Colaborões.
Antes de mais nada, queria dizer que a placa do carro dela é BBI, logo já podemos imaginar o nível da pessoa risos. Brincadeiras a parte, hoje temos a publicitária bonitaça e minha amiga aí da foto, Bianca Gugelmin clap clap, contando sua história em Bogotá e Cartagena na Colômbia. Se ela foi em busca de uma esmeralda eu não sei, mas sei que Cartagena ganhou mais uma esmeralda com ela lá (cantadas: check!). Se liguem na história aí, e valeu Bi! (Quem não lembra do filme “Tudo por uma esmeralda”? Veja aqui)
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A minha história com a Colômbia começou há anos: uma de minhas melhores amigas tem família colombiana. Crescemos juntas, praticamente como irmãs, e perdi a conta de quantas vezes nos encontramos para comer as deliciosas obleas con arequipe (ocasiões em que eu me afundava nessa iguaria maravilhosa). Estou aqui no Viajão hoje para contar um pouco mais da minha viagem!
Visitei a Colômbia no final do ano passado para passar o Natal (e alguns diazinhos a mais, porque eu também sou filha de Deus). Meu primeiro destino foi Cartagena de Índias, uma cidade costeira e caribenha, antigo porto das colônias espanholas na América Latina. Além de porto, Cartagena foi, por muito tempo, a saída principal da rota do ouro dos colonizadores para a Europa. Com isso, ela era constantemente atacada por piratas, ladrões e frotas de outras nações européias interessadas nas muambas dos espanhóis (porque a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa, né). Nessa onda de arrastão à Cartagena, o governo local se viu obrigado fortificar a cidade com muralhas e um castelo militar. O castelo protegia a entrada costeira e, as muralhas, o interior da cidade. Elas foram construídas no século 17 e estão de pé até hoje! Intactas, ótimas para passear e cheias de histórias para contar.
Além das grandes muralhas de Cartagena de Indias, a cidade ainda reserva outras surpresas muito boas. Primeiro, o clima. O frio intenso do inverno em dezembro era de 34 graus. No verão, em agosto, faz quase 50 graus (!!!). Segundo, a região central de Cartagena é tombada como patrimônio histórico. É uma área linda, charmosa e minúscula – só se anda a pé! As antigas casas coloniais foram transformadas em hotéis-butique, hostels e restaurantes típicos. Por falar nisso, a comida colombiana é uma dádiva dos deuses indígenas. Muitos frutos do mar, arroz com coco, patacón, uma espécie de disco de banana verde amassada e frita, frutas tropicais vendidas na rua como se fossem petisco, o arequipe, doce de leite já comentado nesse post , e as arepas. A arepa é tipo um bolinho feito com massa de milho, recheada de queijo, ou com molho de carne, bacon e ovos. Elas são típicas no café-da-manhã dos colombianos (e eu ainda não sei como é que eles conseguem sair para trabalhar depois). Cartagena ainda possui várias igrejas e museus interessantes de se visitar. O maior deles é o Museu da Inquisição. Sendo colônia espanhola, a Colômbia também foi palco das loucuras da nave-mãe e Cartagena foi uma das cidades que mais sofreu na época. No museu, há replicas de vários instrumentos de tortura, alguns bem curiosos, além de uma ala só com a história da cidade de Cartagena e a colonização espanhola na Colômbia. Viajão também é cultura!
Depois de quase uma semana curtindo o duvidoso inverno de Cartagena, fui para Bogotá, a capital colombiana. Como em um passe de mágica, saí de uma temperatura de 30 e muitos graus para meros 13 graus em Bogotá (choque térmico, sim ou não?!). A cidade fica em uma região montanhosa e é bem elevada, o que acaba refletindo na temperatura. Com seus mais de 7 milhões de habitantes, Bogotá é uma cidade sensacional. Além do povo altamente educado e hospitaleiro, ela oferece o que há de melhor em restaurantes, baladas, entretenimento, como em todas as grandes cidades do mundo. A igreja de Monserrat, que fica no alto de uma montanha, vem com uma vista espetacular. O Museo Botero reúne muitas obras do grande artista plástico Fernando Botero, aquele que curte pintas pessoas, animais e até frutas gordinhas (com tanta comida boa nesse país, não é de se estranhar). Tem ainda o Museo del Oro, com centenas de milhares de artefatos, peças e heranças indígenas todas produzidas em ouro, cobre, prata e pedras preciosas. A alguns quilômetros da cidade, fica a Catedral de Sal, a maior igreja do mundo construída dentro de uma mina de sal. Tudo é feito de sal, inclusive a cruz e as estátuas dos anjos e santos. É inacreditável! Entre um passeio e outro, parei para apreciar um legítimo café colombiano, é claro, em um dos milhares cafés do Juan Valdez, uma rede de cafeterias estilo Starbucks no país. Nosso amigo Juan, inclusive, já fez uma simpática aparição no filme “Todo Poderoso”, com Jim Carrey. (Cultura inútil, check!).
Por fim, não poderia deixar de comentar sobre o lugar mais maluco e pirado que visitei. Chama-se Andrés Carne de Res e é um restaurante-bar-discoteca-parque de diversões muito conhecido nos arredores de Bogotá city. Nunca vi tanta decoração, velas, santos, animais empalhados pendurados, músicas de todos os tipos, figuras caricatas que te tiram para dançar, e muitas outras surpresas no mesmo lugar. O menu parece uma caixa registradora antiga, com manivela na lateral. Você gira, gira, gira a manivela e ele não acaba mais – são centenas de pratos e petiscos! Enfim, é impossível descrever tamanha doideira, por isso visitem o site do Andrés, e confiram as fotos abaixo.
É isso gente!
Espero que vocês tenham gostado da minha história.
E lembrem-se de considerar a Colômbia como seu próximo destino de férias. Vale muito a pena!
Um beijo,
Bianca.











achei demais o Andrés! sem mais.