais práticos para aquele país. Até porque depende muito do seu interesse pessoal. O que você quer conhecer?

Dessa vez, a gente queria visitar as Filipinas e passar alguns dias na Tailândia. E como o voo fazia conexão na Europa tanto na ida, quanto na volta, pensamos: “por que não fazer uma parada por lá também?”

Suíça

Dia 1 – Chegamos em Zurique pela manhã. Apesar de termos poucas horas na cidade, deu tempo de ir de trem conhecer o centro, onde almoçamos. E de volta ao aeroporto para embarcar para Bangkok.

Tailândia

Dia 2 – Chegamos a Bangkok pela manhã e já embarcamos para Phuket, no sul da Tailândia. Ficamos no The Lantern Resort Patong, em Patong Beach, onde há vários bares e restaurantes. Depois que apreciamos um delicioso jantar de pad thais e fried rices, fizemos a primeira (de muitas) massagem tailandesa nos pés.

Phi Phi Islands

Dia 3 – Pela manhã, pegamos a balsa que liga Phuket a Phi Phi. O hotel em que ficamos, Chaokoh Phi Phi Resort, é na rua ao longo da costa. Foi um dia para explorar a ilha e programar o passeio do dia seguinte.

Passeios de long tail boat são os mais comuns em Phi Phi.

Dia 4 – Fechamos um passeio privativo de barco para os cinco para os principais pontos ao redor de Phi Phi. A saída foi às 08h, para tentar escapar dos grandes grupos de turistas que fazem o trajeto todos os dias em barcos compartilhados. O nosso passeio no tradicional long tail boat começou por Maya Bay e seguiu por Pileh Lagoon, Bamboo Island, além de paradas em lagoas pelo caminho. Então voltamos para a ilha a tempo de almoçar e aproveitar a piscina do hotel. 

Dia 5 – No nosso segundo dia inteiro em Phi Phi, resolvemos explorar outras partes da ilha. Seguimos por uma trilha que passa por várias baías até chegar a Long Beach.
Depois, subimos até um mirante (são três na ilha, mas o mais conhecido é o Viewpoint 1) pelo caminho mais longo, que sai da trilha de Long Beach. À noite, teve massagem nos pés (necessária depois da trilha) e um excelente pad thai de 60 baht (cerca de 2 dólares em novembro/2019) para relaxar da caminhada.

Dia 6 – Saímos de balsa até Phuket e, de lá, pegamos um táxi até o aeroporto para voar para…

Malásia

Dia 6 – …Kuala Lumpur! A capital malaia fica a uma hora e meia de voo de Phuket e tem diferentes atrações para quem visita a cidade. Ficamos hospedados no Travelodge Bukit Bintang, em um dos bairros centrais. Sem dúvida, uma boa opção, já que foi possível caminhar por vários dos pontos turísticos. Considerando que chegamos no fim da tarde, fomos conhecer alguns dos muito shoppings da cidade. E aí, tivemos a impressionante primeira imagem das Petronas Twin Towers.

https://www.instagram.com/p/B42du6EJ2LB/?utm_source=ig_web_copy_link

Dia 7 – Fomos de Grab (o “Uber” do Sudeste Asiático e um dos aplicativos indispensáveis para quem viaja para essa região) até as Batu Caves.
Resolvemos voltar de trem para a região do KLCC (o que implica um trem urbano e um metrô) e compramos ingresso para visitar as Petronas Twin Towers no fim da tarde. Aproveitamos a tarde de chuva para almoçar e fazer compras até voltar para nosso passeio no alto das torres.
Mas a melhor vista foi do skybar do outro lado do parque: petiscos e drinks com as Petronas Twin Towers bem ao lado!

A estátua de mais de 42 metros representando Murugan te recepciona nas Batu Caves.

Dia 8 – Hora embarcar para um voo de três horas e meia para…

Filipinas

Dia 8 – …Manila! Chegamos às Filipinas, finalmente. Dormimos em um quarto privado de hostel em Makati e jantamos em um excelente restaurante vegetariano. Mas a ideia na capital filipina era mesmo esperar o voo do dia seguinte.

El Nido

Dia 9 – Pegamos um dos poucos voos diretos de Manila para El Nido, onde uma van do hotel nos esperava para levar até o resort. Ficamos hospedados longe de El Nido Town, o que restringiu alguns passeios pela cidade, mas nos ofereceu uma praia praticamente deserta. Já que estávamos longe de tudo, aproveitamos a piscina e jantamos no hotel mesmo.

Dia 10 – Contratamos o passeio oferecido pelo hotel para ilhas ao leste da ilha, fora da rota mais turística. Passamos por Little Maosonon Island, Iloc Island e Binulbulan Island, com almoço incluso em (mais uma) praia só para nosso grupo. Em seguida, voltamos para o hotel para curtir a piscina mais uma vez.

Dia 11 – Nesse dia, contratamos um barco privado para passar pelos principais pontos turísticos de El Nido. Big Lagoon, Small Lagoon, Hidden Beach, Secret Beach, entre outros pontos de snorkeling, ficam em ilhas ao redor de El Nido. Almoçamos no barco durante o passeio. Na volta, aproveitamos para passear e jantar em El Nido Town antes de retornar para nosso resort no norte da ilha.


A Small Lagoon, em El Nido, é deslumbrante de todos os pontos de vista.

Dia 12 – Tiramos esse dia para fazer algo que raramente fazemos em uma viagem de férias: nada. Portanto, curtimos a praia, a piscina, o bar, os livros no Kindle, as playlists e podcasts… Foi um verdadeiro dia para desacelerar.

Dia 13 – Viajar é se planejar e estar pronto para mudanças. Nossa balsa para Coron foi cancelada por causa do mar agitado. Então, depois de uma manhã de remarcações de balsas e hoteis, passamos mais uma tarde em El Nido Town. Pegamos um tuktuk (que chamam de trycicle nas Filipinas) para visitar Vanilla Beach. Repetimos a janta no Happiness Bar e fomos dormir torcendo para a Guarda Costeira liberar a balsa no dia seguinte.

Coron

Dia 14 – Finalmente tudo certo com a nossa partida para Coron! A balsa entre as cidades leva cerca de quatro horas de bastante balanço. Do pier de Coron, pegamos um tuktuk até o hotel e, depois, saímos para caminhar pela avenida principal em busca de um jantar. A cidade estava às escuras, com muitos lugares iluminados por velas ou à base de gerador.

Dia 15 – Fizemos nosso primeiro passeio de barco pelos arredores de Coron, com destino aos principais pontos turísticos. Primeiro, o guia nos levou até o mercado central para comprar os itens para o almoço, que seria preparado pela equipe do barco. Depois, continuamos o passeio de cerca de cinco horas por Twin Lagoons, Kayangan Lake, Barracuda Lake, Smith Beach e Siete Pecados. 

Dia 16 – Mais um dia de passeio privativo de barco em Coron, dessa vez, para praias mais afastadas. Dessa vez, fomos até Waling-Waling, Ditaytayan e Malcapuya Island, com almoço no barco e uma parada em Shipwreck Cove na volta. Para encerrar, curtimos a noite na piscina do hotel para nos preparar para os voos do dia seguinte.

Olha a cor dessa água! E a praia toda para nós em Waling Waling…

Boracay

Dia 17 – Fomos de avião de Coron a Boracay (com escala em Cebu e uma transferência de jetty da ilha onde fica o aeroporto para a praia de Boracay). Assim que nos alojamos no hotel, saímos em uma caminhada ao longo da costa, que é uma sequência de restaurantes e lojinhas.

Dia 18 – Boracay é uma ilha para aproveitar a praia e caminhar bastante. Nesse primeiro dia cheio na ilha, caminhamos pela Station 2, o trecho central da White Beach. E, então, descobrimos a clareza do mar e a beleza do pôr-do-sol nessa praia.

Dia 19 – Decidimos experimentar um passeio de barco para fazer snorkeling na região. Só que a maré não permitiu que fossemos até praias do outro lado da ilha. Então, voltamos para a White Beach para almoçar e curtimos uma tarde nas águas cristalinas de Boracay. Sem contar mais um pôr-do-sol deslumbrante…

Dia 20 – Tiramos o dia para curtir a White Beach mais uma vez. Almoçamos no D Mall, um complexo de lojas e restaurantes cheio de pratos típicos – ou com ingredientes típicos, como o Cheesecake de Manga do Café del Sol, que fez sucesso com nosso grupo.

Dia 21 – Maratona de: tuktuk, jetty, tuktuk, voo até Manila, ônibus do Terminal 4 para o Terminal 1, e mais um voo até…

Tailândia

Dia 21 – …Bangkok! A cidade que tanto amamos na Tailândia. Como chegamos no fim da tarde no hotel, fomos logo jantar. E, para nossa sorte, descobrimos um pad thai de barraca de rua delicioso e bem perto. Com certeza, um excelente começo de estadia na cidade.

Dia 22 – Já que chegamos a Bangkok no fim de semana, começamos o sábado no Chatuchak, um dos muitos mercados de rua de Bangkok. Dava para passar o dia, mas a cidade é cheia de atrativos, então seguimos para a Jim Thompson House, que é um museu com um restaurante bem gostoso. Logo depois, fomos ao complexo de shopping centers Siam Paragon, Siam Discovery e Siam Center, que fica ali pertinho. Para o jantar, tentamos a fila da Jai Fay, uma chef de comida de rua com uma estrela Michelin, mas a espera nos desanimou. Então fomos a pé para a Khao San Road, curtir a animação dessa rua de bares e restaurantes.  

Dia 23 – Para aproveitar os passeios que só são possíveis de fim de semana em Bangkok, fomos até um mercado flutuante. Escolhemos o Khlong Lat Mayong por ser mais perto do centro e menos turístico. Comemos de tudo – e mais um pouco! Daí, voltamos para o Iconsiam, um novo shopping center que é o segundo maior da Tailândia. E, claro, teve mais massagem nesse dia.

Como não se deslumbrar com o Wat Arum?

Dia 24 – O Wat Arum é chamado de “Templo do Amanhecer” e foi por lá que começamos nosso dia. Depois de atravessar o rio, almoçamos e fomos ao Wat Pho, o templo onde fica o famoso Buda Reclinado. Nosso jantar nesse dia foi no Tealicious Bangkok – delicioso e pertinho do nosso hotel. Valeu a ida!

Dia 25 – A triste hora de ir embora da Tailândia. É sempre uma sensação de “até a próxima!”. Mas ainda não era o fim da viagem…

Alemanha

Dia 25 – Não conta muito como uma parada da viagem, pois foi até mais rápida do que a conexão em Zurique. Mas descemos no Aeroporto de Frankfurt e fomos de trem até a estação central (Frankfurt Hauptbanhhof) para jantar e esperar nosso trem da madrugada. 

Luxemburgo

Dia 26 – Na verdade, precisamos de um trem + um ônibus + um trem, até chegarmos a Luxemburgo. A cidade é uma graça e, no fim de ano, tem diferentes mercados de Natal para aproveitar. Demos uma volta no centro, caminhamos pelo Chemin de la Corniche (uma rota para apreciar a paisagem da cidade) e fomos até o Pfaffenthal Lift (o elevador panorâmico que liga a cidade alta à parte baixa). Depois, fomos ao Weihnachtsmarkt para jantar, com um Mühl Wein (vinho quente – ou quentão, dependendo de onde você mora no Brasil) para esquentar o corpo no frio de 2ºC.

Nada como uma cidade fofa em época de Mercados de Natal…

Dia 27 – Como falei, é importante se preparar para imprevistos! Era para nosso trem para Paris sair pela manhã, mas ele foi cancelado por causa de uma greve geral. Nossa solução foi comprar uma passagem de ônibus para sair à tarde e levar o triplo do tempo. Então aproveitamos a manhã para caminhar mais um pouco por Luxemburgo.

França

Dia 27 – Chegamos a Paris à noite e enfrentamos um longo trajeto de Uber até nosso hotel, por causa das manifestações na cidade. Mas deu para aproveitar um saboroso jantar no Pink Mamma antes de voltar para o hotel.

Dia 28 – Sem metrô (ainda por causa da greve), fomos a pé para o Museu do Louvre para visitar a exposição especial do Leonardo da Vinci – e, depois, ver um pouquinho do gigante museu. Conseguimos ir de metrô até a Champs Elysée e o Arc du Triomphe. De lá, seguimos para o Marais e passamos a noite nesse bairro, caminhando e comendo (porque o que não falta em Paris é restaurantes para provar).

Dia 29 – Fomos até o Trocadéro para aquela bela vista da Torre Eiffel, por onde caminhamos em seguida. Seguimos para o entorno da Notre Dame (trajeto que dá para fazer de patinete elétrico, se você quiser!) e almoçamos na Île Saint-Louis, uma região cheia de restaurantes e barzinhos gostosos. E aí, era hora de embarcar de volta para o Brasil – e começar a pensar no roteiro da próxima viagem!

Toda a nossa viagem está salva lá nos Instagram do @blogviajao! Aproveite para dar uma olhada (e seguir a gente, caso ainda não esteja fazendo isso!).

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Como viajar sozinha – Dicas sobre destinos e hotéis https://www.viajao.com.br/bkp/viajar-sozinha-destinos-hoteis/ https://www.viajao.com.br/bkp/viajar-sozinha-destinos-hoteis/#respond Thu, 12 Sep 2019 11:00:01 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11462 Quatro beliches vazios.Para continuar essa série sobre viajar sozinha, queria falar de uma das melhores coisas, que é também a que mais preocupa: decidir o roteiro. A boa notícia é que você pode ir pra onde quiser, então esse é um bom ponto de partida. Pra onde você quer ir?

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Para continuar essa série sobre viajar sozinha, queria falar de uma das melhores coisas, que é também a que mais preocupa: decidir o roteiro. Pra onde ir? A boa notícia é que você pode ir pra onde quiser, então esse é um bom ponto de partida. Pra onde você quer ir?

Destino dos sonhos

A primeira viagem que fiz sozinha foi pra realizar um sonho: fui pro Reino Unido, beber muito chá e não entender o sotaque dos taxistas em Liverpool. Como era um lugar que eu queria muito conhecer, acho que tive menos receio e ansiedade. E olha que foram 25 dias, vários trens (que eu nunca tinha usado antes), e nada de 3G. 

O copo de chá mais fofo que já vi, em algum parque de Londres

Claro que é muito importante pesquisar o destino para decidir se é algo que te deixa confortável de fazer desacompanhado. Falo de sensação de segurança, mas também do tipo de destino. Dos lugares que conheci até agora – com ou sem outras pessoas – voltaria para todos sozinha. Mas tem cidades que atraem mais grupos de viajantes, como Amsterdã e Las Vegas. E por mais que eu tenha me divertido em pub crawls, ir pra balada sozinha não é exatamente divertido. Então quando passava o momento mais “cultural” do dia, eu senti falta de ter alguém junto no rolê (mais em Las Vegas do que em Amsterdã, onde os museus são incríveis e me fizeram excelente companhia).

Infelizmente, cabe um alerta sobre alguns destinos, em especial, para mulheres viajando sozinhas. A gente ainda recebe umas olhadas estranhas e perguntas chatas do tipo: “seu marido deixou?” Alguns países tem regras específicas sobre aonde turistas podem e não podem ir, como se vestir, se casal pode andar de mãos dadas… Então pesquise se o seu destino tem regras desse tipo.

De olho no dinheiro…

Uma outra questão de decidir o destino é o orçamento. A viagem tem que caber no bolso, né? O câmbio ajudou na época da minha ida à Inglaterra, mas tem outra coisa boa sobre viajar sozinho que eu comentei no primeiro texto: você controla seus gastos. Pra essa viagem, por exemplo, optei por quartos com mais camas em hostel para poder ficar em regiões centrais, mais caras. E aproveitei que muitos museus de Londres são grátis pra comer em restaurantes.

Já em Brasília, onde o cronograma estava apertado, troquei almoço por lanche para ter mais tempo de conhecer o Congresso. E assim, vou montando os roteiros.

Como escolher a hospedagem

Eu falei que fiquei hospedada em hostel, e essa acaba sendo a opção mais econômica para quem viaja sozinho na maioria dos países. Costumo optar por quartos menores e com banheiro. Quartos com 4 camas só femininos ou masculinos costumam ser os mais caros. Da mesma forma, quartos mistos com 10 camas são os mais em conta. Em geral, escolho algo no meio do caminho. Já dei sorte de ficar em três pessoas num quarto com 8 camas. Já fiquei em quartos para 12 pessoas que estavam lotados. Eu sempre escolho regiões centrais, para poder usar transporte público ou ir a pé de um lado pro outro. 

Ainda bem que a área comum do hostel de Helsinque tinha gente legal, porque fiquei sozinha no quarto…

A melhor coisa na hora de escolher um hostel, é ler as opiniões de outros viajantes no Booking.com e no Hostelworld. Dá pra filtrar as avaliações por pessoas que disseram ter viajado sozinhas. Esses costumam ser os comentários mais equilibrados, sem hóspedes que deram notas baixas porque acharam estranho ter beliche no quarto compartilhado, ou não ter toalhas no banheiro.

Também já fiquei em hotel viajando sozinha, mas é raro, pois costuma ser mais caro que uma cama de hostel. O lado positivo é o conforto maior e a privacidade (ah, banheiro individual…). Mas acho mais difícil conhecer outros viajantes que não estejam por ali a trabalho.

Alternativa: quarto privado em hostel

Hoje em dia, tem muito hostel “boutique”, super arrumadinho. A cama do ClinkNOORD em Amsterdã, por exemplo, é uma das mais confortáveis que já encontrei pelo caminho. Mesmo no beliche de cima! E uma alternativa interessante é quarto particular em hostel. Você gasta um pouco mais, mas tem a privacidade do hotel em um ambiente de hostel, com mochileiros, cozinha e tudo mais.

Além do beliche confortável do ClinkNOORD, eu tinha 4 tomadas só pra mim!

Quando a gente viaja sozinha, percebe que tem muito mais gente sem companhia nos passeios do que imaginava. E sempre tem alguém pra, pelo menos, bater papo durante uma viagem de trem de seis horas rumo àquele lugar que você quer muito conhecer. É o melhor jeito de ticar a lista interminável de lugares que quero visitar, sozinha ou acompanhada. E você, tem vontade de fazer uma viagem solo? Pra onde iria?

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Como comecei a viajar sozinha – e porque adoro essa experiência https://www.viajao.com.br/bkp/por-que-decidi-viajar-sozinha/ https://www.viajao.com.br/bkp/por-que-decidi-viajar-sozinha/#comments Mon, 19 Aug 2019 01:00:55 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11447 Rachel sentada em mureta em dia nublado.Toda vez que conto de alguma viagem que fiz sozinha, ouço perguntas. Você não se sentia solitária? Como você se organizou? Claro que explorar o mundo em grupo é muito legal, mas eu verdadeiramente adoro viajar por conta própria também - e vou tentar explicar o porquê.

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Recentemente, li uns livros que envolviam protagonistas viajando pelo mundo. E confesso que me desapontei bastante. Devia ter me concentrado nas dicas no @livrosdamarina… Por algum motivo, esses personagens sempre caem em esteriótipos. E o mais comum é sobre viajar sozinho. Ou são pessoas extremamente inocentes; ou são ridiculamente extrovertidos e destemidos. Ou seja: não são pessoas reais. Por isso, resolvi escrever sobre as minhas experiências.

Toda vez que conto de alguma viagem que fiz sozinha, ouço perguntas. Você não se sentia solitária? Como você se organizou? Claro que explorar o mundo em grupo é muito legal, mas eu verdadeiramente adoro viajar por conta própria também – e vou tentar explicar o porquê. E desde já, se você pensa em embarcar numa viagem solo, mas tem dúvida de como fazer, deixe sua pergunta e vamos conversar! E deixe sua sugestão de livros sobre viagem nos comentários.

Viajando sozinha acabei tendo um trem de Londres inteiro pra mim…

Mitos sobre viajar sozinho

  • Você não precisa ser super extrovertido.
  • Não precisa ser uma viagem curta. Nem longa.
  • Você vai ter chance de comer fora e sair à noite.
  • Ficar em hostel não é a única opção (mas pode ser uma boa).
  • Muito mais gente viaja sozinho do que a gente imagina.
  • Existem vários destinos bons para quem viaja sozinho.
  • Você não vai ser a única pessoa sozinha no rolê.

O importante de qualquer viagem é que ela tenha a sua cara. E quando você viaja sozinho, isso é ainda mais importante. A boa notícia é que isso também é mais fácil.

Como viajar sozinho – quando se é tímido

Antes de continuar, acho importante dizer que eu sou tímida. Eu não sou boa em puxar papo e fazer amizades aleatórias. Mas sempre acabei fazendo amigos em viagens. Talvez nem todos tenham sido pra vida toda, mas por aqueles cinco dias, já tava bom o suficiente.

É importante saber ficar sozinho, já que a companhia não é garantida. Mas eu percebi que, pra cada pessoa tímida no rolê, tem pelo menos umas três que gostam de puxar papo.

Outra coisa importante é que muita gente viaja sozinha. É a gente que, viajando em grupo, nem sempre percebe. E aí, esses viajantes solitários muitas vezes se agrupam pra ir num restaurante, num bar, ou circular por estações de metrô. Sabe outra coisa curiosa que acontece fora do Brasil? Algum brasileiro te ouve falando português e pronto. Amigos. =)

Nesse grupo de caçada a auroras boreais, quase todo mundo estava viajando sozinho.

Até agora, nenhuma das viagens que fiz sozinha me desanimou quanto à experiência. Aliás, eu peguei gosto logo na primeira delas, quando tive que chegar alguns dias antes dos meus amigos em Buenos Aires. Depois fui pro Reino Unido sozinha, para a Patagônia Argentina, para o norte da Europa, turistei sozinha por São Paulo, por Brasília, por Los Angeles…

Há pontos negativos…

Acho que a pior parte de viajar sozinho é organizar o orçamento. Embora você tenha a liberdade de fazer o que você quiser e o seu cartão de crédito permitir, algumas coisas saem mais caras para quem está desacompanhado. É o caso de táxis, quartos individuais de hotel e viagem de navio, por exemplo.

Outra coisa que você precisa levar em conta é quanta bagagem vai levar. Não vai ter ninguém pra ficar olhando pra você no aeroporto na hora de ir ao banheiro, nem pra te ajudar a carregar. (E aí, ajuda muito aquela bela mala de mão…)

Um desafio é variar as selfies…

…mas muitos pontos positivos

Você controla seu horário e seu dinheiro. Dá pra gastar mais em passeios que te atraem e menos naqueles que não fazem seu estilo.

E, se por um lado, tem coisas que custam mais para quem viaja solo, costuma ser bem mais fácil conseguir mesa nos restaurantes e vaga nos passeios. Nos parques de diversão dos EUA, por exemplo, há brinquedos com fila single rider. E aí, quem tá desacompanhado, vai muito mais rápido pra frente da fila – e pro próximo brinquedo.

Aliás, o roteiro é todo seu. Para onde você quer ir dessa vez?

Esse é o ponto de partida para pensar numa viagem toda com a sua cara. Num próximo post, vou falar um pouco da escolha de destino e de hotel pra quem viaja sozinha. 

Você já foi viajar sozinho? Como foi sua experiência?

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Vai viajar pra neve? Como se vestir para o frio https://www.viajao.com.br/bkp/como-se-vestir-no-frio/ https://www.viajao.com.br/bkp/como-se-vestir-no-frio/#respond Mon, 08 Jul 2019 11:00:05 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=11391 Confesso que, com o hábito de usar camiseta e chinelo no inverno no Brasil, errei muito quando me encontrei em uma nevasca. Pra minha sorte, conheci pessoas acostumadas com invernos rigorosos, que me ensinaram a usar melhor meu guarda-roupa. E já dou um spoiler: usar camadas!

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Finalmente o inverno paulistano chegou em 7ºC! Para quem gosta de frio, é a hora de vestir os casacos e sonhar com neve. Mas confesso que, com o hábito de usar camiseta e chinelo no inverno de 20ºC do Brasil, errei muito quando me encontrei em uma nevasca. Pra minha sorte, encontrei pelos hosteis pessoas acostumadas com invernos rigorosos, que me ensinaram a não passar mais frio usar melhor meu guarda-roupa. E já dou um spoiler: use camadas!

Então é só vestir dez blusas, três calças e cinco meias?

Não exatamente. Uma das coisas mais importantes que aprendi sobre me vestir para não congelar é que é melhor ter roupas eficientes, do que usar muitas coisas ao mesmo tempo. Isso porque o ar precisa circular e criar bolsões entre as peças para manter a temperatura corporal. Então, se você se “espreme” em várias blusas e põe mil casacos, não tem como o ar circular. E aí, você pode até perder calor com mais facilidade.

Foi sentada em um hostel em Tromsø, quando estava -9°C do lado de fora, que um belga recém-chegado de uma temporada cuidando de renas no norte da Finlândia me ensinou as três camadas que você precisa: 

  • Uma blusa térmica e que deixe o suor escapar;
  • Um blusão de fleece ou jaqueta do tipo “down”, que são aquelas mais fofinhas, em geral, com plumas ou material sintético;
  • E uma jaqueta ou casaco, idealmente que proteja do vento e da chuva.

A primeira camada é mais confortável e precisa deixar a pele respirar. A ideia é não ficar molhada de suor, porque aí, a sensação de frio pode ser maior. A segunda camada vai ajudar a reter o calor corporal e te esquentar. Aqui, pode ser duas malhas finas, por exemplo. E a última camada é para proteger do vento. (Aliás, nas lojas físicas da Decathlon, onde costumo comprar essas roupas de frio, as peças de trekking são classificadas em camada 1, 2 e 3.)

Não esqueça protetor solar e óculos escuros na neve! O sol reflete na neve e queima muito

Cidade ou campo?

Isso faz muita diferença na hora de escolher a tal terceira camada. Se você for para um ambiente bem urbano, pode ser um casaco mais grosso, sem se preocupar muito se é impermeável. Nas cidades, a gente costuma entrar e sair de ambientes com boa calefação e consegue fugir do vento. Mas se você estiver numa caçada à aurora boreal, por exemplo, essa última camada precisa ser boa contra vento e água. 

Para calças, o esquema é parecido. Existe calça térmica, ou você pode colocar uma legging ou meia-calça como camada 1. Mas a camada externa vai depender do destino. Por exemplo, se for pro campo, existem calças forradas e que são quebra-vento. E você pode alugá-las em lojas esportivas no seu destino. Afinal, não tem porque comprar um trambolho desses para não usar no Brasil, né?

Pé frio

Aí você me diz: “mas eu sinto muito frio no pé. Vou pôr três meias.” Foi o que eu pensei. E não importa o que eu fizesse, meu pé continuava um gelo. Mas aí, eu lembrei desse tal ar que precisava circular. Aprendi que, se o pé fica muito apertado no sapato, é mais fácil perder calor. Precisa ter ar dentro do sapato pra “segurar” o calor ali (física nunca foi meu forte. Leitores que manjem de troca de calor, me expliquem a ciência disso?). E para manter os pés confortáveis e quentinhos, lã de merino é um dos materiais mais recomendados. É super leve e esquenta bem. 

Já quanto aos sapatos, começa a ficar mais difícil. O ideal é ter algo de cano alto, confortável e com solado ranhurado, para escorregar menos. Existem botas forradas, mas nunca consegui usar nenhuma fora da neve, porque são quentes demais pro meu dia a dia. O que usei muito foi um tênis impermeável, com a tal meia de lã. Não passei frio, mas não é o ideal, pois não ficava muito firme no pé. Só não vá pra neve com botas de camurça, porque assim que você entra em algum lugar fechado, a neve derrete e seu sapato fica encharcado.

E, para finalizar, não esqueça de luvas, gorros e cachecol. Agora existem luvas “camada 1”, que é pra usar por baixo de luvas quentes. Dá até pra usar o celular com elas. Eu gosto de usar um cachecol que dê pra cobrir o nariz. E quanto ao gorro, o que mais me atende é um forrado com fleece ou algum material que proteja as orelhas.

Rachel com gorro, cachecol cobrindo o rosto, casaco grosso com capuz, em rua com neve.
Aproveitei o gorro do casaco de lã para bloquear o vento – o que meu gorro não fazia bem o suficiente…

Lugares fechados

A ideia das camadas também é que você possa diminuir a quantidade de peças de acordo com o frio. E isso é muito importante para seu conforto. Além disso, desacostumada ao frio, eu não tirava nunca o casaco, mesmo quando entrava em lojas e restaurantes. A gente não tem muito esse costume no Brasil, né? Choquei os primos americanos quando passei o almoço inteiro de casaco. E foi assim que aprendi que é importante deixar o ar quente dos lugares com calefação entrar nas camadas internas. Então, se entrar numa loja, abra o zíper do casaco. Sentou pra almoçar? Tire o casaco e deixe seu corpo “esquentar”. Assim, quando você colocar o casaco de volta, tem mais calor corporal pra circular entre as camadas que você lindamente construiu.

E você, tem algum truque pra encarar o frio? Deixa pra gente nos comentários!

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5 dicas para uma viagem de navio https://www.viajao.com.br/bkp/dicas-viagem-navio/ https://www.viajao.com.br/bkp/dicas-viagem-navio/#comments Tue, 25 Dec 2018 12:00:45 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=10957 Por-do-sol em alto marÉ aquela época do ano… muita comilança, muito tempo de folga, muito pôr-do-sol no mar… sim, é temporada de cruzeiros no Brasil!

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É aquela época do ano… muita comilança, muito tempo de folga, muito pôr-do-sol no mar… sim, é temporada de cruzeiros no Brasil! Todo ano, de meados de novembro até abril, portos brasileiros recebem navios que cruzaram o Atlântico (ou o Pacífico) para passar um tempo por aqui. Segundo a CLIA Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), sete navios passarão pelos pelo Brasil na temporada 2018/2019. Isso sem contar as opções de cruzeiro em outros países sul-americanos.

Passar as férias em um navio tem muitos pontos positivos. Dá para conhecer mais de uma cidade em uma só viagem, não precisa ficar trocando de hotel, nem se preocupar com onde comer. É um orçamento fácil de planejar e tem muita atividade a bordo. Por outro lado, tem algumas particularidades tipo o enjôo, como pegar fila para descer nos portos ou passar mais de um dia sem sair do navio. Se você está pensando em fazer um cruzeiro, eis algumas dicas para te ajudar a planejar.

1. Existem muitos tipos diferentes

A maioria dos cruzeiros é bem parecida: alguns restaurantes variados inclusos na tarifa, outros que você paga à parte; um (ou mais) jantares formais; baladinha à bordo; piscina; e por aí vai. Mas existem cruzeiros de aventura. Outros são menos formais e não tem o jantar com o comandante. Tem os atraentes cruzeiros pelo Caribe e pelo litoral brasileiro. Mas tem também rotas famosas pelo Alasca e pelos fjords noruegueses. Então, se você achava que cruzeiro tinha que ter clima de praia-piscina-balada, fica a dica que existem muitos destinos alternativos e interessantes.

2. Comece por um trajeto curto

Eu adoro o mar, estava super empolgada para o cruzeiro e não tenho nenhum problema em passar meu dia de férias lendo no bar do navio. Mas comecei logo com uma viagem de quinze dias pela Patagônia, que inclui mais de um dia sem parar em nenhum porto – e dois dias seguidos em alto mar. Tanto tempo sem descer do navio pode não te atrair. A boa notícia é que existem muitos trajetos na costa do Brasil que duram menos de uma semana. Que tal começar com um desses?

Arco-íris ao lado do deck de navio, em um fjord chileno
Mas me diz se dois dias com essa vista não parece interessante?

3. Cabines no meio do navio sacodem menos

Sabe aquela suíte maravilhosa, com varanda, vista para o mar e nada mais? Sacode muito. A tripulação me contou que a parte central do navio é mais estável do que a popa (a parte de trás) e a proa (a parte da frente). Também vale estudar os preços das cabines externas e internas.

Oceano visto por escotilha a partir de cabine com vista parcial
Essa era a minha “vista parcial”

As externas (que tem janela ou varanda) são mais caras do que as ficam no parte de dentro do navio. Existem também as com “vista parcial”. Isso quer dizer, em geral, que tem janela, mas tem algo do lado de fora, como algum dos barcos de apoio (chamados tenders).

No Norwegian Sun, da Norwegian Cruise Line, que faz o trajeto pela Patagônia, por exemplo, a vista era parcial porque, entre a janela e a lateral do navio, tinha uma pista de caminhada.

Montanhas de trecho dos fjords chilenos.
O trecho mais tranquilo do cruzeiro pela Patagônia foi o dos fjords chilenos

4. Pesquise pacotes e possíveis gastos extras

É muito fácil planejar os gastos para uma viagem de navio. Afinal, em um só preço, está incluso quarto, alimentação e bebidas não-alcoólicas. Adicione o custo de ir e voltar do porto (o meu cruzeiro saiu de Valparaíso, no Chile), e leve um pouco de dinheiro para gastar nas cidades onde vai parar, e pronto. Eu me planejei para fazer as refeições sempre à bordo, e aí sobrou dinheiro para fazer os passeios em terra (tipo ir até o Parque Nacional Tierra del Fuego).

Rachel ao lado da placa da Rota Nacional 3 no Parque Nacional Tierra del Fuego, na Argentina
Não sei você, mas uma placa que “fim da rota que vai do Alasca ao Ushuaia” me deu uma vontade de conhecer o começo dessa estrada…

É importante ficar de olho no preço da cabine. Como elas costumam ser duplas, se você viajar sozinho, vai pagar, pelo menos, um adicional para ficar com a cabine só para você. Se a sua tarifa não incluir bebidas alcoólicas, é possível adicionar um pacote de bebidas, para não se preocupar com esse gasto durante a viagem. E vale lembrar que as companhias podem cobrar uma “taxa de serviço” fixa a ser paga a bordo, que é tipo uma gorjeta fechada para todos os garçons e atendentes do navio.

5. Prepare-se para um mochilão “à la caramujo”

A melhor parte do cruzeiro para mim foi conhecer várias cidades em uma só viagem. Ou seja, não tinha que ficar arrumando a mala, indo para o aeroporto, fazendo check-in em hotel… O quarto era meu por quinze dias e nove cidades. Mas também tive que fazer uma mala que fosse do calor de Santiago até o frio de Ushuaia (foi mal, Marina, mas não consegui viajar só com mala de mão dessa vez…).

Além disso, como passei por águas internacionais e fui até Falkland Islands, precisei levar o passaporte. Quem ficou responsável pelo meu passaporte, aliás, foi a tripulação, que cuidava dos documentos de imigração nas trocas de países. Mas tinha que ficar atento aos papéis que tínhamos que deixar preenchidos nas noites que trocávamos de país. Além disso, em um cruzeiro, sua única opção de tratamento médico é o do próprio navio. Ou seja, é importante fazer seguro de saúde, como em todas as viagens, para cobrir qualquer gasto que surgir.

Rachel no deck superior do navio, no porto de Valparaíso
Lutando contra o vento no deck do navio antes de seguir para o frio da Patagônia…

Mesmo com todos os meus erros de principiante tipo achar que eu não ia passar mal, eu adorei o esquema de férias em cruzeiros. Gostei dos restaurantes, de “viajar no hotel” e, principalmente, dos fins de tarde em alto mar. Tem lugares que só dá para conhecer a bordo de um navio e perspectivas que só o oceano proporciona mesmo.

Encontro do oceano Pacífico e do Atlântico, próximo ao Cabo Horns.
Mais uns 400 km e eu chegava na Antártica!

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5 dicas pra viajar de carro https://www.viajao.com.br/bkp/cinco-dicas-pra-viajar-de-carro/ https://www.viajao.com.br/bkp/cinco-dicas-pra-viajar-de-carro/#comments Mon, 22 Oct 2018 10:00:33 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=9580 Aí você tá planejando a viagem dos seus sonhos, quer porque quer aproveitar ao máximo os míseros maravilhosos dias de

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Aí você tá planejando a viagem dos seus sonhos, quer porque quer aproveitar ao máximo os míseros maravilhosos dias de férias no lugar mais massa do mundo e pensa: meeeuuu, talvez seja uma boa alugar um carro, mas preciso saber quais são as dicas pra viajar de carro e não errar! 

E vale a pena?

Vale e muito! Vem comigo que eu te detalho tudo! Mas é bom ficar atento porque a aventura pode exigir um pouco mais do seu orçamento.

Sim, porque viajar de carro num outro país pode não sair tãooooo barato. Mas é por isso que estamos aqui, certo caro viajão? Queremos fazer você economizar mess, pra sobrar dinheiro pras lembrancinhas! 😉

Então vamos às cinco dicas pra viajar de carro por aí:

1) Veja se o país de destino aceita a sua Carteira de Habilitação

Já imaginou estar todo empolgado e não poder chegar no destino e dirigir? Muuitos países aceitam a nossa simples habilitação (a nacional mesmo, nem precisa ser a internacional) como documento. E isso você verá já na hora de alugar o carro. Lugares como Estados Unidos, África do Sul, Oceania, Europa, etc., aceitam de boa a nossa mais simples CNH.

Eu nunca tive problemas com relação a isso. Maaas, já ouvi casos em que policiais rodoviários pediram a Permissão Internacional para Dirigir (PID) na França, por exemplo.

Se não quiser arriscar, tire uma. É só solicitar no Detran do seu estado. Pra quem mora em São Paulo, por exemplo, os detalhes pra emissão da PID estão aqui.

Ah, e normalmente as locadoras de veículos exigem que você já dirija há pelo menos dois anos.

2) Escolha o tamanho e tipo de carro

Você precisa de um carro pra cinco pessoas e duas bagagens grandes? Pra quatro pessoas e quatro bagagens grandes? Pra três pessoas e duas bagagens pequenas? Sim, a palavra-chave aqui é “precisa”.

Os carros são divididos por categorias pelas locadoras. Você terá milhões de opções e preços diferentes. Escolha a que mais terá a ver com você e seus parceiros de viagem. Não adianta pegar uma BMW conversível se estiver em cinco adultos e muita bagagem, viajando numa época chuvosa, né? Vale prestar atenção nisso!

Imagine, também, se já terá feito muitas compras quando chegar à hora de alugar o carro. Priorizar um porta-malas grande pode evitar que a galera viaje com malas no colo e sob os pés, né?

3) Reserve o carro com antecedência

Quando planejar sua viagem, já imagine quais dias (e quantos) serão destinados à viagem de carro. Depois, comece a cotar em sites de locadoras e faça as reservas que achar mais em conta. As locadoras mais conhecidas e bem internacionais são: Avis, Budget, Hertz.

Cruzamos o Reino Unido em cinco pessoas num Mazda

Na hora de reservar, você precisará analisar alguns itens como:

Quilometragem

É livre ou você vai ter de pagar se ultrapassar o limite já combinado na reserva? Sugiro sempre pegar quilometragem free, porque o legal de viajar de carro é poder sair um pouquinho do roteiro e conhecer aquela cidadezinha que não estava nos planos e que pareceu interessante por ser bonitinha ou por ter um nome bizarro risos.

Lugar de devolução do carro

Se você fará uma viagem de carro que vai cruzar o país, por exemplo, lembre-se que você tem que devolvê-lo na última cidade, e não na mesma que você pegou! A não ser que você faça a viagem toda de carro e retorne pro lugar de onde iniciou. Veja seu roteiro com atenção pra conciliar a viagem de carro com seus voos já marcados! Se liga nessa!

Combustível

As locadoras cobram um valor a mais na hora da entrega do carro se você optar por devolvê-lo com o tanque um pouquinho (ou todo) vazio. Elas estipulam um preço próprio de litro do combustível e te cobram mais ou menos o que acham que falta pra completar o tanque.

Minha dica: complete VOCÊ MESMO o tanque antes de entregar o carro. Mas abasteça num posto na “cidade”, comum, e não no da locadora (se existir), porque eles sempre inflacionam o preço do combustível pra te tirar uma graninha a mais pela “comodidade” de abastecer pra você.

4) Quando optar por viajar de carro?

Sempre que o trajeto escolhido para tal valha realmente a pena! Ah, vá? Mas sério, tem que valer a pena pensando no tempo que será gasto pra essa viagem por terra (analisando o todo que você ficará fora do Brasil, por exemplo) e se o percurso é bonito e com estradas de qualidade.

Não adianta você viajar de carro num lugar sem atrativos pelo caminho e com estradas perigosas. Pesquise antes. Ah, e veja se seus companheiros de aventura também topam dirigir (pelo menos um, pra revezar com você).

Já viajei de carro na África do Sul, Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos… confesso que foram as melhores partes das viagens!

5) Crie um roteiro 

A viagem toda em si merece um planejamento, certo? Com voos, hotéis, passeios… Mas pra viajar de carro, você deve fazer um roteirinho especial também. Veja os mapas dos trajetos com antecedência. Pelo Google Maps já vale.

Marque as cidades por onde quer passar, trace um caminho, perceba se a logística será viável e quantos quilômetros rodará, programe paradas estratégicas pra conhecer lugares interessantes no meio do percurso, pra dormir, reserve hotéis ou albergues nesses lugares…

Parado com carro em estrada na Nova Zelândia

Ou vá com a cara e com a coragem, como já fiz muitas vezes! Essa adrenalina de poder escolher onde parar, de surpresa, também pode ser bem interessante e tem a cara de uma aventura dessas, né?

Se nunca tinha pensado em viajar de carro, comece a cogitar isso! Vale a pena, você conhece os lugares com mais qualidade e pode se aventurar mais! Boa sorte e boa viagem. Só não deixe acabar o combustível risos

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HOJE: Como Planejar seu mochilão https://www.viajao.com.br/bkp/hoje-como-planejar-sua-viagem-de-mochila/ https://www.viajao.com.br/bkp/hoje-como-planejar-sua-viagem-de-mochila/#comments Mon, 17 Sep 2012 13:47:50 +0000 http://www.viajao.com.br/bkp/?p=7812 Você que sempre quis fazer um mochilão ao redor do mundo e nunca teve coragem, tempo ($$$) ou planejamento suficiente,

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Você que sempre quis fazer um mochilão ao redor do mundo e nunca teve coragem, tempo ($$$) ou planejamento suficiente, não vai querer perder:

Hoje (17/09), logo mais (19h30), na Livraria Curitiba do Shopping Barigui,  o super Viajão Fred Mourão, no:

 

Os viajões estarão lá com certeza, prestigiando o Fred, que além de mochileiro é um super escritor, palestrante e executivo. Como executivo ele carrega uma bagagem de quase 20 anos no mundo corporativo, onde foi executivo de marketing, vendas e atendimento em grandes empresas. O Fred é aquele tipo de executivo que volte-meia coloca a mochila nas costas e faz no mundo o seu escritório.

O livro anterior, “Saí pra dar uma volta…” conta exatamente esta aventura de um ano sabático, traçando com muita habilidade um paralelo entre as experiências de um mochileiro, que organizou uma volta ao mundo e conheceu 25 países, e o dia-a-dia de um executivo, que precisa encarar todas as exigências da vida corporativa.  Uma viagem que começa com um despretensioso, porém irresistível convite: embarcar dentro do autor e compartilhar sua experiência na viagem e no mundo corporativo.

Agora… se como executivo este cariosa já impressiona, como viajão a bagagem é ainda mais escandalosa: Antes de completar esta volta ao mundo por 25 países em 2007, já tinha dado várias voltas pelo mundo. Morou em 6 países e aprendeu 5 idiomas se virando aqui e ali, lavando pratos, morando em squats (apartamentos invadidos), sendo assistente de cozinha, garçon e babá. Depois de várias viagens pelo Brasil, 7 meses de mochila nas costas rodando por 18 países de carona na Europa – dormindo em albergues, postos de gasolina, casas de família, entre outros lugares – mais 20 meses rodando por 25 países nos 5 continentes… acho que com isso já podemos aceitá-lo na categoria de “VIAJÃO”, né messs? RISOS

Claro que uma hora ele percebeu que tinha muito o que dizer às pessoas podia fazer aquilo que nós – viajões – mais acreditamos e apenas começamos a aprender – COMPARTILHAR EXPERIÊNCIAS!

Maneiro, né? Por isso, não perca hoje a passagem de Fred Mourão e venha planejar o seu mochilão! Só não vale deixar o chefe na mão e botar a culpa no viajão hein galera? Vejo vocês lá mais tarde!!!

Veja mais no site: www.fredmourao.com.br ou na FanPage

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