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Eeeeeeee! Parabéns!!! Três anos de Viajão hoje, quantas experiências e micos já contados aqui, néam? Quem quiser, pode nos presentear
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]]>Eeeeeeee! Parabéns!!! Três anos de Viajão hoje, quantas experiências e micos já contados aqui, néam?
Quem quiser, pode nos presentear com muitas viagens, aí presentearemos vocês com mais histórias risos. Mas chega de LADAINHA! Afinal, hoje é dia de Colaborões.
Verão quase cheganu, você aí enfurnado no escritório e o calor comendo solto lá fora, néam? Que tal dar um pulinho em Punta Cana? Nosso colaborão de hoje é o publicitário e ~empresário Diego Firmino (aquele do Carrossel risadas miU).
O Diego nos dá varias dicas para aproveitar Punta Cana, aquele pedaço de paraíso, logo ali no Caribe. Ahhhh, Punta não é só pra casais, não, viu? Lá tem feiticeiros de unhas grandes e há boatos que o Van Damme vive indo lá pra combater o mal e descansar risos. Duvida?
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Haiti é o inferno. Uma guerra civil está acabando com o país. Mas, o exército brasileiro está lá juntamente com a missão de paz da ONU. E, por causa disso, acabei indo parar em Punta Cana.
Parece estranho, mas é a pura verdade e eu vou contar para vocês em forma de romance prevendo um prêmio como melhor artigo de viagem já escrito.
Amor, vamos ver o Paulo durante as férias dele? – minha mulher me questionou enquanto eu lia alguma coisa no celular.
Só se for em Punta Cana. – Respondi de imediato.
Neste ponto, é importante eu dizer que meu cunhado é membro das forças de paz da ONU e está em missão no Haiti. E, caso você não saiba, Haiti e República Dominicana ficam no mesmo pedaço de terra. De um lado extrema pobreza, guerra e destruição. Do outro lado da fronteira, o paraíso em forma de praia, música caribenha e vendedores ambulantes.
Adivinha, é pra lá mesmo que a gente vai.
Me ferrei legal, não estava preparado para viajar assim, DO NADA.

Uma das primeiras decisões que tomamos foi não ter um pacote com uma agência. Compramos com a CVC apenas as aéreas e a hospedagem. Nada contra, apenas não queríamos estar presos a um roteiro pré-determinado e, quando você chega lá, você descobre que essa é uma ótima escolha.
Punta Cana é daqueles lugares que te enchem os olhos. Não é só o mar e o céu, eles sabem como receber as pessoas, te fazer ficar a vontade todos dançando nus em volta da fogueira. O hotel, pelo menos o que eu fiquei, impressiona pela arquitetura com espaços gigantescos e pé-direitos altíssimos.
A cada esquina que você vira, uma nova escultura ou estátua te recebe, os jardins são nababescos (só não disse babilônicos porque senão eles seriam suspensos, o que não é o caso: tundundisss), no fim das contas, não é só a praia que prende sua atenção.
As dicas:
Os vôos para Punta Cana, fazem escalas, então, compre as conexões com pelo menos três horas de diferença. Pegamos as conexões na Colômbia com uma hora de diferença e, em todas elas foi uma correria danada para comprar pó, sem contar que você corre o risco de perder a conexão e vai acabar tendo problemas.
O aeroporto de Bogotá é gigantesco, bonito e cheio de coisas legais pra fazer, então, mesmo que você espere uma ou duas horas, você terá muito o que fazer.
Antes que alguém pergunte, a temporada lá vai de novembro a março, fomos no início de outubro o que foi uma das coisas mais acertadas que fizemos. O hotel está vazio, a praia também e o calor é o mesmo (sempre na casa dos 30). Você consegue aproveitar melhor a piscina e tudo que o complexo hoteleiro tem pra oferecer.
Pelo que fiquei sabendo, na temporada você não consegue uma cadeira perto da praia caso não chegue antes das oito e meia da madrugada.
Existem diversos hotéis em Punta Cana porém, alguns deles ficam na faixa de praia com mar calmo e água transparente, ficamos hospedados no Meliã Club, é um hotel mais antigo mas, você só vai notar isso nos móveis que aparentam ter uma certa idade.
Consulte a sua operadora sobre a praia, lá também tem praia agitada e, se você quer ficar molhando o saco o dia todo na água, é importante escolher o hotel certo.
Para terem uma ideia do tamanho do bagulho, você se desloca de um lugar ao outro em um trenzinho que passa de 15 em 15 minutos nas paradas espalhadas pelo complexo.
Existem diversos passeios a serem feitos e os caras são chatoooossssss, te abordam de cinco em cinco minutos, fique esperto e, caso não queira fazer o passeio ou já tenha fechado com algum vendedor, dispense os chatos com rapidez ou eles vão ficar falando com você eternamente (zzzzzzzzz).
Outra dica: As faixas de areia que ficam em frente aos hotéis são monitoradas por seguranças. Caso você saia dela, será abordado a cada dois metros por vendedores ambulantes, feiticeiros de unhas grandes e pretas (SÉRIO), etc… Um dia tentei dar uma caminhada pela praia, andamos uns 150 metros e tivemos que voltar, bizarro.
A internet no quarto é paga ($10/dia), o acesso é livre nos lobbys, o uso de cofre, que eu recomendo, custa $2/dia.
Os pacotes para Punta Cana são no formato “tudo incluso” e, se você não quiser, não precisa nem sair do hotel. Perto do Meliã, fica um dos shoppings da cidade, não é um paraíso de compras e os preços não são nada convidativos. Neste mesmo shopping fica um Hard Rock Café, aproveite.
Na verdade, com o pacote, você não gasta quase nada lá, não é preciso levar rios de dinheiro, se você não for do tipo que gasta com presentes ou em cassinos, um casal passa uma semana super bem com uns mil Obamas, rindo e sobrando. Ah, é bom saber que é preciso levar dinheiro trocado, no desembarque você vai pagar uma taxa de 10 Obamas por pessoa.
E não se assuste, o aeroporto parece saído de um filme do Van Damme no Camboja. Os taxis são mais ou menos tabelados, dentro do próprio aeroporto tem um quiosque de taxis “oficiais”, o trajeto até os hotéis varia de 30 a 50 doletas.
Punta Cana é um destino familiar, apesar da bebida liberada, você não verá, pelo menos eu não vi, ninguém bebasso ou coisas do tipo. E se você é solteiro e tá a fim de pegação, lá não é o seu lugar. As noites no hotel são animadas com um cassino e também com música, shows e animadores.
Praticamente todos os hospedes se dirigem para os lobbys do hotel na parte da noite então, fica aquela coisa misturada com gente de todo lugar, falando em línguas das mais diversas (russo lá é mato, SKAVUSKA). Falando em línguas, lá se fala o “portunhol” e o inglês também, então fique tranquilo, você não passará apertos.
Falei que tem muito russo lá? Então, tem brasileiro lá também. Você tá lá, super de boa, tentando conversar em inglês com alguém e, de repente, o cara solta um: PUTA Q PARÉEEEUUU. Exatamente, tem muito brasileiro lá. Pode relaxar, você estará em casa.
E assim como brasileiros em quantidade, você também encontra mosquitos, leve bastante repelente, nas áreas comuns a mosquitada pega feio.
P.s: O lugar inteiro cheira a filmes do Van Damme da década de 90 inclusive aquela musiquinha caribenha que toca ao fundo de qualquer lugar, até onde não tem aparelhagem de som #medo.
to bem de boa, relax em Punta kkk
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Boas dicas, Diego! Só fiquei com medo dos ~feiticeiros de unhas grandes. E você, viajão, também pode contar sua história de viagem pra gente! Seja um Colaborão, escreva pro: souviajao@gmail.com. Hasta luego!
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Antes de mais nada, queria dizer que a placa do carro dela é BBI, logo já podemos imaginar o nível da pessoa risos. Brincadeiras a parte, hoje temos a publicitária bonitaça e minha amiga aí da foto, Bianca Gugelmin clap clap, contando sua história em Bogotá e Cartagena na Colômbia. Se ela foi em busca de uma esmeralda eu não sei, mas sei que Cartagena ganhou mais uma esmeralda com ela lá (cantadas: check!). Se liguem na história aí, e valeu Bi! (Quem não lembra do filme “Tudo por uma esmeralda”? Veja aqui)————
A minha história com a Colômbia começou há anos: uma de minhas melhores amigas tem família colombiana. Crescemos juntas, praticamente como irmãs, e perdi a conta de quantas vezes nos encontramos para comer as deliciosas obleas con arequipe (ocasiões em que eu me afundava nessa iguaria maravilhosa). Estou aqui no Viajão hoje para contar um pouco mais da minha viagem!
Visitei a Colômbia no final do ano passado para passar o Natal (e alguns diazinhos a mais, porque eu também sou filha de Deus). Meu primeiro destino foi Cartagena de Índias, uma cidade costeira e caribenha, antigo porto das colônias espanholas na América Latina. Além de porto, Cartagena foi, por muito tempo, a saída principal da rota do ouro dos colonizadores para a Europa. Com isso, ela era constantemente atacada por piratas, ladrões e frotas de outras nações européias interessadas nas muambas dos espanhóis (porque a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa, né). Nessa onda de arrastão à Cartagena, o governo local se viu obrigado fortificar a cidade com muralhas e um castelo militar. O castelo protegia a entrada costeira e, as muralhas, o interior da cidade. Elas foram construídas no século 17 e estão de pé até hoje! Intactas, ótimas para passear e cheias de histórias para contar.
Além das grandes muralhas de Cartagena de Indias, a cidade ainda reserva outras surpresas muito boas. Primeiro, o clima. O frio intenso do inverno em dezembro era de 34 graus. No verão, em agosto, faz quase 50 graus (!!!). Segundo, a região central de Cartagena é tombada como patrimônio histórico. É uma área linda, charmosa e minúscula – só se anda a pé! As antigas casas coloniais foram transformadas em hotéis-butique, hostels e restaurantes típicos. Por falar nisso, a comida colombiana é uma dádiva dos deuses indígenas. Muitos frutos do mar, arroz com coco, patacón, uma espécie de disco de banana verde amassada e frita, frutas tropicais vendidas na rua como se fossem petisco, o arequipe, doce de leite já comentado nesse post , e as arepas. A arepa é tipo um bolinho feito com massa de milho, recheada de queijo, ou com molho de carne, bacon e ovos. Elas são típicas no café-da-manhã dos colombianos (e eu ainda não sei como é que eles conseguem sair para trabalhar depois). Cartagena ainda possui várias igrejas e museus interessantes de se visitar. O maior deles é o Museu da Inquisição. Sendo colônia espanhola, a Colômbia também foi palco das loucuras da nave-mãe e Cartagena foi uma das cidades que mais sofreu na época. No museu, há replicas de vários instrumentos de tortura, alguns bem curiosos, além de uma ala só com a história da cidade de Cartagena e a colonização espanhola na Colômbia. Viajão também é cultura!
Depois de quase uma semana curtindo o duvidoso inverno de Cartagena, fui para Bogotá, a capital colombiana. Como em um passe de mágica, saí de uma temperatura de 30 e muitos graus para meros 13 graus em Bogotá (choque térmico, sim ou não?!). A cidade fica em uma região montanhosa e é bem elevada, o que acaba refletindo na temperatura. Com seus mais de 7 milhões de habitantes, Bogotá é uma cidade sensacional. Além do povo altamente educado e hospitaleiro, ela oferece o que há de melhor em restaurantes, baladas, entretenimento, como em todas as grandes cidades do mundo. A igreja de Monserrat, que fica no alto de uma montanha, vem com uma vista espetacular. O Museo Botero reúne muitas obras do grande artista plástico Fernando Botero, aquele que curte pintas pessoas, animais e até frutas gordinhas (com tanta comida boa nesse país, não é de se estranhar). Tem ainda o Museo del Oro, com centenas de milhares de artefatos, peças e heranças indígenas todas produzidas em ouro, cobre, prata e pedras preciosas. A alguns quilômetros da cidade, fica a Catedral de Sal, a maior igreja do mundo construída dentro de uma mina de sal. Tudo é feito de sal, inclusive a cruz e as estátuas dos anjos e santos. É inacreditável! Entre um passeio e outro, parei para apreciar um legítimo café colombiano, é claro, em um dos milhares cafés do Juan Valdez, uma rede de cafeterias estilo Starbucks no país. Nosso amigo Juan, inclusive, já fez uma simpática aparição no filme “Todo Poderoso”, com Jim Carrey. (Cultura inútil, check!).
Por fim, não poderia deixar de comentar sobre o lugar mais maluco e pirado que visitei. Chama-se Andrés Carne de Res e é um restaurante-bar-discoteca-parque de diversões muito conhecido nos arredores de Bogotá city. Nunca vi tanta decoração, velas, santos, animais empalhados pendurados, músicas de todos os tipos, figuras caricatas que te tiram para dançar, e muitas outras surpresas no mesmo lugar. O menu parece uma caixa registradora antiga, com manivela na lateral. Você gira, gira, gira a manivela e ele não acaba mais – são centenas de pratos e petiscos! Enfim, é impossível descrever tamanha doideira, por isso visitem o site do Andrés, e confiram as fotos abaixo.
É isso gente!
Espero que vocês tenham gostado da minha história.
E lembrem-se de considerar a Colômbia como seu próximo destino de férias. Vale muito a pena!
Um beijo,
Bianca.
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